E, aí, galera? Tudo bem? Espero que sim. E espero que tenham gostado do primeiro capítulo de "Vidas". Aqui vai mais um e vejamos o que vai acontecer com nossos amigos, Shall we?
AN: Bem, como o anime/manga eu não vi o ano em que as aventuras de Yuuri e co. começaram, eu não posso colocar um ano específico em que eles começarão em Hogwarts. Mas se alguém souber, eu posso fazer os cálculos (levando em consideração que quando eles morreram Yuuri tinha 21 anos) eu poderei colocar uma data mais precisar. Portanto, quem souber me diga para que eu possa fazer as devidas correções.
A festa de Duda tinha sido um tanto agitada. Eles tinham ido ao zoológico e uma cobra fugira. Harry até tentou impedi-la, mas ela foi rápida. No fim seus tios o culparam por isso e estragar o dia importante de Duda. Humpf. Fala sério. A noite ele foi liberado do "quarto" para ajudar a tia com o jantar daquela noite, todos os pratos favoritos de Duda, quando uma coruja enorme e marrom entrou com tudo pela janela e quase arrancou a cabeça de tia Petúnia. Ela deu um grito horrorizado e jogou o prato com os doces pro ar, correndo desesperadamente para fora da cozinha. Pobre Harry ficou petrificado onde estava, vendo a cena se desenrolar a sua frente, sem saber o que fazer. Uma ideia de repente lhe veio a cabeça e ele decidiu segui-la, mesmo que ela falhasse. Com um meneio da mão uma corda de água surgiu da pia e envolveu a coruja, que com o susto guinchou loucamente. Sem esperar Harry trouxe a coruja até ele e segurando-a firmemente correu da cozinha para o muro, sem pensar no que tudo aquilo poderia significar. Ele só parou quando pensou que ninguém os encontraria, completamente exausto, como sempre acontecia quando usava seu poder.
Ele olhou para coruja, que parara de se debater e se aquietara. Na pata dela ele viu algo preso. Quando ele olhou melhor ele viu que era uma carta. Com o cenho franzido ele a examinou e ficou surpreso quando notou que o endereçado era ele. Ele, então, pegou a carta e começou a ler, a coruja quieta em seu colo. A medida que lia suas sobrancelhas se ergueram em pura surpresa. "Magia?! Hein!", pensou, enquanto lia a carta de admissão, bem como a lista do que precisaria para ir pra lá. Ele soltou uma exclamação de surpresa quando a coruja o bicara. Ele olhou pra ela sem entender e quando ela tentou bica-lo de novo ele reagiu e puxou a mão. Quando ele terminou de ler a carta ele, olhando da coruja para carta perguntou.
- Você está esperando uma resposta, né? – mostrando a carta a coruja a qual piou como quem diz: "é claro, dã!" Com um suspiro resignado Harry retornou pra casa, mas não sem antes ter certeza de que a coruja ficara na árvore do muro, juntamente com a carta que esta trouxera, afinal, ele não podia levar a carta com ele. Seus tios pirariam se a visse.
A casa estava um alvoro só tia Petúnia tentando explicar para tio Valter o que havia acontecido na cozinha, só para parar de falar ao avistar Harry entrando pela porta dos fundos, tudo isso enquanto não tentava chamar atenção dos vizinhos. E é claro que em um segundo Harry se viu sendo levado, pela orelha, para seu "quarto" por tio Valter. O qual o trancou lá com a promessa de que ele não sairia de lá até as aulas começassem. O que, de acordo com a carta que lera seria dali a mais de um mês, uma vez que eles se encontravam no meio de julho. E a pobre da coruja estava a espera de sua resposta e Harry não tinha a menor ideia de como fazer para lhe dar a resposta. E agora?
Enquanto Harry estava trancado no seu "quarto" a coruja ficou observando a casa, a espera do mesmo, mas quando ela viu o garoto sendo trancado, ela piou furiosamente e entrou na casa novamente, fazendo seus ocupantes gritarem em pânico e medo. Ela parou em frente à porta e lançou, com um movimento de cabeça, a carta por baixo da porta. Feito isso, ela voou para fora da casa e decidiu esperar até que o garoto pudesse lhe dar a resposta. Afinal ela era uma boa coruja das torres que sempre entregava suas cartas como era devido. E se ela precisava de uma resposta ela esperava fosse o que fosse pela mesma.
QUATRO DIAS DEPOIS...
Harry estava cansado de ficar naquele cubículo por tanto tempo, saindo apenas duas vezes ao dia para usar o banheiro. O pior é que ele estava ciente de que ficara de dar a resposta a coruja quatro dias atrás. Com um senso de agonia ele começou a pensar que ela retornara sem a resposta e ficava imaginando o que aconteceria dali em diante. Afinal se ele não dissesse que queria saber mais sobre tudo isso (afinal não era todo dia que você descobre que é um bruxo, ele ainda se lembrava do susto quando descobriu que era um mazoku – óh, incredulidade!) como é que os responsáveis pela escola saberiam que ele queria ir estudar magia? Eles poderiam muito bem pensar que ele não havia aceito, já que não havia enviado um retorno a proposta. E isso o estava comendo por dentro. Por outro lado ele também havia parado pra pensar que os Dursley não iriam pagar ninguém para ensiná-lo magia, uma vez que só a mera menção dessa palavra fazia os dois adultos terem ataques apopléticos.
- Arrgghhhh! Se envio dizendo que quero ir, provavelmente só farei eles perderem tempo... a não ser que eles tenham um programa de bolsas de estudos... mas por outro lado eu tô tão curioso para conhecer outros bruxos!... Será que Bob sabe sobre eles?(suspiro) Não adianta eu pensar nisso agora. Primeiro eu tenho que sair desse lugar e, se a coruja ainda estiver lá fora, enviar a carta. – Decidido, ele esperou que todos fossem dormir e, com muita concentração, ele criou um pequeno dragão de água, da garrafinha que sua tia lhe dera, afinal ele não podia sair dali.
Harry olhou o pequeno dragão d'água, abriu sem fazer barulho a janelinha da porta e o fez passar, até que o mesmo alcançasse o ferrolho. Com um prender de respiração e olhar determinado, Harry fez o dragão empurrar o ferrolho até o mesmo permitir a porta a se abrir. Com um sorriso vitorioso e cansado, Harry dispersou o dragão, o qual voltou para a garrafa e saiu pelo corredor até a cozinha. A porta, óbvio, estava trancada, mas a chave estava no trinco. Ele a abriu com cautela, tentando não fazer nenhum barulho para não acordar sua família. Para seu espanto ele encontrou a coruja no mesmo canto que a deixara. Com um sorriso e olhar de desculpa ele amarrou a carta na pata da coruja que após dar um piu de entendimento voou céu adentro, desaparecendo na escuridão.
Após não poder mais avistar a bela coruja, Harry retornou para casa. Ao que parecia ele havia conseguido não acordar ninguém ao sair. Ele, então, retornou para seu "quarto" e ficou olhando o teto, pensando no que aconteceria dali para frente. Ele, no entanto, só poderia esperar para ver. Afinal, não era como pudesse adivinhar o futuro, pensou com apreensão, pois não sabia como sua família iria reagir as notícias de que ele era um bruxo, afinal sua família odiava tudo que era anormal e ser um bruxo com certeza se encaixava nessa categoria. Enquanto isso estava acontecendo com Harry, outras três crianças também receberam suas cartas para irem a Hogwarts, e todas elas mal podiam esperar para fazê-lo.
31 de julho
Muitas coisas haviam acontecido desde que a coruja havia lhe entregado a carta de aceitação e ninguém, até agora, havia aparecido para lhe explicar as coisas. Ele continuava, de certa forma, de castigo pelo ocorrido, embora ele não tivesse culpa alguma do mesmo...bem, quase tudo, afinal a coruja tinha ido lá entregar uma carta endereçada a ele, causando todo aquele badauê, mesmo que não tivesse sido de propósito. Fora o fato de que os tios disseram que escola ele "iria" frequentar e certamente Harry não estava nem um pouco inclinado a ir para lá, principalmente depois de ouvir umas histórias muito cabeludas de Duda e seus amigos, sem que os mesmo soubessem que ele os estava ouvindo.
No momento Harry estava sem nada para fazer, então ele decidiu dar uma volta, aproveitando que o primo tinha ido passar uns dias com tia Marge e logo não tinha que se preocupar em ser perseguido. Ele entrou no pequeno parque da vizinhança e sentou em um dos balanços. Ainda era cedo para ele precisar retorna para casa e ajudar tia Petúnia com o almoço. Ele queria muito que algum bruxo aparecesse e lhe dissesse que ele foi aceito para estudar magia, pois ele não sabia o que faria se seus tios o forçassem a ir para e escola que escolheram. Ele com certeza nunca iria para lá. Ele preferia sumir e tentar voltar para Shin Makoku à isso.
Com um suspiro ele fechou os olhos e ficou sentido o leve vento em seus cabelos ao mover o balanço. Mas um barulho, como o de escape de um carro, o fez dar um pulo e quase cair do balanço. Ele deu uma olhada ao redor, pois ao que se recordava não havia nenhum carro quando ele chegou e se um tivesse sido ligado ele teria ouvido. Então de onde havia vindo o barulho. Ele olhou, olhou, mas a única coisa que viu foi uma mulher surgir de detrás de um arbusto e andar em sua direção, como se não tivesse ouvido o estranho barulho. Ele piscou várias vezes para ter certeza do que estava vendo.
A mulher estava vestindo um longo vestido verde escuro, que quase parecia preto, mas por ser dia dava para ver sua real cor, um chapéu pontudo, como esses dos filmes de fantasia. Ela tinha uma expressão bem severa e Harry se pegou pensando o que a havia irritado tanto. Será que ela havia se perdido, pegou-se pensando olhando ela com cautela. A mulher, que ainda Harry não tinha um nome para identifica-la, parou em sua frente e o estava olhando como que esperando alguma coisa. Será que ela me confundiu com alguém, pensou vendo-a olhá-lo analiticamente.
- Mr. Potter, eu presumo? – ela perguntou olhando Harry e esperando uma confirmação. Ele confirmou com um aceno de cabeça. Isso só fez a expressão dela se intensificar, e ele tratou de emendar.
- Sim, sim sou eu, Senhora.- ele respondeu com o máximo de respeito que conseguiu expressar. Ele não queria que ela reclamasse para seus tios que ele estava sendo desrespeitoso. Deus o livre ser como Duda. Olhando para ela, Harry pode ver que a expressão havia, de certa forma, se suavizado.
- Eu sou professora Minerva McGonagall. Eu sou professora da Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts! – ela deu uma pausa pra ver a expressão do garoto mudar de confusão para choque e surpresa. – Estou aqui sobra a sua carta-resposta. – ela franziu o cenho, então – Devo tomar pelo que escreveu que você não sabe nada sobre seu passado? – ela perguntou, e ficou esperando uma resposta. Harry, por outro lado, estava tão estupefato que quase não conseguiu responde-la.
- Ha... é...eu sei... – ele teve que dar uma pausa para por os pensamentos em ordem – É claro que eu sei. – ela arqueou a sobrancelha, indicando que ele elaborasse – Meus pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha um ano e desde então vivo com meus tios e primo. – era um belo resumo, Harry decidiu, mas pela cara da bruxa, McGonagall, não era. Ela o estava olhando com os cenhos franzidos e a cara mais severa que ele já vira até então.
- Eu sabia que era um erro deixa-lo com esses trouxas. – ela murmurou esperando, por certo, pensou Harry, que ele não ouvisse. Ela o olhou novamente e pareceu chegar a uma decisão. – Me siga Potter! – ela ordenou bruscamente e, sem saber o que fazer, ele a seguiu. Com um certo aperto no peito ele notou que ambos se dirigiam para a casa de seus tios. Ele começou a pensar se tinha cometido um erro. Afinal, ele não queria ficar, novamente, de castigo.
- Eu quero conversar com seus tios! – ela disse isso enquanto caminhavam, como meio de explicação. Harry podia ver que ela não estava nem um pouco feliz e ele não entendia o por quê. Será que foi algo que eu disse?, ele pensou olhando a bruxa com certa apreensão.
Harry anunciou, quando chegaram, que eles tinham visitas, e é claro que Petúnia foi ver quem podia ser tão cedo. A cara que ela fez aumentou a curiosidade de Harry. Era como se sua tia fosse desmaiar a qualquer momento, de tão pálida que ficara. Enquanto que professora McGonagall apenas a olhava com cara de reprovação e algo mais que ele não conseguiu identificar. Pobre Harry não tava entendendo nadica de nada, embora parecesse que elas tinham um passado e, pelo visto, conturbado. O que teria acontecido no passado delas para reagirem assim na presença uma da outra. Sua tia aparentemente havia se esquecido de que Harry estava ali, do contrário ela com certeza teria dado alguma desculpa para ele sair dali.
- Petúnia! – Harry notou que com apenas o nome dela, sua tia tinha ficado completamente rígida, como uma pedra, embora ela estivesse tentando (sem sucesso, Harry acrescentou mentalmente) esconder isso com uma cara de desdém.
- O que você está fazendo aqui? – Petúnia perguntou rispidamente para a bruxa. Harry piscou várias vezes em choque com o modo que sua tia estava tratando uma visita. Mas ao que parecia McGonagall não parecia nem um pouco perturbada com essa recepção.
- Vim ajudar seu sobrinho com as compras para a escola. – ela falou devagar e claramente, e vendo a reação de desgosto e choque em Petúnia, continuou – E aparentemente contar a ele o que REALMENTE aconteceu com Lílian e James, bem como o fato de que, aparentemente, ele não saber, até recentemente, que é um bruxo. – ela terminou com um fogo nos olhos que fez com que Petúnia desse alguns passos para trás em pânico. Mas sua tia rapidamente se recuperou.
- Você não vai, não! Vernon e eu não vamos pagar nenhum charlatão para ensiná-lo alguns truques mágicos! – ela respondeu com uma determinação nunca vista por Harry. Ele estava começando a achar que tinha sido um erro traze McGonagall para casa. A mesma de repente sorriu, um sorriso que se Harry fosse determinar seria de vitória. Mas sobre o quê, ele não fazia ideia.
- E você acha que pode impedir o filho de Lílian e James de estudar em Hogwarts? - à menção a escola Petúnia trincou os dentes, fazendo seus lábios se tornarem um mero risco – Eles cuidaram de tudo antes de partirem. Os estudos dele já estão pagos. – Harry arregalou os olhos, não acreditando no que estava ouvindo. Isso só significava uma coisa seus pais tinham sido bruxos. Ele voltou sua atenção para a tia, que parecia ter se recuperado do choque.
- Seja como for, ele está sob nossa responsabilidade! Portanto, nós iremos decidir onde ele vai estudar! – Harry gelou. Ela tinha razão, eles tinham a palavra final. Afinal eles eram seus responsáveis. McGonagall avançou em Petúnia tão bruscamente que a mesma não teve tempo de recuar e disse algo a ela que a fez empalidecer e concordar com a cabeça, embora parecesse relutante. A bruxa, então, deu meia volta e se dirigiu á porta.
- O que você está esperando Potter. Vamos. Temos muito o que fazer e o tempo é curto. – McGonagall disse e voltou-se para porta, intenção clara. Harry deu uma última olhada na tia e seguiu professora McGonagall porta afora.
- Ah! Para onde estamos indo, professora McGonagall? – Harry perguntou enquanto caminhavam rua abaixo, em direção do parque onde se encontraram. Ela não olhou para ele mas respondeu sem parar.
- Estamos indo para o Beco Diagonal, comprar seu material escolar, é claro! – ela disse isso como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Bem, para ela deve ser, pensou Harry seguindo a professora.
A cabeça de Harry estava cheia de possibilidades e teorias. Uma delas era que essa professora possivelmente conhecera seus pais e que ela os tinha ensinado. Outra era que, pelo que ele havia entendido do que ouvira ela e sua tia conversado, seus pais não morreram em um acidente de carro. A pergunta quanto a esse era como, então, eles morreram, pensou Harry, completamente absorvido em pensamentos. Ele quase colidiu com McGonagall quando ela parou de andar e Harry viu que eles haviam chegado ao parquinho do bairro.
- Segure minha mão Potter. Iremos diretamente daqui ao Beco Diagonal! – Harry não entendo como seria isso, mas fez o que ela pediu, e a próxima coisa que viu foi uma explosão de cores ao seu redor e uma sensação que estava sendo espremido por um cano. Ele fechou os olhos rapidamente e quando a sensação parou, e abriu os olhos, ele estava completamente desorientado.
Harry estava chocado esperando ver o parque perto de casa mas o que ele estava vendo era algo de outro mundo. Havia pessoas usando as roupas mais estranhas que ele já vira na vida, lojas atulhadas com coisas para serem vendidas, animais de diversos tipos e tamanhos, crianças correndo para cima e para baixo tentando puxar os pais para o que lhes chamara a atenção. Harry se pegou pensando em Greta e na alegria dela de ter uma bearbee, o sorriso maior do mundo tinha derretido seu coração e ele e Wolfram..., Harry piscou rapidamente os olhos e tentou banir a lembrança de sua cabeça. Não seria uma boa ideia deixas essas lembranças consumi-lo nesse momento, em um lugar público como esse. Ainda mais quando ele estava sendo acompanhado por um membro do corpo docente de sua futura escola.
McGonagall olhou o garoto com um pouco de apreensão quando ele olhou ao redor com o olhar espantado, até aí tudo bem, e logo em seguida com uma de dor, do tipo que você mostra quando lembra de algo doloroso. Ela viu que ele não queria demonstrar o que estava sentindo. Ela olhou na direção em que ele estava olhando e viu um pai com a filha olhando por uma vitrine, a garota segurando um gatinho rajado de cinza, que tinha acabado de receber do vendedor, um largo sorriso de alegria iluminando seu rosto. McGonagall achava que era isso que tinha causado esse olhar triste. Ele deve estar pensando em como seria se seus pais estivessem aqui, pensou com uma dor no coração. Ela não sabia o quão longe da verdade estava.
McGonagall colocou uma mão no ombro de Harry, fazendo o mesmo dar um leve pulo de susto e surpresa. Ela indicou para ele prosseguir em frente e ele logo o fez, lembrando que ela provavelmente deveria ter outros assuntos a tratar e não apenas servir de guia para ele. Ambos seguiram em direção o um prédio branco e enorme com os dizeres Gringotes na parte de cima. A medida que se aproximaram Harry notou algo escrito, mas ignorou isso em favor a olhar o resto da arquitetura. Era simplesmente lindo. Gunter iria adorar ver isso, pensou no tutor que sempre que o via queria mata-lo com um de seus abraços.
Alguma horas depois...
Dizer que ele estava chocado era óbvio. Depois que eles fizeram todas as comprar, incluindo sua varinha, Harry e McGonagall se sentaram para conversar e ela finalmente explicou o que havia acontecido com seus pais na noite de Halloween dez anos atrás e que como consequência ele tinha se tornado famoso no mundo mágico. Harry engoliu em seco, sabendo que sua estadia no mundo mágico, provavelmente não seria tão boa quanto ele tinha imaginado. Uma das coisas que ele aprendeu, na marra, foi que quando você tem poder as pessoas farão de tudo para ficarem ao seu lado, tirando o máximo de proveito possível, ou em alguns casos, se aproximar só para apunhalar pelas costas. Ele se lembrava do que Sara fizera, embora eles, depois, tivessem feito as pazes e até se aliarem, porém, certas coisas a gente nunca esquece. É vou ter que tomar cuidado nessa nova escola, Harry pensou com certa tristeza.
Outra coisa que ele pôde captar da conversa deles era que ela, e Dumbledore, a quem ele lembrava ter lido em sua carta era o diretor de Hogwarts, acreditavam que esse Voldemort, ou seja lá qual fosse seu nome, ainda estava vivo. A questão era porque ele não agia se ainda estava vivo, porque se esconder, eram perguntas que não o deixaram em paz durante o resto do dia. Quando retornou para casa seu tio o olhou com uma cara vermelha de raiva e, seria isso apreensão?, Harry pensou olhando para o mesmo. A tia estava atrás dele com uma panela em uma das mãos enquanto secava com a outra. A mesma cara desgostosa de quando saíra. Com um barulho de limpar a garganta Harry olhou para o tio, que estava tentando falar, mas parecia que as palavras não queriam sair. Por fim ele conseguiu dizer o que queria.
- A partir de hoje você irá ficar no segundo quarto de Duda! – Valter declarou e Harry olhou o tio em puro choque, sem conseguir nem se mexer – Então, o que está esperando? Leve logo suas coisas para cima! – ele falou quase como se quisesse gritar, mas para não chamar a atenção dos vizinhos ele não o fez. Harry deu um pulo e obedeceu o tio sem perder tempo, desaparecendo escada acima, embora ele soubesse que teria que retornar e pegar as pouquíssimas coisas que ele tinha em seu outro "quarto".
Harry deu uma olhada no seu novo quarto. Ele estava com algumas caixas cheias de brinquedos quebrados de Duda, bem como livros que o mesmo nunca lera. Ele avistou um relógio quebrado e decidiu tentar consertá-lo, afinal ele talvez fosse útil para acordá-lo quando estivesse na escola. Não demorou muito para ele olhar o que havia pelo quarto e decidir como arrumar o mesmo. Demoraria um pouco, mas agora ele teria um quarto de verdade, que ele poderia chamar de seu.
Depois do que pareceu horas, mas na verdade foram apenas duas horas, Harry terminou de arrumar tudo e ficou até impressionado com o próprio capricho e parou para pensar no que Wolfram diria se o visse fazer isso. O pensamento veio tão rápido e de repente que ele não conseguiu evitar as lágrimas de descerem seu rosto. Agora que ele estava só em seu quarto e, pela hora tarde, sua família já estava dormindo ele chorou, silenciosamente, a perda das pessoas mais importantes em sua vida. Bem, como o aumento da solidão que sentia sem eles que aumentara nos últimos anos, finalmente ele deixou solto sua tristeza e solidão, até que a escuridão o engolisse e ele caísse em um sono profundo, porém sem sonhos.
Shin Makoku
- O QUE VOCÊ QUER DIZER COM SUMIU?! – uma voz meio que histérica perguntou as pessoas que estavam em sua presença. O soldado, Dacascos, tremia da cabeça aos pés, diante do conselheiro real. Ele tentou falar, se explicar na verdade, mas as palavras lhe fugiam.
- Qu..qua..quan... quando fo.. fomos ver, não estava mais lá, Senhor! – ele terminou em um tom meio agudo, indicando seu nervosismo – Nós... nós não sabemos onde possa estar, Senhor! – ele terminou quando sem fala, de tanto seu pânico com que lhe aconteceria se não resolvessem esse conundru.
- Oh! Céus! O que está acontecendo aqui? – uma voz feminina perguntou um pouco afastada da confusão que se armara com o grito do conselheiro. Uma mulher de cabelos longos e loiros, olhos verdes e um corpo de matar muita gente de inveja perguntou para o conselheiro real.
- Lady Cely! – o homem em questão suspirou com um pouco de alívio ao ver a ex-maou. Ele se virou para dizer o que estava acontecendo, mas ao avistar o que Lady Cely usava no pescoço seus olhos se arregalaram – LADY CELY! – ele exclamou horrorizado – O que você pensa que está fazendo usando isso? – ele perguntou, completamente perplexo, apontando para o colar belamente ornamentado com pedras negras e no centro o símbolo de Shin Makoku , os olhos do mesmo em rubis.
- Ah! Isso? – ela apontou para o colar – Ele estava tão só lá embaixo que eu decidi trazê-lo comigo para a minha próxima viagem – ela falou como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Em um piscar de olhos Gunter tinha o colar seguro em suas mãos e Dacascos ficava pensando em como ele conseguia fazer essas coisas sem destruir os objetos.
- Honestamente, Lady Cely, essa é uma relíquia do reino, não uma joia qualquer que pode ser levada para cima e para baixo a seu bel prazer! - e–e relaxou os ombros e continuou – Eu quase tive um treco quando os guardas que foram fazer o inventário anual não haviam encontrado esse colar. – ele deu uma boa olhada no mesmo, para garantir que estava tudo perfeito.
- Oh! Gunter! Não é como se eu nunca tivesse usado uma joia real antes. Qual o problema com essa? – ela perguntou meio que curiosa. Ele a olhou debatendo se deveria dizer ou não. Por fim decidiu contar, talvez assim ela não tente usá-la de novo, pensou.
- Esse colar foi feito por Shino Heika. De acordo com registros ele o fez para alguém especial mas... – ele parecia indeciso, mas a um olhar insistente dela, ele prosseguiu – Essa pessoa não aceito o presente muito bem e dizem que o colar foi amaldiçoado. Desde então todas as pessoas que o usaram por longos períodos de tempo sempre acabam sofrendo infortúnios desagradáveis. É por isso que o colar tem ficado na câmara dos tesouros fora da vista das pessoas, assim ele é completamente esquecido. – Gunter terminou num tom solene.
- Oh! Céus! Que horror. Ainda bem que você estava aqui, então. – ela abraçou o conselheiro e antes de partir comentou – Eu não ia querer que minha jornada em busca do amor fosse arruinada por infortúnios. Tchauzinho! – e com um acena ela desapareceu corredor abaixo. Enquanto que em uma alcova, perto de toda aquela confusão, uma figura minúscula ouvira toda a conversa.
- Ai! Ai! E pensar que o meu Daikenja não gostou desse meu presente. Bem, pelo menos agora eu sei onde ele está! – e com um sorriso matreiro, que prometia confusão, Shino desapareceu. – Espere meu Daikenja, quando você voltar vou te devolver seu belo presente.
Olá gente boa. Esse foi o terceiro capítulo. Espero que tenham gostado. ME DIGAM. Anyway, o próximo, se a fic permitir, será a entrada de Harry em Hogwarts, entre outras coisas. Oh! O que será que vai acontecer? E me digam o que acharam do jeito que fiz ele descobrir sobre o mundo mágico? Sobre seus pais? E esse finalzinho? Oh, my! Shino sempre aprontando. Vamos, gente, comente dizendo senão não vou saber se a fic é boa ou se eu tô fazendo alguma cagada. ME DIGAM! Até a próxima.
