E, para variar, eu estava fazendo um papel de boba enquanto encarava o belo homem, sem saber o que dizer.
Como alguém podia ser tão lindo assim? Eu me ouvi soltar um suspiro e senti minhas bochechas esquentarem violentamente.
O tal homem era alto, com um porte físico sensacional. Parecia ser forte, mas nada exagerado. Seus cabelos eram uma completa bagunça, com mechas espetando para todos os lados. E a cor... Oh, deus. Era cor de bronze, com algumas mechas mais claras, meio loiras. Dava um ar um pouco rebelde a ele. Seus olhos, que me deixaram hipnotizada, eram de um verde tão vivo e intenso tão convidativos e misteriosos. Seu rosto era lindo, com linhas firmes. Ele vestia uma camisa jeans escura com todos os botões fechados e as mangas estavam dobradas na altura dos cotovelos e uma calça bege, no pés um sapato preto. Je suis fasciné par elle.
Ele pigarreou.
Oh, sim. A pergunta. Me esqueci completamente. Que vergonha Isabella.
- Oh, desculpe. Sim, um quadro maravilhoso. Estou encantada. - Por você.
Mordi minha língua. Quase terminei a frase. Que boba.
Dei um meio sorriso e continuei a olhar a tela, completamente envergonhada.
- Posso dizer que estou olhando para algo mais encantador que essa tela. - Ele sussurrou. Seu sotaque parecia ser inglês e eu mal conseguia contar a excitação que sentia perto dele. Muito perfeito. Não dava pra pensar direito.
- Oh, sério? O que? - Perguntei sem nem ter escutado direito a pergunta.
- Você, claro.
Parei, pasma. - Oh, você é muito divertido. - Dei uma risada.
- Estou falando sério, é... - Ele parou, como se quisesse dizer o meu nome. E continuou. - Desculpe, me esqueci por um minuto. Uma bela garota com certeza tem um nome, certo? - Brincou.
- Me chame de Bella. - Respondi, sentindo que estava ficando tão vermelha com seus elogios que nem conseguia pensar direito. Je mérite.
- Isabella... Faz jus o nome. - Ele sorriu. Que sorriso era aquele que fez minhas pernas ficarem bambas.
- Oh não, é Bella. Isabella é apenas para os íntímos. - Resolvi brincar.
- Oh, entendo. Me perdoe, Srta. Bella. - Ele entrou na brincadeira. - Mas então, o que fazes aqui?
(...)
Estava entretida em minha conversa com Edward, esse era seu nome. Era tão fácil conversármos. Descobri que aquele lindo quadro foi ele mesmo quem o pintou. Edward era um pintor e músico. Perfeito. OH, ESQUECI DE MENCIONAR QUE ELE ESTAVA FLERTANDO COMIGO?
- Mas eu quero saber quando vou poder vê-la dançar... - Edward dizia quando a minha nova amiga decidiu nos interromper.
- Oh Ed, vejo que conheceu a Bella. - Ela nos deu um enorme sorriso.
Ele suspirou. - Eu odeio que me chame de Ed, você sabe... E sim, estava agradável nossa conversa.
- Só tentei ser legal, seu chato. - Um bico se formou em seus lábios. - Estou avisando que vou sair com o Jazz e vim me despedir.
Ela me abraçou. - Bella, marquei com Rose de saírmos amanhã a tarde! Entãooo até amanhã!
- Oh, que legal. Até amanhã! - Retribui o abraço. - E onde Rose está?
Ela deu uma risadinha. - Conheceu Emmett, o londrino que estava por aqui. Eles foram para alhgum canto! Bom, estou indo. Tchau Ed, te amo maninho!
Alice deu um beijo estralado na bochecha de Edward e nos deixou.
- Pelo o visto suas amigas estão te deixando por aqui. - Ele riu.
- Pois é, eu acabo sempre sendo deixada de lado. - Fiz um bico. E vi que ele respirou lentamente. Hm?
- Mas isso pode até nem ser uma coisa ruim... - Ele diz em uma voz baixa.
- Ah é? Por quê? - Dei o meu melhor sorriso. De onde está saindo essa Isabella atirada. Você nunca foi assim. Me repreendi.
- Ah, dane-se. Não quero saber. - Ele disse e me puxou para perto dele.
E antes que eu pudesse perceber, ele me beijou.
Oh mon dieu.
Eu mal podia entender o que estava acontecendo. Meu coração estava completamente acelerado e minhas pernas começaram a ficar um pouco moles.
Sua burra, beije-o e pare de ficar pensando. Minha consciencia disse.
Ele tentou aprofundar o beijo e eu deixei. Era um beijo calmo, mas que estava mexendo comigo de um jeito que eu não conseguia explicar. Suas mão estavam em todos os lugares. Na minha cintura, me apertando delicadamente e na minha nuca, fazendo todo o meu corpo se arrepiar. Minha mão foi parar em seus cabelos, e os puxava delicadamente, enroscando meus dedos neles. Eu nunca havia sido beijada assim, e eu podia dizer que eu não conseguia se quer parar e me afastar de Edward.
Mas logo o ar nos faltou e nos separamos. E ele sussurrou depois que colou sua testa na minha. - No minuto que você entrou nessa porta eu percebi que você é capaz de me matar de tão maravilhosa que é.
Posso dizer que quase morri com isso né?
- Eu acho que posso dizer o mesmo. Não consigo pensar direito com você tão perto assim, mas é algo extremamente bom. - Sorri.
- Mon cher, vamos sair daqui?
Esse homem vai me matar, a começar pelo super incômodo no meio de minhas pernas que eu nunca senti antes.
Que indecente. Mas que homem tentador.
