Poison & Wine – The Civil Wars

I wish you'd hold me when I turn my back
Well, the less I give the more I get back
Your hands can heal, your hands can bruise
I don't have a choice, but I'd still choose you

- Há um traidor, não há? – Marlenne fez a pergunta que todos da Ordem da Fênix queriam fazer. O silêncio era insuportável, e se eles fossem sinceros, a coisa toda estava insuportável há muito tempo; era do conhecimento de todos naquela sala que alguém da Ordem estava repassando informações para o Lorde das Trevas. Os olhares velados de acusação, os sussurros e as palavras contidas falavam muito mais do que uma declaração.

Albus Dumbledore respirou fundo antes de responder, antes de confirmar o que todos já sabiam, antes de derramar água com gelo nas esperanças de todos ali. Ele respirou fundo e disse, calmamente:

- Há, Marlenne.

E, imediatamente, os olhares das pessoas da sala recaíram sobre dois homens em especial: Sirius Black e Remus Lupin. O primogênito da família bruxa mais tradicional da Inglaterra e o lobisomem. E aquilo não faria nenhuma diferença para eles, se o olhar de um não tivesse caído sobre o outro.

Acusar quem se ama é uma coisa horrível, mas ser acusado por quem se ama é uma sensação pior ainda. Como se nada que você tivesse feito a vida inteira valesse a pena. Como se todos os anos de parceria ficassem presos no esquecimento, jogados em um canto do sótão da alma. O amor condenado ao fim, o relacionamento fadado ao fracasso.

Depois daquele dia, as coisas ficaram cada vez piores para o casal. As brigas eram frequentes, a culpa era jogada dos ombros de um para os ombros do outro. As luas cheias eram cada vez piores. Aos poucos, Sirius pararia de acompanhar Remus nelas.

Mas mesmo assim, quando os gritos cessavam e ambos cansavam, o animago e o lobisomem jogavam-se nos braços um do outro com fome e desejo insaciáveis, e o desespero por amor, por compreensão e por um pouco de paz se sobressaía ao clima de guerra que estava instaurado. Naqueles momentos, o amor da adolescência voltava puro como nunca, e eles se beijavam até perder o fôlego e consumiam noites inteiras de amor, as juras escapando dos lábios com angústia, as promessas vazias e infundadas ecoando pelo ar, aquelas promessas de amor eterno e companheirismo que ambos sabiam que eram mentirosas.

Eles nem percebiam que, aos poucos, a única coisa que restava de um sentimento tão puro era a mentira.


Holly-Panda: Oi de novo! :D Obrigada pelos parabéns, estou ficando velhinha :3 Fico feliz que esteja gostando, SiRem é um ship que eu amo muito, sou apaixonada por esses puppies. Que bom que está ficando legal, e obrigada por comentar!

Anne Marie Le Clair: Porque Maroto que é Maroto não tem um pingo de responsabilidade :D Fico feliz que o capítulo tenha agradado e que eu tenha conseguido registrar o espírito deles aqui. Com certeza, o ego do Sirius bate na estrela dele e volta, kkkkk Obrigada pelas felicitações!

N/A: Pessoal, desculpem a demora absurda, mas essa tem sido uma semana pesada pra mim. Prometo que isso não se repetirá (pelo menos eu farei o possível para que não se repita). Esse capítulo é um pouco mais curtinho e também mais triste, mais tenso. Mas espero que tenham gostado. Deixem reviews, ok?