Oi, gente! Voltei! E com um presentinho de Páscoa pra vocês. Capítulo fresquinho e cheio de emoções, espero que gostem! Obrigada pelos reviews! Respostas lá embaixo. Se divirtam ;D
Filosofias consumistas...
O acidente envolvendo Kikyo, Renkotsu e o bebê, tinha acontecido há poucas horas quando eles estavam voltando para sua cidade natal. Os dois foram atendidos na emergência, mas não resistiram. Dentro do carro, a polícia encontrou uma pasta cheia de documentos sobre o bebê que tinha escapado sem nenhum ferimento grave e o testamento. Nele, Kagome e InuYasha se tornavam os novos tutores legais e dispunham de todo o dinheiro dos pais biológicos para cuidar dele. Contudo, se eles não aceitassem o neném, ele iria para um orfanato, algo que Kagome não conseguia tolerar e por isso, hesitava. E se ela não fosse boa o suficiente? E se não conseguisse criá-lo? Nunca tinha precisado cuidar de alguém desse jeito, mas não podia considerar deixar aquela criancinha que agora dependia dela, ir para um orfanato.
Ao saber da notícia, InuYasha imediatamente tinha tomado a dianteira e perguntado se o bebê não poderia ficar com outros familiares, como por exemplo, a mãe de Kagome, mas a assistente social foi irredutível. Tinham que ser os dois já que a família viva de Kagome não tinha nenhum laço sanguíneo com a criança. Então veio a tona a pergunta: Então por que InuYasha? Para isso a assistente não teve resposta, mas se estava no testamento... Era lei.
Logo em seguida, eles receberam instruções para esperarem em uma sala especial pela oportunidade de ver a criança. Kagome estava em pânico e por isso, assim que teve oportunidade novamente, se sentou e escondeu o rosto entre as mãos apoiando os cotovelos nos joelhos, já InuYasha andava de um lado para o outro tentando desvendar o que tinha se passado na cabeça de Kikyo e Renkotsu para terem deixado um bebê, um bebê, para ele. E foi assim que Sango os encontrou. Ela tinha recebido um telefonema urgente de Kagome e apareceu no hospital alguns minutos depois da grande descoberta. Ela estava com o coração apertado ao imaginar a agitação daqueles dois. Imagine... Ganhar um filho daquele jeito.
- E então, Kag? O que vai ser? – Sango pergunta sentando-se ao lado dela. Kagome ergue a cabeça e se recosta na cadeira mordendo o lábio.
- Farei o certo.
- Você não está pensando em ficar com a criança, está? – InuYasha pergunta com uma sobrancelha arqueada parando o seu andar inquieto. – Ele não é um cachorrinho que você adota, Kagome. Ter um filho trás muita responsabilidade – ela abre a boca para responder, mas são interrompidos pela assistente social.
- Sigam-me – ela pede profissionalmente e volta a sair da sala. Imediatamente, Kagome aperta a mão de Sango em agradecimento por ela ter vindo e segue a mulher. Os três andam por um longo corredor totalmente branco e só param quando a mulher indica outra sala. – Esperem ai, a enfermeira o mostrará a vocês através do vidro. O bebê está em observação então ele passará mais um dia aqui.
Kagome entra na sala e vai direto para o vidro. Do outro lado, tinha uma incubadora e uma enfermeira que sorriu ao ver a expressão ansiosa dela. InuYasha também se aproximou e se encostou ao vidro com os braços cruzados. Kagome não conseguia ver muito do bebê e por isso, pediu, fazendo gestos, para que a enfermeira o trouxesse para mais perto. Ela acena e empurra a incubadora com delicadeza, o movimento o acorda e ao invés de chorar como todos esperavam, ele olhou fixo nos olhos de Kagome. A emoção que a envolveu naquele momento é indescritível, foi algo tão forte que ela sentiu os olhos marejarem. Sim, você é meu agora. Diz para ele em pensamento e sorri com carinho vendo as bochechas rosadas, as mãozinhas se agitando, a perninha enfaixada por causa de um leve machucado e os olhos idênticos aos dela.
Cuidar e educar não são tarefas fáceis, mas ela estava disposta a arriscar por ele. Seu pequeno presente. Aquele serzinho que já parecia tê-la reconhecido como mãe. Kagome estava experimentando sensações novas, entretanto a mais surpreendente de todas foi o amor tão simples, tão puro que ela sentiu ao olhar naqueles olhos miúdos. E foi ai que ela soube que não tinha como voltar atrás. Ela seria mãe e ninguém iria tirar isso dela.
- Vou ficar com ele, InuYasha – comunica sem tirar os olhos do vidro. – Você não precisa se preocupar com nada, só preciso da sua assinatura. Sei que nós dois devemos cria-lo juntos ou perderemos a guarda, mas sei também que isso não é algo que você queira. Por isso, vamos apenas fingir que isso está acontecendo. Tudo bem? – só agora ela desvia o olhar para ele que a encarava com uma expressão indecifrável. Um pouco desapontada com sua reação, Kagome franze levemente os lábios.
- Como você quiser – diz simplesmente.
Depois disso, eles precisaram sair para que o bebê descansasse e foram se reunir novamente com a assistente social, dessa vez para dizer que ficariam com ele. Ali mesmo assinaram toda a papelada necessária e Kagome foi embora sozinha de táxi, já que InuYasha tinha plantão. Nenhuma palavra mais foi trocada por eles que se despediram com sorrisos amarelos.
Já dentro do carro, deixando o hospital para trás, Kagome não conseguia acreditar que InuYasha estivesse tão indiferente. Tudo bem que ele nunca teve um instinto paternal muito grande... O que era um grande eufemismo... Mas mesmo assim, quem não se sensibilizaria ao ver aquela coisinha miúda? Ela estava decepcionada com ele, mas sabia que não podia forçar, assim, tinha tomado toda a responsabilidade. Criaria o bebê sem ele, porém para isso precisaria de ajuda.
- Obrigada, senhor. Tenha uma boa noite – diz ela enquanto pagava a corrida e entrava no prédio elegante de Sesshoumaru. O porteiro já a conhecia, então nem se dignou a avisar a ele que ela estava subindo. Na verdade, nem ela tinha se dignado a dizer que estava indo... Pelo menos não tinha a chance dele estar acompanhado, já que tanto ele quanto InuYasha tinham uma regra estúpida contra outros seres em seus apartamentos. Claro que essa regra nunca impediu Kagome. As portas do elevador se abrem e ela bate insistentemente na porta dele.
- Kagome? – ele exclama surpreso ao vê-la parada a sua frente.
- Você não foi à festa de Sango – ela acusa entrando sem ser convidada. Sesshoumaru franze os lábios.
- Tive um imprevisto - só então Kagome percebe que ele estava seminu.
- Que coisa, Sesshy – ralha. – Coloque uma camisa – em resposta ele cruza os braços sobre o peito definido.
- O que você quer? – suspirando, ela se deixa desabar no sofá dele e se encolhe.
O apartamento dele era o de um típico solteiro, só que mil vezes mais organizado. Sesshoumaru tem T.O.C. para organização. Tá... Não chega a tanto, mas ela gostava de praticar bullying com ele. Mas o sofá. Ah, o sofá. Houve um tempo em que Sesshoumaru precisava praticamente expulsa-la a pontapés de lá.
- Bem... Vim comunicar que você será titio – a notícia não tem o impacto que ela achou que teria, na verdade ele nem parecia surpreso...
- Quem InuYasha acha que engravidou agora?
- Hm... – emite desconcertada. - Eu que vou ser mãe – pronto, agora ele reagiu. Os olhos de Sesshoumaru foram se arregalando gradativamente e em três longas passadas ele estava em pé na frente dela parecendo furioso.
- Quem te engravidou? Me diga o nome do desgraçado. E se foi aquele tal de Kouga...
- Sesshy, Sesshy – Kagome chama se levantando. – Calma! Não estou grávida.
- Então, o quê...? - então ela explicou a ele toda a situação e a cada palavra que ela dizia, ele relaxava visivelmente até no fim estar até parecendo divertido. – InuYasha, pai? – Kagome dá de ombros.
- Não é como se ele fosse fazer alguma coisa.
- Você sabe que não será fácil, não sabe?
- Ele não vai para um orfanato - ela exclama na defensiva.
- Então devemos comprar algumas coisas para ele – Sesshoumaru está se oferecendo para comprar coisas de bebê?
- Você vai comigo? - pergunta com os olhos levemente arregalados.
- Quando estivermos nas lojas amanhã, você vai ver que precisa de mim – mesmo sem entender, ela concordou e depois de planejarem tirar a manhã de folga, ele decidiu leva-la em casa, apesar dos seus protestos. – Apenas cale a boca – ao que Kagome obedeceu prontamente. Ao chegar em casa, Kagome ligou imediatamente para Sango que justificou seu sumiço quando Kagome foi ver o bebê com uma dor de barriga de um de seus filhos.
- Então quer dizer que você vai fazer compras com Sesshoumaru? – até mesmo Sango tinha ficado surpresa com essa nova informação. Kagome vai até a geladeira, pega uma compressa fria, enrola em um pano e coloca na cabeça ao se deitar no sofá.
- Sim, mas não sei o que comprar Sango. Me ajuda.
- Que tal eu fazer o sacrifício de passar à tarde com Sesshoumaru já que sei o que comprar, enquanto você treina ser mãe com meus pestes? - Kagome revira os olhos, divertida.
- Amo seus filhos, Sango, mas... Não – a outra suspira frustrada e Kagome ri pela primeira vez desde a notícia.
- Você sabe que não vai poder ficar com uma criança nesse apartamento, não sabe? – pergunta. Kagome suspira.
- Vou resolver isso também.
'-'
InuYasha finalmente tinha encontrado uma brecha durante as visitas aos pacientes, e aproveitou para ligar para o Miroku.
- Ei, cara. Parabéns! – pelo identificador de chamadas Miroku tinha visto o número do hospital. Em resposta, InuYasha faz uma careta. – O único problema é que você ganhou um bebê sem passar pela parte boa... Mas um filho é um presente, uma dádiva, um sonho. Você vai amar – então ele passa vários segundos sem falar nada para logo em seguida gritar: - MENINOS, NÃO TOQUEM NISSO! – aparentemente não é ouvido, já que através do telefone, InuYasha ouviu um sonoro CRASK. – MERDA, A MÃE DE VOCÊS VAI ME MATAR! – e a ligação é finalizada. O que é uma dádiva mesmo? InuYasha se pergunta sarcasticamente enquanto se afasta do telefone. Ligar para o Miroku não tinha ajudado em nada.
Frustrado, ele decidiu voltar a seus afazeres e acaba passando pelo corredor por onde, mais cedo, tinha cruzado com Kagome para ver o bebê. Como que por um impulso, ele volta a fazer o mesmo percurso e para de frente para a porta com a mão na maçaneta se lembrando da expressão de Kagome quando ela foi embora. Tinha ficado decepcionada e ele não tinha feito nada para mudar isso. Ao invés, acabou se comportando como um egoísta insensível. Ele realmente não merecia aqueles dois. Gradativamente, sua mão foi soltando a maçaneta e ele deu as costas para a porta indo embora.
Mas sua curiosidade venceu durante a madrugada, quando não havia mais nenhum paciente para cuidar ou prontuário para assinar. E mais uma vez, ele voltou para aquela porta, só que dessa vez girou a maçaneta. Ele podia não merecer uma família, mas podia, ao menos, ver o bebê, principalmente agora que não havia mais o temor de que Kagome visse o quão apavorado ele tinha ficado com a perspectiva de ser pai.
InuYasha primeiro entra em outra sala para se higienizar e só então, vai até a incubadora. O bebê dormia tranquilamente, sua respiração ainda auxiliada pelos aparelhos por causa da quantidade de gases tóxicos que tinha aspirado.
- Por que você veio para mim? Por que eu? Kagome eu até sou capaz de entender, já que mesmo com todos os seus destrambelhamentos, tenho certeza de que ela será uma excelente mãe. Mas eu? O que me diz? – InuYasha estava começando a se sentir ridículo por estar falando com um bebê adormecido e estava prestes a ir embora, quando ele se agitou e acordou. Seus expressivos olhos castanhos se focaram despertos nos dele, exatamente como tinha feito com Kagome, e Inuyasha prendeu a respiração.
Por um momento, ele se sentiu de volta a infância. Sua mãe morreu quando ele tinha pouco mais de seis anos e Sesshoumaru, dez e quando isso aconteceu, seu pai se tornou um homem recluso, amargo, que afastava tudo e todos, inclusive seus filhos. No mesmo dia, eles perderam a mão para a morte e o pai, para a depressão e viram a família ruir. InuYasha prometeu a si mesmo que nunca amaria alguém àquele ponto e que não se arriscaria a construir uma família porque a última coisa que queria era ficar igual ao pai. Ele não poderia ferir seus filhos, já que não os teria.
Contudo, olhando para aquele bebê, ele se identificou. Ambos não tinham pais, a diferença é que aquele novo serzinho tinha a oportunidade de ter uma família, de ter pais que fariam qualquer coisa por ele. InuYasha decidiu não ser apenas uma assinatura, ele queria ser pai. A descoberta é tão chocante que ele nem percebe quando dá um passo a frente e coloca as mãos dentro da incubadora para tocar o bebê. Sua mãozinha diminuta se fecha ao redor do seu dedo enluvado e ele sente sua expressão se suavizar. Os olhos inteligentes do bebê acompanham seus movimentos de uma maneira que nenhuma criança deveria ser capaz de fazer, não nessa idade, apenas três meses, e é por essa razão que ele o nomeia de Akira. Sim, Akira combinava com ele porque queria dizer inteligente, brilhante, sem falar que era um nome que sua mãe costumava adorar.
- Mãos a obra agora, não? – InuYasha sorri para Akira que se agita um pouquinho movendo os braços e solta seu dedo. Ele o observa por mais um momento e depois vai embora. Tinha muito que fazer.
'-'
Na manhã seguinte, Kagome e Sesshoumaru decidiram ir ao shopping por ser um lugar mais... Diversificado... E quando se diz diversificado, leia: refrigerado. Então entraram na primeira loja de artigos infantis que encontraram.
- Olha quantas roupinhas! – Kagome solta um gritinho com uma "fantasia" de marinheiro nas mãos.
- Já quer alienar a criança induzindo-o ao militarismo? – Sesshoumaru pergunta com as sobrancelhas arqueadas. Kagome faz uma careta para o que tinha em mãos e devolve para o cabide continuando sua busca compulsiva. Ele a seguia de perto trajando uma blusa verde que destacava seus músculos e calça jeans, além de estar carregando uma cestinha rosa que já estava no seu limite de tanto roupas que ela já tinha escolhido.
Algumas mulheres que perambulavam pela loja olham para Kagome com inveja por ela ser a única que estava sendo acompanhada por seu "marido", mas os dois estavam alheios a isso. Kagome porque estava deslumbrada e Sesshoumaru porque estava mais ocupado em encara-la como se ela fosse uma retardada.
- Olha essa, Sesshy!
- Kagome – chama atraindo sua atenção. – Quantos filhos você pretende ter? Por acaso está grávida também? – ela pisca pega de surpresa e olha para a cesta nos braços dele que misteriosamente tinha recebido mais três companheiras. Quando foi que eu enchi quatro cestas?! Sorrindo envergonhada, ela segue para o caixa. Depois eles se dirigem para o supermercado para comprar fraudas e mamadeiras, chupetas não. Kagome era terminantemente contra chupetas. Os dois param em frente às várias prateleiras cheias de mamadeiras, cada uma se dizendo melhor que a outra e ela fica na dúvida.
- Será que não vai fazer mal ao bebê? Quero dizer, ele vai sugar borracha. Isso não deve ser muito saudável – Sesshoumaru sequer retira os olhos das prateleiras.
- Então compre uma vaca – e sem esperar sua resposta, pega cinco mamadeiras da marca que tinha considerado melhor e sai carregando as sacolas mais a nova cesta com as mamadeiras. Kagome precisou praticamente correr para acompanha-lo.
- Ok, agora ficou difícil – ela comenta ao pararem em frente as prateleiras de fralda. – Esses pacotes são enormes e caros.
- Kagome, eu acho que...
- É, eu sei – ela suspira. – Não vou ser uma boa mãe. Como vou criar uma criança se nem consigo escolher fraldas?! Vou acabar matando ele. Acho que vou ligar para a assistente social e desistir. Será melhor assim, ou...
- Na verdade, eu ia dizer que essas fraldas são geriátricas – comenta interrompendo-a. Kagome desvia sua atenção para o pacote em suas mãos e seus ombros caem tristemente.
- Está vendo? - Sesshoumaru pega as fraldas certas, depois o leite e eles seguem para escolher alguns brinquedinhos. – Sango mandou nós comprarmos mordedores – depois de pedirem ajuda para encontrar o corredor dos mordedores, lá estão os dois de novo em frente à prateleira. - Por que uma criança morderia isso? É um incentivo para ela ser agressiva no futuro. Olhe, formato de animais! Isso é um absurdo.
- Só compre algo antes que ele decida morder você – ele responde simplesmente sempre com aquela expressão séria. – Filosofia é inútil quando se está lidando com bebês – tantas coisas para ela filosofar: fome, guerras, índice de criminalidade, paz mundial... Mas não, tem que ser sobre um mordedor. Sesshoumaru suspira em pensamento.
- Falou o papai do ano – Kagome resmunga olhando-o enviesado e decidiu pegar um jacaré, um macaco e uma baleia chata já que as chances do seu bebê tentar maltrata-los eram pequenas. No caixa, seu celular começa a tocar insistentemente e ela se afasta para atender.
- Oi, Miroku – cumprimenta assim que atende.
- Oi, Kag. InuYasha está com você?
- Não... Algum problema?
- É que ele faltou o trabalho e ele nunca fez isso – Kagome sabia bem disso.
- Será que aconteceu alguma coisa? – pergunta começando a ficar preocupada e já planejando passar no apartamento dele.
- Não, ele deve ter dormido demais, só isso. Deixe que eu encontro ele, continue com suas compras – e desliga depois de se despedir. InuYasha dormindo demais?
- Você sabe algo do seu irmão? – Kagome pergunta assim que volta para perto de Sesshoumaru.
- Não.
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Sesshoumaru deixa Kagome em casa e depois volta para trabalhar. O resto do dia corre bem, sem nenhum imprevisto na empresa e ele decide voltar para casa mais cedo. Sesshoumaru estava preste a abrir a porta do seu apartamento, quando sentiu a aproximação de alguém a suas costas.
- O que é que você estava pensando?! – InuYasha rosna as suas costas. Calmamente, Sesshoumaru destranca a porta e entra.
- InuYasha, você está descontrolado.
- Descontrolado é uma p# *. Não sou eu que estou tentando roubar a família do meu irmão! - Sesshoumaru o olha com superioridade.
- Você que rejeitou a família que lhe foi dada – acusa sem se alterar enquanto retirava o paletó e a gravata. - Podia ter sido você lá com a Kagome hoje, mas a deixou sozinha. Ela não pode contar com você e por isso veio até mim – ele tinha terminado de desabotoar os dois primeiros botões quando InuYasha se projetou para frente e deu um potente soco em seu queixo. Sesshoumaru cambaleia para trás com a mão no lugar atingido.
- Você que sempre banca o racional, nunca me apoia em nada, nem pensa em como eu me senti com a notícia de que teria que ser pai! Nem hesitou em correr atrás de Kagome como um cachorrinho adestrado, e não negue, eu sei que você gosta dela. Fui acusado agora de ser frio com o bebê e com Kagome, mas você nunca deu a mínima para mim que sou sua única família. Quem é o sem coração aqui?! – termina arfante e é atacado por Sesshoumaru que o derruba no chão e começa a distribuir socos na sua cabeça.
- Sim, eu aceitaria ser o pai da criança – um soco nas costelas de Inu. – Mas só porque alguém precisa ajudar a Kagome – outro soco, dessa vez no braço de InuYasha que reage dessa vez derrubando Sesshoumaru e invertendo as posições.
- Eu vou ajudar – um chute nas costelas de Sesshoumaru. – Fique longe deles! – outro chute, dessa vez na barriga. Sesshoumaru o segura pela e InuYasha cai, a cabeça atingindo o chão com um som seco.
- Então faça por merecer – Sesshoumaru grunhe se erguendo e tenta ajeitar a blusa que tinha se rasgado na briga. – E eu nunca te abandonei – completa ao vê-lo se erguer também. – Você que se fechou como nosso pai – as mãos de InuYasha se fecham em punhos à comparação, mas as relaxa ao ver a verdade nas palavras do irmão. Ele tinha se tornado o pai quando tudo o que ele não queria era isso. – Agora deixe de idiotice e vá lá – e atira na direção de InuYasha uma chave.
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- Hoje é o grande dia – Sango comenta entrando na sala de Kagome que sorri largamente apesar da leve preocupação que ainda sombreava um pouco seus olhos. – De que horas você e InuYasha vão pegar ele?
- À noite... – agora Kagome morde o lábio inferior. – Estou com medo – admite. – Não sei como será. E se o bebê estranhar tudo e não parar de berrar? E se ele tiver febre e convulsionar? – agora a voz dela começava a subir algumas oitavas. – E se eu derrubar ele causando uma hemorragia cerebral?!
- Kagome. Kagome! Vai ficar tudo bem – Sango se aproxima dela, gira sua cadeira e se ajoelha a sua frente. – Eu cuido de cinco crianças e ainda não as matei. Miroko cuida de cinco crianças e nunca matou nenhuma – Sango ter frisado o nome do marido arrancou uma rápida risada de Kagome que suspira. – Vocês dois vão ficar bem.
- É, vamos sim – a confiança dela começa a voltar. – E eu não estou sozinha, tenho vocês.
- Especialmente Sesshoumaru... – o tom insinuante de Sango não passa despercebido a ela que revira os olhos.
- Sesshy só estava fazendo o papel de InuYasha, um lance de honra aí – Sango arqueia as sobrancelhas, mas não fala mais nada.
O resto do dia passa tão lentamente que Kagome olha raivosamente para o relógio. Se eu estivesse enfrentando alguma crise, as horas passariam com uma rapidez impressionante. Quando finalmente chega o momento, ela abandona tudo deixando Sango no comando e dispara para o hospital.
- Pontual, Kagome – a assistente social a cumprimenta com aprovação fazendo-a sorrir.
- Ele passou bem a primeira noite?
- Sim, muito bem. Seu parceiro, o InuYasha, ficou de vigila – por sorte, a mulher deu as costas para Kagome para guia-la novamente e por isso, perdeu a expressão surpresa dela. Ao chegarem a sala para assinar os papeis para a liberação do bebê, InuYasha já estava lá esperando e estava com um olho roxo.
- Levei uma cotovelada – mente descaradamente ao ver o olhar dela. Kagome pisca e olha assustada para a assistente social. Se ela decidisse agora que eles dois não seriam capazes de cuidar do bebê, eles o perderiam, mas a mulher nem parecia se importar com o olho roxo dele. Kagome só consegue respirar novamente quando todos os papeis de liberação estão assinados.
- Parabéns. Agora vocês são papais – fala com um sorriso profissional e é nesse momento que uma enfermeira entra carregando o bebê.
- Coloquei nele a roupinha que você trouxe, exatamente como me pediu – e sorri calorosamente. Com um cuidado exagerado, Kagome segurou seu filho e sente os olhos marejarem.
- Oi... – sussurra com carinho. InuYasha se aproxima também, e coloca o dedo ao alcance do bebê que o agarra prontamente fazendo-o sorrir. Ele é um bom ator. Kagome pensa aliviada, a assistente social até parecia um pouco sensibilizada.
Não querendo demorar muito mais tempo naquele hospital com um bebê, Kagome vai direto para seu carro, sendo seguida de perto por InuYasha. Por sorte, ela tinha se lembrado de comprar, no dia anterior, a cadeirinha para bebês.
- Precisa de ajuda? – InuYasha pergunta ao vê-la levemente atrapalhada com o cinto da cadeirinha.
- Acabei de conseguir – e gira para ele. – Tudo bem? – pergunta apontando para o olho inchado.
- Sim – responde enquanto abria a porta do motorista para ela. Kagome franze o cenho por ele estar tão solicito.
- Acho que te acertaram com força demais, deveria ver um médico – InuYasha revira os olhos e fecha a porta. Kagome dá uma última checada no bebê e segue para casa. Ela dirige com tanto cuidado que chega ao seu destino no dobro de tempo necessário, mas era melhor prevenir. Com as bolsas em um ombro e o bebê no outro, Kagome faz malabarismos para abrir a porta e quando consegue, estanca petrificada com os olhos arregalados. – FUI ROUBADA, C# *# *!
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Menina de sorte, Kagome... Final do primeiro capítulo: um pirra pra criar... Final do segundo: roubada... O que vai vir no final do próximo? Acidente? Sequestro? Assassinato? Kikyo ressucita e rouba Inu? Calma... Nada de pânico! A depender de mim, Kikyo continuará a quatro palmos do chão! ;D
Gostaram do drama? Da briga?Das resenhas? Me conta tudo, gente! Uma Feliz Páscoa para vocês! Aah, já ia esquecendo... A gorda da minha corretora disse que aceita Diamantes Negros e Ouros Brancos como agradecimento pelos ótimos serviços prestados. Se quiserem... Eu entrego para ela... *Cara de chocolatra compulsiva*
Agora voltamos a ficar sérias para os reviews(ou não...):
FernandaFas: Ninguém quer uma surpresinha dessa! kkkkk Para quem quer me deixar uma dessa... Não, valeu. Quero a minha em real! ;D Que bom que gostou do capítulo. E QUE BOM QUE VOCÊ ACHA QUE EU ESCREVO BEM! *-* Me emocionei ao ler isso! Veremos o que esses loucos vão fazer com a pobre criança. Tenho até medo por ele...
Marieta100: Ganhei minha primeira leitora fiel! *-* Linda! Continue mesmo! A cena do restaurante foi hilária mesmo... Riu muito nesse capítulo também? Realmente... Inu deu chilique... Só não foi muito engraçado... Kagome vai ter que salvar o inocente. To começando a achar que seria mais seguro pra o bebê ir pra adoção... -.-
neherenia sereniti: Deu pra ter uma ideia do que vai ser dessa bagunça, né? kkkkk Mas ainda teremos muito o que descobrir, então continua por aqui!
Miley: Gostou desse capítulo também? Espero conseguir superar suas expectativas! Desculpa pela demora para postar... Culpa da internet... Mas tentarei postar com mais frequencia! Obrigada pela empolgação! Incentiva bastante! ;D
BunnyRita: Desculpa a demora! Já disse que o cosmo não está a meu favor... Ô carma! Adorou? ^^ Obrigada, linda! Pois é... Gosto de finais dramáticos! Pra deixar vocês na expectativa! kkkkk Teremos mais do dois cuidando desse serzinho no próximo capítulo! Espero conseguir arrancar risadas de vocês! Até lá!
Audrey: Sério? Adorando? *-* Obrigada, a empolgação de vocês me estimula muito! Continua aí!
nane-chan3: Pois é... Espero que nosso pequeno Akira não herde a ruindade de seus pais biológicos... -.- Até eu que sou a autora estou curiosa pra ver como eles vão se virar! Que tal continuar acompanhando pra matar a curiosidade? n.n
