Capítulo III

Nova York, 11 de janeiro de 2018

Finalmente havia chegado o dia da inauguração da exposição. A noite de hoje seria aberta apenas para os convidados do Edward, críticos de arte e jornalistas. Eu andara uma pilha de nervos nos últimos dias e Tanya havia sido um anjo comigo, aguentando tudo, me acalmando quando precisava e me dando uns choques de realidade quando eu precisava deles também. A semana anterior havia sido um caos na cidade com fortes nevascas que interromperam o transporte e fecharam vários estabelecimentos. Eu nunca acompanhara tanto a previsão do tempo como nos últimos dias, temendo que algo do mesmo tipo pudesse acontecer nesta quinta-feira.

Eu sabia que Edward também estava muito apreensivo. Por mais que ele tentasse se mostrar calmo em nossos últimos encontros ou conversas diárias pelo WhatsApp, eu sabia o quanto tudo aquilo era importante para ele. Era a primeira vez que ele teria seu trabalho avaliado por críticos de arte, e também a primeira vez que a maioria das pessoas ali presentes veriam aqueles quadros, incluindo sua família e amigos. Falando em família, eu sabia o quanto a falta de confirmação da presença do pai também o estava afetando. Ele dizia que não, que estava acostumado com a ausência do pai ao longo de sua vida, mas eu o conhecia bem demais para cair naquilo. Por isso, no início da semana eu me enchera de coragem e fizera a ligação que me fez falar pela primeira vez com meu ex-sogro. Ele ainda não havia confirmado presença, mas eu esperava que surpreendesse a todos nós.

Flashback

Diretoria Empresas Cullen, boa tarde.

Boa tarde, eu gostaria de falar com o Sr. Cullen.

Seu nome, por favor?

Isabella Swan. Diga a ele que é sobre o filho dele.

Vou ver se ele pode atender. O Sr. Cullen não costuma atender sem horário marcado.

Alguns segundos depois a secretária voltou, me informando que o Sr. Cullen tinha me pedido para deixar recado, pois ele estava muito ocupado.

Diga ao seu patrão que eu ligarei de minuto em minuto se ele não me atender agora.

Seja breve, Srta. Swan. — A voz grave de Carlisle surgiu em meu ouvido um momento depois. — Tenho uma reunião em breve e não posso perder tempo com assuntos sem importância.

Edward é um assunto sem importância para o senhor?

Meu filho fez uma escolha, Srta. Swan. Ele não se encontra hoje nessa empresa por uma escolha dele. Ele sabe como me encontrar, caso mude de ideia.

Há quase seis anos eu fiz uma escolha que mudou a minha vida e a do seu filho para sempre. Eu abandonei Edward depois de um pedido de casamento porque eu queria correr atrás dos meus sonhos.

E o seu ponto é, Srta. Swan? Como eu disse, não tenho o dia inteiro. — Mas seu tom de voz havia mudado. Ele parecia… surpreso? Será que não sabia do pedido de casamento?

Eu venho de uma cidade minúscula, Sr. Cullen. E foram os sonhos que sempre me alimentaram. Foram meus sonhos que me fizeram querer sempre mais. Minha mãe com certeza sonhava que eu seguiria seus passos e seria professora como ela. Mas eu sempre tive os meus próprios sonhos. Sonhos que me trouxeram para Nova York e depois me levaram para Florença, País de Gales, e de volta para Nova York. Não foi fácil, Sr. Cullen. Sonhos nunca o são. Mas são os meus sonhos. E sabe o que a minha mãe me disse quando eu contei a ela que eu tinha sido aceita no mestrado em Florença? Que ela e meu pai se orgulhavam de mim. Sabe o que Edward me disse quando contei a ele que recusei seu pedido de casamento por medo de ter que abrir mão do meu sonho? Sabe, Sr. Cullen?

Não, Srta. Swan, não faço ideia Carlisle me respondeu, soltando um suspiro.

Que ele nunca me pediria algo do tipo, porque sabia que não podemos exigir que alguém abra mão de sua essência pelo outro.

Muito bonito tudo isso, Srta Swan. Obrigada por gastar o meu tempo para me contar. Mas…

O senhor nunca teve um sonho? — perguntei, interrompendo-o. — Sua empresa não foi um sonho pelo qual o senhor teve que enfrentar mundos e fundos para concretizar? Será que o senhor não ouviu de muitas pessoas algo como "Para que mais uma empresa de tratores no mundo?" ou qualquer outra coisa que tivesse o intuito de desmerecer o seu sonho? Seus pais não tinham outros planos para o senhor, Sr. Cullen? Dei um tempo, esperando que minhas palavras o tivessem atingido. Edward tem talento, Sr. Cullen, e eu não digo isso como ex-namorada ou como a pessoa responsável pela exposição. Eu falo isso como uma doutora em história da arte. Eu diria isso mesmo se estivesse vendo os quadros de seu filho pela primeira vez em minha vida. Seu filho tem talento. Mas mesmo que não tivesse, Sr. Cullen, é o sonho dele. E eu sei o quanto as palavras de minha mãe me acompanharam por todos esses anos, nos momentos em que eu pensava em desistir. Não é tarde demais para dizer ao seu filho que o senhor se orgulha dele, mas se o senhor não estiver presente em mais um momento tão importante para ele, não sei se a relação de vocês terá conserto algum dia. Eu já tomei muito do seu precioso tempo. Mas só mais uma coisa falei, enquanto via Edward entrar pela porta da galeria. Eu precisava desligar. O senhor disse que o seu filho sabe onde encontrá-lo se mudasse de ideia. O senhor também sabe onde encontrá-lo na quinta-feira, às 19 horas. Passe bem, Sr. Cullen — e dizendo isso, desliguei o telefone sem lhe dar chance de dizer qualquer coisa. Eu imaginava ter, pelo menos, lhe dado no que pensar.

Fim do flashback

— Bella, você fez um trabalho incrível aqui Tanya disse depois de ter percorrido todo o terceiro andar.

— Você acha que as pessoas vão gostar?

— As pessoas, ou uma pessoa em especial?

— Eu quero que ele se orgulhe de como tudo isso ficou, e eu não poderia ter feito nada se os quadros dele não fossem bons, Tanya. Mas eu quero que os críticos gostem. Eu quero que as pessoas saiam daqui comentando e querendo voltar.

— Relaxa, Bella. Está tudo perfeito. A iluminação, as cores das paredes, tudo está destacando ainda mais cada uma das obras. Edward não poderia ter pedido por uma curadora e modelo ela acrescentou, rindo melhores. Falando nele, nosso artista chegou Tanya disse, apontando para a entrada da galeria onde eu podia ver Edward parado junto com Esme, Alice e Jasper. Vá recebê-los.

Assim que a porta do elevador se abriu, meus olhos estavam presos nos de Edward e no largo sorriso que ele me deu assim que me viu.

— Você está linda ele disse, depositando um beijo em minha bochecha.

— Você também não está nada mal retruquei, envolvendo-o em um abraço, aspirando o cheiro amadeirado de seu perfume.

Um leve ruído feito com a garganta, seguido por um riso baixo que eu sabia muito bem vir de Jasper, interrompeu nosso momento.

— Bella, você se lembra da minha mãe, Esme? Edward perguntou sem largar minha mão, me trazendo para perto de sua família.

— Claro. Como vai, Sra. Cullen?

— Muito bem, Bella. Obrigada. Mas por favor, só Esme está perfeito.

Alice e eu demos um breve aceno de cabeça uma para a outra enquanto eu abraçava Jasper, feliz por ele estar ali. Eu sabia que podia contar com ele para me acalmar durante a noite.

— Tanya chamei minha chefe, que fingia olhar alguma coisa no andar de baixo. Será que você pode ficar um pouco com Esme, Alice e Jazz enquanto eu mostro as salas para o Edward?

— Claro, Bella. Podem ir.

— Espero que vocês não se importem, mas Edward ainda não viu tudo montado e eu realmente queria que ele fosse o primeiro a ver. Logo, logo a gente vem buscar vocês. E dizendo isso eu saí levando-o comigo, só então me dando conta de que nossas mãos continuavam entrelaçadas.

O pessoal do design e da montagem tinha feito um excelente trabalho. Todas as paredes tinham manchas de tintas, como se elas tivessem sido espirradas na parede. Manchas sutis, entre uma obra e outra - afinal, as telas eram o grande destaque. Algumas paredes tinham cores para contrastar com as telas penduradas. Além disso, a iluminação indireta nas salas, com luzes de led nas paredes acima e abaixo dos quadros, ajudava a destacá-los ainda mais.

Ao sair do elevador, o público era dirigido direto para um pequeno corredor onde, em destaque, se encontrava o quadro da menina de cabelos negros olhando pela janela. O primeiro quadro dele que eu havia visto. Dali, seguia-se para uma ampla sala toda iluminada com luzes pisca-pisca onde podiam ser vistos os vários quadros de Edward envolvendo o Natal: a árvore do Rockefeller, o casal patinando de mãos dadas, as feirinhas de Natal… na próxima sala, em destaque, sozinha em uma parede, a pintura da mulher indo embora deixando o homem de joelhos; no restante da sala, várias imagens minhas, cada uma delas transmitindo emoções diferentes. Ao sair, no último corredor, os visitantes se deparavam com o quadro da família na beira do lago.

— Bella, isso ficou sensacional.

— Você gostou? Está como você esperava?

— Não Edward disse, levantando meu rosto e me fazendo olhar para ele. Nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar algo tão incrível.

— Bem, o talento do artista ajudou falei, piscando para ele.

— Obrigado, Bella ele disse, me puxando para um abraço apertado.

— Eu não fiz nada depositei um beijo em sua bochecha Pronto para abrir sua exposição?

Estávamos quase saindo da sala, em direção a onde Tanya conversava com a família de Edward, quando eu o senti parando atrás de mim.

— Bella? ele chamou quando me virei para ver porque havia parado. Será que você aceita sair comigo hoje?

— Eu devo estar livre por volta das 23 horas. Você sabe onde me encontrar. E dizendo isso soltei sua mão, caminhando em direção ao local onde tínhamos deixado os outros.


A exposição estava sendo um sucesso. Edward nascera para aquilo, transitando de forma fácil entre críticos, jornalistas, e seus convidados. Eu estava circulando entre as salas, parando de pouco em pouco para conversar com Esme e com meus amigos. Os comentários ouvidos estavam sendo os melhores possíveis, e eu não podia estar mais orgulhosa. Faltava menos de meia hora para fecharmos quando eu os vi parados diante do quadro da família no lago. Pude ver que os dois conversavam, e só quando o homem de terno puxou Edward para um abraço, é que percebi que estivera prendendo minha respiração.

— Obrigada agradeci me aproximando do homem, ainda parado no mesmo lugar. Tenho certeza de que isso significou muito para o Edward.

— Você tinha razão, Srta. Swan.

— Bella corrigi, me virando para ele. Em qual parte, exatamente?

— Em quase tudo, mas me refiro ao talento de meu filho. Edward tem sorte de ter você ao seu lado, Bella.

— Posso lhe garantir que eu não sou menos sortuda por ter ele na minha vida. O senhor gostaria de se juntar à sua família? Posso levá-lo até Esme e Alice, se quiser.

— Eu já vou. Obrigado.


Finalmente todos haviam ido embora, restando apenas a família de Edward, Jasper, Tanya e Jacob. Eu estava pronta para dar a noite como encerrada, me dirigindo para onde todos estavam. Era visível como os sorrisos de Esme e de Alice tinham aumentado com a chegada surpresa de Carlisle; eu podia ver os três conversando animadamente em um canto da galeria.

— Tem dedo seu nisso, não tem? ouvi, enquanto seus braços passavam ao redor da minha cintura e ele deixava um beijo estalado perto do meu ouvido.

— Digamos que eu apenas lembrei a ele sobre o que realmente é importante nessa vida.

— Obrigado, Bella.

— Você pode me agradecer apropriadamente mais tarde aticei, me virando para depositar um beijo próximo ao seu lábio.

— Não me provoca, Isabella... E a voz rouca perto do meu ouvido causou um arrepio na base da minha espinha. Podemos ir?

— Claro! Vai falando com sua família enquanto eu aviso Tanya que já estou indo.

Estava vendo Edward interagir com a família quando senti uma presença próxima a mim. Depois de anos de amizade, eu nem precisava olhar para saber que Jacob estava parado ao meu lado.

— Obrigada agradeci, passando meu braço pela sua cintura, encostando minha cabeça em seu braço.

— Pelo quê?

— Por ter falado sobre Edward para Tanya. Por ter permitido que isso tudo aqui acontecesse.

— Quer dizer que você resolveu dar mais uma chance para vocês? Jake perguntou, cutucando minha cintura.

— Acho que sim. Aceitei o convite dele para sair.

— Já não era sem tempo Jake disse, e eu senti ele deixando um beijo no topo de minha cabeça. Você merece ser feliz, Bella. E é visível o quanto você é mais feliz quando Edward está por perto. Não negue isso a vocês por medo.

— Obrigada, Jake. Você avisa a Tanya que eu já estou indo?

— Claro! E, Bells? ele chamou quando eu começava a me afastar. Eu sei o quanto vocês devem estar afoitos por isso, mas não esqueçam a camisinha. Eu sou muito novo para ter um catarrentinho me chamando de tio por aí.

— Jacob! Eu podia sentir minhas bochechas ficando vermelhas, o que só serviu para arrancar uma sonora gargalhada de meu amigo, fazendo com que todos olhassem para o lugar onde nos encontrávamos.

Assim que me aproximei de onde a família de Edward estava reunida, Carlisle nos informou que havia feito uma reserva para todos nós em um restaurante estrelado no Chelsea para comemorar o sucesso de Edward. Por mais que eu estivesse feliz com a presença dele e quisesse que eles aproveitassem esse momento de trégua, eu não queria ter que dividir Edward com mais ninguém. A verdade é que eu passara a noite esperando pelo momento em que teria ele só para mim.


Estávamos caminhando há alguns minutos desde que saímos da galeria. A noite estava bem fria, a rua coberta com uma fina camada de neve, e talvez por isso poucos turistas estavam na Ponte do Brooklyn naquele momento. Poucas palavras haviam sido trocadas, mas o silêncio não pesava entre nós. Estávamos os dois presos em nossos próprios pensamentos, ansiosos pelo o que a noite nos reservava. Estávamos nos aproximando do Brooklyn Heights Promenade quando pequenos flocos de neve voltaram a cair, o vento frio me causando um arrepio, o que fez Edward me puxar para mais junto de seu corpo para nos aquecer.

— Tem certeza de que você não queria sair para jantar com os seus pais? Eu posso ir pra casa e a gente se encontra amanhã perguntei, passando meu braço pela sua cintura, aproveitando o calor do seu corpo.

— Bella, tem meses que eu venho tentando te convencer a sair comigo. Você acha mesmo que no dia em que você finalmente aceita meu convite, eu vou te trocar pela minha família?

— Não é como se eu não fosse aceitar seu convite amanhã, Edward.

— Não é como se eu não pudesse almoçar com a minha família amanhã ele rebateu, parando e me colocando de frente para ele. Nesse momento, tudo o que eu quero está aqui comigo acrescentou, colando nossas testas, sua respiração ofegante, seus olhos fechados como se ele estivesse tentando se acalmar.

— Ei, o que foi? perguntei, passando a mão suavemente pelo seu rosto, sentindo ele descansar o rosto em minha palma.

— Eu… eu queria muito te oferecer um primeiro encontro incrível, te levar a algum lugar legal, mas não tem nada que eu queira mais do que te beijar, te levar para casa e passar a noite te mostrando o quanto eu te amo e o quanto eu sou agradecido por você ter tornado o meu sonho muito mais do que eu poderia imaginar. Mas…

— Eu não consigo pensar em um encontro melhor respondi, interrompendo o que quer que ele tivesse para dizer.

— Tem certeza? Eu não me importo de fazer qualquer outra coisa que você queira.

— Me leva pra casa, Edward.


Chegamos ao meu apartamento em tempo recorde, e Edward teve que tomar o controle depois de eu me enrolar com a chave e não conseguir abrir a porta após três tentativas. Mas quem consegue abrir uma porta com Edward Cullen beijando seu pescoço e passando uma mão pela frente do seu corpo? Tentando te distrair o tempo todo? Assim que conseguimos entrar, me desvencilhei dele, indo até a cozinha. Eu tinha comprado uma garrafa de champagne no início da semana esperando poder comemorar com ele. Assim que voltei para a sala, Edward abriu um sorriso, olhando de mim para a garrafa em minhas mãos.

— Hum… parece que alguém já estava preparada para essa noite.

— Eu sempre estou preparada, baby.

— Isabella! e seu tom de voz indicava que minha resposta tinha atingido seu objetivo.

— Sabe, Edward... comecei a tirar meus sapatos e a andar de costas lentamente em direção ao quarto, sem nunca tirar meus olhos dos dele — ...alguém me prometeu uma demonstração de gratidão a noite inteira completei, jogando no chão o cinto que eu estava usando. Mas até o momento, nada! E dizendo isso eu tirei o vestido, ficando apenas de calcinha, soutien e meia-calça, correndo para dentro do quarto.

Eu tinha acabado de acender a luz, quando duas mãos firmes apertaram minha cintura e me viraram, me prendendo entre seu corpo e a porta recém-fechada.

— Bella, Bella. Não me provoca Edward disse deixando beijos molhados por todo o meu rosto, mas nunca chegando aos meus lábios, onde eu tanto desejava. Você não sabe o que está pedindo. Quando eu terminar tudo o que tenho planejado para você essa noite, você não vai lembrar nem do seu nome, baby.

— Palavras, nada mais que palavras rebati, desabotoando sua calça e massageando seu membro por sobre a boxer preta.

Uma espécie de rosnado deixou os lábios de Edward e finalmente seus lábios estavam nos meus, enquanto uma de suas mãos massageava meu seio esquerdo, beliscando meu mamilo, fazendo com que eu soltasse um pequeno grito em sua boca. Ele aproveitou a oportunidade para invadir minha boca com sua língua, o beijo se tornando ainda mais afoito, seguindo o mesmo ritmo de nossas mãos nos corpos um do outro. Ele agora dava atenção ao meu outro seio enquanto eu seguia bombeando seu membro.

— Você sabe o que causa em mim, baby? Você também se tocou pensando em mim nesses últimos anos? Edward ia dizendo enquanto distribuía selinhos pelo meu pescoço e colo. Você não imagina quantas vezes eu me masturbei pensando em você, Bells. Fingindo ser sua boca no lugar de minha mão envolvendo o meu pau.

Sem esperar por nenhuma outra palavra, eu escorreguei pela parede, levando sua calça e cueca juntas, até estar de joelho à sua frente.

— Assim? perguntei tomando seu membro em minha boca, tentando engolir o máximo possível, ao mesmo tempo em que acariciava suas bolas com uma das mãos, a outra segurando firme na coxa de Edward, trazendo-o para mais junto de mim.

Sem ter esperado por aquilo, eu pude sentir Edward tenso por alguns segundos, mas logo ele deixou escapar um gemido e seus quadris começaram a se mover, acompanhando o ritmo de minha boca, seu membro entrando e saindo por entre meus lábios. Os gemidos dele, junto com os sons de minha boca ao redor de seu membro, estavam me deixando enlouquecida. Eu podia sentir o calor aumentando entre minhas pernas. Eu precisava de alívio. Largando suas bolas eu levei minha mão até dentro de minha calcinha, me acariciando em busca do alívio desejado. O gemido que saiu dos lábios de Edward foi tão gutural que me fez olhar pra ele, seus olhos fixos em minha mão, enquanto eu massageava meu clitóris, sentindo a umidade encharcar meus dedos.

— Bella, eu preciso que você pare agora, amor, ou então eu não sei se vou dar conta de cumprir com a minha promessa.

— Mas tá tão bom... gemi, tirando seu membro de minha boca, soprando a cabeça molhada.

— Porra, Isabella.

E dizendo isso ele me levantou pelo braço, tirando minha mão de dentro de minha calcinha e lambendo meus dedos antes de tomar minha boca em um beijo desesperado. Nós dois estávamos famintos um pelo outro e precisaríamos de muito tempo para saciar todo o desejo reprimido em todos esses anos. Me pegando no colo, Edward foi caminhando até a cama, me depositando cuidadosamente no meio dela antes de se ajoelhar ao meu lado. Eu ergui meu quadril para ele tirar minha meia-calça e calcinha, ao mesmo tempo em que ele ia depositando beijos por minha barriga, pernas, pé e de volta por pés, pernas, lado interno das coxas... até sua boca estar onde eu mais necessitava dele. Eu não demorei a gozar, enquanto Edward seguia lambendo minha boceta, não deixando escapar nada do meu gozo. Deixando um último beijo ali, ele se ergueu, pairando sobre mim.

— Eu sou um homem de palavras, baby. Estou apenas começando a cumprir minha promessa ele pontuava cada palavra com um selinho distribuído em meu rosto. Quero tanto estar dentro de você e te foder até você esquecer seu nome, Bella.

— Me fode, Edward pedi erguendo o quadril, tentando desesperadamente algum contato.

— Mas agora, acho que eu quero mesmo é aquele champagne.

Sério? Ele ia parar agora por causa de um maldito champagne?

— Você fica linda com essa carinha de frustrada Edward disse rindo, enquanto pegava a garrafa perto da porta, onde ela havia sido esquecida e a trazia novamente para perto da cama, depois de abri-la. Ele deu um longo gole, no próprio gargalo, antes de subir novamente na cama, aproximando a garrafa da minha boca, despejando um pouco do líquido. Eu não esperava por aquilo e parte do líquido escorreu pelo meu queixo Hum... Nós não podemos desperdiçar um champagne tão caro, não é? Edward disse com um olhar divertido, lambendo a trilha deixada pelo líquido em minha pele. Ah… agora, sim, bem mais gostoso.

Ele foi repetindo o processo de derramar a bebida pelo meu corpo e depois lambê-la, me levando à loucura. A garrafa estava com pouco menos do que a metade. Era hora de eu brincar também. Aproveitei que ele estava de joelhos entre minha pernas e me levantei, ficando na mesma posição diante dele. Seus olhos me encaravam com um quê de dúvida e diversão quando eu peguei a garrafa de sua mão, tomando um gole antes de virá-la um pouco sobre sua pele.

— Ops! Acho que fiz bagunça.

E com isso comecei a passar minha língua pelo seu peito, me demorando de propósito em cada um dos mamilos, deixando pequenas mordidas até chegar novamente em seu membro, molhado pelo champagne e já com um traço de pré-gozo. Edward deitou de costas para me dar melhor acesso e eu tomei novamente seu membro em minha boca, lambendo-o algumas vezes antes de me dar por satisfeita. Eu podia vê-lo de olhos fechados, as mãos fechadas agarrando o lençol. Trocando minha boca por minha mão, eu trouxe seu membro até minha entrada, deslizando suavemente sobre ele. Edward abriu os olhos, arregalados, não prevendo meu movimento, e nós dois gememos ao mesmo tempo quando seu membro me preencheu totalmente, minhas mãos apoiadas em seu peito. Eu estava prestes a começar a me mexer quando ele agarrou firme minha cintura.

— Não se mexe, por favor. Eu preciso de um tempinho.

Alguns segundos depois pude sentir sua mão aliviando em minha cintura, e tomei aquilo como um sinal de que eu podia continuar. Usando minhas mãos em seu peito, fui me impulsionando para cima e para baixo rebolando sobre seu pau, e não demorou para que Edward começasse a mexer os quadris, seu corpo se movendo no mesmo ritmo do meu.

— Se isso for um sonho eu não quero acordar nunca mais.

Achando graça de suas palavras, eu levei uma de minhas mãos até sua coxa, dando um beliscão no local.

— Porra, Bella! Violência agora?

— Só te provando que não é um sonho.

Eu podia sentir meu baixo ventre se contraindo e sabia que não ia demorar muito para gozar novamente.

— Tão perto, amor.

— Eu também. Se toca novamente pra mim, love.

Atendendo ao seu pedido, levei meus dedos até onde nossos corpos se uniam, subindo e descendo, meu dedo se esfregando em seu pau ao mesmo tempo em que eu massageava meu clitóris. Não demorou muito para o orgasmo me atingir, um monte de palavras desconexas junto com o nome de Edward deixando meus lábios. Vendo que eu não tinha mais forças para me mexer, Edward nos virou novamente na cama e com apenas mais algumas estocadas pude sentir seu gozo me invadindo.

Continuamos abraçados por um tempo enquanto nossas respirações voltavam ao normal, assim como as batidas de nossos corações. Não demorei a dormir, fisicamente cansada, mas mentalmente tranquila depois de muito tempo. Em algum momento da madrugada acordei com o aperto causado pelo braço de Edward em minha cintura. Ele parecia estar em meio a um sonho agitado. Lentamente eu o acordei e nos amamos mais uma vez, dessa vez com toda a calma do mundo, nossos corpos nos assegurando de que tudo ficaria bem.


Nova York, julho de 2018

Os últimos meses tinham passado voando. A exposição de Edward tinha sido um sucesso tão grande que Tanya resolveu me confiar algumas outras curadorias, e eu já tinha organizado outras duas exposições. Por sua vez, Edward estava recebendo várias encomendas e tinha dias que ele se trancava no ateliê da hora que acordava até a hora de dormir. Nós nos revezávamos entre nossos apartamentos, o trabalho e nossos amigos. Ele tinha razão, apesar dos anos passados, as coisas entre nós fluíam facilmente, era como se todos aqueles anos nunca tivessem acontecido. Podíamos conversar durante horas sobre nossos trabalhos e nossa vida. Edward quis saber tudo sobre meus anos passados em Florença e no País de Gales, me enchendo de perguntas e comentários sobre o meu trabalho. Voltamos a caminhar pela cidade como fazíamos no início do nosso namoro. A simples presença do outro nos bastando.

Apesar de ser sábado, eu tivera que sair cedo para resolver um problema relacionado a um fornecedor para a próxima exposição que aconteceria na galeria na semana seguinte. Eu esperava voltar antes de Edward acordar, mas acabei demorando mais do que o esperado. Estava me preparando para sair e voltar para casa, quando o bip em meu celular me alertou para a chegada de uma mensagem. Me encontre às 13 horas na sala de artes medievais, no MET. -E.

Chequei meu relógio e vi que tinha menos de 15 minutos para chegar lá. Eu nunca mais tinha pisado no MET desde a minha volta para Nova York, e Edward sabia disso. Ele vivia me chamando para irmos até lá, e eu sempre desconversava ou arrumava um jeito de distraí-lo. A verdade é que eu não tinha certeza de estar preparada ainda. Mas pelo jeito ele estava me dando um ultimato agora, e eu não conseguiria fugir.

Me despedi rapidamente de Tanya, peguei um Uber, e às 13 horas em ponto eu estava entrando na sala de artes medievais, só para ser tomada por uma sensação de déjà vu. Apesar dos muitos turistas, eu não demorei a encontrar Edward parado no meio da sala, de terno e segurando um balão em formato de coração. Ai meu Deus, ele vai me pedir em casamento de novo. Assim que me viu, ele abriu um sorriso e começou a caminhar em minha direção, nossos olhares fixos um no outro. Enquanto nos aproximávamos, comecei a lembrar daquela tarde, naquele mesmo lugar, mas que agora me parecia tão longínqua. E dessa vez eu não estava com medo. Eu estava pronta para dizer sim para ele.

Assim que ficamos frente a frente, Edward me deu um beijo no rosto e me estendeu o balão, antes de pegar minha mão e me arrastar pela sala, lentamente, comentando sobre detalhes aleatórios de cada obra.

— Edward, espera parei de repente em frente a uma escultura, olhando para ele. O que nós estamos fazendo aqui?

— Passeando, por quê?

— Nada respondi, sem conseguir esconder minha decepção. Eu só achei que… deixa pra lá. Bobagem minha.

Recomecei a andar lentamente pela sala, mas logo Edward me alcançou, me puxando novamente para ele.

— Você vai me contar o que está acontecendo? E eu pude notar a preocupação em sua voz.

— Por que você está vestido assim? Por que esse balão?

Ele me olhou por vários segundos, talvez procurando algo em meus olhos, antes de responder finalmente.

— Eu não pude deixar de perceber que você tem evitado esse lugar, e lembro como isso aqui já fez parte do seu sonho um dia. Então achei que era hora de você fazer as pazes com ele. E, para isso, nada melhor do que retomar da nossa última visita juntos, como se nada tivesse acontecido.

Eu sentia as lágrimas caindo pelo meu rosto. Como se eu estivesse chorando por todos os anos em que ficamos separados, por toda a tensão entre nosso reencontro até o momento em que ficamos juntos novamente. Pelos últimos seis meses. Um misto de choro de alegria e tristeza. Edward apenas me abraçava, murmurando algumas palavras doces de tempos em tempos. Eu percebia as pessoas olhando para nós, mas eu simplesmente não me importava.

Depois de muito tempo eu finalmente consegui parar de chorar, abrindo um sorriso fraco para Edward.

— Obrigada agradeci, encostando minha cabeça em seu peito. Eu nunca mais vim aqui depois daquela tarde. O simples fato de passar aqui em frente já me deixava mal. Eu lembrava do seu olhar para mim quando recusei o seu pedido.

— Eu vinha aqui de vez em quando, quando queria sentir sua presença, buscar inspiração… Apesar das lembranças ruins, eu conseguia lembrar dos passeios que fizemos aqui, me lembrava da sua animação me contando sobre as obras…

Passamos as próximas horas caminhando pelas várias salas do museu, parando de tempos em tempos para comentar alguma obra vista, relembrar passeios anteriores por ali, apenas curtindo a companhia um do outro. Já estávamos nos dirigindo para a saída e eu ainda não tinha entendido porque Edward não tinha feito o pedido. Será que eu tinha assustado ele com a minha crise de choro?

— Baby?

— Hum?

— Você vai me contar o que foi que você achou que a gente tinha vindo fazer aqui?

— Hum… não?

— Você está corando?

— Não?

— Vamos, Bella. Por que você ficou tão estranha de repente?

— Eu… eu te vi vestido dessa forma, com o balão, tudo igual àquela tarde, e eu achei que você fosse me pedir em casamento confessei olhando para o chão, sem coragem de encarar seus olhos.

— Você quer que eu te peça em casamento? Edward perguntou, erguendo meu rosto até que meus olhos estivessem no nível dos dele.

— Você vai pedir?

— Amor, eu aprendi com os meus erros. Não vou fazer um grande gesto antes de conversarmos muito bem sobre os nossos planos, antes de ter certeza de que estamos na mesma página.

— Isso quer dizer que você não vai me pedir em casamento?

— Não hoje. Não aqui.

— Ok.

Voltamos a caminhar em silêncio. Eu podia ouvir Edward rindo baixinho de vez em quando, assim como seus olhos fixos em mim de tempos em tempos.

— Só pra eu saber. Você teria dito sim se eu tivesse repetido o pedido?

— Você não pode ter uma resposta sem fazer o pedido, Edward.

— Poxa, Bella. O que te custa?

— Eu já disse que não vou falar.

— Chata!

— Vai me chamar de boba e feia também?

— Feia, nunca!

Saímos caminhando lentamente, aproveitando o sol aquecendo nossas peles. A cidade estava repleta de turistas, e de vez em quando nos pegávamos rindo de alguns deles. Tínhamos acabado de entrar na Ponte do Brooklyn e bastou alguns passos para eu ter certeza do que precisava fazer. Eu queria mostrar para Edward o quanto eu o amava, o quanto apesar de nosso passado, ele era a única pessoa para mim. Parei de repente, fazendo com que ele parasse também.

— Quando eu vim de Forks para cá, eu escolhi o Brooklyn para morar por causa dessa ponte. Eu podia me ver atravessando ela diariamente para ir para o trabalho. É claro que hoje em dia a aglomeração de turistas me incomoda um pouco, mas durante muito tempo eu também me via como turista aqui. Eu podia ver o ponto de interrogação no rosto de Edward. Ele não estava entendendo porque eu começara a contar aquilo do nada, ali no meio da ponte. Depois de um tempo, isso aqui se tornou apenas mais um lugar pelo qual eu passava automaticamente no meu ir e vir pela cidade. Mas agora eu me dei conta de que chegou a hora de tornar esse lugar especial novamente. Por isso, Edward me aproximei, tomando sua mão esquerda com a minha —, estou aqui, no meu segundo lugar favorito no mundo todo, para perguntar: você aceita se casar comigo?

Se eu não estivesse tão nervosa, seria capaz de rir da cara de Edward para mim. Ele estava com os olhos arregalados, a mão direita passando pelo cabelo e eu não conseguia ter a menor ideia do que estava se passando pela cabeça dele. Eu havia estragado tudo de novo?

— Você não vai responder nada? perguntei para afastar a apreensão que eu estava sentindo. O que eu faria se ele dissesse não?

— Caraca, você quer casar mesmo! Edward disse, abrindo o sorriso presunçoso que tanto me irritava, mas sem o qual eu realmente não sabia viver sem.

— Cala a boca, antes que eu retire o pedido.

— Você não pode retirar o pedido, Bella.

— O pedido é meu, posso fazer o que eu quiser. Aliás, quer saber, esq…

— Sim ele disse, me interrompendo.

— Sim?

— É claro que eu quero me casar com você, Bella. É tudo o que eu quero desde a primeira vez em que eu te vi naquele bar. E dizendo isso ele fechou a distância entre nós, tomando meus lábios em um beijo lento, apaixonado e cheio de promessas.

FIM


Mais tarde eu volto com o epílogo!