Meredith aparece na sala de espera, quarenta minutos depois. Elena é a primeira a levantar, seguida por Stefan e os outros.

- Como ele está? – pergunta ela, ansiosa.

- Ele está bem, mas nós demoramos muito para estabiliza-lo.

- Como assim? – pergunta Stefan.

- O coração dele parou duas vezes seguidas. Nós lutamos para conseguir normalizar o ritmo cardíaco. Mas ele vai precisar ficar internado por alguns dias.

- Oh, meu Deus! – Elena leva as mãos à cabeça.

- Mas ele vai ficar bem? – pergunta Ric.

- Ele está estável. O ritmo cardíaco está normalizado. Mas, sinceramente, eu não sei. Que eu saiba isso nunca aconteceu antes. Nunca ouvi falar de um vampiro que tenha voltado a ser humano. Então tudo pode acontecer. Mas uma coisa é certa, Damon esteve morto por quase 150 anos, a readaptação não vai ser fácil.

- Nós podemos vê-lo? – pergunta Elena.

- Um de cada vez. Quarto 306. Ele ainda está um pouco sonolento por causa da medicação, então... – Elena nem espera Meredith terminar a frase e sai corendo para ver Damon.

Entrando no quarto, a garota paralisa. Damon está deitado em um leito no centro do quarto. Ele está ligado a várias máquinas que monitoram sua frequência cardíaca e respiração, na mão direita há uma cânula com soro, essencial para mantê-lo hidratado. Ele permanece dormindo. Sua aparência é tão frágil que Elena sente os olhos se encherem de lágrimas. Ela nunca imaginou que fosse ver Damon nessa situação. Ainda mais sabendo que foi por causa dela. Seja lá o que a bruxa Ayana tenha feito com ela, Damon foi instrumento e isso lhe custou a imortalidade e quem sabe, a vida.

Elena se aproxima do leito e, delicadamente, afaga os cabelos de Damon. Aos poucos, ele começa a despertar.

Assim que abre os olhos, Damon vê Elena.

- Oi! – diz ela, com um sorriso reconfortante no rosto.

- Oi! – ele responde, ainda sonolento.

- Como se sente?

- Humano!

- É sério, Damon!

- Eu estou bem, Elena! Não se preocupe comigo!

- Eu me preocupo com você! Sabe disso!

- Eu sei. – ele dá um sorriso tímido. – Onde estão as minhas roupas? Vou me trocar e podemos ir embora. – diz ele, tentando se levantar.

- Não, não, não! Você não vai a lugar nenhum! – ela o empurra de volta para a cama. – Você está em observação!

- Vocês podem me observar em casa.

- Sem brincadeira, Damon! A Meredith está preocupada com o seu ritmo cardíaco, você precisa ficar em observação.

- Por quê?

- Porque o seu coração está instável! Eles tiveram que te ressuscitar duas vezes.

- Não deviam ter tido tanto trabalho. – ele diz, resignado.

- Não diga isso, por favor! – eles se olham por alguns instantes. – Falando sério, Damon!Você vai precisar de cuidados médicos. Você esteve morto por quase 150 anos. Não há precedentes na história para o que aconteceu com você. É um milagre você estar vivo, literalmente.

- Eu não acredito em milagres.

- Damon, por favor!

- Ok! Por quanto tempo eu tenho que ficar aqui?

- Dois dias, talvez três!

- Sem chance!

- Damon!

- Elena, eu não vou ficar nessa cama por três dias!

- Sim, você vai! Nem que eu tenha que pedir para a Meredith te sedar e fim de papo!

- Tudo bem! – ele respira, resignado. - E quanto a você? Você está bem?

- Sim, estou bem!

- Tem certeza? O que aquela bruxa fez com você?

- Eu não sei!

- Como não sabe?

- Não sei! Seja lá o que ela fez conosco, ela sumiu depois do feitiço. A Bonnie tirou fotos dos símbolos que ela pintou na minha barriga para pesquisar depois e tentar descobrir o que houve.

- E o Stefan? Ele está bem?

- Sim! Ele está lá fora. Estão todos lá fora, preocupados com você.

- Disso, eu duvido muito.

- Para com isso, Damon! Querendo ou não, você conquistou o carinho e o respeito dos nossos amigos. Você não está sozinho.

- Eu fico melhor sozinho. Sempre fiquei. Pelo menos agora, não vai ser por toda eternidade. – Elena sente seu coração rachar e os olhos se encherem de lágrimas.

- Damon... – ela segura a mão dele com carinho e os dois se olham, mas o clima é interrompido por batidas na porta.

- Posso entrar? – pergunta Ric.

- Ric! – diz Elena, enxugando os olhos. – Claro!

- Como está indo, parceiro? – pergunta Ric, se aproximando do leito.

- Eu já vou indo! A Meredith disse que só pode um de cada vez.

- Obrigado pela vista. – diz Damon, e Elena percebe que a voz dele está carregada de mágoa. A garota dá um sorriso rápido e se apressa para fora do quarto, antes que não consiga mais segurar as lágrimas.

- S2-

Elena volta para a sala de espera e Stefan logo vai ao seu encontro.

- Ei, tudo bem? – pergunta ele, percebendo a tristeza nos olhos da menina.

- Sim, tudo bem!

- Como está o Damon? – pergunta ele.

- Ele está bem! Ainda está um pouco grogue, mas está bem.

- Bom! Vem, vou te levar pra casa.

- Você não vai entrar para vê-lo? – pergunta ela, espantada.

- A Meredith disse que ele precisa descansar. Além do mais, você já foi e o Ric está com ele agora. Acredito que essas são as únicas visitas que ele queria receber.

- Stefan, ele é seu irmão!

- Eu sei disso!

- Você não pode abandoná-lo! – Elena se exalta.

- Se acalma! Eu não estou abandonando ele. Ele está no hospital, o melhor amigo está com ele e a Meredith nos disse que ele precisa de repouso. Uma pessoa de cada vez, é a regra do hospital. Não há mais nada que eu possa fazer.

- Você podia estar ao lado dele! Ele é seu irmão mais velho! Ele é sua família! Seja lá o que essa bruxa fez com ele, poderia ter sido com você! E se fosse com você, eu tenho certeza que ele não ia deixar uma regra estúpida impedi-lo de te ver.

- Elena, o que você quer que eu faça? Você quer que eu invada o quarto e me plante na cabeceira do Damon, mesmo sabendo que ele não me quer lá? É isso que você quer?

- Eu? Eu não quero nada, Stefan! Eu só... Deixa pra lá!

- Elena...

- Só me leva pra casa. – diz ela, seguindo em direção à saída. Stefan fica confuso com a reação intempestiva de Elena, mas prefere não se aprofundar mais na confusão.

- S2-

Os planos de manter Damon internado por alguns dias vão por água a baixo quando ele se revela um paciente difícil de lidar. Contrariando todas as orientações, ele se estressa com as enfermeiras, se recusa a realizar exames e tomar a medicação receitada, tornando sua estadia no hospital um risco para sua saúde. Meredith, então, resolve lhe dar alta no dia seguinte, sob a condição dele manter repouso e continuar a ser acompanhado por ela.

Quando Stefan e Elena chegam para buscá-lo no final da manhã, Damon está terminando de se vestir e Meredith está terminando de passar as recomendações.

- Não pense que eu não sei que você fez isso tudo só para receber alta. – diz a médica.

- Não sei do que você está falando. – diz ele, abotoando a camisa.

- Tudo certo? – pergunta Stefan.

- Tudo ótimo! Obrigado pela estadia, Dra. Fell. – diz Damon, sorrindo sarcasticamente.

- Estou falando sério, Damon! Repouso!

- Ok, Meredith!

- Eu vou passar para vê-lo hoje, depois do meu plantão. E se você não tiver seguido as recomendações eu te interno de novo.

- Entendido!

- Não se preocupe, Meredith! Nós vamos garantir que ele siga as recomendações! – diz Elena.

- Ok, então! Tudo certo, você está livre para ir! Vejo vocês mais tarde! – diz Meredith e eles se despedem.

- S2-

Chegando à mansão, Stefan abre a porta para Elena e Damon entrarem.

- Pronto! Lar doce lar! – diz Stefan.

- Você prefere ficar no sofá ou ir para o quarto? – pergunta Elena.

- Eu prefiro que você não me trate como um vaso de cristal. Eu posso ser humano de novo, mas eu ainda sou homem.

- Vamos para o sofá, que está mais perto! – diz ela, fazendo Damon revirar os olhos. – Não adianta revirar os olhos pra mim! Lembre-se que você só está em casa porque a Meredith não estava mais te aguentando, afinal você é um paciente terrível! Mas você ainda está sob cuidados médicos.

- Elena, se você segurar no meu braço, para me ajudar a descer as escadas, eu juro por Deus, eu arranco ele fora e bato em você com ele! – diz ele, quando Elena faz menção de ajudá-lo a descer as escadas.

- Ok! Entendido! – Elena sorri da pirraça dele. Ela acompanha de perto, até ele sentar no sofá.

- Bem, Damon! Está entregue! – diz Stefan. – Vamos, Elena! O pessoal está nos esperando no Grill.

- O que? Não, Stefan! O Damon acabou de chegar do hospital, ele ainda está em observação! Você não acha que devíamos ficar em casa com ele?

- Elena, ele está bem! – diz Stefan. –Você está bem, certo?

- Eu estou bem!

- Mas Damon...

- Elena, você mesma disse que eu preciso descansar! Assim que vocês saírem, eu vou dormir!

- Eu não sei! E se você precisar de alguém?

- Eu preciso te lembrar de novo que eu não sou um inválido? Eu posso andar, falar, usar o telefone! Eu consigo até ir ao banheiro sozinho, acredita nisso?

- Tem certeza que não vai precisar de nós?

- Stefan, tire a sua namorada daqui!

- Você ouviu o homem! – diz Stefan, puxando Elena para perto de si.

- Ligue pra gente se precisar de alguma coisa! – pede Elena. – Tchau! Até mais tarde!

- Ok! Tchau! – assim que Elena e Stefan saem, Damon sobe para seu quarto.

- S2-

No Grill, enquanto Stefan, Tyler e Jeremy jogam sinuca, Bonnie e Caroline terminam de comer. Elena, no entanto, não tocou na comida.

- Terra chamando Elena! – diz Caroline, ao ver a amiga distraída.

- O que?

- Você está em outra dimensão, Elena! O que houve?

- Nada! Eu só estava pensando.

- Podemos saber em que?

- Nada de mais! Bobagens, só isso!

- Uhum, sei! – diz Caroline.

- Como está o Damon? – pergunta Bonnie.

- Está bem!Está em casa.

- Eu achei que ele fosse ficar mais alguns dias no hospital.

- A ideia era essa, mas ele infernizou tanto a vida da Meredith, que ela resolveu antecipar a alta dele.

- Parece mesmo o velho Damon. – diz Caroline.

- Pois é! – Elena balança a cabeça para afastar os pensamentos. – Bonnie, como anda a pesquisa dos símbolos? Já descobriu alguma coisa?

- Ainda não, desculpe Elena! Isso é bruxaria antiga, nunca vi nada como isso.

- Tudo bem, Bonnie! Seja lá o que for, você vai encontrar, não se preocupe.

- Eu vou continuar a pesquisa hoje! O Stefan e o Jeremy vão me ajudar.

- Tem certeza que o Stefan vai ajudar? Ele parece ocupado demais jogando sinuca. – diz Elena, olhando para Stefan com certa irritação. Bonnie e Caroline notam.

- Está tudo bem? – pergunta Bonnie.

- Como assim?

- Você está super distraída e agora parece claramente irritada com o fato do Stefan estar jogando sinuca.

- Não é isso! É que, com tanta coisa acontecendo, eu não entendo como o Stefan pode se divertir.

- Do que você está falando, Elena? Eu acho que essa é a primeira vez, em muito tempo, que não há um perigo eminente de morte. O Klaus e os irmãos se foram, o Alaric está curado, o Tyler está livre do controle do Klaus, o Stefan recuperou a humanidade e vocês estão juntos de novo. Por que ele não deveria se divertir depois de tudo que vocês passaram? – diz Caroline.

- Sim, você está certa! – diz Elena, dando de ombros.

- Relaxa, Elena!

- Ok!

- Bem, meninas, eu preciso ir! Tenho uma tonelada de livros para pesquisar. – diz Bonnie, se levantando. Vendo Bonnie de pé, Jeremy e Stefan se aproximam.

- Já está pronta, Bonnie? - pergunta Jeremy.

- Sim!

- Você não se incomoda se eu ajudar a Bonnie nas pesquisas, não é? – pergunta Stefan, beijando Elena.

- Não, claro que não! A gente se vê mais tarde.

- Eu te amo!

- Eu também te amo!

- Tchau, Elena! Até mais!

- Tchau, Jer!

- Eu sei que você está preocupada com o Damon! – diz Bonnie, abraçando Elena e sussurrando em seu ouvido. – Não se preocupe, vai dar tudo certo.

- Obrigada, Bonnie! – elas se despedem. Os três saem e Elena volta para a mesa com Caroline.

- Então, o que vamos fazer? – pergunta Caroline, animada, quando Tyler se aproxima da mesa.

- Podemos ir lá pra casa, ver um filme, dar um mergulho na piscina, o que acham?

- Acho ótimo!

- Vão vocês, eu vou pra casa!

- Ah, não! Nem pensar, Elena! Fala sério, eu não vou deixar você ficar se remoendo de preocupação.

- Eu não estou me remoendo. Eu vou pra casa tirar um cochilo, enquanto o Stefan está com a Bonnie. Eu estou morrendo de sono. Além do mais, vocês dois estão precisando de um tempo sozinhos.

- Ah, Elena!

- Olha, quando o Stefan voltar, nós vamos pra casa do Tyler!

- Jura?

- Juro!

- Ok, então nos vemos mais tarde!

- Combinado! – elas se despedem e Elena assiste Caroline e Tyler saírem animados. Elena avista Matt no balcão e se aproxima.

- Oi, Matt!

- Ei, Elena! Ficou sozinha?

- Fiquei, mas eu também já estou indo.

- Vai querer alguma coisa?

- Sim! Quero fazer um pedido pra viagem!

Damon está deitado na cama, quando ouve alguém bater na porta. Ele abre a porta e dá de cara com Elena.

- Achei que estivesse no Grill.

- Eu estava, mas o Stefan foi ajudar a Bonnie e o Jeremy a pesquisarem os símbolos.

- E porque você não ficou com o Matt ou Caroline?

- O Matt está trabalhando e a Caroline foi pra casa do Tyler.

- Ou seja, você não tinha nada melhor pra fazer.

- Na verdade, eu imaginei que você estivesse com fome. – diz ela, erguendo a sacola de papel do Grill. – Cheeseburger com picles, seu favorito.

Damon se rende e deixa Elena entrar. Os dois se sentam na cama e começar a comer o lanche trazido por Elena.

- Então, alguma novidade com os símbolos? – Damon quebra o silêncio.

- Ainda não! A Bonnie está quebrando a cabeça para identificar esses símbolos.

- Eu não estou gostando disso!

- Ela disse que é bruxaria antiga, algo que ela nunca viu antes!

- Estou com um mau pressentimento. Essa bruxa usou a minha imortalidade pra fazer esse feitiço, ou seja, é alguma coisa grande. Tenho medo de que descobrirmos o que é já seja tarde demais.

- Por falar na sua imortalidade, o que você vai fazer a respeito? - pergunta Elena, cautelosa.

- Sinceramente, não sei!

- Te confesso que achei que você fosse pedir pro Stefan te transformar de novo imediatamente.

- Eu também. – diz ele, com um sorriso tímido. – Mas agora, não tenho certeza.

- Tem tantas coisas que você pode fazer agora.

- O que eu posso fazer como humano, que não podia fazer como vampiro?

- Você pode envelhecer. Pode casar, ter filhos, netos, pode ter uma família!

- Caras como eu não têm filhos, Elena!

- Por que não?

- Porque eu sou um assassino!

- Você não é um assassino! Você matava pessoas quando era vampiro.

- O fato de eu ser humano agora, não muda o que eu fiz quando era vampiro! Eu sou o que eu sou, seja humano ou imortal.

- Damon, você já não é mais assim há muito tempo! Na verdade, acho que você nunca foi! Você se esforçava demais pra ser mau, para que as pessoas tivessem medo de você, até mesmo raiva de você! Eu acho que você fazia isso pra evitar ter que deixar as pessoas entrarem na sua vida e acabarem te machucando de novo, como a Katherine fez. Mas de um tempo pra cá, você baixou a guarda e deixou a gente entrar.

- E olha no que deu. – conclui ele, com um tom sombrio e amargurado. Elena sente um nó se formar na garganta.

- Damon, eu... – mas antes que ela possa concluir, a expressão de Damon muda. – O que foi?

- Eu não sei. – diz ele, confuso.

- Você está bem? Está sentindo alguma coisa? – ela pergunta, apreensiva.

- Acho que eu vou vomitar. – diz ele, se levantando da cama e correndo para o banheiro.

- O que?Ah, meu Deus! – Elena corre atrás dele.

No banheiro, Damon se ajoelha em frente ao vaso e vomita sem parar até esvaziar todo o conteúdo do estômago. Elena permanece ao seu lado, esfregando suas costas.

Quando finalmente termina, Damon se senta no chão, encostando as costas contra a parede, enquanto tenta controlar a respiração e torce para o estômago parar de doer.

- Está se sentindo melhor? – pergunta Elena, passando uma toalha molhada em seu rosto.

- Não.

- Eu não devia ter trazido o cheeseburger pra você, acho que foi demais pro seu estômago. Você tem que se reacostumar com a comida aos poucos.

- Pode ser.

- Você quer que eu ligue pra Meredith? Eu posso ir à farmácia comprar alguma coisa pro seu estômago. Posso preparar alguma coisa pra você, um chá, uma sopa.

- Elena, para! Para!

- O que foi?

- O que você quer de mim?

- Como assim?

- Elena, nós mal nos vimos nas últimas semanas! E nas poucas vezes que nos vimos, nós trocamos o que, meia dúzia de palavras. Agora você está aqui, toda solícita, me olhando com essa cara de pena, enquanto eu me viro do avesso. O que você quer?

- Damon, eu me importo com você! Eu gosto de você. – ela tenta se explicar.

- Então não se importe! Não goste! Você tem o seu namorado para se importar, então se importe com ele, não comigo!

- Damon, não faça isso! – pede ela, com os olhos cheios de lágrimas.

- Não faça isso você, Elena! Não venha aqui bancar a enfermeira ou me trazer comida ou falar sobre os meus planos pro futuro! Não venha aqui me dizer que eu posso casar e ter filhos sabendo que eu não posso. Eu não posso casar e ter filhos! Você sabe por quê? Porque você escolheu o Stefan! Porque se não for pra casar com você, ter filhos com você, criar os netos com você, então eu não quero! Então para! Para se sentir pena de mim, eu não preciso!

- Eu não sinto pena de você, Damon! Por favor, não diga isso!

- Você disse que precisava me deixar ir. Então faça, me deixe ir! Eu não posso. Não posso estar perto de você sem te ter em meus braços, sem beijá-la! Então, por favor, me deixe ir.

Sentindo as lágrimas rolarem pelo rosto, Elena deixa a toalha molhada em cima da pia, se levanta e sai silenciosamente, enquanto Damon fica no chão, com as mãos no rosto, se arrependendo de cada palavra.