N/A: Oi! D Hey, hey, valeu pessoal! Que bom que vcs tão curtindo a fic, porque eu to adorando escrever xD bom, continuo lutando para que mais e mais pessoas do mundo Potteriano leiam isso, mas... eh... sem querer parecer folgada, quem quiser (eh soh um pedido, viu?) poderia me ajudar na divulgação, neh não?! Hehe, é só uma hipótese, não quero que ninguém fique bravo ou se sinta obrigado.
Bom, tô muito feliz com as reviews!! Quero comunicar a você, Sassah Potter, que a-m-e-i suas sugestões e peço para não deixar de me dar idéias, mas você talvez se surpreenda com o rumo que as coisas vão tomar ; )
Pensei apenas que Sirius e Angely não estavam deixando o destino agir um pouquinho também, hehe!
Ok, agradecimento especial a Manu, que mesmo sem entender absolutamente nada de Harry Potter acabou me dando muita moral pra seguir em frente com isso D Mas sem mais delongas, caros bons leitores, obrigada por existirem e boa leitura
XxX.Detenções Constroem Destinos.XxX
– Sirius, seu palerma, corre! – Angely Nelly bateu a mão na testa com força vendo o amigo Sirius Black estancar arfando pesadamente a uma distancia considerável dela, que estava parada à porta.
– Será que existe um pulmão aí dentro? – chiou Sirius entre arfadas, a voz ecoando pelo Salão Principal agora vazio – Descemos no mínimo quatro lances de escadas de mármore sem pausa para descanso em dez minutos!
– Vai precisar de uma desculpa melhor se quiser convencer a prof. Sprout a não tirar pontos da gente e ainda nos deixar entrar na estufa.
– Que bom que eu nem quero arranjar uma. – resmungou Sirius em resposta, chegando até Nelly – Seria muito mais simples ir até a ala hospitalar alegando fortes dores de cabeça.
– Fizemos isso ontem, pro Slughorn. – Angel segurou a mão do amigo e o puxou – Vamos!
Devido a louca vontade de se meter em assuntos alheios que não lhes diziam respeito, Angely e Sirius frequentemente perdiam a noção do tempo que lhes era tomado em função de armação, solidificação e execução de planos voltados para assuntos amorosos (dos outros), mas – mesmo que tivessem consciência da excentricidade deles – os marotos nunca antes os haviam deixado para trás, como acontecera agora. E, também por causa de tais planos, nenhum dos dois tinha tempo para resolver de verdade seus próprios assuntos seriamente amorosos pendentes (ou seja, as ficadas de Sirius não contavam), de modo que quando Sirius viu-se cercado pelo doce aroma dos negros cabelos de Angel não pensou em mais nada que não fosse a mão dela sobre a sua, e a seguiu sem perceber a que velocidade.
Angel, embora não estivesse livre daquele embriagante torpor, se conteve ante a vontade de interromper a marcha frenética e seqüestrar Sirius, levando-o para longe daquele lugar que era e não era seu mundo, com pessoas que eram e não eram iguais a si: se o fizesse revelaria seus sentimentos impossíveis ao maroto.
Certo. Ela não era imortal, não era má, não servia secretamente a Voldemort, não tinha pais que odiassem Sirius, não era dona de dupla personalidade e nem estava jurada de morte: Angel era meia-elfa. E, desse modo, sendo e não sendo da raça de Sirius e de todos os outros, se tornava impossível a possibilidade de que ficassem juntos mesmo que se ele retribuísse seus sentimentos – coisa que ela tinha certeza que definitivamente não acontecera.
Do mesmo modo que ela, Sirius também duvidava que a bela, misteriosa e exótica Angel nutrisse mais que amizade por ele, e com certa razão: ela raramente deixava seus sentimentos transparecerem ou extravasarem. Mas, completamente ao contrario da moça, o maroto não fazia a menor idéia do que toda aquela confusão de sentimentos que se apoderava dele ao vê-la significava.
Talvez – pensou ele, horrorizado – seja amor.
o/\o
– É amor, Lily. Juro que é.
– Potter, por favor, porque não me deixa em paz e vai fazer par com o Pettigrew antes que essa tesoura de poda voe acidentalmente na direção do seu olho?
– Como sempre doce, meu lírio! Sinto dizer, mas a prof. Sprout que me mandou reenvasar essa planta estranha com você e, veja bem, acho que ela sabe do que sentimos um pelo outro.
Lily Evans fechou os olhos com força para controlar a irritação que nascia dentro dela quando via James Potter, e fechou o punho para conter a vontade atual de bater nele. Em vinte minutos de aulas, por ser obrigatória a necessidade de duas pessoas reenvasando um Linotus e por Sprout ter decidido as duplas, Potter ficara sussurrando para a ruiva o quanto ela era linda e como formavam um belo par.
Se ele soubesse que o detesto – pensou ela apertando o caule da planta que se debatia – ficaria confortavelmente longe de mim.
Batidas fortes foram ouvidas na estufa número três, onde se encontravam, desviando a atenção de alguns alunos (que acabaram levando um ou dois tapas do que estavam tentando conter) e fazendo a professora interromper sua explicação detalhada para um garoto de ar atrapalhado, da Lufa-Lufa.
– Seja lá quem for, já estou indo. – ao verem, portanto, a professora sumir em meio as plantas que delimitavam algo próximo a um corredor indo em direção a porta, todos os alunos (sob raras exceções) pararam o que estavam fazendo e apuraram os ouvidos.
– Olá, querida professora Sprout! – saldou a voz de Sirius, animada e mais extravagante que o normal. James, Remo e Peter se entreolharam com apreensão – Eu e a srta. Nelly nos atrasamos porque achávamos que a aula era de DCAT, acredita?
– Não, Black, eu não acredito.
Angel tentou recorrer num tom mais apelativo. – Sentimos realmente muito, professora. Prometemos que nada disso jamais acontecerá novamente, mas nos deixe entrar e assim poderemos...
– Srta. Nelly, regras são regras e embora você e seus amigos costumem quebrá-las não posso fazer absolutamente nada para ajudá-los. É bom também que saibam que essa aula é matéria de exame prático, e além de perdê-la estou tirando dez pontos da Grifinória por cada um: voltem aos seus dormitórios e esperem a próxima aula.
A porta se fechou antes que algum deles pudesse insistir. Quando viu Sprout tomar seu lugar novamente, Remo voltou sua atenção para a garota ao seu lado e ambos tornaram a concentrar esforços na planta. Sorrindo para ele, Lucy iniciou uma conversa entre sussurros.
– Bem a cara da Nelly e do Black.
– É. – Remo tentou sorrir, mas corou sob o olhar da loira – Sempre tão inconseqüentes.
– Potter já foi muito pior, quando não desgrudava do Black não tinha quem o suportasse.
– Bom, ele agora não desgruda da Lily e continua difícil de ser suportado – comentou o maroto, ao que Lucy riu – Com quem você vai a festa?
Remo se amaldiçoou por ter feito uma pergunta tão besta. Para sua surpresa, porém, ela tornou a sorrir.
– Já recebi muitos convites, mas... – a garota segurou a mão de Remo enquanto falava, a fim de conseguir controlar a fúria da planta – Estou esperando a pessoa certa aparecer.
O maroto se imaginou duelando com a "pessoa certa" por uma dança com Lucy, e na sua distração a planta o puxou para perto da loira. Corando loucamente ao perceber que estava abraçado a ela, Aluado se forçou a afastar-se (o que lhe custou muita força de vontade) e desviou o olhar para James e Lily bem na hora que um dos caules do Linotus batia com uma força particularmente caprichada na cabeça do amigo porque este afastara sua parceira, evitando que ela fosse atingida e recebendo o impacto em seu lugar.
– Lily! – exclamou ele num tom baixo, se virando para a garota atrás dele. Levantando o olhar perplexo e vendo o corte na cabeça de Potter o rosto dela ficou branco de susto – Você está bem? Machucou-se? Não está doendo nada? Quebrou alguma coisa? Se lembra de quem é?
Lily fez um aceno displicentemente positivo com o olhar fixo na testa de James, que sangrava e ele nem notara. Lembrando de sua conversa com Angely na noite passada, a garota sentiu um arrepio percorrer seu corpo e conteve a vontade de trucidar a planta a sua frente, que era responsável por mais uma leve mudança no conceito que ela tinha do maroto.
E Lily tentou juntar forças para engolir o orgulho e pedir que cuidassem da cabeça de James (não, Potter!) mas não conseguiu. Estava tão perdida em pensamentos que silenciou diante dos penetrantes e preocupados olhares do rapaz, que vez ou outra falava alguma coisa em seu ouvido – mas a ruiva já não estava mais prestando atenção.
\\-Lily Flash Back-//
Lily fechou os olhos, sentindo o vento frio fazer voar seus ruivos cabelos para todo o lado e levando-a a abraçar suas pernas tentando se equilibrar no parapeito da janela. Flashes Backs de vasos se quebrando e o barulho de vozes exaltadas invadiram a cabeça da bela ruiva, e seus olhos esmeralda estavam marejados quando ela os reabriu lentamente, voltando-se para o brilho das estrelas e da lua quase cheia, contendo um soluço e percebendo que sua força emocional realmente se limitava a contê-los, nada mais.
O barulho de vozes distantes, só um leve ruído, porém, a fez sair do torpor doloroso em que se encontrava e, num reflexo, Lily secou suas lágrimas com um rápido movimento das mãos.
– Evans, cansei de fingir que estou dormindo. – resmungou a voz levemente sarcástica de Lucy por trás do cortinado, ao que a ruiva desceu do parapeito e fechou a janela bruscamente – Por favor, diga-nos o que há ou desço lá e conto pros marotos que 'cê tá estranha.
– Não estou estranha. – resmungou ela em resposta, se jogando em sua cama – Só estou preocupada com os exames.
A voz da ruiva denotava o esforço que ela estava fazendo para mentir. Os exames estavam próximos, de fato, mas o que a preocupava tinha mais a ver com o que acontecia atualmente no lado de lá da acolhedora segurança de Hogwarts.
Sem contar – pensou a ruiva – o fato de que Potter está me perseguindo com maior afinco essa semana.
– Qual é, Evans! – Alicia colocou a cabeça para fora do cortinado e fitou a amiga com preocupação. Lily revirou os olhos: detestava que suas amigas a tratassem pelo sobrenome – Pensei que confiasse na gente o bastante para nos contar a verdade.
O barulho de risadas chegou até as três garotas, cortando o que Lily ia dizer com uma expressão indignada e fazendo todas se levantarem correndo e se acotovelarem na ida até a porta, o perigoso bicho da curiosidade mórbida mordendo uma de cada vez. Embora Evans tivesse bons motivos para não admitir, as reuniões dos marotos geralmente eram bem divertidas, mesmo que todas elas só fossem capazes de entreouvir as conversas e não conseguissem arrancar nada convincente o bastante de Nelly.
Dessa vez, porém, seria aparentemente diferente.
– Lils, você confiscou aquelas orelhas extensíveis que Potter tinha roubado de Filch, não? – sussurrou Lucy de repente, os olhos brilhando de um jeito que não trouxe a Lily bons pressentimentos ainda mais por ter sido chamada de "Lils".
– Sim, mas os Sonserinos as destruíram, lembram?
– Isso foi o que você contou aos marotos. – desmentiu a loira rapidamente – E estamos numa situação critica agora, Potter acabou de dizer seu nome.
Lily mordeu o lábio inferior. Tentou encontrar indícios de que a amiga estava mentindo, mas além de não conseguir encontrar nada ainda acabou por ser vencida pela curiosidade – seu álibi, afinal, seria que desejava saber dos planos malignos dos marotos antes que fossem executados, e quando ela explicou isso as amigas Alicia pareceu achar engraçado.
– Se James disser algo sobre te amar aos marotos, admita, não pode ser mentira. – sussurrou a garota arrancando um sarcástico "James" de Lucy enquanto Lily pegava as estranhas e eficazes orelhas extensíveis (ela tinha consigo no mínimo oito). Quando voltou para junto das outras, ficou óbvio que o lírio do Pontas estava pensando numa forma de negar tal hipótese.
– Não creio. – respondeu ela baixinho, abrindo a porta de leve enquanto todas posicionavam o objeto e os ruídos ficavam mais nítidos – Potter provavelmente sabe que tem a possibilidade de ser ouvido, por isso mente o tempo todo.
As três se calaram quando a voz profunda de Nelly ficou clara.
"Aqui está. Vamos misturar a poção na água".
– Sabia que eles estavam tramando. – resmungou Lily seguida pela voz seca de Sirius.
"O que fazemos agora?"
"Boa pergunta. Como vamos trocar as jarras?".
Remo suspirou: "Não contem comigo. Não vou invadir o dormitório feminino."
"Aluado! Não vamos invadir, vai ser só...". Potter parecia indignado, mas foi rapidamente cortado por Angely.
"De fato, ninguém vai invadir. Por Merlin, eu sou uma garota! Entro lá e troco as jarras, sem desconfianças."
Silêncio. E, de repente, gargalhadas.
"É mesmo, tinha esquecido". – exclamava Potter num tom maroto. "Bem você, que é obviamente uma garota. Desculpe, acho que é a convivência".
"Obviamente uma garota?" – repetiu Sirius numa voz enciumada "Como assim?"
"Ora, ela é muito linda, e com todo o respeito que tenho por você, Fire'Angel, só idiotas como nós podemos esquecer disso num lapso tão irreal".
– Viram só, ele dá em cima até de Nelly! E eles vivem enfiados juntos por aí, imagine o que não acontece entre eles. – Lily tentou não demonstrar a amargura que sentia por ouvir James Potter se dirigir com tanta ternura a uma garota que não fosse ela.
Não era ciúme, claro. Apenas o fato de existir alguém tão mentiroso, cafajeste e machista no mundo era o que a incomodava.
"...que te veria admitir que uma garota é bonita" – continuou a voz de Potter, embora o começo tivesse sido abafado pela voz da ruiva.
"Angel é nossa amiga dês do primeiro ano, não têm problema" – falou Remo como sempre calmo.
"E eu nunca pensei que te veria dizer isso a alguém que não fosse a Evans, Pontas". – resmungou Sirius.
"O meu lírio não tem comparações" – respondeu Potter com a ternura que Lily a pouco invejara. Não, não invejara, apenas lamentara o fato de não ter sido pra ela. Não, também não! – "Não há garota mais linda, teimosa, inteligente, gentil (com os outros) e especial que ela em parte alguma do Universo."
Angel e Sirius entraram em um coro de gozação, e Lily quase deixou cair a orelha extensível com uma expressão de pura surpresa. Ignorando os olhares apreensivos de Lucy e Alicia, a ruiva (já abalada por seus problemas fora do colégio) sentiu uma onda de emoções distintas se apoderar dela, controlando seus sentidos e entorpecendo-os, trazendo a sensação de que algo mais – qualquer detalhe que mexesse com ela – poderia desencadear uma onde de magia inquietante.
O que ela ouviu de Remo em seguida, porém, ultrapassou os limites e a cegou de raiva, decepção, indignação, falta de controle e...
Espera. Porque decepção?
"Pontas, tem certeza de que cansar a lily para mostrá-la seu lado legal não é um tanto... forçado?"
Aquela frase ecoou na cabeça confusa da ruiva. Seus sentimentos controversos e suas incertezas afloraram, uma fúria descomunal se apoderou dela e a jarra de água perto dos marotos quebrou com a vibração dos poderes sentimentais de Lily, sendo que a partir daí o que lembrava eram gritos, a vontade de matar Potter, sua varinha voando e Angel, Lucy e Alicia carregando-a escada acima. Quando estavam no quarto, Angel fechou a porta o mais delicadamente que seu estado permitiu e apontou um dedo trêmulo para ruiva, que já não sabia mais o que fazer ou pensar.
– Tá tudo errado aqui, Evans. James não tem liberdade para dizer que te ama?
Lily tremeu. A discussão agora tomava proporções contrarias ao que ela desejava enquanto falava com irracionalidade, dominada por um instinto de defesa feroz.
– Ele não tem é liberdade para tentar me sabotar de forma tão vil!
– Sabotar? – riu Angel sarcasticamente – Evans, ele só está tentando provar que é um cara legal.
– "Caras legais" não precisam fazer esse tipo de coisa para provarem o que são!
– Claro, você está falando daqueles que tem chance de conversar civilizadamente com você! – Lily, mesmo em meio a sua fúria, percebeu de repente que estava vendo Angely Nelly de um modo que nunca ninguém tinha visto e provavelmente não veria nunca mais: agindo impulsivamente sem usar a razão inconseqüente – Acorda, Evans. Você se acha tão importante para que Pontas agüente tanta humilhação só por achar que você é um desafio divertido?
Lily não respondeu. O ritmo de seu coração se normalizou lentamente, sua certeza de que Potter era um idiota oscilou diante da voz límpida de Angel que a fazia lembrar de tudo o que a ruiva já tinha tido a ele.
E, diante da possibilidade de que o maroto de fato a amava, Lily se sentiu um monstro.
– Quatro anos de perseguição constante, Evans. James não faria nada assim por uma garota qualquer só porque ela lhe deu seu primeiro fora. Nem você pode pensar que é tão divertida e importante para que ele acabe se gabando por te pegar depois de se arrastar por você.
Angel tomou fôlego, e Lily sentiu as lágrimas brotarem de seus olhos claros. A estranha jovem de orelhas pontudas tinha razão, e aquilo feria o lírio de James profundamente demais, sendo que de repente ela desejou que Potter voltasse a ser só o cafajeste aproveitador que sempre fora, completamente oposto ao que ela estava vendo nos últimos anos.
– Você se tornou a cópia desprezível e perfeita do Pontas que agora só existe na sua imaginação, Evans. Você sabe que não tem como ou porque de eu por acaso mentir, então imagine essa situação: James te ama, tentou provar isso por anos e como você retribuiu? Sendo grossa, arrogante, egoísta, impiedosa, idiota, teimosa, prepotente, cheia de si e a "grande coitada vitima do malvado Potter"! – Angel sacou sua varinha, ao que Lily se encolheu – Notnorus. – sussurrou ela, voltando a guardar o objeto agora que isolara os sons daquele quarto para que, se gritassem ainda mais alto, não fossem ouvidas – Deixa de se achar tão boa para pensar que alguém passa cinco anos se humilhando por querer um mérito e jogá-lo fora.
– Isso não muda nada! – exclamou Lily de súbito, sentindo as lágrimas escorrerem. Era cruel demais para ela ver a história toda do ponto de vista de uma marota que sempre estava ao lado de Potter e perceber que era considerada por ela como uma grande arrogante: Lils pensara que era dona da razão, e agora via que nem pra todos essa linha de raciocínio parecia correta.
– Ah, pro inferno você e seu maldito ego que não te deixa admitir que esteve errada por todo esse tempo, Evans! – Angel estava berrando agora, sacudindo Lily (que conteu um soluço) como se fosse louca.
– Pára! – interveio Alicia, agoniada – Você está sendo cruel! Em sete anos dividindo o mesmo quarto nunca imaginei que você pensasse isso da Lily!
– Em primeiro lugar, realmente nos conhecemos a sete anos mas nunca nos chamamos pelos nossos nomes de batismo e em segundo, O'Connel, cruel? – Nelly riu – Evans diz isso ao James toda manhã. Evans se sente no direito de pisotear quem só quer o bem dela. Evans não está sendo capaz de ver o lado bom de alguém que, de fato, até o quinto ano era uma criança mimada, mas uma criança mimada com um senso de justiça e igualdade que quase ninguém possui com sinceridade plena.
– Porque está defendendo tanto o Potter, Nelly? Nunca te vi entrando numa discussão aberta sobre o caráter dele, nunca a vi ajudando-o dessa forma feroz antes. – Lucy, embora Lily estivesse parando de chorar e ficando chocada com o que ouvia, mantinha uma calma incomum de sua personalidade explosiva.
– Cansei de ver James tentando esconder a dor que sente por Evans não acreditar nele, cansei de observá-lo sendo chutado como um cachorro que não tem a chance de reparar seus erros enquanto ela aí se acha a heroína feminista por "resistir ao Potter". – Angel suspirou e pigarreou, secando os olhos marejados – Pontas não gosta que eu fale coisas que possam intervir no modo com que as pessoas vêem as coisas, mas não posso observá-lo sofrer sem argumentar, sem esclarecer as coisas. – e, se voltando para Lily – Ele te ama, Evans, meus ouvidos precisam que entenda isso.
– Porque vamos acreditar em você, Nelly? Concordo que é impossível a hipótese de isso ser armação, mas Lily não está errada por desconfiar de quem fez tantas garotas sofrerem.
– Crawford (n/a: insisto que já ouvi esse nome), no começo não culpo Evans por temer, mas agora é besteira. Sabem o que nunca falta na forma da Sala Precisa que James monta?
Lily ficou intrigada com aquela pergunta, sendo que seu aceno negativo mostrou a si mesma que Nelly estava completamente certa e a prova disso era que ela desejava ardentemente mais provas do suposto amor de Potter. Ele podia ser imaturo e convencido, mas agora ela entendia que ele era um ser humano capaz de sofrer como qualquer outro: se tornou de repente repugnante o fato de ter duvidado disso.
– James gosta de ir a Sala Precisa para poder ficar rodeado de lírios. – Lily estremeceu, no quarto cada garota sentou em sua cama enquanto a ruiva se dirigia, sem mais hesitação, ao parapeito da janela e se acomodava ali. Quando o vento, numa rajada gélida, secou as lágrimas da moça, a cabeça dela clareou e a Evans racional voltou à tona com a diferença de que toda a calma que restava nela agora era abalada pelo medo de ter se enganado a respeito de Potter, o medo por simplesmente ter tantos sentimentos que não sabia definir verdadeiros e falsos criados como autodefesa.
Ela, se pensasse em tudo o que ouvira de uma vez só, enlouqueceria de modo trágico – e ironicamente por culpa de quem "odiava". Resolveu, desse modo, dividir os novos conceitos que tinham sido criados.
Potter não era mais a criança irresponsável de dois anos atrás, e portanto "imaturo" fora riscado da lista.
Potter, sendo verdadeiro (o que ela ainda considerava impossível) ou não em seus sentimentos, estava tentando provar – por métodos errados – que amava Lily. "Aproveitador", então, estava descartado porque Potter não estava atrás dela para gins de diversão ou alimentação do ego.
Assim, eliminando um xingamento e outro, Lily tomou uma decisão prática que acabaria por ajudar ambos os lados: se até o fim do ano ele provasse que a ruiva não tinha motivos para desconfiar dele, Lily lhe daria uma chance. O modo de provar era basicamente assim: convencendo-a de que uma lista de defeitos dele era infundada.
Era uma sugestão perigosa por na ser a prova de erros, mas quando comunicou sua sugestão as outras todas pareceram se empolgar. Finalmente sorrindo aliviada, Angel perguntou qual seria a lista.
– Cafajeste, prepotente, fútil, volúvel, machista, sem consideração, grosso, insensível, vazio, cheio de si, chato, inconseqüente, desrespeitador, mal-educado e principalmente egocêntrico. – recitou Lily com segurança, ao que as garotas riram.
– Pra falar mal do pobre você nem precisa pensar muito, é automático. – comentou Angel parecendo estar feliz – Ok, regras: ninguém além de nós pode saber disso. Nem Remo, Sirius, James, Peter ou qualquer amiga de vocês deve saber, para que seja tudo absolutamente autentico.
– Fechado. – concordaram todas.
– Finalmente um dos dois lados resolveu se arriscar! Merlin, obrigado, terei minha audição normal de volta em breve. – Angel suspirou, fitando o chão com um sorriso travesso. E, levantando com renovada energia, ela acrescentou: – Pronto, agora vamos lá em baixo para você se desculpar com o Pontas ou ao menos dizer que vai esquecer esse barraco todo.
– O que?! – Lily desceu do parapeito e ficou de frente para Angely, que estava abrindo a porta – Não falamos nada sobre isso!
– O pobre vai ficar depressivo a semana inteira se você não animá-lo um pouco. – Lily amaldiçoou as sujas habilidades persuasivas de Angel mentalmente, mas se não seguisse-a ficaria com um sentimento de culpa depois.
– Tudo bem. – suspirou a ruiva de olhos cor de esmeralda, percebendo a inédita leveza em que seu coração se encontrava mesmo sabendo que iria se desculpar com Potter – Vamos lá, e... Angel?
A garota pareceu se espantar por ter sido chamada pelo apelido, mas se recuperou com rapidez. – Hm? – perguntou ela.
– Obrigada.
\\-Fim do Lily Flash Back-//
– E então enterrem a raiz do Linotus a fim de conseguirem acalmá-lo. – a voz da prof. Sprout tirou Lily de sua viagem, e a ruiva percebendo que estava sorrindo bobamente.
– Lírio... – sussurrou James, ao que ela cortou-o ainda num tom ameno.
– Evans, Potter.
– Ok, ok. É só que você estava tão distraída que pensei se não estava sonhando comigo.
Lily encarou Pontas com uma expressão de descrença indignada, mas a cara lavada e falsamente inocente que o rapaz mantinha fez com que ela tivesse vontade nada mais nada menos de rir – o que nunca, jamais, acontecera em mais de seis anos de convivência.
– Você parece uma criança, Potter.
James estremeceu e, obviamente nervoso, assanhou os cabelos num reflexo. Lily Evans, o seu lírio, estava ineditamente sorrindo para ele exatamente enquanto ambos enterravam uma planta histérica em meio a montes de estrume de dragão – simplesmente perfeito.
Tão "perfeito" que ele se segurou para não bater em si mesmo por, além de tudo, estar gaguejando sem saber o que dizer.
– Você está sem reação, Potter? – riu Lily, achando-o minimamente (apenas minimamente!) fofo – Isso sim é novidade.
– Desculpe, Lils. – James sorriu, corado – E-eu não consigo p-pensar direito com você... – ele tomou fôlego – sorrindo pra mim.
Pontas sentiu sem coração disparar e a racionalidade que usava para paquerar uma garota de repente sumiu. Era fácil – depois que ele já tinha se acostumado – lidar com uma Lily brava (ela ficava tão linda assim!!), que jogava livros nele, o xingava sempre das mesmas coisas, gritava e pedia que pelo amor de Merlin ele largasse do seu pé. Não deixava de ser doloroso, mas ele não saia chorando por aí gritando que Lily era uma garotinha má que partia o coração alheio – até porque, se o fizesse, Sirius não estaria equivocado em insistir em chamá-lo de veado – e agora, de repente, ele gaguejava e era sincero demais.
Quando viu que seu lírio desfez levemente o sorriso doce, encarando-o espantada, Pontas estava de fato prestes a pegar uma faca e cortar os pulsos. Mas o sinal soou de forma estridente, e Lily saiu apressada da sala sem dizer mais nada – nem metade de uma virgula vazia se quer – seguida por Lucy e Alicia, e ao vê-la correr para longe dele James admitiu ser o cara mais idiota do mundo. Sentiu a necessidade de dar um ataque – tipo quebrar coisas, bater a cabeça na parede, armar planos para reaver sua imagem com Lily – mas ao ver Remo (corado) e Peter (esfomeado) se aproximando, ele simplesmente sorriu com um ar de vitória.
Se por acaso tinha feito papel de trouxa com Lily, não o faria com seus amigos.
– Porque a Evans saiu tão apressada, Pontas? – indagou Rabicho enquanto os três saiam da sala – Levou mais alguns foras?
– Na verdade, eu não pedi para sair com ela nem nada. – ele deu de ombros – Apenas conversamos, mas Lily tinha alguma coisa pra fazer com as amigas depois das aulas. Deve ser coisa de garotas.
Rabicho balançou os ombros, resmungando que não dava mesmo para entendê-las. Mas Remo franziu a testa, olhando em volta discretamente.
– Acho que você está mentindo, Pontas. – afirmou ele sem rodeios, esticando o pescoço para ver mais para os lados da casa de Hagrid – Mas tudo bem, não importa agora. – e, num tom um pouco irritado – Onde raios Angel e Sirius se meteram? Droga!
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– Vamos Angel, o sinal bateu.
Sirius revirou os olhos, batendo o pé com impaciência e repetindo aquela mesma frase uma, duas, três e até quatro vezes – já berrando – até que finalmente sua amiga desceu. A mochila dela, ele pôde notar, estava um pouco mais carregada que antes e seus negros cabelos tinham sido divididos e trançados numa delicadeza que dava ao rosto dela um ar de molecagem esperta, dissipando totalmente a impressão de garota séria que às vezes Angel equivocadamente passava.
– Pronto, vamos descer e nos posicionar em um lugar estratégico. – dizia ela enquanto alisava mais ainda sua franja – Quando a Evans e o Pontas estiverem perto, você distrai ela e eu abraço o galhudo.
– Certo. – concordou Sirius com um muxoxo de desaprovação que não pareceu tão sincero pelo fato de ele estar prestando atenção demais ao rosto da amiga para conseguir se irritar – Acho que vou fazer algo como "minha nossa, olha lá aqueles dois se agarrando de novo" pra ela.
– Pelo amor de Deus Sirius, está escrito na sua testa "eu estou mentindo, me bata". Tente ser mais convincente se quiser dizer alguma coisa.
Almofadinhas riu. De verdade, quando se tratava de Angel, ele nunca conseguia mentir – sendo convincente ou não – e um fato curioso que ele nunca pensara que poderia vir a acontecer invadiu a mente do maroto.
Todos já desconfiavam dos sentimentos de James por Evans quando ele anunciou que tinha algo a contar, mas ao ouvir tudo da boca dele Sirius se sentiu estranhamente traído. Nos últimos meses do quinto ano, a época que os dois mais aprontavam (principalmente com Ranhoso) e Angel se afastava levemente do grupo, Pontas tinha passado pouquíssimo tempo ao lado dos marotos. No inicio, Sirius imaginou se a elfa e ele não estavam se encontrando escondidos, mas ao perguntar isso a amiga e receber gargalhadas em troca ele ficou preocupado – muito preocupado – e apenas por isso resolveu pegar o mapa do maroto escondido exatamente no sábado em que apenas Angel se encontrava no dormitório com ele.
E Pontas tinha passado o dia todo na biblioteca. Sirius riu, perguntou a amiga se o outro estava virando nerd, mas não recebeu nenhuma resposta. Angel tocou de leve o ponto que indicava "Lily Evans", também na biblioteca, sendo que desse modo que ele percebeu: tinha perdido seu melhor e mais próximo amigo para uma garota.
"– Está chateado?", ecoou a voz da elfa na cabeça dele (que lembrava casa virgula que havia sido dita nessa tarde).
"– Não."
"– Não parece, mas eu te conheço Sirius. Não adianta de nada mentir pra mim."
"– Será que dava pra parar? Você tá parecendo o meu irmão".
Angel tinha ficado um tempo em silêncio, e quando ela tornou a falar – sorrindo de orelha pontuda a orelha pontuda – propôs ao amigo um plano para unir Remo e uma garota da Lufa-Lufa que de fato pareceu muito divertido. Assim, armando e executando tal estratégia, Sirius distraiu-se e não se sentiu abandonado. Ele não tinha percebido antes, mas agora via: Angel passava muito mais tempo com os marotos agora que James corria atrás de Evans todo o tempo, e pensar que a elfa havia feito algo por ele foi inacreditavelmente animador.
– Ok, vamos nos misturar com os alunos. – anunciou Angely quando os dois desceram o ultimo lance de escada e segurando na mão do maroto – Por aqui.
Angel sorriu por dentro. A vantagem de ter a pessoa que você ama como amigo, pensou ela marotamente, é que é mais fácil tirar uma casquinha se aproveitando de circunstancias como essa.
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Lily esbarrou sem querer em alguém ao ouvir suas amigas gritarem seu nome no meio de tanta balburdia.
– Desculpe, eu estava distraída e não... – uma cortina de cabelos oleosos e mãos brancas juntando bruscamente o que tinha deixado cair com a colisão entraram no campo de visão da ruiva, e ela fechou a cara. – Ah, é você.
– Pensei que o dia já estava ruim o bastante para ainda ter que encontrar com você, Evans. Como vão seus pais?
Lily congelou. Alicia se postou de um lado dela e Lucy do outro, impassíveis, e com o canto do olho ela pôde ver Nelly e Black observando a cena apreensivamente – de mãos dadas! – tentando ocultarem-se em meio aos alunos que se aglomeravam em volta dela e Severo Snape. A ruiva sentiu um arrepio estranho percorrer seu corpo.
– Pensei mesmo que não fosse responder depois de tudo, não é, Evans de Sangue Ruim? – o seboso soltou uma fria risada de satisfação quando olhou em volta – Mas fico feliz que seu cachorrinho de estimação Potter não esteja por perto pra te defender.
– Não preciso que me defendam, Ranhoso. – retrucou Lily, tremendo de raiva.
– Não é o que parece.
– Sempre soube que você era burro demais para perceber o que acontece a sua volta.
A multidão riu – com a exceção dos Sonserinos.
– Retire o que disse, nojentinha de Sangue Ruim.
– Me faça retirar.
Snape sorriu maldosamente enquanto pegava sua varinha com movimentos rápidos e um lampejo cortava o ar. – Com prazer.
Mas ele estava no meio do feitiço quando uma voz grave interrompeu as palavras sujas de Snape com um "expelliarmus" autoritário. Todos olharam para trás de Lily num reflexo, mas ela não precisava de uma bola de cristal para adivinhar: os suspiros das garotas diziam tudo.
Potter.
– Lily, você está bem? – indagou ele indo para frente dela – Eu vi a multidão e imaginei que fosse algo a ver com o maldito R...
A mão da ruiva cortou o ar. Seu rosto estava vermelho tal qual seus cabelos, e ela tremia – Snape tinha dito o que não devia ao insinuar que ela precisava de Potter para se defender.
– Nunca mais ouse tentar se mostrar para a escola nas minhas costas, Potter. – sibilou ela com um veneno nas palavras que fez James levar a mão ao rosto ardido pela pancada – Não preciso de sua guarda.
Ela se virou para sair com os olhos marejados de ódio. A multidão, porém, fez silencio mortal e uma mão envolveu o braço de Lily por trás com uma força descomunal, fazendo o mesmo com Potter. O homem sorria de modo malicioso, e ao perceber que estava encrencada a ruiva olhou em volta: Snape havia sumido.
– Peguei vocês, Evans e Potter. – exclamava Squalor, o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, com satisfação – Para minha sala, os dois. Tenho certeza de que Filch encontrará uma punição a altura do circo que armam por anos sem serem castigados.
Ninguém precisou dizer mais nada para que os alunos corressem de uma lado para o outro, afastando-se da cena. Sirius e Angel, porém, se entreolharam com espanto e sussurraram com um meio-sorriso ao mesmo tempo:
– Detenção...
XxX.Fim do Capitulo Três.XxX
N/A: Prometi e cumpri, viu? Terça-feira, aqui estou XD
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.Lore.Rozen.Maiden.
