Capitulo 2
Lily e Bellatrix andavam pelos corredores do expresso tentando manter a ordem, mas essa era uma tarefa bastante complicada, os piolhos (como Bellatrix insistia em chamar-lhe muito a contragosto de Lily, que achava que isso o poderia assustar) eram impossíveis.
- Bellatrix! – Uma garota de cabelos loiros e olhos muito azuis corria atrás dela, como um enorme sorriso… Narcissa, a irmã mais nova dela, Bellatrix nunca fora dada a abraçou e beijou e esse tipo de coisas melosas (excepto com Sirius, mas isso era outra conversa), e ela saltou para cima dela, literalmente, tanto saltou que Bellatrix caiu no chão com o impulso.
- Narcissa, Narcissa! Deixa-me levantar… ai! – Bellatrix tentava levantar-se, mas a irmã insistia em abraça-la. – NARCISSA!
Relutante, Narcissa levantou-se e ajudou a irmã, e em seguida começou um discurso à velocidade da luz.
- Eu tinha tantas saudades tuas, tu nem fazes ideia, eu tentei inúmeras vezes ir ver-te mas o pai apanhava-me sempre, tu não fazes ideia de como aquilo se tornou ainda mais insuportável do que era normal, agora eles dizem que temos a descendência perdida, porque tu e o Sirius fugiram… mas que se lixe, eu estava com muitas saudades tuas, e tu estás casada, tu nem fazes ideia do que a mãe pigarreou sobre como tu tinhas sido ingrata, e de como ela te tinha carregado durante nove meses e que não merecia isto…
Bellatrix começou a gargalhar tanto, que se teve de apoiar em Lily para não cair novamente, e quando começou a recompor-se ela passou a mão na cabeça da Narcissa, num tom de brincadeira…
- Tenho tantas coisas para te contar… - ela encheu o peito de ar e mostrou o distintivo de perfeita.
- Muito bem, muito bem, parece que aprendeste alguma coisa comigo… - Ela riu – E agora, que mais me contas…
Narcissa pôs-se em bicos dos pés, visto que ainda tinha uma diferença de altura bastante notória.
O sorriso que se formou no rosto de Bellatrix em seguida foi bastante incomum, um meio de surpresa e de contentamento.
- Ainda maninha, o Sirius têm de saber isso! – Disse ela agora mandando gargalhadas – Anda.
E puxando-a pela mão seguida por Lily, atravessou quase toda a carruagem e dirigisse a uma cabine.
- Sirius… tens de saber disto – Disse ela ao abrir a porta onde estavam os marotos a rir a bandeiras despregadas. – Aqui a tua priminha, anda com o Regulus…!
Sirius não sabia bem o que responder, mas abriu um sorriso largo e dirigisse á Narcissa:
- Tu queres matar a Sr. Druella Rosier Black de tristeza, não é Narcissa… O meu irmão, o meu querido irmão, não é boa peça, na visão dos meus queridos pais, significa que não é a perfeita copia deles, mas tu é que sabes, se eles morrerem…
- Sirius…! – A voz de Bellatrix e Lupin parecia ecoar aos seus ouvidos.
- Pronto, pronto… - Disse Sirius – Mas depois não digam que eu não avisei…
Bellatrix e Sirius beijaram-se uma ultima vez antes de ela, Lily, Lupin e Narcissa terem de ir para a cabine dos perfeitos, onde lhe seriam dadas ordem para que a selecção e para a distribuição dentro das casas.
Ao fim de uma hora, de uma longa hora, segundo Bellatrix, tinha ficado sentada ao lado de Lestrange, o seu "suposto noivo" escolhido pela família, que ela odiava a força inteira.
Lupin aproximou-se dela e disse:
- Vamos Bella? – Ela acenou afirmativamente e deixou Lestrange para trás, quando ouviu:
- Deves estar muito feliz, com essa vidinha medíocre, não é Bellatrix? Casas-te com aquele traidor de sangue, que humilha a nossa raça… és tão traidora quanto ele…
Um jacto de luz vermelha, atinge-o mesmo em cheio, e ele cai para trás. Do outro lado da sala, James e Sirius estavam com as varinhas na mão, Sirius estava furioso e ele num acto de transtorno, aproxima-se dele e começa a soca-lo, sem dó nem piedade, até lhe arrebentar o sangue no nariz e na cara.
- Sirius, SIRIUS! CHEGA! – Bellatrix tentou afasta-lo e quando finalmente conseguiu, tentou acalma-lo.
- Sirius, meu amor, não lhe ligues, ele quer isso, quer atenção, ele não merece… - Sirius preparava-se para bater-lhe novamente, visto que era bem mais forte que aquele ser que tinha físico de minhoca, e um cérebro de doninha.
Sirius saiu daquele mísera cabine acompanhado de Bella e dos amigos.
…
- Sirius, anda cá! – Bellatrix o puxou pela mão para uma cabine ao fim de quase duas horas de silêncio que parecia mais fúnebre que outra coisa.
Sirius seguia até uma cabine vazia, e após eles entrarem ela fecho a outra, e ficou a observa-lo sem proferir uma palavras, mantiveram ambos os olhar fixos um no outro, até que, num compasso de "luz" Sirius desvia o olhar e manda um leve grito para expulsar a raiva que tinha acumulada.
Quando Bellatrix finalmente fala, Sirius esta bem mais calmo.
- Então? Já passou o amuo…!
- Eu não estava… eu…não!
Sirius acabou por puxa-la muito suavemente pela cintura, a princípio ela parecia relutante, (só para o fazer sofrer ainda mais um pouco), mas acabou por ceder, e eles beijaram-se, um beijo doce e ao mesmo tempo quente, muito quente.
O beijo começou a intensificar, as mãos de ambos percorreriam os corpos de ambos, Sirius já tinha as mãos por baixo da saia dela, e ela começava a desapertar a blusa do uniforme dela…
- CHEGAMOS! – Um garotinho do primeiro ano, com os cabelos da cor do fogo e imensas sardas nos olhos, os interrompe, que segundos depois de os ver, sai a correr o mais depressa possível, quando Bellatrix começa a chamar-lhe nomes e a amaldiçoa-lo verbalmente com maldições que ele nunca ouvirá.
Sirius por seu lado apenas ria a bandeiras despregadas. Os dois acabaram de ser recompor quando Sirius para de rir… e acabam por deixar o trem, mas não sem Sirius agarrar Bella pela cintura por trás.
- Acabamos isto logo a noite, minha estrela. – Ela sorriu, um sorriso meio doce meio maroto.
