Disclaimer: Os personagens da fanfic pertencem aos cartunistas Steven T. Seagle e Duncan Rouleau (Solaris & Big Hero 6 — Marvel Comics); roteiristas Don Hall e Chris Williams (Operação Big Hero — The Wall Disney Studios); mangaka Haruki Ueno (Baymax — Shonen Magazine) e a doujinka Mebameba.
A trama, no entanto, me pertence.
Warnings: cenas explícitas de sexo homossexual, incesto e linguagem chula.
N/A: Capítulo final, aqui estamos.
Quem não gosta de lemon pode pular pros parágrafos finais, pois o capítulo é basicamente isso auehueahuae!
Muito obrigada à minha amiga sabrinanbc pela correção! o/
Por favor, ao terminarem a leitura comentem o que acharam. A resposta de vocês caiu no capítulo passado em relação ao primeiro, e eu não sei se foi porque vocês não gostaram ou outro motivo. Opinem nem que seja uma linha, mesmo se odiarem, ok? Pois só assim eu posso me tornar uma ficwriter melhor: com a opinião de vocês em reviews me fazem perceber meus vícios e virtudes e me ajudam a encontrar um caminho para melhorar.
Beijinhos, boa leitura!
Q.I. ≠ Q.E.
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Hiro, muito mais empolgado do que um dia admitiria, puxou Tadashi para um beijo ao mesmo tempo em que mapeava seu corpo com as mãos, enfiando-as por baixo de sua camisa e arranhando cada parte de sua pele que sempre gostaria de ver (mas que Tadashi, o puritano que quase nunca colocava uma regata e jamais andava sem camisa, nunca mostrava).
— Tira pra mim vai... — ele pediu, puxando a barra da camisa e ganhando uma mordida de amor em seu pescoço, só para deixá-lo ainda mais impaciente — Vamos Tadashi, eu quero te ver.
— Eu tenho uma ideia melhor. — o mais velho respondeu, agarrando a barra da regata de Hiro e puxando-a para cima, retirando-a com uma brutalidade inesperada.
— Tadashi! — Hiro recamou, cobrindo seu corpo com as mãos, sentindo uma onda súbita de vergonha.
Hiro ainda era adolescente e se sentia magro e desengonçado demais perto de Tadashi, o qual já possuía um corpo de adulto. Ele sabia que era coisa da idade (Baymax sempre falava isso) e que possivelmente seus traumas o faziam se enxergar muito pior do que ele realmente era, mas Hiro não queria se mostrar naquele momento. Para ser bem sincero, ele toparia bem mais fácil tirar as roupas se as luzes estivessem apagadas, mas seu ego ainda era grande demais para ele pedir à Tadashi que ficassem no escuro.
Tadashi percebeu o desconforto de seu irmão imediatamente, pois ele compreendia que Hiro normalmente não era tímido, envergonhado, ou qualquer adjetivo do tipo. Hiro tinha baixa autoestima, e ele sabia muito bem os motivos para duvidar tanto de si mesmo.
Às vezes Tadashi se culpava pelo passado de Hiro, por não ter conseguido defendê-lo o tanto que gostaria na época mais crítica do bullying, e que a personalidade de seu irmão mudou muito quando todo aquele abuso começou. Hiro costumava ser uma criança doce, mas depois daquele fatídico dia em que fizeram o teste de Q.I. tudo mudou. Como autodefesa, Hiro fingia não se importar com as brigas, dizendo que Tadashi e tia Cass estavam exagerando, que não ligava para toda aquela preocupação, chegou até ao absurdo de dizer que era normal apanhar daquele jeito; mas no fundo Tadashi sabia o tanto que sua autoestima foi destruída (em todos os aspectos, pelo que tudo indicava) e que os impactos psicológicos seriam para a vida toda.
Não tem problema, hoje eu vou fazê-lo começar a perceber o quão delicioso ele é.
— Não se cubra. — ele ordenou, pegando os braços de Hiro e colocando-os à lateral de seu corpo, apreciando a visão abaixo de si com olhos atentos — Me deixe ter o prazer de apreciar você sem ser de canto de olho, fingindo que eu fazia outras coisas enquanto você trocava de roupa de manhã.
— Você fazia isso? — Hiro indagou, arregalando o olhar, extremamente surpreso.
Ele nunca percebeu que Tadashi sequer prestava atenção nele nesses momentos. Aliás, ele sempre achou que Tadashi preferia ter um quarto só pra ele; tia Cass sempre quis resolver esse problema da vida dos dois com uma reforma, mas os anos se passaram, o café foi necessitando cada vez mais aprimoramentos e esse projeto acabou esquecido.
— Eu só não te espiava pela fechadura do banheiro porque isso seria "stalker" demais até pra mim. — Tadashi admitiu, arrancando um sorriso tímido e uma risadinha encabulada do mais novo — Você é perfeito, mais do que imagina.
— Você é cego, então. — o caçula murmurou; estava lisonjeado com o elogio, mas realmente não acreditava no que Tadashi dizia.
— Eu e meio mundo que via suas fotos no Skype, né? — Tadashi exclamou, cobrindo o corpo de Hiro com o seu e beijando seu pescoço antes de sussurrar em seu ouvido com a voz mais libidinosa que conseguiu fazer — Aliás, vou te dar a possibilidade fazer mais uma chamada no Skype antes de você fechar de vez essa conta; porque você não pode estar pensando que vai voltar a usar aquilo depois de dormir comigo, né?
Hiro sentiu seu coração acelerar e seu rosto esquentar, parando de respirar por alguns instantes enquanto assimilava as entrelinhas. Apesar de Tadashi não ter dito com todas as letras, ele acabara de insinuar que eles teriam algo sério e exclusivo, já que não queria mais que ele conversasse com os outros no Skype.
E isso, para Hiro, era como a transformação de um sonho em realidade.
— Eu... eu nem quero! Pra quê eu vou precisar falar com outra pessoa pelo Skype? — Hiro respondeu, sem fôlego, tentando controlar a sua animação; Tadashi percebeu sua euforia e deu uma mordida suave no lóbulo da sua orelha, como se o recompensasse por essa resposta — Mas "mais uma chamada"? Agora? Pra quem?
— Sim, para o usuário "Kyle_Takachiho'.
Hiro franziu o cenho, não compreendendo a intenção de seu irmão.
— Apenas pegue seu celular e faça a chamada. — Tadashi concluiu, dando de ombros e retirando seu próprio aparelho do bolso.
Um pouco enfezado com toda essa baboseira (Tadashi tinha que ser nerd e complicar tudo! Não é como se eu estivesse esperando por anos por esse momento, né?), ele tateou em busca de seu smartphone, procurando-o em todos os lugares da cama, até lembrar que o tinha guardado no criado-mudo. Ao se debruçar no canto da cama e abrir a gaveta, Hiro encontrou um objeto que poderia vir a calhar caso Tadashi continuasse a enrolar daquele jeito. Espionando o irmão por cima do ombro, o viu checando seu próprio aparelho, exibindo sorriso maroto nos lábios.
Ele vai inventar alguma coisa, mas eu vou estar preparado. — Hiro pensou, guardando o objeto discretamente abaixo do travesseiro e pegando o celular antes que Tadashi desconfiasse de algo.
— Pronto. — Hiro murmurou assim iniciou a chamada de vídeo — Oi nerd. — ele disse para a câmera, sorrindo de canto de boca e mostrando a língua, só para provocar Tadashi.
— Corta-clima. — Tadashi reclamou, girando o celular e filmando o corpo de Hiro naquele momento. — Apenas assista, ok?
— Não é como se eu nunca tivesse olhado pra mim mesmo, poxa. Eu quero ver você!
— Só assista Hiro, você não vai se arrepender.
Tadashi se concentrou novamente no corpo de seu irmão, agora aproveitando para saborear a pele exposta de seu peitoral, demorando bastante tempo mordiscando cada pedacinho dos mamilos eriçados do adolescente. Fazia questão de deixar suas manipulações à mostra da câmera de seu celular, e sentiu-se especialmente realizado quando viu que Hiro dividia sua atenção entre olhar para ele, ao vivo, e através da câmera, vendo tudo que acontecia por um novo ângulo.
Era o lema deles, não era? Por que não adotá-lo em todos os momentos de suas vidas?
— Você é tão sexy. — Tadashi murmurou contra a barriga desnuda, assoprando a pele exposta e arrastando seus dentes até a altura de seu umbigo, beijando-o como se estivesse beijando seus lábios, fazendo Hiro se contorcer num misto de prazer e cócegas — Melhor do que sua aparência é o seu gosto, você chega a ser doce, deve ser por causa dos milhares de balas de jujubas que você come toda semana. (1)
Hiro pretendia tirar sarro de Tadashi pela tentativa frustrada de elogio, mas não tinha certeza se era de fato um elogio ou era apenas a atitude típica de um irmão mais velho pegando no pé do caçula. Não teve tempo para se decidir, pois Tadashi resolveu ser bastante ousado bem naquele momento: abaixou um pouco sua bermuda, mordiscando a pele marcada pelo elástico da roupa, e passando a língua bem próximo a um lugar que ficou bastante "contente" com a estimulação. Hiro levou a mão livre para a cabeça de Tadashi no mesmo instante que ele puxou seu zíper com os dentes, causando-lhe um gemido de prazer enquanto ele assistia tudo pelo smartphone.
— Eu não quero nem perguntar como você aprendeu a fazer isso... — Hiro suspirou, se contorcendo e mal reconhecendo a rouquidão de sua própria voz, totalmente embriagada pela promessa de luxúria.
Tadashi parou de filmar um segundo para tirar a bermuda dele de uma vez, deixando-o apenas com sua cueca vermelha e desbotada, a qual tia Cass já tinha o mandado jogar fora duzentas vezes. A cor não era muito atraente, muito menos desbotada daquele jeito, mas Hiro só lembrou a cueca que usava naquele momento, e Tadashi não fez maiores comentários sobre esse detalhe, então ele tentou ao máximo não se envergonhar por causa disso.
Ele estava quase certo de que Tadashi voltaria a morder o tecido e tiraria o objeto com os dentes, mas então seu irmão o surpreendeu mais uma vez: deu uma mordida rápida e leve sobre o seu membro excitado e ainda coberto; e no segundo seguinte o girou brutalmente na cama, colocando-o de barriga para baixo contra o colchão.
— Olhe por um novo ângulo, maninho.
Hiro nunca tinha se visto de costas, por motivos óbvios, mas agora ele conseguia ver alguns detalhes que possivelmente faziam Tadashi apreciar tanto o seu corpo: suas pernas, as quais ele odiava por achar grossas demais para um homem, faziam um bom equilíbrio com a suas nádegas, criando uma aparência no mínimo suculenta; suas costas tinham o tamanho exato, ele exibia alguns músculos singelos, porém evidentes; até mesmo a forma como seus cabelos, os quais já estavam compridos o suficiente para fazer um rabo de cavalo baixo e curto, grudavam em sua pele suada pelo prazer de uma forma atraente. Ele não parecia um adolescente desengonçado; ele só tinha uma silhueta mais esguia e um corpo levemente mais delicado do que Tadashi, um charme diferente, talvez.
— O que me diz? — Tadashi sussurrou em seu ouvido, inalando o cheiro de seu shampoo de forma praticamente obscena.
Hiro tinha que confessar: depois de muito tempo, essa foi a primeira vez que ele realmente se sentiu atraente; olhar a situação por um novo ângulo sempre fazia milagres.
— Preciso de comparações. — Hiro respondeu rapidamente, espionando seu irmão por cima do ombro com um ar malicioso — O que acha de você também tirar as roupas?
Tadashi percebeu que Hiro se sentiu bem mais confortável e que provavelmente concordou com seus elogios, mas viu traços típicos de sua natureza em tentar sair por cima da situação. Sendo assim, optou por sorrir de canto de boca e respondeu a pergunta com um gesto negativo de cabeça.
— Ainda quero brincar um pouco mais com você antes disso.
Tadashi deixou de lado o celular por alguns instantes, mas Hiro sabia o que ele estava fazendo: ele sentou sobre suas coxas e começou a massagear suas costas, lentamente, dedilhando cada milímetro de sua pele. Em menos de quinze segundos de massagem, no entanto, Hiro sentiu seu corpo arrepiar e se surpreendeu ao perceber que algumas gotas um líquido viscoso e quente foram derramadas em seu corpo.
— O que é isso?
— Óleo de massagem comestível. — Tadashi respondeu, deixando uma grande quantidade do produto escorrer pela espinha dorsal de Hiro, apreciando a forma como a substância transparente percorria aquela pele perfeita de forma obscena.
— Onde você encontrou algo assim?
Inicialmente, Tadashi se manteve calado, realizando a massagem de forma bastante relaxante. Hiro, gostando bastante da atenção e da forma como o óleo esquentava com o tempo com a fricção, deixou Tadashi massageá-lo por vários minutos sem exigir uma resposta. Estava relaxado ao extremo, ainda excitado e ansioso, mas bem mais calmo e um pouco sonolento quando Tadashi parou de massageá-lo e se inclinou sobre o seu corpo, respondendo a pergunta que ele tinha até se esquecido de ter feito:
— Eu comprei o óleo na mesma loja onde você comprou seu vibrador no mês passado. — Tadashi murmurou contra seu ouvido — Acho que você demorou um pouquinho pra descobrir o último rastreador...
Hiro nem teve coragem de indagar como o primogênito descobriu sobre o vibrador, pois mesmo que Tadashi tivesse descoberto pelo GPS que ele entrara em um sex shop, ele não podia saber o que ele comprou. Estava claro que ele só podia ter encontrado o vibrador debaixo do seu colchão! Encabulado, Hiro escondeu o rosto em seu travesseiro e ganhou uma mordida suave na nuca. Ele não tinha mencionado o vibrador nem mesmo nas conversas mais sacanas do mundo com "Kyle"! Ninguém deveria saber do vibrador, ninguém!
Socorro! Eu vou explodir de vergonha!
— Não fique envergonhado: eu também tenho algumas coisas, todo mundo tem. — Tadashi deslizou as mãos lubrificadas pelo óleo de massagem até o traseiro de Hiro, enfiando-as por dentro da cueca e apertando uma de suas nádegas com força, passando um de seus dedos de forma bem obscena em sua entrada — Eu esperei ansiosamente você mandar uma foto usando esse vibrador para o "Kyle", mas você nem pra me dar essa visão...
— 'Dashi... — Hiro suspirou, levantando o traseiro instintivamente, desejando sentir um toque mais firme naquela região.
Hiro não era novato naquele tipo de prazer: apesar de nunca ter feito sexo com outra pessoa, ele conhecia suas preferencias e definitivamente tinha consciência do quão erógeno poderia ser aquela região do seu corpo (ele não teria comprado um vibrador por outro motivo, afinal de contas). Se Tadashi estava disposto a brincar daquele jeito, não seria ele quem iria interromper. A vergonha podia ficar pra mais tarde...
O primogênito mais do que rapidamente tirou a única peça íntima que ainda estava no corpo de Hiro, desistindo da massagem e partindo para novas "experiências"; ele também estava ficando impaciente.
— Empina pra mim. — Tadashi murmurou, forçando Hiro a erguer seu traseiro, mas mantendo o rosto no travesseiro; por fim, pegou novamente o celular e passou a filmar uma região que Hiro jamais havia pensado em observar.
Hiro teve dificuldade em manter o foco em seu olhar para ver o seu próprio smartphone, e um xingamento obsceno escapou de seus lábios com a cena.
Definitivamente a vergonha pode esperar.
— Porra... — ele gemeu, observando o óleo de massagem escorrer em sua entrada até pingar nos lençóis; Tadashi parecia gastar pelo menos um terço do tubinho só para aquela "cena".
Hiro tinha que admitir, o resultado foi excitante; muito mais excitante do que qualquer coisa que seus contatos do Skype o mandaram.
— O que me diz agora? — Tadashi indagou, enfiando o dedo médio totalmente lambuzado com o óleo de massagem dentro do corpo de Hiro, adorando a forma como entrou sem grandes dificuldades.
Hiro estava relaxado, lubrificado e pronto para o que interessava; aliás, ele já estava exausto de esperar. Seis meses de "preliminares" com Tadashi, vulgo Kyle, no telefone já estava de bom tamanho!
— Ahn... Acho que eu tenho algumas qualidades mesmo. — ele murmurou, inconscientemente se empinando ainda mais, não conseguindo continuar a assistir a cena e optando por largar o celular no canto da cama. Ele gozaria cedo demais se continuasse a assistir, e jamais ele daria um gostinho assim para Tadashi: Hiro era orgulhoso, afinal de contas.
Vendo que seu irmão desistira de continuar a chamada de vídeo, Tadashi jogou seu celular para o canto da cama e agarrou a mão, agora livre, do mais novo. Lubrificou os dedos do garoto com o óleo que estava em suas mãos, e ouviu o suspirar suave e dengoso do caçula deixar claro que ele entendia perfeitamente o que estava prestes a acontecer.
— Oh sim. Você tem muitas qualidades...
Levou os dedos do adolescente para a sua própria entrada, forçando-a a inserir um dedo em conjunto com ele, causando uma cena que o deixou ainda mais lascivo do que antes. Com a outra mão, estimulou a si próprio por cima da calça jeans, apreciando ainda mais a visão que tinha quando Hiro, por conta própria, forçou mais um dedo para dentro, deixando claro que sabia muito bem como fazer aquilo. Tadashi não conseguiu mais se controlar: arrancou a mão de Hiro, retraiu seus dedos, e se inclinou para saborear a região mais íntima do seu irmãozinho.
— 'Dashi! — Hiro exclamou, tentando fugir do toque de Tadashi e recebendo uma mordida forte em uma das nádegas, logo sentindo a língua do mais velho passar por cima de seu ânus, causando-lhe um arrepio que percorreu todo seu corpo — N-ah! N-ão faça isso!
Mas Tadashi não lhe deu ouvidos, apertando-o ainda mais, possivelmente deixando marcas roxas em sua pele. Levou uma das mãos para o membro excitado de Hiro e passou a estimulá-lo, sentindo-o ficar cada vez mais lubrificado naturalmente pelo prazer do beijo grego. Hiro podia reclamar o quanto quisesse, Tadashi sabia que ele estava gostando. Depois de alguns minutos de estimulação, Hiro se rendeu: ele mesmo levou suas mãos para o seu traseiro, segurando-o para seu irmão e permitindo maior liberdade em sua estimulação.
Tadashi ainda o mordiscou e lambeu por alguns instantes, inserindo a língua sem piedade alguma, arrancando grunhidos de prazer e suspiros recheados de surpresa e luxúria.
— Você tem noção de quantas noites eu sonhei em te sentir por dentro desse jeito? — Tadashi sussurrou, apreciando a forma como aquela parte do corpo do menor se contraia a cada nova palavra; Hiro gemia, sem saber o que responder, tremendo dos pés à cabeça numa tentativa de controlar o orgasmo que parecia estar prestes a vir — Você consegue imaginar o tesão que você tá me causando agora?
Hiro suspirou ao sentir Tadashi inserir três dedos de uma vez, o desconforto sendo quase imperceptível por conta de sua experiência pessoal e relaxamento do momento. Deixou seu corpo agir por impulso e rebolou de leve sobre os dedos, recebendo um tapa estalado, mas não muito doloroso, em seu traseiro como forma de recompensa pela atitude. Colocou-se de quatro na cama, olhando por cima do ombro e tentando enxergar Tadashi naquele ângulo estranho.
— E-eu quero te dar prazer também. P-por favor, tira essas... ahn... essas roupas.
— Não.
Tadashi aumentou consideravelmente a intensidade do vai-e-vem, fazendo Hiro gritar de prazer e deixar a cabeça cair de novo de encontro ao colchão, mantendo apenas seu traseiro erguido no ar e permitindo a estimulação sem nada reclamar.
— Tão bom! — ele exclamou, mordendo a fronha do travesseiro, desistindo de continuar a se segurar. Dito e feito: suspirando o nome de Tadashi e sentindo seu irmão abusar ainda mais de sua próstata, Hiro deixou o êxtase tomar conta de seu corpo e pareceu ficar fora de si por vários segundos, extremamente satisfeito e sem fôlego.
Tadashi diminuiu a estimulação gradativamente até parar e retrair seus dedos, levando a outra mão, agora suja pelo esperma de Hiro, até seus lábios e saboreando seu gosto particular.
Doce. Benditas jujubas.
— Delícia. — ele murmurou, manipulando Hiro na cama com delicadeza e colocando-o de barriga para cima.
Percebeu que algumas gotas de esperma perolado ainda estavam no membro agora flácido de seu irmãozinho, e nem tentou se conter: sabia que Hiro iria reclamar no começo, afinal, ele ainda estava totalmente sensível pelo orgasmo (e nem parecia ter voltado a si ainda), mas ele já tinha se retraído durante tantos anos da sua vida, que era impossível se controlar diante de uma visão como aquela. Sem pensar em nada além da sua necessidade surreal de sentir o gosto de Hiro cada vez mais, lambeu toda a extensão do pênis do adolescente, sendo rápido em agarrar suas pernas para impedi-lo de tentar se esquivar.
— TADASHI! — Hiro reclamou, arqueando suas costas e praticamente sofrendo com aquela estimulação no momento. Não era ruim, mas era um pouco doloroso, pois ele tinha acabado de chegar ao ápice e seu corpo não estava acostumado com um estimulo tão intenso depois do orgasmo; Tadashi, no entanto, pareceu ignorar totalmente sua agonia, abocanhando-o por completo de modo que Hiro conseguia sentir o fundo da garganta do mais velho — Para, mas que porcaria! Deixa eu te chupar enquanto eu me recupero, eu sei que você deve estar até doendo de tanto esperar! 'Dashi!
Apesar dele realmente se sentir dolorido e desconfortável por baixo do tecido de sua boxer úmida pelo liquido pré-seminal, ele ainda queria aproveitar um pouco mais o corpo de Hiro antes de permitir que o garoto tomasse conta de alguma forma do sexo. Por conta disso, ele simplesmente murmurou uma negativa, fazendo Hiro soltar um grunhido de insatisfação enquanto Tadashi o chupava com ainda mais intensidade.
No entanto, o mais velho não conseguiu continuar o boquete além do que gostaria: subitamente sentiu uma pegada forte circundar seus braços e pernas. Apavorado, virou o pescoço com tanta força que ele chegou a estralar, olhando para trás a fim de entender o que acabara de agarrá-lo pelas costas.
Não tinha ninguém atrás dele. Por instinto, olhou para seus pulsos e piscou diversas vezes, tentando entender o que estava acontecendo.
— O que é isso?! — ele indagou, assustado, tentando fazer seu olhar enuviado de excitação recobrar o foco e compreender como foi que um monte de ferro simplesmente prendeu seus braços como algemas, cortando totalmente qualquer possibilidade de movimentação.
— Microbôs. — Hiro respondeu com ares divertidos no tom de voz, evidentemente adorando a confusão.
Tadashi desviou sua atenção para Hiro: seu olhar arregalou ao perceber que ele tinha uma espécie de aparelho metálico, que mais parecia uma tiara de ferro, ao redor da cabeça. O misterioso objeto estava ligado, algumas luzinhas piscavam em sua superfície indicando seu uso, e Hiro exibia aquele sorriso sapeca de menino que estava fazendo arte.
— Microbôs...? — Tadashi repetiu, se sentindo ainda mais perdido. Olhou com mais atenção para os seus braços, enquanto fazia força para movê-los (sem qualquer sucesso em suas tentativas frustradas), e se deu conta de que não era uma corrente de metal que o prendia: realmente eram robôs, pequeníssimos robôs de mais ou menos três centímetros cada, os quais uniam suas extremidades e formavam braceletes fortes e firmes; muito mais eficiente do que algemas, ele tinha que confessar. (2)
Olhou para baixo, percebendo que realmente vários pequenos robôs o prendiam também suas pernas e seus joelhos contra a cama enquanto Hiro escapulia debaixo de si com uma risada arteira. Frustrado, Tadashi nem teve tempo para reclamar, pois logo sentiu os tais "microbôs" movimentá-lo na cama e o colocarem na posição que Hiro antes se encontrava: deitado de barriga para cima. Para assustá-lo ainda mais, os microbôs forçaram suas roupas, arrancando-as e rasgando-as para deixa-lo nu; enquanto Hiro assistia toda a cena com olhos interessados e sorriso sacana nos lábios. Em menos de quarenta segundos, sobre protestos recorrentes de Tadashi, ele se viu totalmente sem roupas, as quais se tornaram trapos, destruídas totalmente pela força dos pequenos robôs de metal.
— Hiro! — Tadashi exclamou, puxando seus braços e pernas ao ainda tentar se libertar, sem muito sucesso — Que merda é essa!?
Hiro, que havia sumido de seu campo de visão, reapareceu ajoelhando entre suas pernas e engatinhando da base da cama até a altura de seu corpo, parando por um momento para observar o membro excitado de Tadashi e aprová-lo com um suspiro de desejo bastante audível; depois, ficou cara a cara com Tadashi e roubou um beijo de seus lábios, fazendo-o se calar, acalmando-o de imediato.
— Eles são meus, não se preocupe. — Hiro respondeu, sentindo sua própria ereção voltar à ativa. Era extremamente prazeroso ter Tadashi abaixo do seu corpo; mas ainda mais excitante ter finalmente algum tipo de controle — Eu os controlo com o neurotransmissor que está na minha cabeça. — complementou, dando um peteleco na tiara de metal, ajustando-a mais firmemente ao redor de seus cabelos. (3)
— Q-quando você fez isso!? — o primogênito indagou, deixando de lado um pouco o seu desespero e se esquecendo por alguns segundos do que estavam fazendo naquela cama enquanto seu lado nerd aflorava: Hiro construiu robôs capazes de tomar qualquer forma apenas com o poder da mente, e se existe alguma pessoa interessada em robótica que não se interessasse por isso, essa pessoa devia ser totalmente louca — Como...!?
— Um mágico nunca revela seus truques. — Hiro respondeu, cruzando os braços de forma prepotente e sentando em cima da virilha de Tadashi, de propósito, fazendo-o se lembrar do quão excitado o corpo dos dois ainda estavam.
Tadashi queria tanto ouvir Hiro falar mais sobre a invenção, mas até mesmo seu "nerd interior" foi colocado de escanteio quando Hiro se friccionou contra ele daquela forma: agora o que ele queria era agarrar Hiro e puxá-lo para si, mas os malditos microbôs não deixavam!
— Eu estive pensando e... Uh... Bem... — Hiro recomeçou a falar, um pouco envergonhado, mas dessa vez não parecia ser por conta de sua nudez ou da posição em que se encontrava — Eu decidi que talvez não fosse tão ruim assim ir pra Nerdlândia.
Tadashi arregalou o olhar e parou de tentar se libertar, olhando para Hiro com tanta surpresa e descrença que o mais novo sentiu seu corpo todo esquentar de vergonha.
— E... Uh... É necessário ganhar o aval do Professor Callaghan na feira de exposições da SFIT, né? E eu vi no seu mural que já vai ter outra em breve, então...
Tadashi podia não conseguir mover seus braços e pernas, mas conseguiu inclinar sua cabeça para cima e beijar Hiro, fazendo o garoto deitar sobre seu corpo e retribuir a carícia com paixão.
— Eu estou tão feliz! — Tadashi murmurou contra seus lábios dentre o beijo, desejando que estivesse com os braços soltos para abraçá-lo— Você vai estudar comigo!
— Isso se eu entrar, né?
— Olha o que você criou! É lógico que você vai entrar! — Tadashi exclamou, deixando sua cabeça descansar no travesseiro e olhando para Hiro com a mais pura devoção — Você finalmente está usando essa cabeça brilhante pra algo útil. Estou orgulhoso!
Hiro fez um biquinho contrariado e o rubor nas bochechas e ponta das orelhas intensificaram; Tadashi sorriu, achando seu irmão ainda mais adorável do que de costume.
— Você vai me ver fazer "algo útil" agora mesmo, deixe estar. — Hiro respondeu, um pouco birrento por conta do "finalmente" que Tadashi dissera, mas logo abriu um sorriso de vitória. Tadashi estava imobilizado, afinal de contas: ele podia provocá-lo o tanto que quisesse, mas era Hiro quem estava no comando dessa vez.
Mais do que rapidamente, engatinhou para baixo e se viu de frente com o membro ainda excitado de Tadashi, sentindo água na boca por saber que mais nada o impediria de se deliciar com ele. A curiosidade era grande, ele nunca tinha feito algo assim, mas ele confiava plenamente em seus instintos. E ele queria, mais do que qualquer coisa, dar prazer ao seu irmão mais velho.
— Hiro, não precisa, é a nossa primeira vez. — o tom de voz de Tadashi estava incerto e preocupado — Não precisa fazer algo que você não quer só pra me agradar. Volte aqui pra cima e me dê um beijo.
— E quem disse que eu não quero? — Hiro sussurrou em resposta, sua voz soando mais grave por conta da excitação que sentia em ver o objeto dos seus desejos reprimidos à sua mercê.
Decidiu que já estava farto de conversa e tinha que ir para a ação logo, capturando a cabeça do membro de Tadashi com os lábios e dando uma chupada leve e experimental. Não era doce, mas o gosto estava longe de ser desagradável; e, além disso, a situação com um todo fazia Hiro ficar cada vez mais eufórico.
Foi assim que Hiro descobriu o quanto ele venerava realizar sexo oral, talvez até bem mais do que receber: ouvir a voz de Tadashi chamando seu nome de uma forma tão necessitada, sentir o membro dele pulsar em sua garganta e ter que intensificar a força dos microbôs para impedi-lo de erguer o quadril involuntariamente deu à Hiro uma sensação maravilhosa de poder. Ele amou, ele adorou, ele venerou ao máximo, arranhando a lateral das coxas de seu irmão enquanto relaxava a garganta e o envolvia por completo, gemendo de uma forma que provavelmente o deixaria envergonhado em outra ocasião.
— HIRO! — Tadashi exclamou, encolhendo-se na cama e tentando se controlar para não chegar ao orgasmo; estava vergonhosamente perto disso acontecer, e ele não queria estragar a brincadeira deles tão cedo — Hi-iro, por favor! Por favor! Para agora, eu não quero assim!
Depois de minutos de estimulação, respirações ofegantes, gemidos e intenso prazer, Hiro pareceu ouvir suas súplicas e finalizou o boquete, ainda lambendo a cabeça de seu membro enquanto o olhava com olhos pidões e recheados de falsa inocência para Tadashi.
— O que foi? — ele sussurrou sedutoramente, adorando a forma como Tadashi estremeceu com suas palavras, sorrindo as forma mais sacana que conseguia — Não fiz direito?
— Para de ser mimadinho e me solta. — o outro respondeu, tentando recobrar a compostura ao sentir sua voz falhar miseravelmente; Hiro estava deixando louco agindo daquele jeito, mas quem disse que ele gostava de ser uma pessoa sã? — E amo a sua boca, mas eu preciso de você de outro jeito. E preciso agora.
— Ah Tadashi, eu também preciso. — Hiro suspirou, esticando a mão para pegar o esquecido óleo de massagem, espirrando uma quantia grande (e possivelmente desnecessária) no pênis de seu irmão, lubrificando-o com uma punheta rápida e precisa.
Tadashi se contorceu na cama, querendo loucamente se soltar e colocar Hiro na posição de antes para penetrá-lo, imaginando que seu irmãozinho ainda o torturaria por mais algum tempo ( enquanto ele queria ter o controle de novo, poxa vida!). No entanto, esqueceu-se que Hiro também estava tão impaciente quanto ele, e só se recordou disso ao sentir a movimentação na cama, abrir os olhos e ver que ele subia acima de seu quadril, guiando seu membro para a sua entrada e olhando para ele com o rosto recheado de desejo e os olhos semicerrados pela concentração e ansiedade.
— Cuidado. — ele murmurou entre sua respiração entrecortada; o caçula podia ser muito inconsequente às vezes, Tadashi preferiria estar no comando para ir com calma e se certificar de que não iria machucá-lo, mas Hiro estragou os seus planos.
O adolescente teimoso girou os olhos, deixando uma risadinha sarcástica escapar de seus lábios perante a demonstração de preocupação de Tadashi.
Existem coisas que nunca mudam...
— Ai ai, esse meu Nerd... Exagerado e preocupado, como sempre.
Por mais preocupado que Tadashi estivesse, e por mais que Hiro sempre o chamasse de "nerd" com a intenção de provocá-lo, não pode deixar de sentir seu coração pular uma batida ao ser chamado de "meu".
— Hiro...
Ainda assim, antes que o primogênito pudesse reagir de qualquer forma, Hiro se moveu: ainda estava devidamente lubrificado e, como esperado, a preocupação de Tadashi foi desnecessária. O garoto não pareceu sentir dor, mas mesmo assim deu um gemido longo e sentiu suas pernas estremecerem quando o membro de Tadashi entrou totalmente em seu corpo, caindo sobre o peitoral de Tadashi e abraçando-o enquanto sentia sua respiração acelerar.
Eles se encaixavam ainda mais perfeitamente desta forma: Hiro nunca se sentiu tão bem com estimulação anal, nem com dedos, muito menos com seu vibrador. Poderia dar adeus para aquele objeto de plástico, ele nunca mais iria querer essa cópia mal feita agora que tinha um homem de verdade entre suas pernas; o único homem que ele realmente queria.
— Hiro...M-meu Deus... Hiro, Você está bem? — Tadashi questionou, sentindo dificuldade de sair do nirvana onde sua mente se encontrava e pensar para falar; independente da intensa luxúria que sentia naquele exato momento, ainda estava preocupado com seu irmão.
— 'D-dashi... — Hiro ergueu a cabeça, olhando-o com a expressão mais obscena que Tadashi vira em sua vida e deixando-o totalmente sem fôlego — Você é que é uma delícia!
Se Hiro sentia alguma vergonha ou insegurança até momento, tudo foi deixado de lado com a forma mais obscena do mundo que ele rebolou contra a virilha de Tadashi, jogando a cabeça para trás e levando uma de suas próprias mãos para a sua intimidade a fim de sentir cada vez mais prazer. Logo começou a subir e descer no colo de Tadashi e ouvir a voz de seu irmão tentar chamar sua atenção, mas imerso demais em seu próprio prazer para compreender o que ele falava.
Hiro abriu os olhos, fitando o rosto corado e suado de Tadashi, amando a forma como ele ainda lutava para se livrar dos microbôs e se contorcia de prazer cada vez que ele acelerava mais a velocidade de seu sobre e desce. Sentia-se poderoso, no comando, no topo do mundo!
Até o neurotransmissor ser arrancado de sua cabeça, os microbôs caírem de encontro ao chão e Tadashi o girar com toda a força na cama, colocando-o de barriga para baixo contra o lençol e penetrando-o enquanto segurava sua cabeça pelos cabelos, forçando-o a manter o rosto contra o travesseiro.
— MAS QUE CARALHOI! — a voz do caçula soou abafada, mas a risada que Tadashi dera em resposta indicava que ele ouviu perfeitamente bem o seu berro.
— Estou me sentindo melhor, Baymax.
Hiro sentiu seu sangue gelar.
Baymax?
Tentou virar o rosto verificar se realmente havia ativado Baymax, porém Tadashi o segurou com força pelos cabelos, o impedindo de olhar para o outro lado do quarto. O barulho característico de Baymax desinflando o fez ter a certeza: sim, o robô acabava de presenciar tudo, e Hiro estava imerso demais em seu prazer para perceber isso até então.
— Eu não acredito! — Hiro reclamou, tentando escapar de Tadashi, mas recebendo uma penetração forte que o fez ficar com as pernas bambas e gemer de prazer (Maldita luxuria! Tadashi merece xingamentos, e não gemidos!) — V-você é um idiota!
— Você não é o único que tem robôs pra te ajudar, irmãozinho. — Tadashi sibilou em seu ouvido, mordendo o lóbulo da orelha e respirando de forma ofegante, deixando Hiro ainda mais descontrolado de prazer e raiva — A culpa foi sua, foi você que gemeu tanto que ativou o Baymax. Mas não se preocupe, ele é um robô, e eu vou restaurar o ponto de segurança dele pra noite anterior, assim ele esquece que...
— TADASHI, PARA DE SER NERD!
Tadashi novamente girou Hiro na cama, desta vez colocando-o de barriga para cima e o forçando a dobrar os joelhos e abrir as pernas, deliciando-se com a flexibilidade impressionante do garoto, fitando seu corpo com tanta intensidade que o adolescente sentiu sua entrada se contorcer de prazer e expectativa. Depois deu um sorriso sacana para a expressão mista de irritação e vergonha de Hiro ao penetrá-lo mais uma vez, fazendo-o se esquecer prontamente do motivo de sua irritação.
— Até parece que eu deixaria o Baymax guardar na memória essa delícia maravilhosa que você se torna quando tá dando pra mim. — Tadashi rosnou contra os lábios de Hiro, ganhando uma mordida obscena que serviu como combustível para que ele iniciasse o vai e vem, desta vez em seu comando.
— Ahh... 'Dashi, isso! Assim, continua assim! — a voz de Hiro soou tão aguda e sem fôlego que ele mal reconheceu o seu descontrole, mas não se importou. Tadashi encontrou seu ponto G, e a penetração que já estava indescritivelmente prazerosa triplicou de intensidade.
Mas, apenas para contrariar, Tadashi cessou totalmente sua movimentação naquele momento, olhando para Hiro de uma maneira provocativa e levemente sádica. Hiro, furioso, tentou sair debaixo do maior para alcançar o neurotransmissor novamente e retomar o controle: o Hamada mais velho o estava no clima pra provocações, e o mais novo estava excitado demais pra aguentar esse tipo de coisa naquele momento.
Mesmo assim, seus esforços foram em vão: Tadashi o prendia firmemente, empurrando suas pernas contra a cama com o peso de seu próprio corpo, agarrando os braços do garoto de uma forma que o impossibilitava de se libertar.
— Me solte. — Hiro rosnou, estreitando o olhar.
— O que foi? — a voz do primogênito soou risonha demais, ele adorava provocar seu irmãozinho as vezes (Hiro fica ainda mais lindo com toda essa rebeldia!) — Por que está revoltado? Só porque eu não preciso recorrer a robôs para conseguir prender você?
Hiro sentiu até a ponta de suas orelhas esquentarem de raiva, irritado por Tadashi ainda ser mais forte do que ele, mesmo depois de tantos anos. Geralmente a força deles equiparava nos dias atuais, mas Tadashi claramente tinha uma vantagem naquele momento, talvez pela posição em que se encontravam (ou talvez porque Tadashi tinha uma natureza dominadora por trás de toda aquela figura de bom moço e Hiro sempre soube que isso se afloraria num momento sexual; "Kyle" era a prova disso).
Ele abriu a boca para discutir, mas naquele momento Tadashi se retirou por completo do corpo dele e o penetrou novamente, com força e vigor; tudo que escapuliu dos lábios de Hiro foi um grunhido de luxúria, fúria e surpresa, e ele fechou os olhos com força, tentando se manter no planeta Terra.
— É isso que você quer? — Tadashi rosnou contra os lábios de Hiro, acertando de forma precisa a próstata do garoto, mordendo o lábio para tentar se controlar quando seu irmãozinho pulsava ao redor de seu membro com força — Você quer que eu faça você gozar só com estimulação nesse seu cuzinho lindo que agora é minha propriedade, Hiro?
— Oh porra... — Hiro suspirou, jogando a cabeça para trás e recebendo um chupão forte em seu pescoço, daqueles que foram deixados justamente para marcar território.
Não existia nada que deixava Hiro mais excitado do que ser desejado daquela forma, principalmente quando era desejado por quem ele queria atenção diária e constante.
— Sua propriedade... — não foi uma pergunta, foi uma afirmação luxuriosa dita entre um sibilo de prazer.
— Isso... — Tadashi murmurou, passando o polegar na marca avermelhada do pescoço de Hiro, enquanto fitava o garoto ofegante com olhares estreitos e predadores — Você. É. Meu!
— Eu sempre fui. — Hiro respondeu, agarrando Tadashi e o arranhando da altura dos ombros até o fim das costas, arrancando dele um ruído gutural de prazer, quase animalesco — Mas você também é meu, e eu também tenho o direito de deixar minha marca.
— Por que diabos eu não decidi te beijar antes, hein? — Tadashi respondeu, intensificando as suas investidas, inclinando-se para morder o lábio inferior de Hiro antes de sussurrar com a voz rouca em seus lábios úmidos — Sua boca é de outro mundo, Hiro. Na próxima eu quero que você me deixe terminar bem aqui.
Tadashi passou o polegar sobre os lábios de Hiro, e ele o capturou entre a língua e os dentes sem grandes cerimonias, chupando-o e mordiscando-o de forma provocativa.
— Será que você é do tipo que cospe ou engole?
Hiro deu um sorriso de canto, aproveitando o momento para chupar forte no dedo de Tadashi antes de deixá-lo escapulir de seus lábios, passando a língua no lábio superior de forma obscena na sequência.
— Você ainda pergunta? — sua voz soou promissora. Tadashi quase se arrependeu de não ter deixado Hiro terminar o boquete antes.
Oportunidades não vão faltar. — Ele pensou, agarrando a cintura do garoto com uma mão, os cabelos dele com a outra, e curvando todo o seu corpo para cima de Hiro enquanto recomeçava a movimentação, arrancando toda a prepotência do adolescente já na primeira investida.
— Que bom que você é desses Hiro, porque eu não vou me sentir satisfeito até te marcar por dentro também. — Ele murmurou enquanto o garoto praticamente choramingava em êxtase se contraia ao redor de seu corpo, indicando que iria chegar ao ápice em pouco tempo — Mas agora eu quero te marcar por fora!
Mais palavras sacanas foram ditas, mas ambos já estavam se segurando por muito tempo, e estavam próximos demais do orgasmo para prolongar ainda mais o sexo; era uma questão de poucos minutos no máximo. Hiro arranhava as costas de Tadashi sem parar e gemia de uma forma que deixariam qualquer diretor de filme pornô incitado à gravá-los para usar em suas produções, e Tadashi rosnava sacanagens atrás de sacanagens em seu ouvido, intensificando e variando o nível da penetração, se segurando para não gozar antes de seu irmãozinho.
Eu... eu não consigo mais!
Com a mão trêmula, Tadashi soltou a cintura de Hiro e tentou levá-la até o pênis dele, a fim de estimulá-lo para que eles terminassem juntos. Para a sua surpresa, Hiro agarrou sua mão, entrelaçando os dedos de uma forma que seria até mesmo afetuosa, se ele não estivesse colocando tanta força no aperto.
Hiro o impediu essa estimulação, e Tadashi até abriu a boca para protestar, mas seu irmão foi mais rápido do que ele:
— 'Dashi... E-eu... E-eu vou...!
— Sem receber estimulação na frente? — o primogênito indagou, um pouco surpreso, segurando o queixo do garoto perdido em volúpia e olhando fundo em seus olhos sem foco. Hiro às vezes mencionava nas conversas de Skype que gozava só com penetração, mas Tadashi sempre achou que era mentira dele — Você realmente nasceu pra dar pra mim. Vai em frente, goza gostoso, porque hoje eu quero ver você coberto de porra, maninho.
Hiro parou subitamente de respirar, arqueando suas costas e sentindo o ápice do prazer carnal tomar conta e seu corpo e naturalmente apertou mais forte ao redor do membro de Tadashi, o qual soltou um grunhido de prazer que fez Hiro pensar que ele também chegaria ao orgasmo; mas o mais velho se segurou, olhando sua expressão lasciva praticamente hipnotizado, esperando que ele saísse do nirvana e guardando cada choramingar do menor na sua memória.
Quando Hiro finalmente sentiu sua euforia diminuir, Tadashi saiu de dentro de seu corpo e chegou ao orgasmo em cima de seu corpo, literalmente, o lambuzando ainda mais com seu esperma e espalhando a substância branca e perolada em sua barriga, não se importando nem um pouco com a sujeira que fazia.
— Meu! — ele rosnou, sem folego, e Hiro não sabia mais se seu coração batia daquela forma descompassada e surreal pelo orgasmo estonteante que acabou de sentir, ou pela demonstração mais animalesca de possessividade que já vira Tadashi fazer.
Eu não achei que fosse possível ficar mais apaixonado ainda. Eu estava errado.
— Caralho, 'Dashi... — Hiro sussurrou tentando recobrar o folego, sentindo todo seu corpo formigar, exausto demais para se mover e empurrar Tadashi de cima dele, mas desviando seu olhar para baixo e vendo a bagunça que os dois acabaram de fazer em sua barriga; em vez de sentir vergonha, Hiro só pôde pensar na palavra "desperdício", levando seu indicador até o umbigo e olhando coletando um pouco da substância — Quem diria que o meu nerd certinho faria uma bagunça dessas. — ele disse, mostrando o dedo sujo para Tadashi, tentando provocá-lo.
Contudo, Tadashi não pareceu encabulado pelo que fizera, e nada disse por alguns segundos, olhando para o mais novo como se tivesse recebido um presente divino em sua cama. Hiro se sentiu um pouco envergonhado pela intensidade do olhar evidentemente apaixonado que recebia, mas não desviou o olhar.
— Seu nerd? — a voz de Tadashi soou rouca, cansada, mas evidentemente satisfeita.
Hiro sorriu abertamente.
— Meu nerd.
Tadashi resolveu naquele momento que o daria um ataque de beijos, mordiscando e beijando todas as partes de seu corpo enquanto o outro se debatia e tentava escapar dele entre risadas eufóricas. Depois de alguns segundos de brincadeirinhas, Hiro deixou um ruído que se assemelhava muito a uma expressão de dor e os dois pararam subitamente de brincar, temendo que seu gemido ativasse Baymax. Quando nada aconteceu, Tadashi riu sonoramente entrelaçando suas pernas e braços ao redor do corpo menor, imobilizando-o sem grandes problemas.
— Gemido de dor não serve, tem que ser a palavra "a... — mas ai Hiro o interrompeu, cobrindo sua boca com uma mão de forma urgente.
— Shii! Não ativa ele! — Tadashi gargalhou de forma abafada debaixo da sua mão — É sério!
Tadashi se soltou sem dificuldade, ainda rindo por alguns instantes antes de se recompor.
— Não era você que tinha ciúmes do Baymax? Assim você mostra pra ele que você é meu.
— Eu não sou doido que nem você, Tadashi. — o mais novo girou os olhos, ainda tentando digerir o fato de seu irmão ter ciúmes do seu próprio alter ego.
Não teve muito tempo para pensar, porque logo recebeu um beijo demorado, recheado de paixão e felicidade, deixando mais do que claro o quão feliz Tadashi estava naquele momento.
— Eu te amo tanto... — Tadashi murmurou dentre o beijo, massageando o corpo do menor com mãos ágeis e leves, bem mais carinhoso e diferente do toque mais ousado do sexo que acabaram de fazer.
— Awww o meu nerd quer fazer amor! — Hiro comentou com uma risadinha, ganhando um tapa firme em sua nádega esquerda em resposta — TADASHI!
Foi a vez de Tadashi rir, massageando o traseiro avermelhado do garoto como um pedido de perdão e beijando com selinhos estalados o beicinho contrariado que ele fazia, até ele se render e retribuir o gesto.
— Você é rebelde demais pra fazer amor, Hiro. E você me tira demais do sério pra que e consiga ficar todo derretido contigo nessas horas. — ele sussurrou, dando um peteleco suave no nariz arrebitado do mais jovem, e recomeçando sua massagem suave em seguida — Mas não se preocupe, eu sei dar carinho em outros momentos também.
Hiro praticamente ronronou com a devoção das mãos de Tadashi massageando todo o seu corpo, trocou vários olhares carinhosos com Tadashi, se perdendo na intensidade de orgulho, paixão e amor que recebia daqueles bondosos olhos castanhos do mais velho.
— SFIT vai ser pequena demais para nós dois. — Tadashi brincou, ainda não acreditando na boa notícia — Os alunos vão delirar quando virem os microbôs.
— Obrigado por não ter desistido de mim. — Hiro disse, sua voz um pouco falha; detestava falar sobre emoções, nunca era bom nesse tipo de conversa — Eu... Eu te amo muito, 'Dashi. Eu devo toda a minha vida a você e...
Tadashi o interrompeu com um beijo suave e um piscar de olhos demorado e cheio de ternura.
— Você é a minha vida, Hiro. — ele declarou, sorrindo de maneira suave e dando um beijinho breve na ponta do nariz do adolescente.
Hiro gostou da demonstração de afeto, mas a maneira como Tadashi o tratava com tanto carinho o fazia temer pelo futuro: Tadashi sempre foi o bobalhão carinhoso e sentimental, será que aquele descontrole no sexo foi apenas algo de momento? Não que Hiro não gostasse da perspectiva de algo mais suave, mas... poxa... ele era um adolescente hormonal, ele queria uma boa dose semanal de sexo selvagem a partir de agora!
Deixando suas preocupações superficiais de lado, Hiro resolveu aproveitar o carinho (seu corpo dolorido agradeceu por isso, com toda certeza), o qual perdurou por alguns minutos, entre momentos de silêncio confortável e palavras doces de promessas de amor eterno.
— Então... — Tadashi pigarreou, dando um sorriso de canto de boca e quebrando totalmente a áurea melosa de antes — Agora que nós já decidimos que somos um do outro, você vai jogar aquele vibrador fora, né?
Hiro, que até aquele momento fazia um cafune carinhoso nos cabelos curtos de Tadashi, retraiu sua mão e o fitou com total descrença.
— Seu ciúmes é tão irracional assim? — ele perguntou, não decidindo se achava engraçada ou assustadora essa perspectiva.
— Bom, eu já sou racional em todo o restante da minha vida, em alguma coisa eu tinha que não ser.
Tadashi deu uma piscadinha, indicando que estava brincando.
— Inacreditável... — Hiro respondeu, retribuindo o sorriso besta de Tadashi.
Mas é aquilo que sempre dizem: toda brincadeira tem um fundo de verdade...
Não que ele fizesse questão de ter vibradores, ele estava crente de que nunca mais algo assim substituiria a sensação de ter Tadashi dentro do corpo dele. Mas agora ele já sabia como poderia irritar seu irmão até que ele demonstrasse toda sua possessividade de novo durante o sexo: quem sabe o próximo projeto de robótica dele não poderia ser um pouquinho diferente, não é mesmo?
Hiro sabia que iria provocar Tadashi agora que sabia desse imenso ciúme que ele tinha, não precisava nem pensar muito para chegar a essa conclusão. Afinal, sempre foi assim: Hiro se metia em confusão de propósito para Tadashi prestar atenção nele, então agora era só fabricar um grande estoque de sex toys para seu irmão lhe dar um tipo de atenção muito mais prazerosa e carnal.
— O que você está confabulando, cabeção? — Tadashi questionou, erguendo uma sobrancelhas, não gostando nem um pouco da expressão sapeca que Hiro fazia enquanto pensava em seus "planos".
Hiro sorriu um sorriso falso de inocência, murmurando um "nada não" enquanto deixava sua mente criar os cenários perfeitos para atiçar seu irmão ciumento no futuro. Não havia como negar: a natureza rebelde de Hiro Hamada não via a hora de pôr seus planos em prática. A recompensa certamente seria das boas!
FIM.
(1) Nas fichas oficiais dos personagens (as que foram publicadas em um dos diversos livros de BH6 que saíram depois do filme) está descrito que jujuba é a comida favorita do Hiro. Ele come um pacotinho de jujuba no filme mesmo, mas é só uma vez, só que como apareceu nessa ficha essa informação, o fandom explora bastante isso. Eu que não vou remar contra a maré hahahaha acho até bonitinho.
(2) Eu resolvi fazer uma nota sobre os microbôs para aqueles leitores que não leram o mangá nem viram o filme (no HQ não existe os microbôs). Assim como o Robô Baymax é a invenção mais importante do Tadashi, os microbôs são a invenção mais importante do Hiro, e é por conta dos microbôs que surge o enredo principal tanto do mangá quanto do filme. Eles são como na descrição que eu fiz na fanfic, tomam qualquer forma com o poder do neurotransmissor, são extremamente fortes e praticamente indestrutíveis.
Eu encontrei uma foto na internet de cópia dos microbôs em forma de pulseiras, e foi dessa forma que eu os imaginei envolvendo os braços e pernas do Tadashi. Apenas pra ajudar a imaginação de vocês: www*.*goo*.*gl/*yEhqbR (retire os asteriscos).
(3) O neurotransmissor parece uma tiara mesmo hahaha! Também fiz essa nota para aqueles que caíram de paraquedas na fanfic mas não são do fandom. O neurotransmissor é assim: www*.*goo*.*gl*/*Pfkbbx (retire os asteriscos).
N/A: Espero que tenham gostado do final da fanfic! Por favor digam suas opiniões, no capítulo passado a participação caiu drasticamente no Nyah e FFNET, e eu fiquei bastante triste com isso. Capítulo final de fanfic geralmente tem poucos comentários (o que é algo que eu realmente não compreendo), mas eu espero que vocês se manifestem, nem que seja para fazer críticas. A opinião de vocês vale tudo no mundo para mim.
Beijos, e até a próxima. =)
S2
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Aviso sobre Plágio: Plágio é crime (artigo 184 do Código Penal) e quem plagiar qualquer fanfic minha, seja totalmente, parcialmente, ou seguindo os mesmos acontecimentos e apenas escrevendo com outras palavras (plágio conceitual) será denunciado e processado judicialmente. Eu sou advogada, sei meus direitos e não vou hesitar em buscá-los, pois pra mim vai ser só mais um processo pra levar a diante, enquanto para você será uma imensa dor de cabeça. Tenha em mente o que te aguardará caso você decida plagiar algo meu, e tenha certeza do seguinte: se eu ou algum leitor meu encontrar o seu plágio de fanfics de minha autoria, eu não terei piedade. Quem não teve respeito com minhas obras não merece minha consideração e meu perdão.
Respostas às reviews deslogadas:
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Carol:
Oie Carol!
Ahhh que bom que gostou dos meninos, eles são muito tapados mesmo. Q.E. quase que negativo auhauhauhua!
Tive que acabar, essa fanfic foi só pra descontrair um pouco também, porque as outras que eu escrevo estão pesadinhas e eu precisava de uma folga.
Eu não sei se vou postar outras fanfics desse fandom, porque sei lá, leitores não se manifestaram muito (no fanfictionnet foi só você nesse segundo capítulo). Mas escrever talvez eu escreva, só não sei se vou colocar na internet hehehe.
Se eu colocar, espero que você leia, comente e goste!
Espero que tenha visto o filme, e gostado do final da fanfic. =)
Um beijão, muito obrigada pela review! Ahh foi você a carol que me deixou review nas minhas ShiItas? Se sim muuuuuito obrigada também, eu amei! *-*
S2
