Durante um bom tempo os dois ficaram em silêncio

Durante um bom tempo os dois ficaram em silêncio. Sara continuava com as suas caricias e Grissom, com os dois braços a envolvendo, olhava para a copa da arvore e para o céu azul. Teriam continuado assim se o estomago de Sara não tivesse mostrado sinais de fome e ambos perceberam. Ela levantou o rosto e Grissom apenas sorriu em resposta.

Levantou e pegou os lanches e sucos que tinham comprado. Embora Sara fosse vegetariana, ela não o impedia de comer carne (mas era fato que Grissom tinha diminuído bastante o número de refeições com carne). Comeram em silêncio. Cada um aproveitando o seu.

Depois de terminarem, Grissom decidiu que era melhor voltar, então começou a recolher as varas, enquanto Sara cuidava de fora o resto de comida. Sara pegou o saco plástico e foi jogar na lixeira não muito longe de onde eles estavam. Por algum motivo desconhecido, ela quis voltar correndo ao encontro de Grissom e acidentalmente virou o pé. Grissom ouviu um "autch" e virou preocupado.

"Você está bem?" perguntou ele, indo na sua direção.

"Sim" respondeu. "Só virei meu pé! Não é nada!"

Grissom a pegou no colo e levou em direção ao carro.

"Gil, eu disse que não é nada".

"Talvez, mas não quero arriscar"

"os outros iam ficar de queixo caído se vissem isso" pensou Sara

"não saia daí!"

Ele correu para terminar de ajeitar os apetrechos de pesca e colocar no porta-mala. Para alguém que, segundo a maioria das pessoas, era insensível e anti-romântico, Grissom definitivamente sabia como fazer uma pessoa se apaixonar ainda mais por ele.

No caminho de volta para a casinha, eles passaram na loja de pesca para devolver as coisas. Grissom desceu e foi abrir a porta da casa antes de traze-la.

"Já pensou que desse jeito eu vou fazer mal acostumada e, quando você não fizer isso vou ficar muito brava?".

"Acredite, das duas formas, não vou reclamar"disse ele, levando-a até o sofá. A colocou a direita do sofá, de forma a poder colocar a perna dela para cima e olhar melhor o pé. Sara observou o jeito delicado com que tirou seu tênis, depois a meia e tocou seu pé em todos os lados.

"não está quebrado, fraturado e nem roxo... o que é ótimo (ele continuou massageando) Por que não vai tomar um banho e depois passo uma pomada para você? Provavelmente vai ser suficiente"

"ok. Vai me achar subir a escada sozinha?"

"Sim. mas jamais pedir desculpas por querer ser cuidadoso com a mulher que eu amo"

Sara foi até o andar de cima e Grissom para a cozinha. Abriu a geladeira para pegar algo para beber, quando ouviu: "não quer vir também?" Ele levantou a sobrancelha e pensou no assunto.

Ela já tinha começado a se despir quando ele abriu a porta do banheiro. Vendo que ele parecia um pouco interessado, Sara decidiu atiçar um pouco as coisas Tirou a blusa e o sutiã e colocou sobre as pia. Tudo bem devagar. Em seguida, pegou os seios e começou a massagear, jogando a cabeça para trás. Grissom observava atentamente o movimento no espelho.

Ela percorreu a parte da frente com uma das mãos até atingira altura da calcinha. Ainda sem falar nada, ela parou e esperou. Grissom piscou algumas vezes e fez cara de interrogação.

"se você não for fazer nada... agora... pode esquecer o banho em conjunto" pensou ela, continuando parada. Sua mão desceu novamente até a altura da calcinha e ia abaixa-la, quando Grissom a interceptou. "bom!".

Grissom tirou sua roupa o mais rápido que conseguiu calça e cueca ao mesmo tempo e depois se aproximou por trás. Afastou o cabelo dela e, antes de começar suas caricias, olhou mais uma vez no espelho. O pequeno sorriso que surgiu no rosto dela foi suficiente. Começou a beijar-la no encontro entre o pescoço e o ombro. Sara virou levemente o rosto para dar mais acesso a ele. Grissom subiu pelo pescoço até chegar na orelha.

"Você é malvada" sussurrou ele. "E totalmente adorável"

Ele voltou a beijar seu pescoço e ombro enquanto suas mãos iam de encontro a única peça que faltava. O toque na altura do umbigo a fez estremecer e automaticamente ela fechou os olhos. Grissom sorriu contente. Colocou a mão dentro da calcinha e, ao invés de tirá-la, como sara estava esperando, ele pressionou o seu dedo do meio contra o centro dela, fazendo pular. Sara o olhou com cara de brava.

Ligou o chuveiro e, depois esperar a água esquentar, ele tirou a calcinha sem cerimônia e a conduziu dentro do box. Sara pegou o sabonete e puxando-o para frente, mas sem tirá-lo completamente debaixo d'água, começou a esfregar o sabonete em seu peito. Aparentemente ela tivera sucesso: o membro dele ficou duro.

Ela percorreu toda a extensão do peito, as costas, depois os braços, as pernas e finalmente chegou ao seu destino. No instante em que sentiu a mão dela no seu saco, Grissom fechou os olhos. Sara massageou devagar, porém com firmeza. Inclusive o seu pênis. O colocou novamente embaixo da à água e esperou que todo a espuma saísse. Grissom ia pegar o sabonete e fazer o mesmo, quando ela intercedeu.

"Ainda não acabei"

Grissom ia perguntar do que ela estava falando quando a observou ficar de joelhos no chão, pegar a parte inferior do pênis com a mão, apertando um pouco e depois o envolvendo com a boca. Grissom abriu a boca e soltou um gemido. parecia um "Gahh".

Desde que tinham começado a dormir juntos, Sara nunca mostrou interesse em fazer isso. Grissom nunca insistiu ou perguntou o motivo, embora tivesse curiosidade sobre o assunto.

"Meu Deus Sara!" como ela faz isso se... oh deus... jeez...

Enquanto a mão massageava a parte inferior, Sara punha e tirava a cabeça do pênis, depois de fazer movimentos rápidos.

"Querida... por favor...pare...".

Sara deu uma última lambida, seguida de um beijo no ponta do pênis e soltou. Grissom respirou bem fundo e abriu os olhos. Ela estava com um dos seus grandes sorrisos no rosto.

"Obrigado querida"

Ela virou de costas e colocou o cabelo para frente, indicando a ele, por onde deveria começar. Grissom pegou o sabonete e com movimentos circulares percorreu os ombros, costas e nádegas. Nas pernas e coxas fez passou em tudo uma primeira vez e depois, com as duas mãos foi subindo e descendo massageando tudo. No encontro das coxas com as nádegas, grissom deu uma atenção especial, pois sabia que era um lugar que Sara particularmente gostava de ser tocada. diversas vezes.

Tentando tirar nem que fosse um suspiro, ele trocou o sabonete de mão e pela parte da frente, passou um dedo contra seu centro. Sara olhou para ele com um sorriso. Mas nada nos seus olhos indicaram que o carinho estivesse surtindo o efeito desejado.

A virou para encará-la e acariciou seu rosto com uma das mãos. A mão dela foi parar no seu peito, mas a cara estava na direção do chão

"Me fale" disse ele "Tem alguma coisa passando pela sua cabeça que a esta impedindo de realmente aproveitar o que esta acontecendo... posso ver que é importante e quero saber o que é."

Encontrando a voz, mesmo um pouco fraca e quase envergonhada, Sara respondeu

"Estava pensando que mesmo já tendo feito outras vezes, esta foi de fato a primeira vez que eu realmente escolhi fazer por mim e gostei. Mas então lembrei das outras e..."

"Esta me dizendo que foi forçada a fazer sexo oral antes?"

"Sim. Mais de uma vez. E todos foram muito desagradáveis"

"Quem fez isso?".

"Por isso nunca fiz com você" desconversou "Com você não é sobre somente te dar prazer, então uma vez que nunca foi satisfatório, simplesmente não fiz".

"Sara, quem fez isso?"

Ela engoliu seco e virou o rosto para o lado.

Depois de muitos anos de terapia, só recentemente, depois de ficar com ele, é que Sara começou a falar e tentar lidar com as questões de abuso sexual, especialmente em fase de criança. Sua terapeuta comentara que talvez fosse importante conversar com seu parceiro sobre isso, não só para ser honesta e encontrar um pouco de paz, mas também para descobrir se o medo que tinha de ser rejeitada era real, com essa pessoa, ou não. Sim, tinha a possibilidade de ser confirmada suas suspeitas, mas agora que tinha experimentado fazer isso e realmente gostado, era o tempo de deixar grissom a par de, mais uma verdade sobre sua vida.

Respirando fundo, ela o olhou novamente e deu imagem aos seus agressores.

"Um ex-namorado, quando estava na faculdade, Hank indiretamente e... meu pai"

Grissom arregalou os olhos, chocado. Sabia sobre 'as brigas, os gritos, as idas ao hospital' mas por causa de machucados no ombro ou no braço. Nunca não algo assim. Não podia acreditar que aquele idiota tinha feito isso! Mais isso!

Fechando os olhos, ele pode ver a pequena sara em seu quarto, a noite, o pai aparecendo de surpresa e a tirando da cama, ela implorando para não fazer, mas falhando, o tapa na cara e depois... a solidão e as fortes lágrimas.

Sara observou a atitude de grissom e logo entendeu o que estava acontecendo. Mas ela definitivamente não queria aquilo. Que ele visualizar a cena, exatamente como fazia nos casos em que trabalhava no laboratório.

"Pare e olhe para mim!"

A seriedade no seu tom de voz, o trouxe novamente para a realidade e ao encara-la, ficou chocado com a sua fisionomia brava.

"Não se atreva a faça isso. Não se machuque por minha causa"

"Eu não..."

"Sei que montou a cena e colocou personagens. Meu pai e eu. Quero que pare!"

"ela realmente me conhece, mas precisava fazer isso. para entender o que você passou e só assim poder fazer alguma coisa para mudar o que aconteceu"

"não contei para você ficar se atormentado e sim para finalmente ser capaz de enfrentar uma parte da minha vida que sempre neguei"

"Eu sei" disse, a abraçando. "E saiba que não estou machucado pelo que vi. O único jeito disso acontecer é se me deixar... É o único jeito... Sinto muito Sara"

"Eu sei. eu também"

"Ninguém deveria fazer isso. especialmente não com você! E fico feliz que seu pai foi embora da sua vida para sempre"

Sara nunca o tinha ouvido falar daquele jeito. Todas as mortes eram importantes e não deveria ter ocorrido. O soltou de modo a encará-lo. Sua cara estava serio o que significava que Grissom estava sendo sincero. E para completar, havia algo nos seus olhos: compaixão. Sara o abraçou forte, fechou os olhos e deixou escapar algumas lágrimas.

Ficaram abraçados embaixo do chuveiro durante muito tempo.

"Obrigado por me contar"

Ela acenou concordando e enxugou as lágrimas.

"Acho que agora já sabe praticamente todas as coisas ruins que me aconteceram."

"Se por um acaso houver mais, por favor, me fale! Mas não agora. Acho que muita coisa de uma vez"

"Não se preocupe. Eu te amo"

"Eu te amo também. Agora, vamos terminar esse banho, para podermos comer alguma coisa."

"e passar pomada no pé" relembrou ela.

"é assim que eu gosto de vê-la. feliz"

Grissom ensaboou a parte da frente e saiu do chuveiro, deixando-a sozinha por um tempo. Quando ela fechou a torneira, Grissom estava esperando com uma toalha aberta. A envolveu e plantando um beijo nos seus cabelos.

"Quer que os penteie?"

"Eu faço"

"Ok"

Voltando para o quarto Grissom escolheu uma roupa confortável: calça de moletom, blusa e um suéter. Sara reapareceu minutos depois. Colocou uma calça confortável e vestiu o moletom da faculdade que tinha cursado. (sempre que estava com ele era sinal de que não tinha nada por baixo). Os dois sorriram, mas não falaram nada. Sara sentou na cama e colocou o pé para cima. Grissom abriu a pomada e massageou usando dois dedos de cada mão, de forma circular. Bastante carinhoso, porém mais longo que o necessário.

"Gil? Sei que tem fetiche em relação a pés, mas não vamos transformar isso em outra coisa, ok? Não estou no clima"

"Ok. Desculpe"

Ela vestiu um par de meias e o chinelo e eles desceram para a cozinha. Para o jantar, Grissom preparou um macarrão e Sara picou o alho e os tomates para fazer o molho. Vira e mexe eles sorriram.

"Como será que estão as coisas em Vegas?" perguntou ela, quebrando o silêncio. "Será que Catherine não desconfiou sobre nós? A gente esta sendo muito cuidadoso, mas você sabe como ela é intuitiva"

"Dificilmente ela teria me deixado viajar sem fazer comentários"

"Hum.. Como a conheceu?"

"Se não engano foi no meu quinto ano trabalhando no campo. Fui resolver um caso envolvendo a morte de uma stripper e por acaso, a única pessoa do lugar que tinha estado com a moça na noite anterior era Catherine. Ela descreveu o que fizeram e praticamente todos os caras que tinham xavecado a amiga na noite anterior. Além de revelar dois ou três caras que eram visitantes regulares e tinham fixação pela jovem".

"Ela sempre prestou muita atenção nas pessoas"

"Sim. Ainda bem que ela só dançava"

"Como sabe disso?"

"Depois que a chamei para trabalhar e ela passou por todas as etapas necessárias para virar investigadora, nós fomos nos conhecendo melhor. Eu era interessado em aprender sobre comportamento humano, o dela também, e ela já tinha visto muita coisa. Com o tempo ela passou a me confidenciar coisas pessoais e eu retribui a afeição... às vezes da mesma forma. nos viramos"

"Grande amigos. Bem diferente do que aconteceu entre a gente"

"Porque desde o começo eu estava atraído por você de um jeito que não era igual a ela"

"Certo. Ela é legal, bonita, experiente..."

"e estava noiva do Eddie na época" completou grissom.

"Realmente?!" exclamou Sara, surpresa "Acho que isso explica por nunca tentou algo mais"

"Temos jeitos distintos de encarar a vida, embora trabalhando no mesmo lugar. E confesso que não sabia que você era uma pessoa ciumenta"

"Catherine, Terri, Sofia... Lady heather..."

Haviam rumores de que a relação deles foi mais íntima do que com qualquer outra pessoa, sendo que ela era suspeita nos casos que aparecia. E que Grissom tinham passado a noite com ela naquelas vezes. Sara obviamente ficou ciente disso e sempre se sentiu bastante ameaçada pela morena que intrigara tanto assim Gil Grissom. E que só bastando um estalar de dedos, ele estava a disposição. 24h por dia. Trazendo o nome dela à tona, pela primeira vez, Sara tentou mostrar para ele quanto. E foi bem sucedida, porque Grissom simplesmente parou de mexer o macarrão.

"Todas tinham fácil acesso a sua pessoa e, talvez com exceção de Sofia, as outras sabiam o que se passava realmente dentro de você. Eu tive muito trabalho para fazer você confiar em mim dessa forma".

"Sara, eu não..."

Ela ficou em silêncio e continuou arrumando a mesa.

"oh Droga! Ela traz um dos seus grandes erros e você simplesmente não consegue falar que a única pessoa que não sai dos seus pensamentos, sonhos ou fantasias, mesmo naquela época, esta exatamente no mesmo ambiente que você. Isso é perfeito, não acha?" disse uma voz dentro dele.

Grissom voltou a realidade quando sentiu a água do macarrão borbulhar. Deu uma mexida com ao garfo, para soltar os fios do macarrão e desligou o forno.

"Eu nunca dormi com Heather!" Esbravejou. Ambos ficaram surpresos com a altura da voz dele.

"Eu acredito em você"

"Diga de novo! Mas agora olhando exatamente nos meus olhos"

Sara colocou o último copo na mesa e parou a poucos centímetros dele. Sua fisionomia séria. Embora impassível por fora, Grissom estava muito nervoso. Heather não significa mais nada para ele e a verdade é que, na época, também não. O assunto que ele mais conversou com a moça foi: Sara. Não precisou muito para que ela o lesse como um livro aberto.

"Eu acredito em você" disse num tom de voz doce, seguido de um sorriso. ""

Grissom respirou aliviado. Sua mão pegou o pescoço dela com força e, para a surpresa de Sara, uma lágrima escorreu pelo rosto dele. Ela beijou a lágrima e disse que estava hora deles comerem.

"Ok" respondeu ele.

Colocaram o macarrão com molho numa travessa e sentaram-se à mesa. Grissom serviu os dois, moderadamente, e com um sorriso estampado no rosto, Sara começou a comer. Não sabia o quanto ia fazer diferença ouvir a verdade sobre o rumor. Grissom, por outro lado, estava sério, se sentindo completamente drenado.

Ele ia levantar para tirar os pratos, quando Sara o impediu. Pegando os dois e levando até a pia, ela parou um minuto só para beijá-lo. Sem língua e sem movimento, só um encontro de lábios duradouro. Pegou o avental e sugeriu que ele fosse descansar enquanto ela terminava.

Estava indo para o quarto, depois de quinze minutos, quando o avistou recostado no sofá de olhos fechados e com a mão esquerda sobre a barriga. Parecia tão calmo e quase dormindo. O observou por alguns segundos e depois se aproximou, só o suficiente para beijar sua testa docemente. Grissom abriu os olhos e olhando diretamente nos dela.

"Às vezes eu não consigo resistir..." disse ela.

"Já vai dormir?"

"Não. Estava pensando em ler meu livro por um tempo"

"Traga-o aqui então"

Sara correu até a escada quando Grissom a lembrou do pé, e completou dizendo que não seria recomendado fazer tanto esforço pelo menos naquele dia. Ela pediu desculpas e subiu. Assim que voltou, deitou recostado sobre ele e os cobriu com a colcha. Dez minutos depois, a mão sobre sua barriga ficou mais pesada e ela percebeu que Grissom tinha adormecido. Nunca tinha conhecido uma pessoa que gostava tanto de dormir no sofá, assim como ela. Como estava muito confortável para querer sair de lá, Sara continuou lendo o livro e em pouco tempo, ficar cansada também

TBC