Notas:
-Naruto não me pertence. Se pertencesse, o nome com certeza não seria Naruto. Seria algo bem mais idiota, refletindo minha incapacidade de criar nomes decentes.
- Possuiu dark lemon, yaoi (homem x homem), coelhinhos fofinhos ensangüentados, infanticídio, cientistas malucos, drogas, sexo e rock n' roll.
- Reviews ou que você morra com um galho de pinheiro cravado no seu peito, quando for montar a árvore de natal, e afogue-se na poça de seu próprio sangue.
- Esse capítulo não foi betado.
- o – O – o –
Então, o velho clichê do suor frio, batimentos cardíacos acelerados e gole em seco, era, de fato, verdade. Itachi podia sentir cada um desses sintomas na pele, como se seu coração tivesse o objetivo de bater todas as vezes que a vida lhe permitira, naquele curto espaço de tempo.
Ouviu a voz do desconhecido ordenar:
- Erga as mãos e vire-se lentamente. – Ele pressionava o cano da arma com mais força na nuca de Itachi.
O Uchiha resistiu ao impulso de revirar os olhos com aquele ato totalmente desnecessário, e fez o ordenado. Virou-se para observar o homem, sentindo seu sangue encher-se de adrenalina.
Arqueou uma das sobrancelhas.
Sentiu uma leve decepção.
Uma silhueta franzina segurava uma arma, que parecia ter o dobro de peso do mesmo.
- Você é um idiota, agente. – Foi tudo que ele disse.
Era um cientista, do tipo bem cientista. Tinha uma altura peculiarmente cientista, um cabelo grisalho e bagunçado peculiarmente cientista, óculos de aros grossos peculiarmente cientista, um jaleco branco peculiarmente cientista, um sorriso insano peculiarmente cientista, uma pele pálida peculiarmente cientista¹, e seus dentes eram extremamente brancos, do tipo que pertence aqueles apresentadores de propagadas sobre cremes dentais.
Itachi olhava para o cientista, ainda com a sobrancelha arqueada.
O cientista olhava de volta.
- Sei que estão tentando me prender, mas vocês não vão conseguir! – Ele balançava a arma de forma ameaçadora, para um cientista.
Itachi fez o típico movimento com as mãos de "acalme-se, eu posso explicar" para o cientista peculiarmente cientista.
- Acho que temos um engano aqui. – Sua voz saiu baixa e compreensiva, como se falasse com alguém possuidor de problemas mentais.
O cientista peculiarmente cientista ergueu a sobrancelha, imitando Itachi.
- Você não é um agente do governo tentando me incriminar por cerca de duzentas acusações que não procedem, tirando algumas? – Ele coçou os cabelos grisalhos com o cano da arma, tirando o Uchiha da mira.
Itachi respirou aliviado por se ver livre daquele cano negro nem um pouco amigável.
- Não, não. Sou apenas um cliente.
Então, o cientista peculiarmente cientista substituiu seu sorriso macabro por um doce e contente.
- Oh, um cliente! – Ele falava de forma frenética, fazendo Itachi estranhar um pouco sua nova forma de ser. – Há quanto tempo não vejo sua espécie por aqui!
Ele jogou a arma para cima, que virou pó num instante, e bateu as pernas no ar. Itachi não entendeu como aquilo foi feito, e achou melhor continuar sem entender.
- O que fazes no meu humilde laboratório?
A última palavra pronunciada pelo cientista libertou Itachi de seu estado atual, levando-o de volta a realidade e ao seu intuito. O Uchiha espanou o pó inexistente do seu terno.
- Quero fazer uma encomenda.
Itachi ergueu a cabeça para falar com o excêntrico homem, mas viu apenas um vazio no lugar onde outrora ele se encontrava. Procurou-o pela sala, até se deparar com o homem tentando arrumar as pernas da mesa, e organizando uns papeis.
- Sim, sim, que tipo de encomenda? – Questionou o cientista, enquanto pingava uma gota de não-sei-o-quê na mesa, fazendo com que a mesma parecesse nova instantaneamente.
Itachi resolveu parar de tentar entender o que acontecia naquele lugar, e continuou:
- Fiquei sabendo que você é um dos cientistas que não está ligando para as normas da ciência... – Itachi apressou-se a continuar, quando percebeu a boca do cientista abrir em protesto. – E é exatamente alguém assim que eu procuro.
O homem parou com um dos braços segurando o frasco, e a boca entreaberta. Dois segundos depois ele estreitou os olhos, e aproximou-se de Itachi com um dedo apontando de forma acusadora.
- Tem certeza que não é um agente federal?
Itachi revirou os olhos.
- Não, tenho certeza que não sou.
O cientista bufou, mexendo no frasco de maneira desinteressada.
- O que quer encomendar?
Itachi respirou fundo, concentrando-se no seu próximo movimento. Era realmente difícil dizer algo como aquilo, mas ele não sabia ao certo o por quê disso.
- Quero um clone.
O reflexo na lente dos óculos do cientista impediu Itachi de visualizar seus olhos momentaneamente, algo que irritava o Uchiha.
Ele sempre achara que, para ter uma conversa plena, você deveria olhar nos olhos do ouvinte, ou não passaria a confiança necessária, nem saberia como o outro reagiu.
Logo o cientista balançou a cabeça, tentando afastar algum pensamento aleatório que passou por sua mente perturbada. Ele arrumou o aro dos óculos, que estava deslizando por seu nariz, e perguntou.
- Eu passarei isso para meu sócio... – Ele falava de forma rápida e robótica. Itachi estranhou a drástica mudança de humor que passava por aquele homem, e arqueou uma das sobrancelhas com a novidade.
- Seu assistente? – Ele questionou. – Mas eu quero contratar os seus serviços.
- Sinto muito, não trabalho mais na área de clonagem. – Disse ele, dando de ombros. – Se quiser, encaminho o material genético para o Kabuto, e ele faz o clone que você quer.
Itachi conseguiu esconder que estava apreensivo. A idéia de mais pessoas sabendo daquilo não lhe era nada convidativa. No fim, deu-se por vencido.
Ele colocou a mão dentro do paletó, tirando um pequeno lenço branco, que continha fios do cabelo de seu falecido irmão.
- Isso é suficiente?
O cientista fez uma cara de desaprovação, pegando o lenço e analisando os fios.
- Acho que conseguimos fazer um milagre com isso aqui.
Itachi assentiu.
- Em quanto tempo eu consigo que o clone fique pronto?
O homem de jaleco já havia guardado o lenço, e escrevia algo em um papel. Ele informou:
- Encaminharei isso para Kabuto, e lhe darei o endereço dele.
Após dizer isso, colocou o papel no bolso de Itachi.
- A questão do tempo ele que te informará. – O cientista caminhou até o Uchiha, empurrando-o na direção da porta. – Se me der licença, preciso trabalhar.
Itachi foi empurrado sem cerimônias até a saída, mas não protestou. Finalmente, seu plano estava começando.
N/A: Ok, não demorei tanto quanto da última vez, né?
FINALMENTE vou consegui fazer o que estava planejando para essa fanfic. E sim, eu demorei três capítulos para dar introdução a história, posso?
Enfim, acho que vocês já podem perceber o rumo que essa fanfic vai tomar, e o verdadeiro intuito do Itachi e tudo mais.
Mandem reviews e façam alguém feliz. 3
