Mais um capítulo! Eu pensei que esse seria menor que os outros, mas acabou sendo do mesmo tamanho. Fiz algumas modificações no "Coffe Break" agora está mais organizado.

De qualquer forma, note que este capítulo é diferente dos outro. Os dois primeiros explicavam a situação no mundo de Gaia, esse explica a do mundo normal. Nesse terminam a maioria das explicações e a história já pode progredir.

Draco faz a primeira aparição neste capítulo. Só para lembrar: a estória é Draco/Harry, mas haverá algum Harry/Draco também.

Espero que gostem e boa leitura!

Disclaimer: Os personagens não são meus! Por favor, não me processa J. K. Rowling.


Capítulo 3 – Sexy Eyes

O grupo reapareceu na desolada casa número 12 do Largo Grimmauld. Estavam na sala, mas não havia ninguém a vista, tudo parecia quieto. Lupin não deu importância a isso, apenas certificou-se de que todos estavam bem e examinou Harry cuidadosamente, procurando qualquer ferimento. Olho-Tonto por sua vez foi bastante sutil, apenas segurou a gola da camisa do garoto, imprensando-o contra a parede e começou a berrar.

- POR QUE DIABOS VOCÊ DEMOROU TANTO?

- Eu... – Começou Harry.

- VOCÊ SÓ PRECISAVA PEGAR SUA VARINHA E VOLTAR – Continuou ele – ESTÁ ACHANDO QUE TUDO É UMA GRANDE BRINCADEIRA? POR POUCO VOCÊ-SABE-QUEM NÃO NOS PEGOU!

- Eu entendo muito bem a seriedade da questão – Disse Harry com uma frieza que surpreendeu a si próprio – Muitas pessoas que eu amava foram mortas por Voldemort. Eu mesmo já quase morri na mão dele várias vezes, então não ouse questionar minha seriedade outra vez, Alastor Moddy.

Todos ficaram tensos e se calaram, olhando intrigados para o que aconteceria. O ex-auror pareceu se controlar e o largou, jogando-se em uma poltrona com os olhos fechados. O Senhor Weasley então se aproximou de Harry e pôs uma mão em seu ombro.

- Ninguém aqui está te acusando de nada Harry. Todos sabem de suas perdas, mas entenda que nós também tivemos as nossas – Disse ele – Nós não gostaríamos de entrar em confronto direto com você-sabe-quem sem necessidade.

- Eu sei – Disse Harry, sentindo uma pontada de vergonha por ter sido tão duro – Quando eu entrei no quarto, senti uma tontura forte e quase desmaiei. Precisei de alguns momentos para me recuperar, foi então que minha cicatriz doeu e eu consegui correr.

Os presentes na sala ficaram preocupados, mas não quiseram fazer mais perguntas. Os membros da Ordem então foram se dispersando, indo realizar suas tarefas. Remo conduziu o garoto, junto com as bagagens dele, até o seu quarto.

- Harry, você já está melhor? – Perguntou o lobisomem quando chegaram ao aposento.

- Estou – Disse ele deitando na cama – Onde estão os outros? Não é comum a casa ficar vazia...

Uma expressão sombria cruzou o rosto do bruxo mais velho. Parecia que ele estava calculando a melhor forma de responder a pergunta.

- Como você sabe, por causa dos...fatos recentes...a casa dos Black havia deixado de ser secreta. A Ordem saiu daqui às pressas, pois agora que Severo deixou claro que lado segue. Não podíamos nos arriscar – Explicou Lupin – Todos deixaram a casa, mas agora com nosso novo Fiel do segredo, estaremos bem.

Harry lembrou da carta com a localização da casa número 12 que havia lido na casa dos Dursley, pouco antes de ter tentado descansar para fugir da odiada casa. Não havia reconhecido a caligrafia, mas não lhe revelaram a identidade da pessoa por motivos de segurança.

- Quem é o Fiel do segredo? – Perguntou ele curioso.

- Você não conhece. Ele se chama Albert Burns – Disse Lupin – Um escrevedor¹ que mora em um pequeno povoado perto de Dublin.

- Um escrevedor? Que mora na Irlanda? Ou seja, um trouxa de outro país?

- É. O melhor de tudo é que com o trabalho dele, o pessoal da Ordem só precisa ditar a carta e ele escreve. Nem sabe que na verdade está realizando um trabalho fundamental para a sobrevivência do mundo mágico – Disse Lupin sorridente.

- Mas não é arriscado usar um trouxa para isso?

- Não, nós sempre mandamos alguns agentes para outros países. O que o aquele-que-não-deve-ser-nomeado pensa serem apenas tentativas de pedir ajuda as outras comunidades bruxas é na verdade algo maior. E ninguém nunca ia suspeitar de um trouxa como Fiel, além do mais, nós apagamos a memória dele todas às vezes.

"Realmente é um bom plano" pensou Harry "Mas não sei se vou conseguir ficar tranqüilo sabendo que nossa localização está nas mãos de um trouxa indefeso".

- Não se preocupe, as coisas estão saindo melhores que nós esperávamos nesse sentido – Disse Remo – Apenas descanse. Rony e Hermione estarão aqui pela manhã. Boa noite Harry.

O lobisomem saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. O jovem bruxo então mergulhou em um mar de incertezas, lembrando-se da expressão de Olho-Tonto quando ele perguntou por que Harry demorou.

"Será que tudo não passou de um sonho? Será que eu desmaiei por uns instantes e tive um delírio?" pensou ele agoniado "Acho que só há um jeito de descobrir".

Concentrou seus pensamentos em pedir que Talos saísse de seu corpo. Por um momento ele achou que nada ia acontecer e ficou bastante ansioso. Mas logo sentiu uma quentura em seu peito e a bolinha de luz flutuou no ar, ganhando a forma de seu Familiar.

- Me chamou Harry?

O garoto sentiu um grande alívio ao ver o unicórnio. Então tudo havia sido real. Com um sorriso, ele acariciou o animal e balançou a cabeça.

- Chamei sim, mas não foi nada de mais. Estava apenas tendo dúvidas sobre minha sanidade...

- Pensou que tudo havia sido um sonho? – Perguntou Talos astutamente – Não devia duvidar de você mesmo só porque os outros dizem coisas ruins.

- Vou tentar manter isso em mente – Respondeu ele sorrindo ainda mais.

- Não gostei daquele homem, aquele que gritou com você. Tive vontade de atacá-lo, mas percebi que ele não é má pessoa – Disse Talos levemente irritado – Mas acho que deixei um pouco de minha raiva ser liberada e acabou te afetando.

- Ah, então foi você – Disse o garoto surpreso – Eu jamais falaria com tanta frieza com ele. Esse vinculo entre nós parece ser forte.

O unicórnio concordou balançando a cabeça e começou a andar de um lado a outro do quarto, examinado com curiosidade o lugar. Harry supôs que ele não tivesse grande conhecimento sobre as coisas dos humanos, ainda mais desse mundo.

"Como será que ele pode me proteger aqui?" perguntou-se "Em Gaia ele pode curar minhas feridas e atacar o Basilisco, mas aqui ele é invisível, será que as pessoas podem tocá-lo?".

Aquilo realmente era novidade, todo um mundo novo cheio de possibilidades havia surgido e agora ele era um Espírito Desperto. Tudo estava acontecendo rápido de mais, o que era verdade, se levasse em consideração que passou apenas um minuto em Gaia.

- Talos, agora que você está aqui, qual é sua função? Quero dizer, quase ninguém pode te ver e talvez nem te tocar.

- Eu não sei muito bem – Admitiu o unicórnio – Eu também sou novo nisso. Vamos ter que esperar Elza para saber.

Harry suspirou de frustração e decidiu tomar um banho rápido antes de ir dormir. Agradeceu aos céus pelo quarto ser uma suíte, não estava com vontade de encontrar alguém no corredor. Entrou no banheiro e começou a se despir, então percebeu que Talos o havia seguido.

- Talos, você pode esperar lá fora? – Perguntou ele corado.

- Sim. Chame-me se precisar – Disse o unicórnio se afastando.

Harry fechou a porta atrás de seu guardião, sentindo-se embaraçado. Talvez não se incomodasse do animal ver seu corpo nu, afinal ele era seu protetor e sempre estariam juntos; mas algo estava diferente. O garoto sentia-se estranho, a simples idéia de alguém o vendo sem roupas o irritava. Sentia que apenas uma pessoa podia fazer isso, mas não sabia exatamente quem.

Despiu-se, colocando as roupas em cima da pia. Abriu a torneira do chuveiro e deixou a água escorrer pelo seu corpo. Seus pensamentos mais uma vez voaram para seu futuro companheiro.

"Os olhos de Talos...aqueles olhos cinzentos" pensou ele "Quem é você?"

Sentia uma urgência de encontrar aquela pessoa, sua parte espiritual estava pedindo por estar perto de seu companheiro. Seria uma mulher ou homem?

"E se for um homem?" pensou confuso.

Aquela possibilidade o assustava, sempre foi tão seguro de sua masculinidade, nunca sentira atração por outro homem. Bom, talvez tivesse sentido uma curiosidade algumas vezes, mas isso era conseqüência natural depois de passar tantos anos tomando banho com outros garotos depois de um jogo de quadribol. Mas agora estava um pouco assustado com a possibilidade de ter um relacionamento desse tipo.

"É melhor não me preocupar com isso agora, tudo o que sei realmente é que seja quem for essa pessoa, ela tem olhos tão belos..."

Imediatamente, Harry sentiu uma parte específica de seu corpo responder aquele pensamento. Olhou para baixo e notou que estava cada vez mais excitado.

"Eu estou me excitando com uma pessoa que eu não sei quem é?" pensou incrédulo "Imagine quando eu a encontrar. Vou precisar de muito autocontrole...e alguns banhos de água fria".

O garoto mudou então a temperatura da água, esfriando-a. Quando se 'acalmou', decidiu testar suas novas habilidades. Invocou seu Dom e começou a manipular a água que saia do chuveiro. Tento mudar a forma do liquido, dando-lhe o aspecto de animais. Notou que era difícil, não conseguia moldar de maneira exata, percebeu que precisava se concentrar em todas as partes da água para manter o formato.

Depois de muitas tentativas, conseguiu fazer um cachorrinho. O animalzinho aquoso abriu a boca e parecia tentar latir, mas logo se desfez em uma poça. Harry sentia-se exausto, estava ali há meros 15 minutos, porém aquele esforço havia sido muito cansativo. Terminou seu banho e saiu do boxe, enrolando-se em uma toalha. Estava com frio, entretanto, a região do pescoço era onde a sensação estava mais presente. Passou a mão, distraído, foi ai que notou seu erro, pois seus dedos roçaram uma fina corrente.

"A corrente com a terra de Gaia" pensou ele, arrepiando-se "Eu esqueci de virar a ampulheta. Quanto tempo eu tenho? Preciso de um objeto de platina".

Enxugou-se apressado e vestiu apenas uma cueca e a calça, largando a camisa para trás. Abriu com violência a porta do banheiro e encontrou Talos, olhando curioso para a gaiola vazia de Edwiges.

- Olá Harry, onde está a coruja que vive aqui? Eu... o que foi? – Interrompeu-se o unicórnio notando a expressão do seu mestre.

- A ampulheta. Eu esqueci de virá-la. Não sei quanto tempo nós temos antes que ela desapareça – Explicou ele assustado.

- Não foi sua culpa. Era um ataque eminente, não tinha como você lembrar – Disse Talos, tentando acalmá-lo – O que vamos fazer?

- O sótão. Talvez haja algo de platina lá.

Os dois saíram apressados do quarto. Harry liderava o caminho, conduzindo o animal pela casa. Por sorte, não encontraram ninguém, mas o barulho de correria havia sido alto, logo alguém iria investigar. Entraram de supetão no sótão e as velas se acederam, iluminando o lugar, trabalho de Molly Weasley provavelmente.

O garoto viu vários objetos metálicos, mas não sabia se um deles era de platina. Talvez nem houvesse algum naquele lugar. Começou a procurar sem real noção por algum objeto que definitivamente fosse do raro metal. Talos também separava algumas peças, mas da mesma maneira desorientada que Harry.

A tarefa estava sendo difícil, o sótão estava muito bagunçado. A faxina que Harry havia feito com Hermione e os Weasleys pareceu ter sido à toa. Alguém provavelmente tinha desarrumado tudo de novo. O garoto começou a sentir uma fraqueza súbita e as luzes piscaram, estava retornando para Gaia. Com esforço, lembrou de tudo que era importante para ele nesse mundo e as luzes pararam de piscar, porém brilhavam com menos intensidade.

Talos relinchou como se lutasse contra algo, mas depois de instantes se transformou na esfera de luz, entrando no peito de Harry.

"Eu não posso voltar, ainda não estou pronto" pensou o garoto, apoiando-se em uma mesa "Não sei o que pode acontecer se eu for agora".

Olhou em volta e começou a perder as esperanças, não havia jeito de achar algo de platina agora. Se ao menos tivesse alguém que conhecesse toda a casa...

- Monstro! – Chamou o garoto.

O elfo doméstico apareceu resmungando, ainda usava a mesma roupa rasgada, mas sua aparência estava mais saudável.

- Chamou mestre – Disse ele, fazendo uma reverência – o que este idiota está fazendo no sótão? A se minha nobre senhora soubesse, ela...

- Chega Monstro – Disse Harry com a voz fraca – Me traga algo de platina agora.

O elfo desapareceu. O garoto viu as luzes voltarem a piscar, sua visão começou a escurecer. Já estava quase desistindo de lutar contra a volta para Gaia, mas Monstro reapareceu. O elfo estendeu-lhe algo e Harry segurou firme. Na mesma hora o mundo voltou ao normal.

- Obrigado – Sussurrou Harry, recompondo-se.

Monstro fez uma reverência breve e desapareceu, resmungando algo. O garoto olhou para o objeto que segurava, era um bracelete. A peça era simples e bonita, apesar de estar escurecida com o tempo, no centro havia uma pequena safira azul-claro discreta.

"Vai servir" pensou ele, prendendo-a no braço.

Nesse instante, sentiu o peso da corrente que estava em seu pescoço desaparecer. A terra de Gaia havia voltado para seu lugar de origem.

- Por pouco – Murmurou ele.

Talos saiu de seu corpo e juntos voltaram ao quarto para finalmente poderem descansar.

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Harry acordou sentindo-se totalmente restaurado. Havia sonhado com a dona ou dono dos olhos cinzentos, não lembrava claramente como tinha imaginado a pessoa misteriosa. Olhou a sua volta e viu Talos deitado em um canto do quarto e uma pilha de presentes o aguardando aos pés de sua cama.

Espreguiçou-se e realmente se deu conta do que aquilo significava. Era seu aniversário de dezessete anos, já podia fazer mágica legalmente. Rapidamente pegou sua varinha e pensou em que feitiço utilizar. Os presentes chamaram sua atenção mais uma vez e ele os fez flutuarem para perto.

Com mais um aceno da varinha, eles caíram no seu colo. O primeiro presente era de Rony, uma cesta cheia de doces. O próximo de Hermione, um pequeno espelho-de-inimigos. A Senhora Weasley lhe deu um costumeiro casaco de cor preta com um "H" dourado bordado no peito. Ele ganhou de Lupin e Tonks um manual de feitiços contra as artes das trevas; decididamente Harry leria aquele livro mais tarde. Hagrid lhe enviou uma porção de seus doces em forma de barras que o garoto não hesitou em fazê-los desaparecer. Os gêmeos Weasleys o presentearam com um suprimento dos seus mais novos artigos.

Harry guardou os presentes feliz e trocou de roupa. Já ia sair do quarto para tomar o café-da-manhã quando notou uma grande águia olhando-o pelo lado de fora da janela. Os dois se encararam por alguns instantes e ela entrou no quarto, atravessando a janela fechada como se ela não existisse.

- Saudações Harry Potter – Disse ela, pousando no chão – Me chamo Palantoe lhe trago um presente de minha mestra Elza.

O garoto olhou surpreso para o animal, mas desatou a caixa verde presa à pata dele.

- Obrigado – Agradeceu Harry, recuperando a fala.

- Minha mestra também me pediu para ensinar a seu Familiar como se tornar intangível, evitando esbarrar nas pessoas deste mundo.

- Claro...hã...deixe-me acordá-lo.

- Eu não estava dormindo Harry – Disse Talos, levantando-se – Já estou acordado há muito tempo.

O unicórnio se aproximou e cumprimentou a águia. Logo os dois estavam entretidos em um treinamento para que Talos pudesse atravessar objetos sólidos. Harry decidiu deixar os dois conversando e abriu a caixa. Dentro havia uma carta e uma correntinha com um pingente branco em forma de lua cheia, mas com uma espécie de rasgo escuro nela. Ele analisou o presente, não entendendo seu significado. Abriu a carta e se pôs a ler.

Herzlichen Glückwunsch² Harry!

Estou lhe mandando de presente o símbolo dos Despertos: a Lua Dúbia. Isso representa nossa vida dupla, uma escura na Terra e a outra clara em Gaia. Também representa a face dupla da natureza, ela pode ser tanto boa quanto má.

Enviei a carta de Dumbledore à diretora de sua escola. Ainda estou esperando a resposta dela, logo sairei da Alemanha e irei para Londres, mas do jeito que as coisas estão, terei que ir ilegalmente.

Nos veremos em breve, espero. Boa sorte e use o mínimo possível seu Dom, pois é mais difícil controlá-lo neste mundo e mais desgastante também. Nunca se separe de seu objeto de platina.

Elza Flidias Seeberg

Ps: Destrua essa carta quando terminar de ler.

O garoto releu a carta confuso. O que ela queria dizer com 'Do jeito que as coisas estão, terei que ir ilegalmente'? Algo deveria estar acontecendo no mundo mágico, mas ele não tinha certeza. Passara esse verão isolado e já havia cancelado sua assinatura do Profeta Diário há muito tempo.

Queimou a carta e colocou a corrente com o pingente da Lua Dúbia no pescoço, escondendo-a atrás da camisa. Olhou para seu bracelete e viu que ia ter que inventar uma desculpa para aquele novo acessório.

- Talos. Palanto – Chamou ele – Vou descer.

Os dois Familiares olharam para o garoto. O unicórnio estava preso com metade do corpo dentro do guarda-roupa e a águia estava ajudando-o a sair dali.

- Qualquer...coisa me...chame – Disse Talos com dificuldade.

Harry saiu do quarto e desceu as escadas, preparando-se mentalmente para receber as noticias e reencontrar seus amigos.

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- Harry – Exclamou Gina, vendo o seu ex-namorado.

Ela correu até ele e o abraçou com entusiasmo. Harry a abraçou de volta, havia sentindo falta da garota. Sua parte espiritual sentiu as intenções dela e o garoto percebeu seu protesto. Realmente, Gina Weasley não era sua companheira.

- Gina. Estava com muita saudade de você – Disse ele, desvencilhando-se dela.

- Feliz aniversário, Harry querido – Disse Molly Weasley abraçando-o também.

- Obrigado Senhora Weasley. Gostei muito do casaco. – Agradeceu ele – Onde estão Rony e Hermione?

As duas mulheres a sua frente trocaram um olhar cúmplice. Gina segurou uma mão de Harry e o conduziu até a cozinha. Sentados a mesa, os dois melhores amigos de Harry pareciam muito ocupados... se beijando. O casal era observado pelo Senhor Weasley que tentava ignorar a cena e ler seu jornal. Quando o homem viu Harry, levantou-se aliviado para cumprimentá-lo.

- Harry, feliz aniversário – Disse ele, apertando a mão dele – Finalmente a independência, hein?

Rony e Hermione notaram a presença do amigo e se desgrudaram. O trio se cumprimentou e depois de um rápido café-da-manhã, onde Harry pode parabenizar o novo casal, eles foram para a sala conversar. Gina acompanhou-os e sempre tentava estar perto de seu ex apesar dele se esquivar dela.

- Já soubemos do quase desastre de sua fuga – Disse Rony.

- Você já está melhor? – Perguntou Gina preocupada.

- Já – Disse ele simplesmente – Não foi nada de mais.

Hermione estreitou os olhos, percebendo um tom estranho na voz de Harry, mas ela não comentou nada sobre isso.

- E o que seria esse bracelete? – Perguntou ela, reparando no adorno.

- É um presente de despedida de meus tios – Mentiu ele, torcendo para que a desculpa desse certo.

- Pensei que eles te odiassem – Insistiu Hermione.

- Eles odeiam, mas como seria a última vez que nós nos veríamos eles fizeram esse gesto de bondade.

- É bonito – Comentou Gina passando a mão no bracelete e logo depois segurando a mão do garoto.

Rony sorriu com o gesto da irmã e puxou Hermione para um beijo, afastando as suspeitas da garota. Harry soltou a mão de Gina com o pretexto de passar a mão em seus cabelos sempre bagunçados. A ruiva estranhou o gesto dele e olhou-o magoada. Vendo que não podia adiar aquela conversa, chamou sua ex-namorada para um dos quartos da casa. O outro casal provavelmente nem notaria a ausência deles.

- Harry, o que está acontecendo? – Perguntou ela assim que entraram no quarto onde bicuço costumava ficar.

- Nós terminamos Gina, você parece estar esquecendo isso – Respondeu ele, evitando a pergunta.

- Eu sei muito bem disso – Disse ela irritando-se – Mas enquanto nós estamos aqui, eu achei que você gostaria de aproveitar a segurança e nós poderíamos voltar.

- Eu não... posso me apegar a você de novo Gina – Respondeu ele, olhando nos olhos dela – Se descobrissem que nós estamos juntos, você seria o alvo número dois de Voldemort.

A garota se contraiu um pouco ao ouvir aquele nome, mas continuou firme.

- Nós já tivemos essa conversa – Disse ela aproximando-se dele – Eu estou disposta a correr esse risco por você.

A garota beijou-o tenramente. Por um segundo ele quis responder o beijo, mas logo sentiu que aquilo era errado, muito errado e afastou-se bruscamente dela.

- Não Gina – Disse ele – Eu não te amo mais.

As palavras saíram sem querer, mas no fundo ele sabia que era verdade. A garota pareceu ter recebido um tapa na cara, seus olhos se encheram de lágrimas. Ela empurrou-o e saiu chorando do quarto.

"Será que devo segui-la?" pensou indeciso "Mas o que direi? Que eu sou parte Espírito de Gaia e que meu destino é estar com outra pessoa? Não. É melhor deixar do jeito que estar".

Ele saiu cabisbaixo e voltou para a sala, encontrando Rony e Hermione exatamente onde ele os havia deixado. O casal notou a expressão dele e Harry explicou o que havia acontecido.

- Você realmente não a ama mais? – Perguntou Rony – Ou só esta tentando protegê-la?

- Eu não sei Ron. Sinceramente eu não sei – Respondeu ele confuso.

- Eu vou conversar com ela – Disse Hermione, indo atrás da sua cunhada.

- Você está irritado? – Perguntou Harry.

- Um pouco, mas vai passar – Admitiu Rony – Você é meu melhor amigo e sei que não magoaria minha irmã sem um bom motivo.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo. Harry lembrou das palavras de Elza e decidiu perguntar ao amigo sobre a situação do mundo mágico.

- Algumas coisas estão acontecendo – Começou Rony visivelmente desconfortável – Eu não sei se eu sou a pessoa mais indicada para contar...

- Talvez eu possa te ajudar Rony – Disse Remo Lupin, entrando na sala.

Rony pareceu na dúvida, mas seu antigo professor o encorajou com um aceno de cabeça.

- Depois da morte de Dumbledore – Começou o ruivo – Você-sabe-quem se tornou mais poderoso, assim como o ministério da magia.

- O ministério?

- Sim – Disse Lupin – Através da morte de Alvo, o medo se instalou no coração das pessoas e elas se voltaram para Scrimgeour. O novo ministro da magia está com plenos poderes.

- Não existem mais tribunais para julgar os casos de possíveis comensais, a secretária sênior do ministério toma todas as decisões jurídicas.

- Dolores Umbridge?

- A própria – Continuou Rony – Aquele sapo em forma de gente está apoiando Scrimgeour. A imprensa está sobre controle do ministro, o Profeta Diário só fala bem do ministério, até mesmo o Pasquim não o critica.

- O ministro declarou estado de alerta máximo. Ele quer manter toda a população mágica da Inglaterra sobre seu controle através do medo. Ninguém ousa discordar de suas decisões, quem tenta contrariá-lo é preso e desaparece. A Ordem da Fênix foi posta na ilegalidade e qualquer um ligado a ela é suspeito de conspiração.

- Mas então os membros estão em perigo – Disse Harry assustado.

- Eles sempre estiveram. Só que agora eles têm mais de um inimigo – Disse Rony triste – Já tentei convencer papai e mamãe a saírem do país, mas essa é a resposta que eles sempre me dão.

- Por outro lado, esse militarismo excessivo tem prendido muitas pessoas – Disse Lupin – O problema é que nem todo mundo realmente é Comensal, apenas está sob efeito da maldição Imperius.

- E as maldições imperdoáveis voltaram a ser usadas pelos agentes do ministério – Completou Rony – Papai me disse que já viu alguns prisioneiros serem torturados com a maldição Cruciatus.

- E Voldemort? – Perguntou Harry, provocando caretas nos dois.

- Ele deve estar mais que feliz – Disse Lupin – Da mesma forma que o medo serve para controla as massas, também serve para afastá-las. Muitos dos que eram contra você-sabe-quem agora são a favor dele, pois temem o governo ditatorial de Scrimgeour.

Harry sentiu a cabeça girar. Aquilo tinha que ser um sonho, ou melhor, um pesadelo. O mundo que conhecia agora lhe era estranho. Decidiu pedir desculpas a Olho-Tonto assim que o visse, não o culpava por ter reagido daquela maneira.

- Mas nem tudo está perdido – Disse Rony com os olhos brilhando – Essa não é uma guerra de dois poderes. Existe mais um poder.

- Qual?

- Você, Harry – Disse Lupin – Ainda há muitas pessoas, milhares delas, que acreditam que o-menino-que-sobreviveu lhes dará uma nova esperança.

Harry sentiu uma mistura de sentimentos: medo, ódio, tristeza...e coragem. Sentiu aquela mesma coragem que havia sentindo antes de entrar na Floresta Limite. Mas o que ele podia fazer contra Scrimgeour e Voldemort?

- Você tem amigos e aliados Harry – Disse Lupin como se adivinhasse o que ele estava pensando – Não importa o que aconteça, você tem pessoas que estão ao seu lado. Mas, por enquanto, se concentre em completar os estudos em Hogwarst. Depois, bom, só o tempo dirá.

Lupin saiu da sala, deixando os dois garotos pensativos. O lobisomem sabia que aquela seria uma fase difícil para Harry, mas confiava no garoto. Desejou que James e Sirius estivessem vivos para ver o garoto, com certeza estariam explodindo em orgulho.

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O mês de Agosto pareceu passar rapidamente. Em meio a sonhos com seu companheiro misterioso, ajudar Talos com seu treinamento para ficar inatingível perfeitamente, agüentar Rony e Hermione se beijando a cada cinco minutos e Gina ignorando-o; o garoto conseguiu sobreviver àquele mês.

Pelo que os membros da Ordem da Fênix lhe diziam, o mundo mágico estava mergulhando no caos. Mas a população fingia não perceber, preferiam apenas tentar viver da melhor forma que conseguissem.

Era 1º de Setembro, logo o trio de ouro junto com Gina iriam voltar para Hogwarst. A manhã havia começado agitada, uma grande correria por parte dos quatro estudantes para arrumar as malas. Bom, na verdade, uma grande correria para arrumar as malas de Harry e Rony; as garotas já haviam arrumados seus pertences na noite passada.

- Eu lhe avisei, Ronald – Disse Hermione, ajudando o namorado.

- Eu sei, eu sei – Disse ele impaciente – Só continua me ajudando.

Os dois conseguiram juntar tudo em tempo recorde. Quando terminaram, foram ajudar Harry. Entraram sem bater em seu quarto e o encontraram olhando distraído para um canto.

- Você tem certeza que já dominou? – Perguntou ele, aparentemente para ninguém – Lembra quando prendeu sua cabeça?

- Harry? – Chamou Rony, trocando um olhar preocupado com Hermione.

O moreno tomou um susto e olhou para os amigos.

- Com quem estava falando? – Perguntou Hermione.

- Com ninguém – Disse Harry – Estava pensando alto.

- Fazendo perguntas para você mesmo?

- Sim – Respondeu ele simplesmente, dando as costas para os amigos – Já terminei de arrumar as malas. Vamos?

O casal concordou a contragosto e não falaram nada, mesmo quando Harry levou uma mão ao peito e retirou-a bruscamente. As malas foram levadas para o andar inferior, Gina já os aguardava fazendo bico e batendo o pé no chão.

- Estamos todos aqui? – Perguntou Tonks na forma de uma mulher bastante idosa – Ótimo, vamos pegar uma chave-portal para ir à estação. Nenhum meio de transporte é seguro hoje em dia, mas ainda podemos contar com as chaves-portal felizmente.

Ela estendeu para todos uma chaleira e eles a tocaram.

- Na estação receberemos apoio – Declarou ela – Não se separem. Em caso de ataque, fujam para o mundo trouxa.

Nesse momento, a chave se ativou e logo estavam flutuando para longe da casa. Reapareceram na plataforma nove e meia, ela estava cheia de alunos e pais como sempre, mas não havia o usual barulho de conversas. Um silêncio sepulcral pairava sobre o lugar, apenas interrompido pelo som dos animais e do arrastar de bagagens.

Algumas pessoas pararam o que estavam fazendo para olhar Harry. O garoto sorriu para alguns rostos conhecidos, mas poucos retribuíram o gesto.

- Não se preocupe – Sussurrou Hermione – Alguns membros da Ordem estão disfarçados entre as pessoas. Se alguém tentar alguma coisa, logo estará imobilizado.

Eles prosseguiram e embarcaram sem incidentes. Acharam uma cabine vaga e guardaram as malas no bagageiro. Rony e Hermione não puderam ficar, pois tinham deveres de monitores a cumprir. Harry olhou para Gina, mas essa o ignorou e manteve-se olhando para a plataforma.

O garoto de cabelos pretos queria falar algo, mas não conseguia. Desde que acordara estava com uma sensação estranha. Uma ansiedade crescente o incomodava, parecia que algo iria acontecer, mas o que? Ele já sabia a resposta, porém sentia um pouco de medo. Iria descobrir a identidade de seu companheiro e pelo que podia senti do seu espírito, ele ou ela já estava no trem.

"Cadê você?" pensou Harry angustiado "Aparece logo e acaba com esse suspense".

A porta da cabine se abriu e Harry voltou o olhar para a pessoa, notando primeiro o cabelo loiro. Ele abriu um sorriso ao ver quem era, sentindo uma mistura de alívio e frustração.

- Oi Luna – Disse ele.

- Olá Harry – Saudou a garota, sentando-se ao seu lado – Oi Gina.

A ruiva murmurou algo em resposta. Nevile entrou pouco depois na cabine e cumprimentou os amigos. Harry quase pulou de alegria ao ver que não sentia nada além de amizade pelo outro garoto.

- Encontrei neste instante com Rony e Hermione – Disse Nevile – Estavam dando uma bronca em uns meninos da Corvinal por estarem vendendo artigos de proteção contra arte das trevas para os colegas.

- A venda disso aumentou muito – Disse Luna distraída – Mas eu ainda acho que deviam ter alguma coisa para nos proteger do ministério. Meu pai disse que há suspeitas de um grupo de bruxos vampiros criando amuletos contra agentes do governo. Talvez eu compre um.

Harry, Nevile e Gina reviraram os olhos. Luna então se inclinou para Harry e sussurrou em seu ouvido.

- Não quer soltar seu Familiar para ele conhecer o trem? Vou soltar o meu agora. O Nano adora ficar voando pelo trem, principalmente na sala do maquinista.

Os dois se concentram e duas esferas de luz iluminaram a cabine, mas Nevile e Gina não deram sinal de notar nada de anormal. Logo o unicórnio e o Narguilé estavam andando na cabine, Talos parecia agitado.

- Está sentindo isso Harry? – Perguntou ele – Acho que seu companheiro está perto.

Harry disfarçou um aceno afirmativo com a cabeça. Luna olhou fixo para seu guardião.

- Está bem, eu vou dar uma volta – Disse o Narguilé – Mas eu tenho mesmo que levar esse cavalo?

- Eu sou um unicórnio – Esbravejou Talos.

- Que seja...

Os dois animais saíram juntos da cabine discutindo acaloradamente.

- Como você conseguiu se comunicar com seu Familiar sem falar? – Sussurrou Harry para a garota.

- É só saber pensar – Disse ela enigmaticamente – Elza provavelmente vai...

- Vocês dois vão ficar sussurrando ou vão compartilhar a conversa? – Perguntou Gina mal-humorada.

- Não é nada de mais – Respondeu Harry.

A ruiva lhe lançou um olhar irritado e virou o rosto. Nevile estava totalmente confuso e olhava de um rosto para o outro. Luna não se abalou e tirou da mala o último exemplar do Pasquim.

Harry ficou imaginado como o clima poderia ficar pior ali dentro quando ouviu um relincho próximo. Será que Talos estava com algum problema? Mas o relincho havia sido de surpresa e não de medo. Mal começou a se levantar quando o unicórnio atravessou a parede, parando a sua frente.

- Harry, eu encontrei. Seu companheiro está lá fora, eu olhei para ele e soube quem era. Ele parece estar vindo para cá.

"Meu companheiro? Ele está vindo para cá?" pensou ele.

Queria pedir mais informações para Talos, mas não sabia como fazer isso sem chamar a atenção de todos. Luna observava curiosa a cena, um pequeno sorriso nos lábios. O unicórnio colocou a cabeça para fora da cabine.

- O garoto chegou – Disse Talos.

"Garoto?" foi só o que Harry conseguiu pensar antes da porta se abrir.

Do lado de fora, Draco Malfoy encarava Harry com um sorriso sarcástico nos lábios.

- Olá Potter.

Harry sentiu seu sangue ferver ao pousar os olhos no seu rival. Conseguia sentir sua parte espiritual vibrar dentro de si. Os olhos que atormentaram sua mente durante um mês inteiro estavam agora a poucos passos de si. Teve vontade de pular no loiro, empurrá-lo contra a parede e beijar cada centímetro de sua pele. Sentiu seu corpo reagir a presença do outro, estava ficando excitado.

- O que você quer Malfoy? – Perguntou Gina, vendo que Harry não falava nada, apenas encarava o sonserino.

- A pobretona está falando comigo? – Perguntou ele, fingindo-se surpreso – Aposto que teve que reunir muita coragem para realizar este feito, merece alguns trocados por isso. Quem sabe não compra uma roupa decente pelo menos uma vez na vida?

Aquele insulto pareceu despertar Harry de seus devaneios, recuperando um pouco de seu autocontrole.

- Saia daqui Malfoy – Disse Harry, mas sua voz saiu sem muita firmeza.

- O que foi Potter? Está com medo só porque aquele velhote morreu?

Aquilo foi demais para o garoto. Levantou-se furioso e segurou com as duas mãos a gola da camisa de Draco, empurrando-o contra a parede. Aproveitou a situação para colar seu corpo ao corpo maior do outro. Estava unindo o útil ao agradável.

Aquela reação inesperada pegou Malfoy de surpresa e ele não gostou nem um pouco da proximidade de seus corpos. Que diabos Potter estava fazendo?

Os dois se encararam, os rostos muitos próximos. Nos olhos cinzentos de Draco brilhava pura fúria, a mesma coisa acontecia nos olhos verdes de Harry, porém também ardia um desejo incontido. O moreno lutava com todas as forças contra o desejo de beijar o loiro, mas parecia estar perdendo a batalha. Estava excitado e aquela posição não estava ajudando em nada, queria tanto acabar com aquela distância entre seus lábios.

- HARRY PARE – Gritou Hermione, correndo apressada em direção aos dois.

Rony puxou Harry para longe de Draco que apenas olhou os dois com desprezo.

- Você está muito estourado Potter. Talvez seja a pressão de ser o grande herói do mundo bruxo? Que patético.

- Se sabe o que é bom para você, vá embora Malfoy – Disse Rony, segurando Harry firmemente.

Draco ergueu uma sobrancelha para Rony e seu sorriso sarcástico cresceu.

- Não pense que isso acabou. É apenas o começo – Disse o loiro, dando uma risada ácida e se afastando.

Rony levou Harry para dentro da cabine, seguido de perto por Hermione. Luna, Nevile e Gina olhavam surpresos para o garoto de olhos verdes, principalmente a ruiva. Talos seguiu o garoto, prevendo que a união de seu mestre com o companheiro dele iria ser bastante problemática.

Mal sabia ele que estava certo.


Coffe Break:

Explicações:

1- Escrevedor era uma profissão comum em cidadezinhas do interior. A pessoa escrevia cartas para quem não sabia escrever. Hoje em dia praticamente não existe.

2- Herzlichen Glückwunsch é 'Feliz Aniversário' em Alemão.

A Lua Dúbia é um símbolo do livro "A Viúva e o Rei" e significa a duplicidade da Casa de Tarceny (a família do personagem principal) dividida entre o bem e o mal. Aqui o símbolo foi usado com outro significado, mas continua sendo de autoria de J. Dickson.

Comentário do autor:

Espero que tenham gostado do capítulo. Eu enxergo os conceitos de Bom e de Mau nos livros de HP como muito mal definidos, não existe o lado do bem e o lado do mal; apenas o poder. De quem é essa frase mesmo? Hehe.

O pessoal estava me cobrando a aparição de Draco e aqui está ele. E só para deixar claro, ele continua odiando Harry, mas os sentimentos podem mudar com o tempo...

Revisem por favor!

Nota da Beta:

Que perfeito! Amei, amei, amei! Amei o fora que ele deu na Ginevra, amei mais ainda o Talos, e AMEI O APARECIMENTO DO MEU LOIROO! Gente que coisa maaais lindona! Estou vibrando aqui. Apaixonei na fic! Acho que vou ter um ataque epiléptico se o próximo capitulo demorar, por isso, mandem reviews! Peloamordemerlin! Beijokas.

Próximo Capítulo: Surpresas (nome pode ser alterado)

Voldemort está desconfiado. Elza faz sua estréia como professora de Defesa Contra as Artes e faz uma triste escolha. Harry tem sua primeira aula de controle da água e Luna o surpreende. Draco está apenas irritado, porque Potter o está olhando tanto?


Resposta as Revisões:

Tixa-chan: Sim, o unicórnio representa a pureza e achei que seria bom Harry ter um desses por perto hehe. Eu sempre me perguntei, pq Luna é tão estranha? Não faz sentido, ele deve ter um segredo. Bom, é esse huahua. Eu quase não a coloquei na fic, mas achei que seria legal tê-la, só que é tão dificil retratar sua personalidade... Finalmente Draco e Harry se encontraram, pode não ter sido muito feliz esse primeiro encontro, mas quem sabe não melhora depois hehe.

Princess Andromeda: Que bom que você já está entendendo a fic. Minha maior preocupação quando comecei a escrever esta estória foi fazer as pessoas entendê-la hehe.Capítulo que vem o Narguilé de Luna vai mostrar para q veio, aguarde. O basilisco é do mau? Não, ele apenas estava seguindo os isntintos; além disso ele ainda vai fazer algumas participações no futuro. Gostei do sobrenome Nagel, mas não o usei pq Seeberg homenageia uma amiga.

Monique: Fico feliz que tenha gostado. Harry ainda pode futuramente ganhar mais alguns poderes, ainda estou trabalhando nisso hehe.

Miyu Amamyia: Talos tá fazendo sucesso hein? hehe. Como assim bichinho tem duplo sentido? Já que você gosta tanto de unicórnios, eu vou lhe adiantar uma coisa: no futuro você vai me odiar e me amar XD. Aguarde!

Fabrielle: Eu também quero um unicórnio!! Ia ser tão divertido. Espero que goste desse capítulo.

Ge Black: Ge!! Fiquei muito feliz com sua empolgação. Não sei se sempre poderei atualizar rápido, mas tô tentando dar o melhor de mim. Se as criaturas da floresta te deixaram trélgica, espero que a ditadura no mundo mágico tenha o mesmo efeito. Que bom que gostou do unicórnio de Harry!! E por falar em Harry, ele com certeza é gay, fala sério, eu odeio ele com Gina, mas fazer o que? Quem manda é Tia Rowling. Fico tão feliz quando escrevo Drarry e fico com vontade de esfregar na cara dela...huahua. Só pertubando. Vc acha mesmo que arraso? Muito obrigado mesmo! O primeiro econtro entre Draco e Harry foi problemático, mas com o tempo melhora...talvez hahuauh. Espere e verá.

May Malfoy: Draco um animago dragão? Hum...me deu umas idéias, mas deixa para outra fic. Bom, os olhos de Talos são de cor prateada, mas tem um tom de cinza, por isso Harry fica louco quando vê o cinza dos olhos de Talos hehe. Realmente Draco e Harry vão ter que ficar juntos, mas eu deixei uma brechinha no cap 2 para que talvez isso não ocorra. MAS eu sou compulsivo por final feliz, então...aguarde. A entrada de Draco foi suficientemente teatral? Eu sei, ele não fez muita coisa, prometo que no próximo capítulo ele terá uma participação maior.

Nandda: Valeu pelo elogio a fic. Por enquanto está tudo bem com Harry, mas nos próximos capítulos as coisas vão ganhar um tom mais sério. Espero que tenha gostado desse capítulo!

Chris-chan: Um livro slash? De jeito nenhum seria aceito, uma pena ¬¬. Ah sim, relaxe, a fic é Draco/Harry; mas como eu disse lá em cima, haverá algum Harry/Draco. Mas eu sou fã de carteirinha de Draco/Harry, só coloquei o contrário pq Harry vai precisar disso...como assim? Aguarde huahua. O slash da fic já começou sutil neste capítulo e a partir do cinco deve começar de fato. Eu sou viciado em mitologia, antes só grega, mas atualmente tenho lido bastante sobre várias outras: celta, hindu, nórdica, chinesa, etc... ótima semana para você.

Yo Mismo: Muito obrigado mesmo!!! Eu não fiz curso hehe, mas eu queria fazer, se achar um me passa o endereço. Não sei se realmente tenho um Dom, mas se eu tiver, então espero conseguir utilizá-lo! Adorei a descrição da fic na frase resumida. Espero que também tenha gostado desse capítulo. Bjaum.

Mr. Hufflepuff: Obrigado, sua revisão me deixou feliz. Realmente eu joguei o Tronquilho logo no comecinho para os leitores acharem que era o Familiar de Harry, quando na verdade era o unicórnio hehe. Esse "adeus" no final de sua revisão é igual a um "até logo", não é? Huahua. Espero que goste do capítulo 3.

Kamila Youko: Ai Kamila, sua revisão me deixou tão confuso...Fico feliz que esteja apreciando a fic. A história teve que correr no começo para explicar algumas coisas, relaxe que ainda vou enrolar bastante no futuro, seu masoquismo vai adorar hehe. Quando eu vi que vc achou uma história minha entediante eu surtei aqui; qual delas foi? Peço desculpas de qualquer forma, essa vai ser mais movimentada. Espero que goste desta fic.

Mai: Não se preocupe não Mai. Esta fic recebeu o selo do Inmetro "Spoilers Free" huaua. Só irei escrever uma fanfic com alguma coisa do livro 7 depois dele ser lançado no Brasil. Espero que tenha gostado do capítulo.

Bella Potter Malfoy: Bella #Morde também#!!! Eu já estava imaginando se você leria essa fanfic hehe. Bom, quase que eu não deixo respondo sua revisão, pq vc a deixou no momento que eu coloquei o capítulo 3 huauha. Que bom que vc está gostando da estória e só o fato de você dizer que está melhor que "Garotos Determinados" já me anima bastante, pois eu adorei escrever aquela fic, mas achei um enredo mediano...essa aqui vai ser mais complexa. Estou super contete que os animais estejam te agradando, eles ainda vão aparecer bastante huahua. Gostou do nome "Coffe Break"? Decidi mantê-lo, afinal já estava acostumado. Bom, espero que goste dessa estória e continue a me dar o prazer de ler suas revisões. Bjus!

MUITO OBRIGADO PELAS REVISÕES!