Título: Caminho do Coração
Capítulo 3 – Que loiro é esse?
Harry terminava de arrumar suas coisas e a de Léo dentro de seu malão. Olhou ao garotinho sentado na cama e o olhando interessado.
- Onde vamos papai? – sorriu meigo.
- Vamos para uma outra casa – Harry sorriu de volta.
Pegando uma capa de criança, o ajudou a vestir encobrindo o pequeno corpo e a cabeça, deixando apenas o rostinho de fora. Carregou-o enquanto encantava a mala para diminuir seu tamanho guardando no bolso do casaco. Descendo as escadas, encontrou Seamus encostado na lareira e o olhando com angústia.
Harry suspirou e se aproximou com um vago sorriso. – Já vamos indo.
- Harry olha...
- Tudo bem Seamus, eu também sinto muito por ontem. E a gente sabe que não gostamos um do outro do jeito que a gente pensou que seria. Estamos livres agora e podemos encontrar alguém especial...
- Você é especial Harry... – sussurrou arrependido.
- Se é pra ficarmos juntos nós ficaremos... Mas por enquanto, vamos dar um tempo ok?
Harry se limitou em apenas abraçá-lo, como bons amigos que eram.
Finnigan retribuiu o gesto e beijou a cabecinha de Léo se despedindo. – Tchau garotão...
Léo ficou apenas o encarando, meio emburrado, depois enfiou o rostinho no pescoço de Harry. Foi então que Seamus percebeu o quanto tinha se afastado dos dois, mais do menino do que de Harry. Se afastou ao longo desses três anos, quando decidiram morarem juntos por causa do filho. Depois que o menino nasceu, a euforia sumiu de seu coração ao perceber, ou achar que percebia, não tinha muita certeza, que Léo não se parecia muito com ele. E agora, quando sabia que iam se separar veio o arrependimento e a louca vontade de cuidar e chamar aquele pingo de gente, como sendo seu filho.
Vendo-os partir, sentiu-se vazio. Agora compreendia a frase trouxa que diz 'só se dá valor depois que se perde'.
Negou com a cabeça, dando um sorriso de determinação. Não, teria Harry de volta e o menino também, o erro foi somente seu, tendo em vista que o moreno agüentou esses tortuosos três anos praticamente sozinho e cuidando do filho, para impedir que o antes considerado bom relacionamento entre eles perdurasse. Como Harry havia lhe dito, não importava de quem fosse, o que importava era que estavam juntos e se amavam. Repararia seu erro e passaria a dar mais valor e atenção à família que tinha.
Sírius seguiu até a porta da creche com um bocejo, logo que ouviu a campainha dar um leve toque de sino, coisa feita por Remus, para não acordar seus filhos ou assustá-los quando alguém viesse visitá-los. Olhou as horas e viu que ainda eram seis e meia da manhã, ninguém costumava vir esse horário.
Arregaçou a porta e deu de cara com o afilhado, que carregava um empacotado garotinho adormecido.
- Harry? – ficou surpreso, mas logo se recuperou, tendo no rosto a preocupação e abrindo passagem para que entrasse e saísse do frio matinal que fazia lá fora.
Harry passou por ele um pouco constrangido. Não tinha para onde ir por enquanto, mas ainda era cedo e poderia arrumar um apartamento para ficarem.
- Desculpa te incomodar esse horário...
- Que nada Harry! – Sírius abanou a mão excluindo qualquer possibilidade de desculpas. – O que Finnigan te fez? – foi direto.
- Bem... – pensou por um momento, não havia sido nada de mais, era o de sempre, mas ontem, não estava mais com paciência para agüentar. – A gente terminou e eu não tinha pra onde ir. Aquela casa foi fornecida pelo clube de Quadribol e então, não me senti bem continuar ali. Não é minha casa entende...
- Sei... – Sírius parecia espantado.
- Algo errado? - Harry perguntou, vendo o espanto no rosto do padrinho. – Se quiser eu... – apontou para a porta.
- Não! Claro que não! Pode ficar aqui Harry, se você não ficar, eu iria forçar para que ficasse. É que só agora, eu estou vendo aquilo que meu Aluado estava falando.
- E o que seria? – Harry perguntou curioso, enquanto acomodava Léo no sofá.
- Que faz tempo que você e o Finnigan estavam tendo problemas.
- Ah! Isso... – Harry sorriu com tristeza. – Pelo jeito estava bem na cara então... Mas, deixa isso pra lá, eu vim aqui pra deixar o Léo aos cuidados de vocês enquanto, se não se importar, eu procuro um apartamento.
- Claro Harry! – Sírius voltou a sorrir com alegria. – Se quiser pode morar conosco. No fundo da creche, é a nossa casa, Remus deve estar lá, preparando o café da manhã. Vamos.
E sem esperar por resposta, passou um braço pelo ombro do afilhado, que voltou a carregar Léo e o conduziu a um corredor na lateral da creche, que dava em uma única porta.
Entraram e derem na cozinha, Remus, como dito, estava ali, fritando ovos.
- Bom dia Harry! – o homem lhe sorriu com gentileza.
- Bom dia... – retribuiu o sorriso.
- Amor, leva Léo pro quarto e o coloque na cama para que possa dormir mais confortável assim como deixa Harry mais sossegado também – Remus pediu com voz calma para Sírius.
Harry sorriu, nunca tratou Seamus dessa forma e o outro também nunca o tratara assim, e vendo isso, era até bonitinho. Dava vontade ter uma vida assim também...
Sírius prontamente carregou Léo, dando uma piscadela para Harry. – Vou colocá-lo na cama.
- Certo – Harry se acomodou na cadeira vendo o padrinho desaparecer pela porta da cozinha e ficando sozinho com Lupin.
Remus acabou de preparar o café, dispondo os pratos sobre a mesa, incluindo um na frente de Harry. Acomodou-se na cadeira do outro lado da mesa e o encarou com seriedade, mas brandura.
- Não acha melhor conversar sobre isso Harry?
O ex-grifinório pensou um pouco, tentando afastar a tristeza e o sentimento de culpa que carregava nesses três anos. – O que quer saber?
- Por que você e Finnigan não estão se dando bem? É estranho, sendo que nos três anos de namoro, vocês praticamente se divertiam como bons amigos e namoravam como dois pombinhos apaixonados. Para depois, nesses últimos três anos, você viver sozinho, cuidando do filho de vocês e ele, enfiado além da conta naquele time.
- Como soube desses últimos três anos? Eu não estava na Inglaterra, só voltei uma semana atrás... – o olhou com desconfiança, mas sem se aborrecer com isso.
- Tenho um mapa, criado por seu pai. Eu o encontrei depois que você se mudou para a França com Finnigan. Foi uma surpresa, mas lá estava o mapa, escondido atrás de uma foto nossa de escola. – retirou um pergaminho pequeno e amarelado do bolso e o entregou a Harry.
O moreno o analisou com interesse, era um mapa parecido com aquele que ganhara quando estudava em Hogwarts. Viu o nome de Finnigan localizado no estádio de Quadribol, depois viu o seu próprio nome, na casa de Sírius, ao lado do nome de Remus e perto deles, praticamente num dos quartos, estava o nome de Sírius e o de Léo.
- É por isso que sabia que meu relacionamento não está muito bem? – Remus afirmou com a cabeça. – E foi por isso que soube que voltei e onde eu estava morando? – outro afirmar de cabeça.
Harry sorriu e devolveu o mapa, mas Lupin não o aceitou de volta, simplesmente segurou o mapa com as mãos de Harry e o empurrou de volta ao afilhado.
- É seu Harry, foi feito por James, acho que para proteger aqueles que amava. Por isso, mostram todos aqueles que estão relacionados a você e a quem você se importa de coração. Se você perceber bem, os nomes em vermelho sangue, é o que você mais ama, depois tem os nomes em cor preta e marrom, sendo seus amigos mais próximos e aqueles que você simplesmente se importa.
Harry voltou a olhar no mapa e constatou que o nome de Léo estava em vermelho sangue, os de Remus, Sírius e seus seis filhos, Hermione, Rony e os trigêmeos, a família Weasley inteira e Seamus demarcados em preto. Depois em marrom vinha Dino, Neville, alguns ex-alunos da grifinória e até Dumbledore, McGonagall e Snape, neste último se assustou consideravelmente, nem mesmo ele próprio sabia que se importava com seu ex-professor de poções. E, lá estava um outro nome também, não muito longe de onde estava. Também ficou chocado por ter aquele nome ali.
- Harry? – Remus tocou em sua mão, o tirando do transe.
- Sim? – piscou algumas vezes.
- Tudo bem?
- Sim, claro... – sorriu.
- Então, agora pode me dizer o que está acontecendo com a sua felicidade?
O sorriso de Harry desapareceu e ficou um pouco tenso. Respirou fundo, buscando na memória o que aconteceu à um pouco mais de três anos atrás, mas o telefone tocou, o desconcertando e encarou Remus, igualmente assustado.
Ouviram Sírius atender no outro cômodo, certamente na sala. Conversou um pouco e desligou, aparecendo na porta da cozinha instantes depois, com uma cara de poucos amigos e extremamente preocupado.
- Quem era, amor? – Remus perguntou ainda mais assustado. Depois do fim da guerra, Sírius nunca mais fez uma cara igual.
- Era do Ministério, estão nos expulsando daqui...
- Como? – perguntaram Remus e Harry ao mesmo tempo.
- Não entendi direito, parece que esta propriedade está sendo penhorada ou algo do gênero – tentou esclarecer, mas nervoso como estava, não adiantou muito.
Remus levantou num salto e buscou seu casaco, carteira e chaves. – Fique aqui e cuide de tudo, amor, eu vou para o Ministério agora. Harry, você vem comigo.
Chegaram no Ministério em pouco tempo e já adentraram pelos corredores do prédio, não precisaram andar muito, pois Rony os aguardava encostado na parede de um dos corredores. Ao vê-los, se aproximou rapidamente.
- Que bom que é você Remus! – disse em alívio, estava torcendo para não ser o estourado do Sírius. – Harry...
- Olá Rony... – tornou o cumprimento.
- O que está acontecendo? – Remus perguntou um pouco aflito.
- Como eu trabalho na parte de bens ilegais, soube que a casa que estão com vocês, doada pelo falecido senhor Burnn, está sendo penhorada e vai a leilão hoje por ser propriedade de um condenado Comensal da Morte. Todos os bens do senhor Burnn foram confiscados – Rony esclareceu.
- Que absurdo! O falecido senhor Burnn não era um Comensal, principalmente porque o pobre velhinho morreu com mais de cem anos, cego, quase surdo e numa cadeira de rodas. E todos sabem que ele tinha um bom coração. Nos doou a casa para abrirmos a creche, doou um galpão para uma organização filantrópica bruxa em favor às vítimas da guerra, doou também milhares de galeões a instituição do St. Mungus...
- Lupin... – Rony tentou acalmá-lo. – Sabemos disso, mas a filha e o genro dele eram Comensais e foram julgados legalmente no Ministério. Como o senhor Burnn não assinou nada para passar a propriedade no nome de vocês, é como se pertencesse ainda à herança da família, assim como o galpão e uma casa que ele também ofereceu aos desabrigados da guerra. Tudo vai à leilão.
- E como podemos adquirir a propriedade? – Harry se intrometeu. – Podemos arrematá-la em leilão, não podemos?
- Se vocês tiverem o dinheiro... – Rony confirmou.
- Ótimo, a gente compra – Harry sorriu a Remus.
Rony torceu o nariz. – Sei que você é rico, herdeiro dos Potters, mas a casa, não é daquele tamanho da creche, eu vi no mapa, ela é cerca de uns trezentos mil metros quadrados de terreno, ou seja, toda a parte verde que fica ao fundo da cidade. Como uma área verde preservada e intocada. O preço, meu caro, começará bem alto, e tenho quase certeza de que dificilmente alguém vai querer comprá-la.
- Então, não tenho como... Adquirir para meus padrinhos? – Harry decepcionou-se consideravelmente.
- Nem que gastasse até o último galeão de sua herança... – Rony balançou a cabeça.
- Tudo bem crianças... – Remus sorriu debilmente. – Acharemos outro lugar para a creche, não se preocupem.
Harry ia falar algo, mas um barulho chamou a atenção de todos ali. Virou a cabeça na direção do burburinho e ficou estático.
Um homem loiro, com seus um e oitenta e cinco de altura, caminhava elegante pelo corredor. Os cabelos reluzentes e longos, presos numa presilha com a franja a cair sobre o olho direito. Vestia-se com seda negra ricamente bordada com fios de prata, uma capa com gola de pele de leopardo jogada sobre os ombros largos se abria a seu redor dominando todo o espaço a sua volta, farfalhando e deslizando atrás de seu caminhar.
Atrás de si, vinham cerca de cinco homens vestidos de terno e capas, certamente da alta sociedade, mas incomparáveis ao que vinha na frente, muito mais atraente e de presença dominante. O que mais chamava a atenção, eram os olhos, levemente lânguidos, e a postura. Estava com a cabeça erguida, mas não arrogante. O homem mostrava seriedade e compreensão em suas feições. E também não parecia esnobe, pelo contrário, caminhava à frente pela pressa, dava para perceber que estava um pouco nervoso com algo, e queria esclarecer o quanto antes. E os que o seguiam, não o seguiam como serviçais, mas como amigos de negócios. Eram eles que estavam conversando, falando injuriados com o loiro à frente, como se pedissem que tomasse alguma providencia por eles.
Harry custou a notar que estava de queixo caído, quase babando. Fechou a boca quando o suposto homem se aproximou, não apenas marcando presença com seu físico e sua compostura, mas com seu perfume também, que adentrou as narinas de Potter e se instalou no cérebro. Agora dificilmente esqueceria daquele cheiro e principalmente de quem era aquele cheiro.
Piscou confuso, notando ser Draco Malfoy. Ao longe, ele aparentava um pouco com Lucius Malfoy, mas era bem mais alto e de cabelos um pouco mais curtos, chegando até os ombros, e de feições definidas e suaves. Era estranho vê-lo assim, tão másculo, diferente da última vez que o vira, quando estudavam em Hogwarts, com resquícios de criança nas faces.
Seus olhos estavam cravados na última porta do corredor, a qual, por coincidência, foi aberta pelo seu ocupante, que estava preste a sair, mas deteve-se assombrado. Era Fudge. Com cara de pavor, tentou fechar a porta o mais rápido possível, antes que o loiro o alcançasse.
Se fosse Lucius Malfoy, certamente vestiria um semblante de escárnio, torcendo os lábios com desprezo e pararia a alguns metros da porta, olhando de esguelha a seus serviçais, como se os mandassem tomarem as devidas providências. Porém, para espanto de todos ali, não se tratava de Lucius, e sim de Draco Malfoy.
Antes da porta ser fechada, o loiro meteu o pé na madeira, impedindo esse ato infame contra sua pessoa, e empurrou com força contra o ministro que tentava em vão mantê-la sob controle, mas falhando, só vendo a maçaneta ser cravada na parede com um alto estrondo que tremeu todo o prédio e fizeram um monte de cabeças curiosas aparecerem para ver a cena.
Fudge encarou com olhos esbugalhados o homem que estava agora de braços cruzados e encostado no batente da porta, o olhar furioso para si. Engoliu em seco várias vezes, tentando encontrar a voz que entalou na garganta.
- Pretendia bater a porta na minha cara? Além de não resolver o problema que você e sua equipe de incompetentes fizeram? – falou em tom baixo e mortal.
- O-o que devo a honra de sua visita, senhor Malfoy? – sorriu como um demente, esfregando as mãos uma na outra para disfarçar o nervosismo e a tremedeira.
- Está se fazendo de tonto? – o loiro estreitou os olhos.
- Ah! Sim, perdoe-me, eu me recordo! – corrigiu quase gaguejando. – Gostaria de se sentar? Um cafezinho?
- Espero que não faça perder meu tempo de bobeira, Fudge... – estava começando a se irritar perigosamente. - Retirou a penhora?
- Bem, não é permitido, sendo que o galpão é de propriedade da família Burnn e foram totalmente confiscadas, se quiser, terá de arremata-la no leilão. – desembuchou de uma vez e quase sorriu se sentindo no controle da situação.
Draco estendeu a mão a um de seus colegas, que lhe entregou um grosso livro de capa escura. Equilibrando o livro numa das mãos e com a outra abriu em uma página já demarcada, olhou de soslaio para o ministro e leu alto, para quem quisesse ouvir:
- Segundo a lei de número 35487/155 dos direitos físicos e judiciários das normas de desenvolvimento e cidadania bruxa da Inglaterra. Qualquer entidade filantrópica governamental ou não governamental, consideradas estas organizações públicas sem fins lucrativos, apenas donatários... – fez uma pausa, voltando a encarar o ministro. – É vetada a confiscação de seus patrimônios que pertencem ao público beneficiário e não privativo de seus organizadores e sócios.
Fudge ficou pálido. – Mas isso não incluem bens de família...
- Andou devorando tudo Fudge, menos o seu trabalho? – e atirou o livro no ministro, agora parecendo bem menor do que todos ali. – Foi uma doação do senhor Burnn. Não há direito algum de confiscar a propriedade que pertence a seus beneficiários, ou seja, às vitimas da guerra. Nossa instituição é filantrópica. Qual parte disso você ainda não entendeu?
- Va-vamos resolver esse transtorno imediatamente, senhor Malfoy – disse humilde, abaixando a cabeça. – Perdoe-nos por esse inconveniente.
- Espero que sim.
Todos os magnatas comemoraram apertando as mãos e se abraçando. Principalmente agradecendo a Draco Malfoy.
O loiro olhou entre os sócios eufóricos e avistou, encostado na parede, o inconfundível moreno de olhos verdes.
Harry Potter estava mais alto, de corpo proporcional, vestia calça jeans marinho agarrada ao quadril e às coxas firmes, camiseta branca, também justa e jaqueta jeans da mesma cor da calça. Uma corrente estava passada pelo cós da calça, como se fosse um cinto, com uma das pontas penduradas ao longo da perna direita. Os cabelos continuavam os mesmos, aquela zona de fios negros, porém, um pouco mais compridos, chegando a cobrir as orelhas e despontadas atrás, tampando o pescoço. E, não usava óculos, o que permitia melhor impacto aos olhos verdes, delineados por cílios escuros.
Harry reparou que o outro estava o encarando, e desviou o olhar para o chão, sem saber qual a reação seguinte de seu antigo rival de escola.
Draco sorriu um pouco, nisso, o ex-grifinório não havia mudado. Se despediu dos demais e caminhou até os três amigos. Rony e Remus ainda conversavam, tentando achar uma solução ao inesperado problema.
- Quanto tempo Potter, Lupin, Weasley... – cumprimentou cada um deles em um aperto de mão.
- Malfoy – Harry e Rony responderam ao cumprimento da mesma forma.
- Olá Malfoy, faz tempo que não o vejo – sorriu Lupin.
- Vou dar uma passadinha lá no Pimpolhos mais tarde pra conversarmos.
- Claro! Se eu não estiver, que é bem capaz, com esse rolo todo, Sírius e Harry estarão – Remus voltou a sorrir.
- Algum problema que eu possa ajudar? – perguntou com real interesse.
- Só um problema com o estabelecimento... – dessa vez, Lupin ficou um pouco decepcionado. – Preciso procurar um outro lugar para a creche ainda hoje.
Draco ergueu uma sobrancelha sem entender, então, como que pegando a informação no ar, perguntou. – Era do senhor Burnn?
- Sim...
Draco sorriu e girando nos calcanhares, caminhou novamente em direção à sala de Fudge, que acabava de consertar sua porta. Ao ver o loiro, ficou novamente tenso.
Harry ficou olhando a Draco, ainda abobado de vê-lo tão mudado, não era em nada aquele adolescente encrenqueiro e arrogante, que vivia importunando sua vida e a de seus amigos. Ele estava mais amigável e sério, e não debochado como era antes. Isso era um tanto surpreendente.
Viu o loiro voltar depois de cinco minutos.
- Resolvido o seu problema – Draco sorriu estendendo um documento a Lupin. – É só assinar junto com Black.
- Mas como? – ficou surpreso.
- Eu arrematei a venda, é de vocês em definitivo.
- Mas é muito dinheiro! Não posso aceitar – se negou prontamente.
Draco analisou o ex-professor de DCAT e sabia que ele, assim como Black e Potter, tinham orgulho, para não causar constrangimentos, resolveu negociar uma alternativa para todos.
- Pois bem, ainda não paguei, então, faremos uma sociedade. Senhores Black e Lupin darão um terço da quantia, enquanto Harry Potter dará mais um terço e eu cobrirei o restante da parcela. Todos darão quantias iguais e seremos uma sociedade da creche Magia dos Pimpolhos. Acertado?
Lupin pareceu pensar um pouco, mas logo abriu um sorriso. – Será um prazer! – e estendeu o documento a Malfoy. – Por favor, assine primeiro.
Draco conjurou uma pena auto-tinteiro e assinou, entregando a Potter, que também assinou. Quando foi a vez de Remus, este apenas guardou o documento com cuidado.
- Assinarei em casa, junto com Sírius – esclareceu com um tímido sorriso.
- Bem, tenho que ir. Estou atrasado para uma reunião. Até mais tarde – Draco se despediu com um leve aceno de cabeça e em pouco tempo, sumiu pelo corredor por onde viera.
Harry ficou um tempo olhando ao final do corredor, até que foi cutucado por Remus.
- Tudo bem aí Harry? – sorriu, achando divertido a cara de incredulidade do afilhado.
- Claro! – sorriu, mas logo deixou que o assombro tomasse suas feições. – Era mesmo Malfoy?
Remus gargalhou com gosto. Passou um braço pelos ombros do moreno o fazendo andar e acenou com a mão, se despedindo de Rony, que também rindo, seguia para sua sala.
Não falaram mais durante o caminho de volta, Harry com cara tachada, ainda se negando a acreditar, enquanto Remus mantinha um sorriso divertido no rosto. Seria interessante ver o relacionamento dos dois, depois de tanto tempo sem se verem.
N/A: mais um capítulo! Espero que tenham apreciado o loiro, assim como o Harry apreciou hehehe )
Agradecimentos a: Srta. Kinomoto – pois é, o Harry é meio cabeçudo e não tem idéia de quem seja o pai, e espero que tenha gostado da aparição do Draco, bjus! Sofiah Black – bem, essa foi a aparição do Draco, pelo menos o Harry gostou hehe ). Sy.P – Olá! Fico contente que esteja gostando dessa fic! Espero que acompanhe sempre que puder! Bjus! Nicolle Snape – o Draco já apareceu, só vai faltar eles ficarem juntos hihi ). Marinacriss – oba! Que bom que está gostando, espero que tenha gostado desse cap também! Abraços a todas que me mandaram reviews! Obrigada!
E até o próximo capítulo!
