N/A 1: Essa fic é NC17, pequeno hobbit. E é cheia de palavrões. Então, se você é realmente um pequeno hobbit, Alt+F4 pra ti.
PARTE III - Ossos
Eu odeio praia. O sol escaldante que nos faz suar, a porra da areia que gruda nos nossos pés, o ar salgado e úmido. Tudo isso. Mas Hermione e eu estamos indo para Southend. Ela insistiu em ir à praia, para relaxarmos. No mínimo acreditando que quando voltarmos tudo estará bem novamente, apesar de eu já ter dito que não a quero mais. Mas tudo bem, eu sempre quis saber como era o gosto dela misturado com sal marinho.
Ainda não sei como Hermione me convenceu a ir de carro para a praia. Deixo o vento frio bater no meu rosto e ondular meus cabelos. Ela dirige, pisando em todos aqueles pedais e mexendo nessas coisas trouxas idiotas. Ao contrário do que eu imaginava, que ela dirigia atentamente, ela olha para mim por trás dos óculos de sol e sorri. Sua mão esquerda passeia na minha perna nua enquanto ela olha para a frente novamente.
- Adoro praia.
- Eu sei.
- E adoro estar indo para lá com você.
- Hm.
Às vezes eu não entendo Hermione. É só sexo. Ela não precisa me levar para outro lugar para ter um orgasmo fabuloso. Eu vou chupá-la nos lugares certos seja onde estivermos, e ela vai chegar ao êxtase onde quer que eu a esteja fodendo.
Avançamos no caminho de terra que serpenteia entre os campos secos. Depois de quase meia hora andando nesse deserto infernal, finalmente avisto o mar, um fino risco azul que se confunde com o céu.
- Olha ali... – ela diz apontando.
- Acho melhor você não largar essa coisa – resmungo quando ela tira uma das mãos do volante.
- Já dá pra sentir a maresia.
- Ótimo.
Quando chegamos, não há absolutamente ninguém. O que eu esperava? Além do maldito frio, estamos numa terça-feira.
Um grande pier avança sobre o mar, ligando a cidade a... absolutamente nada. Quer dizer, à água. Caminhamos sobre as tábuas de madeira velhas, que reclamam rangendo a cada passo. Lado a lado avançamos sobre o oceano. Espero mesmo que ela não pegue na minha mão. O mar está bravio e lindo. Imenso. Tudo é azul e triste.
- Deixe eu perguntar um coisa...
- Ah, estava bom demais para ser verdade. – Qual é o problema dela, afinal? O silêncio a pinica ou... sei lá?
- Por que você age assim?
- Ãhn?
- Por que você... sempre tenta podar minhas tentativas de nos aproximar?
- Por que você está sendo romântica e hipócrita – digo, porque é exatamente isso que está na ponta da minha língua.
- O que?
- Não me venha com essa sua merda. – Ela me olha estreitando os olhos castanhos e inclinando a cabeça. – Por que se você fosse mesmo romântica, não seria uma vaca completa toda vez que nós terminamos de transar.
- Eu sou uma vaca completa quando nós terminamos de transar? Quem está sendo uma vaca...?
- Ah, não seja cínica! – digo enfurecida, sem medir o tom da voz. Nós finalmente chegamos no fim da porra do pier. Nos sentamos de frente para a imensidão azul. Faz um frio do caralho aqui. – Você sempre chora ou... sai feito uma louca depois de gozar. Porra, qual é a sua? Será que não dá pra agir feito um adulto normal?
- Você não entende que aquilo me machuca? Eu sinto remorso. Eu tenho sentimentos, Pansy – diz sem olhar para mim.
- Se te machuca tanto, porque você não para? – pergunto, mesmo sabendo a resposta. – E se eu soubesse que você era masoquista teria comprado um chicote.
- Isso não tem graça. Detesto piadas fora de hora – ela cruza os braços, não sei se emburrada ou para espantar o frio.
- E eu não pedi para você ser romântica. Não precisa me abraçar depois de transar, mas ver uma vadia louca egoísta chorando não é o que eu espero depois de gozar.
- Você não pediu? O que você espera? E eu sou a esgoísta?
Ficamos em silêncio novamente. Se ela não tivesse falado aquela hora, o silêncio seria o mesmo de antes, e não esse tão denso e foda de agora. Cretina!
- Eu acho que é melhor você voltar para o seu marido.
- Eu nunca larguei ele.
- Você entendeu o que eu quis dizer – falo começando a ficar impaciente.
- Bom, você não deveria se preocupar comigo – ela diz com a boca crispada.
- Que? – pergunto, porque o vento é muito forte aqui.
- Você não deve se preocupar com o que eu devo ou não fazer. Se você quer terminar comigo diz logo de uma vez.
- Eu te disse semana passada, mas você simplesmente ignorou. Eu sempre te disse que queria acabar com essa porcaria.
- Ah, aquilo? Não foi a sério... foi? – ela pergunta finalmente se virando para mim.
- Foi. Sempre foi tudo muito a sério.
Ela fica calada refletindo sobre o que acabei de dizer. Maldita seja minha boca! Porra! "Sempre foi tudo muito a sério e eu sempre invejei o fodido do Weasley", agora que ela não me larga mesmo. Merda!
- Engraçado, você queria acabar, mas sempre foi quem deu o primeiro passo.
Penso um pouco antes de responder. Ela me olha e eu a olho de volta, com o mar de um azul tristíssimo e as montanhas negras e sólidas recortando o céu nublado como pano de fundo. Dá pra ver através da blusa seu mamilo arrepiado.
- Então porque a gente não para de enrolação e parte para o próximo passo? – Ela me olha séria, com o rabo de cavalo atrás de si, balançando ao vento. – Onde está a maldita praia que você queria me mostrar?
Ela me olha por um tempo, e estou quase jurando que ela vai me dar um soco na cara. Ou me enfeitiçar, sei lá. Mas não. A vejo lutando internamente, até ceder. Ela pega a minha mão e me carrega através do pier. Nós continuamos caminhando pela costa, nossos pés afundando na areia úmida e grossa. Eu me deixo levar, até o infinito. A cidade vai se dissolvendo a medida que avançamos pela praia. A pista que corria lado a lado com a areia, agora percorre muito acima de nós, do outro lado da muralha de pedra. Hermione larga minha mão, se senta na areia, lindíssima, e fica observando o mar.
Eu me sento ao seu lado e pouso minha mão sobre sua coxa. De maneira possessiva, eu sei. Por que ela me olha estranhamente, mas sorri. Ela me beija, e seu beijo é uma delícia. Eu nunca, nunca vou poder renunciar isso. Eu, como sempre dou o primeiro passo, já estou com uma mão dentro de sua blusa. Ela se deita sobre mim e sei que estamos a um passo de rolarmos na areia. Mas prefiro não me importar.
Posso sentir seus ossos sobre os meus enquanto ela beija meu pescoço. Enlouqueço quando ela tira meu short. Hermione me acaricia enquanto chupa meus seios. Eu mordo a boca, cheia de prazer. Sinto um frio do caralho quando Hermione tira toda a minha roupa. Ela me lambe e me esquenta completamente. Algo ferve sob a minha pele e eu sinto a sua quente na minha.
Deitada novamente na areia, ela me deixa beijar sua espádua e penetrá-la com o dedo sem nem tirar sua saia. Ela geme obsenidades baixinho, enquanto eu nem tenho o que dizer. Só o que aproveitar. Nós gozamos juntas, suando e sorrindo juntas, de mãos dadas.
Ficamos deitadas por um bom tempo, aproveitando o sabor do sal no ar, o cheiro de peixe e os infinitos tons de azul. Hermione não se levanta. Pelo contrário, depois de se vestir, ela se deita do meu lado e segura minha mão. Vai ver ela já descobriu que eu gosto. Ou então é algo natural mesmo, o que não importa muito. Só quero sua mão na minha enquanto a noite escorre cremosa e densa no céu e no mar.
Depois, Hermione me puxa até a água, para caminharmos molhando nossos pés. De volta para a vida que nos pertence. Se eu olhar para trás, sei que posso ver o rastro de nossas pegadas. Só as nossas. Mas eu quero olhar para a frente. Por que olhar para trás é sempre uma merda.
Você não quer vir comigo?
Não quer sentir meus ossos nos seus ossos?
É simplesmente natural.
Você não quer nadar comigo?
Não quer sentir minha pele na sua pele?
É simplesmente natural.
N/A 2: Pansy é uma boca suja modafoca! Não fui eu quem escreveu os palavrões aí em cima, mas não são nada que ninguém nunca tenha ouvido e/ou dito.
Os títulos dos capítulos e os trechos nos finais são de músicas do The Killers.
Hermione e Pansy não me pertencem. Infelizmente, nem Draco Malfoy ou qualquer outro personagem de Harry Potter.
