Entre Perdas e Ganhos
Capítulo 2:
Why would you wanna break a perfectly good heart?
(Por que você iria querer quebrar um coração perfeitamente bom?)
As notas doces de um piano a despertaram.
Sua cabeça girou terrivelmente, os olhos fechados arderam, e, no instante seguinte, sentiu o próprio corpo dobrar-se. Estava sentada sobre uma superfície macia, ainda de olhos fechados, e o ar entrava em seus pulmões em grandes quantidades, como se há muito não o fizesse. O ambiente tinha o mesmo cheiro que sua casa, mas não se lembrava de ter chegado ali. O piano ainda ecoava em sua cabeça, por isso temia abrir os olhos e se deparar com aquela festa. A cabeça doía, latejava, como imaginava que faria enquanto esvaziava todas aquelas taças de champanhe.
Um miado se fez ouvir, e logo algo quente e felpudo aproximou-se, aconchegando-se em seu colo. Bichento.
Semicerrou, então, os olhos, para dar-se conta de que estava em seu quarto. A pouca claridade que invadia o aposento foi quase suficiente para fazê-la querer fechá-los novamente, mas não o fez. Em vez disso, continuou observando tudo ao seu redor pela pequena fresta que havia se formado entre suas pálpebras, e deparou-se com o vestido lilás pendurado em um cabide, na porta de seu guarda-roupas. Isso fez com seus olhos arregalassem, ignorando a claridade.
Afastou o lençol que a cobria, e fitou o próprio corpo, envolvido por uma camisa de flanela. Provavelmente Harry e Ginny a haviam levado para casa, e a deixado ali para que dormisse. Mandaria uma coruja para os amigos depois, agradecendo o cuidado. Mas pensando bem, agradecia também, de certa forma, por ter bebido além de seus limites. Ao menos isso havia feito com que sua memória se esvaísse, ao invés de recordá-la a cada instante de todos os momentos do dia anterior. Empurrou o lençol para longe de si, e colocou as solas dos pés no piso, encontrando o pequeno tapete felpudo ao lado de sua cama.
Levantou-se, e cambaleou até a porta entreaberta, abrindo passagem para si. Três ou quatro passos depois, já se encontrava em frente ao banheiro, e entrou, fechando a porta de superfície branca atrás de si. Apoiou-se na pia com as duas mãos, e fitou o próprio rosto no espelho. Não havia qualquer traço de maquiagem, e seus cabelos estavam soltos, atingindo a altura dos ombros. Ginny decididamente havia feito um bom trabalho ali, agradeceria duplamente mais tarde. Desabotoou a camisa e deixou que esta escorregasse por seus ombros, e atingisse o piso de azulejos brancos. Naquele momento, lembrou-se que, por causa do vestido, não usava sutiã. Retirou a última peça de roupa que ainda vestia, e entrou no chuveiro, ligando a ducha. A água morna atingiu o topo de sua cabeça, escorrendo por todo o corpo em seguida. Suspirou. Agora realmente teria que continuar sua vida.
(fim da cena)
Draco havia acordado um pouco antes, e foi até o carro procurar por outra camisa. Sempre carregava uma muda de roupa em seu carro, já que era praticamente um workaholic agora. Não eram raras as vezes em que passara a noite no escritório, no Ministério, apenas cochilando por uma ou duas horas, para terminar de revisar papéis sobre os quais estivera trabalhando. De volta à sala do apartamento de Hermione, desabotoara a própria camisa e colocara a branca que havia trazido.
Talvez devesse preparar alguma coisa para quando a garota acordasse, afinal podia ter certeza de que ela não havia colocado nada no estômago o dia anterior inteiro. Enquanto fazia seu caminho até a cozinha, ouviu alguns passos vindos do quarto onde a havia deixado. Voltou, e viu a figura cambaleante de Hermione Granger alcançar o banheiro e fechar a porta. Um pequeno sorriso tomou conta dos lábios finos, imaginando a surpresa que ela teria quando o encontrasse em sua casa.
(fim da cena)
O banheiro estava tomado pelo vapor.
Hermione desligou a ducha, e abriu a porta de vidro do box. Esticou o braço e apanhou a toalha azul-clara pendurada na parede, e enrolou-se nela. A sola dos pés sentiu o contraste do piso frio, e então a jovem limpou o espelho com a palma da mão, fitando novamente seu reflexo. Os cabelos molhados emolduravam o rosto delicado, pingando nos ombros salpicados por pequenas sardas. Suas bochechas estavam coradas graças ao contato com a água morna, assim como os lábios também estavam mais rosados.
Ainda enrolada na toalha, calçou o par de chinelos que costumava deixar no banheiro para momentos como aquele, e abriu a porta, observando as pequenas gotículas de vapor escaparem para o corredor do apartamento. Saiu do banheiro, e pensou em ir até a cozinha começar a preparar um pouco de café, antes de vestir-se. O pensamento, no entanto, foi interrompido com a visão de um homem de costas em frente ao seu sofá.
- Oh... meu... Merlin. – Murmurou, não baixo o suficiente para evitar o homem de virar-se e fitar sua figura semi-nua. O primeiro contato de seus olhos cor-de-mel com os metálicos dele fez com que seus braços caíssem ao lado do corpo. Reconheceu imediatamente a figura diante de si, e entreabriu os lábios, indecisa entre o embaraço por estar apenas de toalha, e a dúvida por não saber o que ele estava fazendo em sua casa.
- Bom dia, Granger. – Ele começou, incerto da reação que viria a seguir. A jovem mulher a sua frente sequer piscava, e Draco não sabia o que dizer. A verdade era que nem mesmo ele sabia o que estava fazendo ali, ou o que o fizera tomar responsabilidade por alguém com a qual sequer tinha o mínimo vínculo de amizade. – Hmm... Se você estiver com dor de cabeça por causa de ontem, eu conheço uma poção anti-ressaca que...
Hermione interrompeu-o.
- Eu definitivamente precisarei de uma. – Piscou, levando uma das mãos à cabeça. Parecia que desmaiaria a qualquer momento, e Draco notou a súbita mudança na postura dela. Fez menção de aproximar-se alguns passos, mas a jovem levantou a cabeça novamente, com uma expressão nitidamente desconfiada no rosto. – Não me diga que...
Ele soube exatamente o que ela estivera pensando, e não pôde deixar de sorrir para si mesmo. Brincaria um pouco.
- Eu não preciso dizer, preciso? – Sorriu maliciosamente, enquanto sentia-se gargalhar por dentro. A expressão confusa e os olhos arregalados de Hermione quase fizeram com que ele entregasse o jogo. – Ou... você não se lembra? – Levantou as sobrancelhas, parecendo magoado.
- Oh não... – Viu-a cobrir o rosto com uma das mãos, enquanto a outra mantinha a garota em pé, apoiando-a na parede creme. Ele apenas a observava, curioso, enquanto constatava que ela realmente estava acreditando em sua brincadeira. Resolveu divertir-se um pouco mais.
- Não diga isso.. – aproximou-se dela. – Você não parecia desgostar tanto da idéia ontem à noite. – Declarou, cruzando os braços e encostando-se à parede. Se a garota não estivesse tão preocupada em tampar a própria vista e procurar nas próprias lembranças qualquer vestígio do que o loiro dizia, provavelmente já teria percebido que era tudo uma grande piada. Draco Malfoy era um exímio mentiroso, mas, naquele momento, seus olhos até mesmo ardiam de tanto segurar as gargalhadas.
Hermione finalmente deixou os braços penderem ao lado do corpo, e suspirou pesadamente. Ainda lhe parecia abstrato, mas se aquilo realmente havia acontecido, não podia fazer mais nada para mudar. Foi quando começou a sentir o próprio corpo tremer, tanto de fraqueza por não ter se alimentado devidamente em alguns dias, quanto pela própria decepção.
- Agora realmente não me falta mais nada para estar acabada. – Disse, mais conversando consigo mesma do que com Draco. Ele notou que algo ali não parecia estar certo. – Até mesmo isso entreguei a você... – Um sorriso triste tomou conta de seus lábios ainda rosados, e ele finalmente compreendeu o que estava acontecendo. A jovem sentiu o próprio rosto abaixar, e aquela conhecida sensação de seus olhos ardendo e o corpo ameaçando se contorcer em soluços.
Draco aproximou-se e fez com que ela levantasse o rosto, erguendo-o pelo queixo.
- Você não me entregou nada, ok? Eu só estava.. brincando. Me desculpe. – Viu-a, então, suspirar aliviada. Imaginou que fosse o momento para explicar sua presença ali. – Eu estava ontem na festa, e me ofereci para trazer você para casa. Isso foi tudo. – Obviamente omitiu a passagem na qual a observava, intrigado com tamanha tristeza, e tomava a responsabilidade por ela. Hermione finalmente piscou, compreendendo tudo que ele lhe dizia, e deu alguns passos para trás, distanciando-se.
- Foi uma brincadeira muito sem graça, Malfoy. Com licença. – E adentrou o próprio quarto, sem esconder a irritação que tomara conta de seu semblante. Fechou violentamente a porta de madeira, e encostou-se nela.
Sem que percebesse, dois filetes escorreram por suas bochechas, e ela os esfregou com as costas da mão, num gesto violento. Muitas coisas passavam por sua cabeça naquele momento, e ela não fazia questão de tentar compreendê-las. A única coisa que a importava era que havia simplesmente dormido, de tão bêbada e cansada. Simples assim.
Arrancou a toalha que ainda envolvia seu corpo, e abriu o guarda-roupas, escolhendo uma camiseta qualquer, e uma calça de moletom. Vestiu-se, e depois penteou os cabelos em frente ao espelho de corpo-inteiro. Fitou seu reflexo, satisfeita por ver-se tão diferente do dia anterior. Até mesmo a opacidade que carregara no olhar por meses estava menos evidente.
(fim da cena)
Draco sentiu seus lábios contorcerem-se em um pequeno sorriso quando ouviu a porta do quarto bater. Há muito não via aqueles olhos tão zangados consigo, como na época de Hogwarts, e isso o fez recordar de porquê gostava tanto de irritá-la, então. Enfiou as mãos nos bolsos da calça, e caminhou decididamente até a cozinha, onde estivera momentos antes preparando algo que se assemelhava a um café da manhã.
Para alguém tão esnobe quanto ele, até que sabia muito bem como usar aparelhos domésticos trouxas, como a cafeteira e o fogão. Logo, a cozinha encheu-se com o aroma amargo de café recém-passado. Arrumou precariamente a pequena mesa que havia ali com algumas coisas, como pratos, talheres e xícaras, e logo foi surpreendido por uma Hermione Granger muito surpresa encostada à porta da cozinha.
- Então alguém mais, além dos elfos domésticos, cozinha na sua casa, afinal. – Apontou, zombeteira, enquanto se sentava em uma das banquetas que rodeavam a pequena mesa. Draco, então, apanhou a panela que estava no fogo, e despejou parte dos ovos mexidos no prato de Hermione, e outra parte no próprio. Deixou a panela vazia sobre a pia, e sentou-se em frente à jovem.
- Não há mais elfos na minha casa, senhorita 'direitos-dos-elfos'. – Retrucou, ainda que sorrisse. Viu-a balançar a cabeça diante do apelido, e encher a boca com uma garfada de ovos.
Depois, Hermione deixou o garfo cair sobre a mesa. Draco levantou os olhos, e encontrou-a com os próprios arregalados, fitando-o.
- Você... – começou, limpando a garganta. Havia um leve rubor em suas bochechas. – Foi você que me trouxe para casa, certo? – Draco assentiu, começando a compreender onde ela queria chegar. – E ninguém veio com você, correto? – Mais uma vez, ele assentiu, observando a expressão dela mudar, a cada instante, para algo mais assustado. – Então... você... – Tentou abrir a boca algumas vezes, mas nada realmente saía. Aquilo estava começando a ficar engraçado, então Draco resolveu completar a linha de pensamentos de Hermione.
- ...Eu trouxe você, te deixei apropriada para dormir, e a coloquei na cama. – Estava tentando ao máximo não rir da expressão da jovem, afinal imaginava o quanto aquilo podia ser embaraçoso. Ela provavelmente estava pensando que a garota-Weasley a havia despido da roupa de festa, e agora havia descoberto que, na verdade, quem o havia feito foi seu antigo arquiinimigo. O que fazia tudo soar ainda mais cômico.
- Certo. – Respondeu, afinal, enchendo a boca com outra garfada. Draco sorriu.
- Eu jamais me aproveitaria de alguém que não está exatamente sóbrio, Granger, ainda mais se tratando de você. Não se preocupe. – Ele completou, fazendo-a engolir apressadamente. Sabia que aquilo a tiraria do sério.
- Uau, obrigada. – Respondeu com azedume, terminando de comer. Levantou-se, e colocou o prato sobre a pia. Apesar de entender perfeitamente o que ele queria dizer com aquelas palavras, alguma parte de si teimava em tentar interpretá-las de outra forma, daquela forma que vinha interpretando tudo há alguns meses.
(flashback)
- Mi! – O ruivo exclamou, fazendo com que ela voltasse sua atenção na direção dele. Estivera a tarde toda com Ginny e Fleur, n'A Toca, dobrando roupinhas de bebê. As três conversavam animadamente sobre a gravidez de Fleur, e outras amenidades, mas Hermione sentira, por todo o tempo, que as amigas estavam de alguma forma tentando distraí-la. Apenas pôde comprovar suas suspeitas quando as duas levantaram-se do sofá e se dirigiram até a cozinha perante a aparição de Ron.
Hermione permaneceu sentada, observando as amigas deixarem a sala em silêncio sepulcral. Ron sentou-se ao lado dela, com um sorriso bobo estampado no rosto. Alguma coisa revirou em seu estômago, e ela teve certeza de que o que quer que ele lhe dissesse faria com que essa coisa subisse para sua garganta em forma de nó.
- Pode contar, já sei que você tem uma novidade! – Disse, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Apoiou a cabeça sobre as mãos, e fitou-o atenciosamente.
- Eu e Gabrielle vamos nos casar. – Dizendo isso, abraçou-a firmemente, vibrando de alegria. Hermione apenas comprovou sua teoria anterior a respeito do nó, e apoiou o queixo sobre o ombro de Ron, enquanto ele a chacoalhava levemente. Ela mal podia respirar.
- Estou tão feliz por você, Ron.. – disse, encolhendo-se no abraço. Apertava terrivelmente os olhos cor-de-mel, sem que ele sequer desconfiasse da força que estava fazendo para não chorar. – Tão feliz...
(fim do flashback)
Hermione despertou de suas lembranças quando sentiu uma mão sobre seu ombro. Draco Malfoy estava a sua frente, fitando seu rosto de perto. Há alguns instantes havia percebido que a jovem já não se movia mais, e a encontrou com um olhar perdido e fixo em coisa alguma. O lábio inferior tremia levemente, e então ele soube que deveria despertá-la da lembrança ruim que invadira sua mente.
Ela puxou o ar para dentro dos pulmões, como se estivesse segurando o fôlego desde o início. Draco notou que seus olhos voltaram a ostentar a opacidade do dia anterior.
- Tudo bem? – perguntou, incerto. Hermione apenas piscou, um pouco demoradamente, e fez com que seus lábios rosados se curvassem em um sorriso singelo.
- Claro. – abriu os olhos, fitando-o. Draco tirou a própria mão do ombro da jovem, entendendo, naquele olhar, que aquela era uma situação um tanto quanto contraditória ao tipo de relação que possuíam. Nenhuma.
Em um piscar de olhos, ele viu Hermione passar de melancólica a ativa. Ela endireitou-se, colocou o cabelo cacheado atrás da orelha, e começou a arrumar a mesa e a louça. Pensou em buscar a varinha no quarto para lavar os pratos e panelas sujos, mas mudou de idéia ao lembrar-se da reunião no Ministério marcada para as três da tarde. Fitou o relógio de parede redondo e constatou que já era meio dia.
- Malfoy, eu tenho uma reunião no Ministério às três, então preciso me arrumar. – anunciou, enquanto ele apenas a fitava de uma forma engraçada. – O que?! Preciso chegar cedo e organizar uns papéis antes, ora. E além disso, não me lembro desse assunto ser da sua conta. – Completou, fazendo-o imaginar se ela falava sério ou em tom brincalhão.
Ela deixou-o sozinho na cozinha, e foi até o quarto para se trocar. Imaginou que, quando retornasse, o loiro já teria partido.
A verdade era que aquela seria uma reunião muito importante para sua carreira. Não era segredo algum no departamento que Jack Carworth estava se aposentando, e que, portanto, algum de seus funcionários o substituiria. E não era com falsa modéstia que Hermione Granger esperava que a vaga fosse sua. Ninguém trabalhava com a mesma eficiência e dedicação que ela, e aquele era um posto que vinha cobiçando desde que entrara para o Ministério, aos dezenove anos. Era insegura no início, por ser jovem e inexperiente, mas seu empenho fez com que rapidamente ganhasse credibilidade e importância naquele departamento. Agora, aos vinte e dois, era uma espécie de consultora de Carworth, e tinha praticamente certeza de que seria sua substituta.
Suspirou, fitando a própria imagem no espelho de corpo inteiro. Conseguira uma imagem bem profissional com as roupas que escolhera. Usava uma camisa branca bem acinturada, com mangas ¾ e fechada na frente por um discreto zíper. A saia lápis preta terminava pouco acima dos joelhos, e tinha uma pequena fenda na lateral. Além disso, usava meia-calça fumê e um par de sapatos negros de bico fino e salto agulha. Os cabelos cacheados chegavam aos ombros, num corte repicado, e a grossa franja cobria sua testa. Sorriu para o reflexo, e deixou o aposento, indo diretamente para a cozinha. Já era uma e meia, hora de aparatar para o Ministério.
- Não está arrumada demais para uma reunião? – Uma voz vinda da sala despertou-a de suas atividades, fazendo com que desse um pequeno pulinho de susto. Virou-se, e se deparou com Draco Malfoy ainda na sala de seu apartamento.
- Acredito que não. – Apanhou a pasta de couro negro que estava em uma das cadeiras da mesa da sala, e abriu-a, colocando dentro da mesma alguns papéis que estavam sobre a mesa. – E você? – Perguntou, sem fitá-lo.
Draco apenas cruzou os braços atrás da cabeça, e pareceu pensar sobre a pergunta.
- Eu acho que está. – E levantou-se, indo em direção à porta despreocupadamente.
Hermione revirou os olhos.
- Não foi isso que eu quis dizer com a pergunta. – Declarou, prendendo a varinha ao cós de sua saia. – Eu perguntei o que você.. – Ele a interrompeu com um aceno.
- Sim, sim. O que eu ainda estou fazendo aqui. – Abriu a porta, fitando o hall do quinto andar. – Até mais, Granger. – E, num estalo, aparatou, deixando no ar um espaço vazio.
A jovem bufou, apanhando a pasta e também deixando o apartamento. Trancou a porta, e chamou o elevador. Uma pequena seta iluminada indicava que este estava subindo, o que deu a ela alguns instantes ali. Sua intuição tentava avisar sobre alguma coisa, talvez uma mudança de planos, mas Hermione a afastou. Estou apenas ansiosa, pensou. E, com um sorriso, entrou no elevador, apertando o botão que indicava o andar térreo.
N/A: Oi pessoal! (se é que, depois de UM ANO, alguém ainda passa por aqui)
Desculpem absurdamente minha demora!! Faculdade mata a gente, além do bloqueio de escritor. Esse capítulo já estava pronto desde...sei lá...sempre. Mas eu nunca tinha tempo de publicá-lo. Desculpem MESMO.
Mas está aí, espero que gostem, como eu tenho um carinho especial por essa pequena.
D.
