Capitulo 3 – Decisão.
Draco acordou tarde, sentindo o corpo dolorido, pelo descanso escasso.
Assim que desceu para tomar o desjejum (ou seria correto dizer almoço?), viu sua mãe ler contrariada um jornal.
Ela desviou a atenção da leitura ao vê-lo se sentar, em frente a ela.
- bom dia Draco. Quer que eu mande trazer um lanche, pra você? Pois acho que seu pai ira se atrasar para o almoço, e pensei em esperá-lo.
Draco sorriu para mãe, e sem que fosse necessária nenhuma palavra de sua senhora dois elfos trouxeram um lanche para Draco.
- anda dormindo mal filho?
- um pouco de insônia, mãe nada que deva se preocupar. Haverá festa de natal este ano aqui ou iremos à dos Zambini?
- iremos à dos Zambini.
Draco queria perguntar, para a mãe porque ela resolvera esperar pelo marido para o almoço, mas resolveu não perguntar, já que não deveria ser por um bom motivo que ela estava mudando seus hábitos normais.
- Draco...
Narcissa Malfoy olhava pensativo o filho que lhe dirigira a atenção.
- sim, mãe.
- você ficou sabendo, dos planos de seu pai?
Draco terminou de beber seu suco, já pressentindo que da conversa não sairia nada bom.
- não, o que ele anda planejando?
- pretende, mesmo com a derrota do Lord, derrotar Potter e a ordem da fênix.
Ele passou a mão pelo cabelo na tentativa de afastar os pensamentos assassinos que estava tendo contra o Potter.
- ele é idiota ou se faz passar por um?
- ele é um.
- bom agora à pergunta de um milhão de galeões: qual foi a droga que lhe deram para que você se apaixonasse por ele?
Narcissa revirou os olhos.
- quem falou de paixão!
Draco deu um sorriso sarcástico para a mãe.
- e qual será a sua posição nesta tolice.
- era sobre isso que queria falar com você filho, se você quiser apoiar seu pai, eu apoiarei, senão esperarei o almoço para comunicá-lo de nossa decisão.
Draco pensou durante algum tempo sobre o fato. E com calma deu a resposta.
- se fosse apenas matar o idiota do Potter, beleza, eu não gosto dele, e prefiro-o fora do meu caminho, mas não sou otário de comprar briga, com todo o mundo bruxo, pois não podemos esquecer que ele é o tal agora, e a ordem da fênix está muito bem organizada, prefiro levar minha vida, longe dos ideais inúteis que nos levaram para a morte.
- ótimo já esperava isso de você, como bem sabe Draco, a posição do nome Malfoy está péssima, muitos desconfiam da participação de seu pai na guerra, mas pelo contrario, o nome Black voltou a ser considerado honrado, e eu sou a herdeira da fortuna de seu avo e de Bellatrix, com isso, temos dinheiro suficiente para viver, esplendorosamente sem seu pai.
- e como já faz muito tempo que a senhora quer vê-lo longe...
- exato. Sem contar que oficialmente todas as fortunas dos Malfoy passaram para você quando completou dezoitos anos, como seu avô, determinou no testamento seu pai apenas comanda os negócios.
- e se ele tentar algo, verá, que não deve se meter conosco mãe.
Narcissa sorriu para o belo filho de dezenove anos.
- mãe?
- sim.
- a senhora era a espiã, da ordem não era? No final da guerra.
Narcissa sorriu para o filho.
- você sempre soube não é?
- é claro, ou a senhora pensa que acreditei que escapamos ilesos, só por Snape ter nos defendido?
- entenda Draco, nosso lugar é junto aos vitoriosos, não aos perdedores.
- sei... Vejo-lhe depois vou até a casa de Blaise.
Narcissa ficou pensativa, do porque de Draco querer o Potter fora do caminho dele, mas foi tirada do devaneio ao ver a chegada do marido.
Após uma breve discussão, Lucius, irritado tentou atacar a esposa.
- sua traidora...
Mas foi parado eficientemente por mostro, que sem demora, tratou de revidar todos os maus tratos que sofrerá na mão do marido de sua senhora.
E olhando pro corpo sem vida do marido Narcissa lamentou que não tivesse escolhido um pai melhor para o filho.
E no final do dia Draco, ficou sabendo do acidente que acorrera com o pai, morto ao tentar atacar dois aurores.
Tirando os olhos da carta que comunicava a morte do pai, Draco, olhou para a mãe, que parecia calma.
- a senhora chegou a falar com ele sobre nossa decisão?
- sim.
- sei...
Draco se recolheu pensando que gostava de ter a mãe como amiga, por que como inimiga ele achava que nunca haveria ninguém pior.
Ficará tudo bem.
Amanhã, você disse.
Quando acordar combateremos seus medos
Quando acordar Ainda estarei aqui
Não chore não derrame uma lagrima
Hermione acordou e viu a enfermeira lendo um livro calmamente.
- desculpe-me senhora, que dia é hoje?
- hoje é dia vinte e três de dezembro querida, faz exatos dois dias que dorme.
Hermione tentou se levantar, mas foi tomada pro outra tontura.
- o que eu tenho?
- a senhorita esta esgotada emocionalmente então o doutor Granger lhe receitou alguns calmantes, por isso está sonolenta.
Hermione deitou-se novamente e tentou clarear os pensamentos. Recordando que seu padrinho estava cuidando dela, e de todos os assuntos pessoais de seus pais.
Sentindo que novamente que ia se entregar as lágrimas, Hermione se controlou.
Tinha que falar com seu padrinho.
- poderia chamar meu padrinho, por favor?
- ele saiu hoje de manhã, para resolver alguns problemas assim que ele chegar mando avisa-lo que acordou, agora deve, descansar um pouco.
Minutos depois sentiu um toque quente e conhecido em seu rosto.
Abriu os olhos e reencontrou os olhos castanhos e familiares de seu padrinho, extremamente parecido com seu pai.
- que bom que despertou sol.
- desculpe-me por deixá-lo preocupado, Jonh.
- não se preocupe querida, eu estou aqui.
- eu deveria estar lhe ajudando com todos os detalhes... – Hermione sentiu que ia chorar, mas foi abraçada pelo padrinho.
- não se preocupe com isso querida, alias era sobre isso que gostaria de lhe falar. – Jonh se virou para a enfermeira e a observou sair e fechar a porta. – apesar da demora, hoje os corpos de seus pais foram liberados, e já providenciei tudo para a cremação, pois sabia que seu pai gostaria disso, sei que é doloroso falar sobre isso, mas sabe se sua mãe tinha outro desejo.
Hermione ficou calada, pensando que não sabia nada sobre isso, e se sentiu de repente mais triste, nada sabia sobre os desejos de seus pais, já que nos últimos anos estivera longe pela guerra em seu mundo.
- eu creio que não.
- ótimo a cerimônia será essa noite mesmo, já que depois só poderia ser feita depois do feriado de fim de ano.
- Jonh?
- sim querida,
-porque mais de uma semana para liberarem os corpos? Eles não faleceram dia 15?
- sim, mas...
Jonh estava visivelmente inquieto.
- há algo que não me contou?
Hermione sentiu o coração acelerar de tensão.
- bom, querida, apesar de ter sido, um acidente de carro, os detetives estranharam, porque o carro, não estava tão destruído, e as aparente escoriações, não indicavam morte imediata, então eles tiveram que fazer alguns exames, para descobrirem a razão exata da morte.
- e qual foi?
- aparentemente o coração deles sofreu um grande choque e parou de bater, acham que foi o impacto da batida...
Hermione ficou quieta enquanto sua mente assimilava todas as novas informações.
- querida... Você esta bem?
Acordada do devaneio Hermione olhou para o tio, e só naquele momento pode ver claramente como ele estava abatido.
- não se preocupe, eu estou bem, e ficarei aqui para me arrumar para a cerimônia, Tio?
- sim.
- você deve descansar um pouco, nós vamos superar tudo...
Hermione viu seu ultimo parente de sangue sair e voltou a pensar e depois de alguns minutos ficou claro em sua mente.
Seus pais não haviam sofrido um simples acidente, eles haviam sido mortos, pela maldição da morte.
Sentindo uma imensa raiva apoderar-se dela, Hermione jurou que se vingaria de quem havia feito isso.
Minutos depois Harry Potter e Rony Weasley haviam sido informados das suspeitas de Hermione e corriam atrás de mais informações.
Enquanto Remus Lupin entrava junto com Tonks, na fria sala do necrotério para examinar os corpos dos pais de Hermione antes da cremação.
Três dias depois, Hermione recebia a visita de seus melhores amigos e de Remus Lupin, que trazia com ele, o nome exato do assassino de seus pais.
Hermione sentia sua mente trabalhar febrilmente na idéia fixa de vingança.
Contra Lucius Malfoy, até ouvir pelo próprio Lupin que Lucius fora morto, ao tentar atacar a esposa.
- quem o matou?
- monstro.
- elfo da família Black?
- sim com a morte de Sirius ele passou para Bellatrix, e agora pertence à Narcissa.
- pensei que era de Harry.
Harry que estava sentado ao lado da amiga sorriu.
- eu abri mão dele, que correu para as Black.
- Narcissa, como sabem era nossa informante no fim da guerra, e aparentemente não concordou com o marido que pretendia se vingar de todos os membros da ordem, quando ele perdeu o controle monstro, defendeu a senhora dele.
- e vocês falando que ele não prestava para nada.
- agora esqueça esse sentimento ruim de vingança querida.
Tonks sorria para ela.
- eu vou esquecer, obrigado a todos...
- nós somos seus amigos, só lamentamos não termos sido informados dos planos de Lucius antes, pelo que entendi minha Tia achava que ele ainda não havia feito nada, mas como ela entregou o nome de todos os comparsas do marido, não teremos novos problemas. – Tonks sorria na tentativa de animar a amiga.
- sorte a nossa Narcissa amar mais o status e poder do que o marido e os ideais dele. – Rony sorria para Hermione tentando encoraja-la.
- sabe Rony, eu acho que a muito mais por trás das decisões de minha tia, pra dizer a verdade, aposto que há um responsável, por ela desejar se livrar do marido.
Todos olharam para Tonks, mas Hermione olhou diretamente para Remus.
- aposto que sei quem é... – Hermione se sentiu feliz ao ver o que ninguém tinha percebido e deu um meio sorriso ao ver os olhos de Tonks, sorrirem junto ao dela. Enquanto Remus ficava em silêncio.
- quem? – Harry e Rony disseram juntos.
- vocês vão descobrir.
E todos mudaram de assunto, conversando sobre os preparativos do casamento de Tonks e Carlinhos.
Hermione tentou prestar a atenção nos amigos, mas encostada no peito de Harry, Hermione, fechou os olhos se lembrando dos bons momentos que vivera com seus pais, prometendo a eles, que não choraria mais, e sim sorriria se lembrando todos os dias deles...
Não posso mais suportar
Sequei minhas lágrimas
E agora encaro os anos
Do jeito que me amou
Dissipou todas, as lagrimas.
Fim do capitulo Três.
Vivis Drecco ® Uma disputa Eterna. © 2006.
