Jogo Perverso

Cap. III – Que Comece o Jogo...

Malfoy quase tossiu ao ouvir o nome. Seria possível? Para não perder a pose, deu uma gargalhada de desdém, acusando seus "amigos" de lhe fornecerem falsas informações. Os garotos negaram a acusação e puseram-se a contar as histórias das caçadas da ruiva, e falar sobre seus pobres pretendentes, que acabavam por levar um "chute" inevitável da moça.

Draco mal podia crer em sua sorte. Logo a fã número um do Potter! Parece que ela crescera e resolvera abandonar o clube... Melhor para ele, que tinha mais uma presa à vista. Todavia, um problema lhe vinha à cabeça: como se aproximar da Weasley? Se fosse qualquer outra jovem, dar-se-ia um jeito, no entanto a ruiva... Ela era de uma família que ele odiava e desprezava desde o momento em que viera ao mundo, era pobre, o que sempre foi motivo para que ele fizesse piadas de mau gosto, atos que a enfureciam, era grifinória, afinal, não era possível esquecer a rivalidade milenar entre a suas casas, e, ainda por cima, ela estava do lado do herói e ele, do vilão. A garota tinha todas as razões, e mais algumas, para lhe dar um "fora" astronômico, caso ele fosse abordá-la.

Malfoy já estava a ponto de esquecer a idéia de conquistar a Weasley, quando lembrou das histórias contadas pelos informantes. "Se ela realmente souber jogar, como me informaram, não levará nenhum desses motivos em conta, pois busca o mesmo que eu: apenas uma conquista. Sem sentimentos, compromissos ou laços de qualquer tipo. Se eu abordá-la com sutileza, pode dar certo.", pensou o loiro com um sorriso desdenhoso.

A primeira medida que precisava tomar era: arranjar uma maneira de conversar a sós com ela. Durante a conversa, não deveria chamá-la pelo sobrenome, visto que isso denota frieza. Seu pai lhe dissera uma vez que chamar alguém pelo primeiro nome era sinal de intimidade, o que deveria ser evitado. Entretanto, Draco sabia controlar seu grau de intimidade com as pessoas muito bem, bem o suficiente para utilizar o primeiro nome das mulheres como parte da sua sedução. Era raro ouvir um Malfoy chamando alguém pelo nome, assim, o loiro carregava a voz de sensualidade ao murmurá-lo ao ouvido de suas presas. Aquilo fazia parte do seu show.

Após pensar um pouco sobre como se aproximar da presa, acabou encontrando a solução perfeita. Seria uma abordagem sutil, apenas para saber se ela realmente era capaz de jogar. Entretanto, precisaria da ajuda de alguns sonserinos conhecidos seus, aliás, ajuda foi uma colocação errônea, serviços seria mais apropriado.

"É, Weasley... Se prepare...", pensou o sonserino com um sorriso maroto no canto dos lábios.

"What a wicked thing to say…"

"Wicked Game" by Chris Isaak