Ola… Este capitulo é basicamente um lemon então já estão avisados… Para quem já não tem salvação como eu espero que gostem…
Boa leitura…
Capitulo dois: A tolice de um bobo, a paixão de um rei
A festa prosseguiu sem problemas, uma comemoração simples, se tivermos em conta que estamos a falar de realeza, mas compreendemos isso pelo facto de esta ser apenas a celebração do anúncio do casamento que estará por vir. A própria noiva encontra-se ainda no castelo do seu pai quem sabe preparando-se para a viajem que teria que fazer para então ir directamente para o altar onde a primeira palavra que dirá aquele homem que lá a irá esperar será um sim. Sim aceito tornar-me tua mulher pelo bem do nosso reino e das nossas famílias. Sim aceito deitar-me contigo, homem para mim desconhecido, e te dar quantos herdeiros desejardes para a união e prosperidade das nossas linhagens. Sim aceito tudo isto. Mas então porque é que a pergunta do padre foi se te prometia amar e ser fiel? Não sabe ele que não são esses os motivos que nos trazem aqui? Não sabe que nos perguntando isso seremos obrigados a mentir a Deus?... Talvez sejam estes os pensamentos da princesa ou talvez ela tenha uma mente mais simples e frívola e tais preocupações não assombrem o seu espírito. A verdade é que se não a inquietavam certamente não poderíamos dizer o mesmo em relação ao seu noivo que apesar de não demonstrar isso nos seus gestos, na forma como gracejava animadamente com os seus convidados e como mantinha uma conversa amena com aqueles que o rodeavam, como sorria e se mostrava cortês para com quem o ia felicitar pelo noivado, ainda olhava para mim prudentemente quando tais pessoas que não conseguiam perceber o seu olhar enublado pela tristeza, se afastavam, e de forma discreta e silenciosa me mostrava o quão desassossegado se encontrava o seu intimo e me suplicava pelo conforto que só mais tarde lhe poderia dar.
É por esta razão que aproveitando aquela aglomeração de pessoas no salão principal me esgueirei por entre os corredores, ainda antes da festa acabar, para encontrar uma das muitas passagens secretas das quais apenas o rei deveria ter conhecimento e que serviriam como rota de fuga para o mesmo caso se mostrasse necessário. Existia uma por trás de cada parede do castelo pelo que uma pessoa que as conhecesse bem poderia se mover facilmente sem ser visto, e graças a Itachi eu conhecia-as perfeitamente como à palma da minha mão sabendo que caminho tomar para poder entrar nos seus aposentos sem ser incomodado por guardas alcoviteiros e excessivamente zelosos. Agora encontrava-me ali já desprovido da roupa colorida e demasiado festiva que enverguei durante a dança e que não era nada adequada para o momento tendo em conta a verdadeira natureza da situação e a razão que me levou ali, abrir os meus braços para acolher o coração de um rei cansado e resignado com as suas obrigações que procurará em mim tanto o apoio como o remédio que o fará, ainda que por instantes, esquecer de quem é. Envergo agora uma túnica branca que apesar de estar larga e me ir quase até aos pés se monda delicadamente ao meu corpo a cada movimento no balançar delicado daquele tecido fino e rendado. Era uma peça deveras magnífica que eu nunca teria tido possibilidades de obter se não fosse pela generosidade de Itachi. Nunca lhe pedi nada. Desengane-se quem pensa que o facto de ter aceitado tal presente demonstra algum interesse. Apenas não pude recusar o pedido do meu rei quando solicitou que a vestisse e muito menos negar o seu presente quando com olhos a brilhar de alegria e adoração disse que parecia um anjo. Se pereço tal ser ou não realmente não o sei. O que sei é que esta noite gostaria de puder ser um para o meu rei, o seu anjo da guarda, e foi por isso que a vesti.
A comemoração prolongou-se por mais tempo do que imaginei e tendo-me recostado na sua cama a sua espera acabei por adormecer banhado pela luz do luar. Acordei quando senti a cama a afundar-se ao meu lado e uma mão a acariciar suavemente os meus cabelos.
_Naruto…_Aquele que vi. Aquele Itachi que a lua iluminava. Aquele Itachi que com olhos suplicantes proferia o meu nome como uma prece. Aquele rei desprovido das suas máscaras que tinha que manter em frente de todos os outros. Aquele ser tão belo e tão forte mas ao mesmo tempo tão frágil e precioso. Aquele homem era só meu.
Não era necessário trocar quaisquer palavras. Apenas estendi os meus braços e deixei que ele afunda-se o seu rosto junto ao meu pescoço. Ele voltou a repetir o meu nome… Uma e outra vez… Imensas vezes enquanto outros tantos imensos beijos eram distribuídos pela minha pele a medida que fazia deslizar a minha túnica pelos meus ombros… Em cada pedaço de pele que ia descobrindo ia também depositando infindáveis beijos tão suaves que eram quase como a carícia de um vento quente numa tarde de verão. Um vento tão quente que fazia a minha pele arder e estremecer a cada novo contacto com os seus lábios. Sem parar com o que fazia comigo e sem que eu nota-se através dos meus olhos semi-serrados pelo prazer ele mesmo viu se despido das suas roupas, já que as minhas mãos permaneciam incapazes de fazer algo mais que não fosse se entrelaçarem na roupa da cama buscando algum apoio para o meu corpo tremente e quando o tecido que antes cobria a minha pele foi completamente retirado e um último beijo depositado no meu pé eu não consegui mais conter aquele fogo que me consumia e sem que ele sequer chega-se a tocar na minha zona mais íntima acabei por sucumbir ao prazer vendo os seus olhos contemplantes sobre mim enquanto jogava o meu corpo para trás e tentava conter aquele grito rouco de prazer que teimava em sair pela minha boca.
Nu, aos meus pés, de joelhos sobre a cama, ele observava-me ofegante e ainda incapaz de ordenar aos meus músculos que parassem de tremer e então sem se importar com aquele líquido que sujava o meu abdómen deitou-se sobre mim abraçando-me e beijando pela primeira vez a minha boca. Ah… Como aquele beijo me podia ter levado ao delírio novamente… A sua pele repousando sobre a minha sem qualquer impedimento fazia-me sentir o quão perto também ele estava de alcançar aquele mundo de prazer sublime. Por isso mesmo é que dando impulso ao meu corpo reverti as nossas posições e num movimento rápido sentei-me sobre ele fazendo-o enterrar-se dentro de mim lentamente. Comecei a mexer-me sem qualquer presa ainda me sentindo aplacado pela dor do meu acto impensado. Mas a forma como ele erguendo o seu peito me veio abraçar distribuído carícias e novos beijos pelo meu rosto fizeram me esquecer a dor pelo simples facto de me sentir amado. Apercebendo-se que a dor havia passado Itachi fez algo que nunca havia sido do seu feitio mas que apenas revelava a aflição do seu coração. Segurando as minhas pernas começou ele mesmo a guiar os meus movimentos investindo em sincronia contra mim de forma desesperava passando então a agarrar o meu corpo buscando cada vez mais e mais contacto, clamando o meu nome sem qualquer pudor. Os movimentos eram cada vez mais rápidos… A cada investida parecia que ele ia cada vez mais fundo… Que a qualquer momento ir-se-ia fundir com o meu próprio corpo. Itachi nunca me havia amado daquela forma. Apesar de sempre o fazer intensamente a sua preocupação para com o meu bem-estar sempre o refreava de certa forma. Mas agora não. O seu medo de me perder. A ideia de ter que se deitar com uma mulher que nunca conhecera e com ela ter um filho e constituir uma família que para ele, pelo menos agora, não poderiam passar de uma mentira, atormentava-o tanto que ele simplesmente buscava sentir-se amado. Entregar-se nos meus braços e deixar-se sucumbir na esperança de que eu o pudesse retribuir. E assim, entre todos aqueles sentimentos que nos rodeavam e que pareciam que me iriam consumir, eu quebrei a minha regra número um, deixei-me levar pela paixão que naquele momento aquele homem que sempre amei com um coração puro me fez sentir. E sem me aperceber da insensatez do meu acto abracei-o com toda a minha força deixando-me aplacar pelas chamas da paixão ao mesmo tempo que também sentia ele próprio a marcar-me mais uma vez com a sua essência. Tal como ele gritou o meu nome eu gritei o seu. Proclamando-o meu. O meu Itachi.
Sem mais nada dizer. E sem forças nem vontade para nos afastarmos um do outro apenas nos deixamos cair sobre a cama e ali ficamos a contemplar-nos um ao outro, cada um com os seus medos e pensamentos sobre o que havíamos acabado de fazer. Entregamo-nos à paixão como nunca havíamos permitido que acontece-se e agora ambos sabíamos que isso traria as suas consequências. E se por um lado Itachi ainda que apreensivo parecia feliz pela minha entrega, o receio e a culpa consumiram-me rapidamente e eu temi mais que nunca pelo nosso futuro. Quem havia de pensar que um rei poderia ser tão tolo como o seu bobo?
…
Espero que tenham gostado… e mesmo que não deixem reviews… se sim também, como é obvio.
Agradecimentos a YukiYuri; PhobosFreak e Lady Yuraa -pptusachan- que deixaram review no ultimo.
Até a próxima beijos Ísis…
PS: Para quem se questiona sobre a demora é simples… eu ando na faculdade, em medicina e não nós não temos vida própria… Mas mesmo assim peço desculpa e prometo que sempre que puder vou tirar um tempo para escrever então não se zanguem… Obrigado por continuarem a ler apesar de tudo.
