Disclaimer: InuYasha não me pertence... Infelizmente a Rumiko sensei teve a idéia primeiro. (soco no ar) Droga!
Dedicatória: Dedicado a Rin-chan, que passou de mera conhecida a uma amiga especial em alguns poucos dias.
Especial: Dedico esse capítulo a todas as leitoras amáveis que eu sei que esperaram pela continuação com toda a paciência do mundo! Certo? Explicações sobre a demora no final do capítulo...
Ah! Mas é CLARO que eu não posso esquecer da minha amada amiga Rin-chan, que foi paciente ao cubo do quadrado perfeito com a minha pessoa, ajudando-me quando eu empacava nas cenas! O que acontecia a cada cinco minutos... (gota)
Aviso: Antes que vocês percebam, erros podem ocorrer. A droga do come algumas letras quando eu posto! (ódio) Mesmo que eu revise quatro, cinco vezes cada cena! Sempre que eu posto, os errinhos aparecem... Portanto, eu gostaria de desculpar-me por eles! (sorrindo sem graça) Mas chega de avisos! Vamos ao capítulo... Divirtam-se!
- - -
Seishin no Akuma
Por Domina Gelidus
Capítulo terceiro
A noiva de Sesshoumaru.
Estava tão próximo que podia sentir sua respiração vir de encontro aos seus cabelos negros. Arregalou os olhos e contraiu os músculos; teria ouvido claramente?
- O que... O que disse Akira-sama?
Silêncio.
Notou que ele se afastara alguns centímetros, dando-lhe a liberdade de mover-se.
- Desculpe... Não pretendia constrangê-la! – respondeu por fim, sorrindo docemente.
Rin fitou os olhos amarelados de Akira e, por um instante, esqueceu-se por que e como viera parar ali. A voz do estranho hóspede irrompeu do vazio de seus pensamentos.
- Acho que Jyaken-sama já se acalmou... – sussurrou ele, lançando um olhar perscrutador à porta.
Rin assentiu sem nem mesmo saber o por que. Continuou a observar a face serena do homem de longos cabelos negros por mais alguns instantes, até que seu corpo lhe obedecesse. Sem dizer mais palavra alguma, virou-se e abriu a porta, retirando-se em seguida.
Caminhou aleatoriamente pelo pátio, parecia perdida e atordoada. Teve a certeza de que apenas encontrou seu quarto porque ele era o único cuja porta estava completamente aberta.
- - -
A youkai de cabelos dourados caminhava lentamente pelo pátio. Tinha o rosto suado e as mãos ainda sujas de fuligem. Ainda que estivesse um pouco confusa sobre o que ocorrera, achou por bem verificar a situação de Rin. Olhou o redor, seria impossível adivinhar em qual quarto a púbere haveria de ter se infiltrado.
- Rin? – chamou – Rin! É Yasu... Onde você está?
Não houve resposta.
- Rin? – tentou uma terceira vez.
Foi então que notou o movimento de uma das portas de madeira clara. Avistou, depois de alguns segundos, a figura receosa de Rin, escondendo o corpo atrás da estrutura na tentativa de não revelar seu esconderijo.
Sorrindo, Yasu se encaminhou até ela, adentrando o quarto de Rin e fechando a porta atrás de si.
- Você está bem, menina? – indagou, sentando-se na cama.
Rin lançou-lhe um olhar interrogativo.
- Jyaken-sama jaz inconsciente no gramado do lado de fora. – fez uma pausa e riu baixinho – Acho que vai demorar certo tempo para acordar!
- Jyaken-sama? – repetiu, a expressão desatenta – Ah sim! Ele está bem?
Yasu franziu o cenho.
- Você me parece... Tem certeza de que se sente bem Rin-chan?
- Hai! – a jovem aquiesceu – Estou só um pouco tonta... – revelou, sentando-se ao lado da amiga.
- E não era pra menos! – a outra girou os olhos – Aquele youkai verde vai ter que se entender com Sesshoumaru-sama quando ele voltar! – terminou de falar e voltou-se para Rin – Você não deveria ter vindo para cá! Seria o primeiro lugar que Jyaken-sama iria procurar por você...
Rin mirou o chão de madeira como se houvesse algo realmente interessante nele.
- Vir para meu quarto? – repetiu, confusa – Mas eu não vim para—
"Eu fui...", parou um momento e tentou puxar pela memória. Onde estava mesmo antes de voltar para seu quarto? "Como posso não me lembrar de uma coisa tão extremamente simples?!". Franziu o cenho quase que imperceptivelmente, tinha que se lembrar o que havia feito enquanto fugia de Jyaken-sama. "Eu voltei para o pátio e... Entrei no quarto de Akira-sama?!"
- Rin? O que você tem?!
- Hai! Agora me lembro... – a jovem sorriu – Eu fui para o quarto de Akira-sama!
Yasu arregalou os olhos coloridos.
- Bom... Acho que foi melhor que voltar para cá! – inspirou profundamente e pôs-se de pé – Mas agora já está tudo sob controle! Jyaken-sama será constantemente vigiado por mim! – fez uma pose gozada e gargalhou em seguida.
Rin também riu, acompanhando a amiga até a porta do quarto.
- É melhor você se deitar um pouco, parece meio atordoada... – Yasu voltou-se para ela, já do lado de fora do aposento – Quando a carruagem estiver pronta eu venho chamar você.
Rin sorriu, agradecida.
- Arigatou Yasu!
A youkai assentiu e, antes que voltasse a caminhar pelo pátio, voltou-se para Rin mais uma vez.
- Rin-chan... Akira-sama não achou estranho que você entrasse no quarto dele assim tão repentinamente? – indagou, com uma expressão divertida na face.
Rin sorriu sem graça, balançando as mãos na frente do peito.
- Tive sorte, Yasu! Akira-sama não estava no quarto!
- - -
Foi sentindo-se extremamente bem consigo mesma que Rin atravessou o pátio de entrada do castelo, indo diretamente tratar com a jovem esposa de Akira-sama. A moça vestia um quimono impecavelmente belo, com diversas flores coloridas bordadas sobre o fundo verde musgo. Rin sentiu-se ligeiramente apagada diante a beleza de Emi, mas nem por isso deixou de sorrir ao cumprimentá-la.
- Parece estar muito melhor! – comentou, lançando-lhe um olhar animado.
A mulher levou uma das mãos à fronte, afastando a franja que lhe caía até as maçãs do rosto para trás, deixando que ela voltasse a cobrir insistentemente sua face delicada.
- Hai... – ela concordou – Mas está tão quente ainda! Achei que o crepúsculo traria uma brisa refrescante.
- Se quiserem ficar um pouco mais, ainda podem partir ao amanhecer. – ela sorriu, solícita.
- Iie! Arigatou, mas Akira-sama prefere partir agora. – respondeu, lançando um olhar ao homem que terminava de colocar um último pacote na carruagem.
- Sendo assim, espero que façam boa viagem! – fez uma reverência.
- Você foi muito bondosa conosco, senhorita Rin. Agradeço a hospitalidade, mesmo sabendo que possa lhe criar problemas... – disse, retribuindo a reverência.
Rin sorriu.
- Não se preocupe com isso! Fico feliz por ter ajudado.
Rin observou Emi descer os poucos degraus do pátio de entrada e acenar mais uma vez para ela. Admirou a moça pela coragem de enfrentar a estrada logo ao anoitecer, em uma região tão cheia de youkais. "Akira-sama deve saber o que está fazendo...", pensou consigo mesma, acenando para o homem de longos cabelos negros, enquanto ele se distanciava do castelo.
A poeira erguida pela carruagem demorou a sumir e, quando se deu conta, Rin ainda estava parada na escadaria do pátio de entrada. Observou o céu colorido pelo pôr-do-sol e, instintivamente, pensou em Sesshoumaru. Era bem verdade que ele estava demorando demais dessa vez! "O que será que ele deve estar fazendo agora?", indagou a si mesma, repreendendo-se em seguida por estar pensando demais nele.
- Ele não deve demorar.
Rin deu um pulo para trás, quase escorregando escada abaixo. Virou-se com os olhos assustados, procurando de onde viera aquela voz tão de repente.
- Desculpe... Não queria assustá-la! – Fuyuki sorriu.
- Kami! Quase me mata de susto! – retrucou, levando uma das mãos ao peito arfante – O que disse?
- Sesshoumaru-sama... – ela voltou a olhar o horizonte – Ele não deve demorar a voltar. Não se preocupe...
Rin enrubesceu.
- Eu não estou preocupada!
Fuyuki sorriu divertida, passando o braço sobre os ombros de Rin.
- Ele se preocupa com você...
Mais uma vez Rin sentiu o rosto aquecer, baixando os olhos para o chão.
- Gostaria que não doesse tanto... – ela confessou, descansando a cabeça no ombro da youkai.
- Paciência, menina. Ele pode ser cabeça-dura, mas sempre acaba tomando a decisão correta. – fez uma pausa – Pode demorar um pouco, mas ele vai enxergar.
Rin deixou-se relaxar naquele abraço fraternal. De certa forma, sentia-se parte da família. Uma família muito bizarra tinha de admitir, mas ainda assim, única.
- Venha, vamos tomar um chá antes de preparar o jantar... – sugeriu a youkai, caminhando para dentro do castelo e sendo seguida por Rin.
- - -
Soltou uma exclamação de cansaço depois de jogar o animal morto em algum lugar obscuro do cômodo. Torceu o nariz delicado, aquele lugar já cheirava mal novamente! "E pensar que limpamos isso aqui na semana passada...", pensou desanimada. Fez um aceno positivo ao velho youkai que cortava alguma coisa sobre uma estreita mesa de madeira, e caminhou na direção da saída.
- Sesshoumaru-sama não deveria dar esse tipo de serviço a alguém tão frágil e delicada feito você... – disse, fazendo menção de tocá-la.
Em resposta, ela segurou a mão dele com força, apertando o punho e ferindo a pele.
- Acha que consegue machucar-me com seus poderes, Yasu? – debochou ele, abrindo um sorriso cínico.
- Você vale a tentativa, Isao-sama... – retrucou, também sorrindo cinicamente.
Silêncio.
- Se me der licença... – disse, soltando o punho do general – Eu tenho um banquete para preparar.
- Ah sim! Sesshoumaru-sama por certo que vai aprovar a carne fresca... Agora, não sei quanto à humana que ele trouxe consigo... – riu alto, observando a reação de Yasu.
- O que disse? – ela virou-se para encará-lo.
Ele riu novamente. Yasu sentiu-se tentada em dar-lhe as costas e deixá-lo rindo sozinho da provável mentira que dissera apenas para chamar-lhe a atenção. Por que diabos tinha que ser tão curiosa? Viu quando ele transformou a expressão grotescamente divertida em uma estranhamente vingativa. Sentiu-se assustada por um instante.
- Por que não vai correndo contar àquela humana insuportável que Sesshoumaru-sama voltou? Aproveite e conte a ela que seu amado senhor trouxe outra humana para lhe servir durante a noite! – fez uma pausa para observar o efeito das palavras – Já que ela enrolou demais, creio que ele se cansou de esperar!
- Não pense que uma mentira dessas vai me convencer, caro Isao-sama! – rebateu, tentando lançar-lhe um olhar de incredibilidade.
O youkai deu de ombros.
- Vá até lá então! Veja você mesma com esses seus belos olhos coloridos... – ele riu maliciosamente – Veja que bela e dócil humana ele trouxe com ele... Eu adoraria ver a cara daquela garota quando ela ficar sabendo da nova notícia!
Yasu lançou um último olhar furioso ao general, antes de voltar a caminhar pelos corredores do castelo. "Outra humana?! Impossível! Sesshoumaru detesta humanos...", pensava consigo mesma, "Rin não pode ficar sabendo dessa história!", concluiu, sem perceber que acabara por acreditar nas palavras do general youkai.
Atingiu a porta da cozinha não muito tempo depois. Parou e ficou a observar a estrutura delicada tentando decidir se entrava, ou ficava do lado de fora. Teve a certeza de que ficaria muito melhor se simplesmente ignorasse suas tarefas e fossa para seus aposentos. Ter de enfrentar a amiga e esconder dela a notícia que acabara de receber não seria tão fácil.
- - -
Mesmo o trabalho árduo e a balbúrdia completa da cozinha, não serviram para atenuar o sorriso de pura felicidade que uma certa humana de olhos achocolatados exibia na face. As bochechas estavam mais vermelhas que o comum, mas desta vez não era devido a sua timidez excessiva. Rin trabalhava duramente como as diversas outras youkais; cada uma parecia já saber exatamente o que fazer, executando seus movimentos rápidos e decididos, deixando por vezes a expressão entornar-se em algo sério e carrancudo. Era claro, para qualquer um que ali entrasse, que a garota humana estava alheia ao clima de ansiedade da cozinha. Seu sorriso era tamanho, que chamou a atenção de Yasu assim que esta adentrou o cômodo.
- A carne já está sendo preparada... – ela anunciou, procurando não mirar Rin nos olhos.
- Yasu! – Rin bradou, erguendo ambas as mãos, cada uma com um legume diferente – Você demorou!
A youkai de cabelos dourados suspirou decepcionada e profundamente; realmente não queria conversar com Rin naquele momento. Um leve sentimento de pena tomou conta dela por alguns instantes, mas disse a si mesma pela décima terceira vez que não deveria confiar nas palavras do general.
- Eu preciso de ajuda com o tempero... – ela sorria constantemente, abrindo caminho entre as youkais para voltar a sua mesa de preparos.
Yasu apenas a seguia, cabisbaixa e calada, ela procurava não deixar nenhuma brecha para que Rin entrasse no assunto: Sesshoumaru. Respirou aliviada pela primeira vez depois de dez minutos ajudando Rin; a jovem não havia pronunciado nenhuma única palavra, embora ainda sorrisse constantemente.
- Você está quieta Yasu... – ela comentou, não tirando os olhos de seus afazeres.
A youkai engoliu seco, optando por ficar calada.
Infelizmente Rin não estava disposta a desistir tão cedo.
- Aconteceu alguma coisa? – encarou-a então pela primeira vez, fulminando-a com seu olhar interrogativo.
Yasu parou de cortar o que quer que fosse que estava cortando e encarou a púbere de volta. Sorriu, inspirou fundo e abriu a boca. Não demorou muito para tornar a fechá-la.
- Não. – respondeu por fim, voltando sua atenção para qualquer outro ponto da cozinha – Creio que é apenas sua imaginação.
Rin abafou um risinho.
- Deixe de bobagens Yasu! – ela interrompeu o que fazia e voltou e encarar a youkai – Você nunca foi calada desse jeito! – fez uma pausa e continuou – Sabe quem chegou há algumas poucas horas?
Yasu estremeceu levemente. O que deveria responder agora?
- Ah... Sesshoumaru-sama? – fez-se de inocente.
O rosto de Rin iluminou-se novamente. Yasu pôde jurar que ela iria saltitar cozinha afora, mas a jovem preferiu por ficar no mesmo lugar.
- Hai! – disse simplesmente – Ainda não o vi, mas eu quero ter certeza de que ele apreciará muito o jantar! – completou, passando a cortar os alimentos com maior entusiasmo.
- E ainda bem que aquele tal Akira foi embora antes de Sesshoumaru-sama voltar! – comentou Fuyuki, passando pelas duas com um cesto repleto de pequenos pedaços de carne crua.
Rin fez uma careta e tampou o nariz com a manga do quimono quando Fuyuki passou por ela, lançando um olhar nauseado a Yasu. Era incrível como ainda não se habituara ao apetite dos youkais. Carne crua lhe parecia tão terrivelmente... Crua!
Infelizmente não seria apenas a presença de carne crua que faria o estômago de Rin revirar. Alguns minutos antes de o jantar ser servido ao lorde das terras do Oeste, um certo general inoportuno resolveu fazer uma visita às cozinheiras. E foi com extrema arrogância e falta de delicadeza que Isao irrompeu do outro lado da porta. Trajando um rico quimono que era cuidadosamente encoberto pela armadura prateada, ele pôs-se a caminhar por entre as youkais assustadas, procurando por um rostinho fino e decidido.
- O que quer aqui, Isao-sama? – Fuyuki se manifestou, mirando as costas do general com as mãos na cintura redonda.
Ele não respondeu. Apenas limitou-se a lhe lançar um olhar de extrema superioridade por cima dos ombros largos.
- Está nos atrapalhando, senhor general... – a voz decidida de Rin foi ouvida ao fundo da cozinha.
Isao sorriu.
- Ora, ora, ora... Se não é a defensora dos fracos e oprimidos! – satirizou, caminhando lentamente até a jovem – O que está fazendo na cozinha?! Posso apostar que devem existir muitos outros humanos nas redondezas que podem estar precisando da sua ajuda inútil...
Rin deu de ombros.
- Não ligo para o que pensa, Isao-sama! O senhor é violento demais para usar o cérebro em vez dos punhos... – disse mordaz, apertando o prato de louça branca nas mãos trêmulas.
Isao não se deixou abalar, mantinha um sorriso assustadoramente masoquista na face contorcida. Inspirou profundamente e começou a brincar com uma das facas que encontrou sobre a mesa de madeira.
- Você se faz de tão impetuosa... Apenas por que sabe que seu senhor já está de volta. – fez uma pausa, girando a ponta da faca contra a madeira – O que me conforta é saber que está prestes a perder esse seu posto de protegida! – virou-se para ver o efeito das palavras.
- Isao! Já chega! – Yasu se interpôs, olhando ameaçadoramente para o general.
Em vão, ele manteve-se impassivo, observando o rosto da púbere perder o brilho da superioridade, dando vazão a uma expressão séria e interrogativa. Ele riu.
- Pois não lhe contaram ainda, minha jovem? – fez mais uma pausa, procurando torturá-la com a demora da resposta – Sesshoumaru-sama retornou sim... Trazendo consigo uma belíssima mulher que, sinto lhe dizer, tomará o seu lugar neste castelo...
Rin prendeu a respiração.
- Mentiroso! Não sou tão ingênua quanto pensa, Isao-sama! – ela exaltou-se, estufando o peito e levantando o queixo em sinal de protesto.
- Pois pergunte a sua amiguinha! Vamos! Veja se ela é capaz de negar o que digo! – viu Rin procurar pelo apoio de Yasu, mas desta vez ela não se pronunciou – Vê! – ele riu-se.
A garota baixou o rosto por um instante. Como poderia ser? Seu senhor estava substituindo-a por uma outra? Mas, por que? "O que foi que eu fiz?", indagou a si mesma, voltando a observar o rosto impiedoso de Isao.
- Iie... – ela disse, simplesmente – Mentiroso!
Isao sentiu uma imensa onde de satisfação percorrer seu corpo. Sua vingança finalmente havia chegado!
- Pois pode ver por si mesma, sua humana irritante! Sesshoumaru-sama se cansou de esperar! Se cansou dos seus problemas! Acho que resolveu procurar outra que o servisse como ele espera... – lançou um olhar de malícia a Rin, vendo a garota se encolher e recuar um passo.
O barulho da louça se estilhaçando em vários pedaços chamou a atenção das outras youkais, que olharam abismadas para a discussão que se decorria. Rin observou os cacos brancos aos seus pés, contrastando com a madeira escura do piso. "Sesshoumaru-sama... Então ele saiu para encontrar uma...", sentiu os olhos lacrimejarem e olhou ao seu redor; como gostaria de desaparecer dali para sempre.
- Uma noiva... – ela sussurrou para si mesma, olhando algum ponto inexistente da cozinha.
- É assim que vocês humanas chamam? – ele riu mais alto – Uma noiva... É... Pode-se dizer que sim... E ela com certeza é muito mais bela e atraente que você, humana insuportável! Mas não se aflija... Talvez Sesshoumaru-sama deixe que viva no castelo... Afinal, você ainda serve para fazer o trabalho das empregadas...
Rin levou as mãos aos ouvidos e balançou a cabeça diversas vezes. "Iie! Isso não é verdade! Iie! Iie!", gritou para si mesma, passando por Isao e correndo para a porta da cozinha.
- Você é desprezível Isao! – Fuyuki bradou, indo na direção que Rin tomara.
- - -
- Mentiroso! Mentiroso! – falava para si mesma, batendo com os punhos sobre o colchão de sua cama – Iie! Não Sesshoumaru-sama! Ele não faria isso...
As lágrimas rolavam livremente pelo rosto alvo, atingindo o queixo pontudo e descendo pelo pescoço. Rin balançava a cabeça para os lados repetidas vezes, tentando apagar da memória o que acabara de ouvir.
"Não seja ridícula... Você sabia que mais cedo ou mais tarde ele se cansaria de proteger uma humana fraca e sem graça como você!", alguma voz dentro de sua cabeça gritou, contribuindo para que mais lágrimas dolorosas lhe caíssem dos olhos. Exausta, ela deixou seu corpo desmoronar sobre os lençóis, inspirando profundamente apenas para soluçar cada vez mais alto.
- Rin? – ouviu alguém chamar do outro lado da porta e sentou-se de imediato.
Sem pensar duas vezes, ela correu até a varanda e pulou o parapeito, sentindo a grama orvalhada pelo sereno tocar-lhe os pés descalços. Viu quando Fuyuki abriu a porta de seu quarto e, não a encontrando, saiu apressada de volta para o pátio. Só o que queria agora era paz e silêncio! Precisava ficar sozinha.
Inspirando e tentando tirar do ar alguma força de vontade, ela iniciou a caminhada para chegar ao jardim. Tinha a visão embaçada pelas lágrimas e caminhava com dificuldade devido ao choro excessivo. Sentia-se tão desesperadamente infeliz e abatida; alguém havia lhe tirado seu coração e o feito em pedaços, assim como a carne crua do cesto de Fuyuki. Não soube dizer onde estava quando desabou de joelhos sobre a grama, encobrindo o rosto com as mãos trêmulas e soluçando alto.
- É realmente muito bonito aqui, Jyaken-sama... – ouviu uma risada divertida – Arigatou por me acompanhar!
Então era ela? Rin viu uma jovem mulher de cabelos longos e castanhos atravessar a entrada do jardim, acompanhada pelo servo verde. Sim, Isao-sama estava certo, ela era muito bela. Olhou para si mesma: os pés descalços e as mãos sujas de terra. Por que Sesshoumaru-sama haveria de importar-se com ela?!
Viu quando eles sentaram-se não muito longe de onde ela estava. A moça era realmente delicada e fina, além de chamar a atenção por seus olhos amarelos e brilhantes. Rin suspirou, recostando-se na primeira árvore que viu, e permitindo que seu corpo amolecesse. Levou as mãos à boca para conter um soluço e apertou os olhos, deixando as lágrimas insistentes brotarem dos orbes já avermelhados. "Iie! Por que faz isso comigo?", indagou a si mesma, mirando o céu estrelado da noite e entornando mais e mais gotas salgadas. "Por que me trocar por outra humana? Fui eu quem o serviu todo esse tempo, não foi?! Fui eu que o segui sempre! Nunca me importei para onde o senhor ia, ou se seria difícil demais para acompanhá-lo! Iie!", pensou, abraçando as pernas e se encolhendo de encontro à árvore.
- Se o segui... Foi por minha própria vontade... – disse a si mesma, limpando o rosto molhado com a manga do quimono.
- Jyaken! – sentiu seu coração ser esmagado contra o peito ao ouvir aquela voz – Já lhe disse que não quero que a traga aqui fora!
Arregalou os olhos e estremeceu. Por que ele tinha que exercer tal efeito sobre ela?
- Está bastante calmo aqui, meu senhor... – a mulher se pronunciou, levantando-se e sendo seguida por Jyaken.
- Ah... Gomen nasai, Sesshoumaru-sama! – o servo se desculpou, fazendo uma exagerada reverência.
Sesshoumaru permaneceu em silêncio, esperando que Jyaken e a jovem mulher adentrassem o palácio para o jantar. Caminhou alguns passos na direção de uma das muitas árvores e parou de repente, sentindo o cheiro das flores chegarem às suas narinas com a brisa noturna. Um rosto conhecido e sorridente tomou conta de seus pensamentos, e Sesshoumaru teve que segurar um grunhido. "Pare de pensar nela! Não é por Rin que está fazendo isso...", insistiu em pensar, recusando-se a admitir que poderia sentir alguma coisa. "Sentimentos são para os fracos...", disse a si mesmo, virando-se na intenção de voltar para o castelo.
- Sesshoumaru-sama... – viu a youkai de cabelos alaranjados vir na direção dele.
- O que quer, Fuyuki? – indagou, mostrando desinteresse.
A youkai suspirou e olhou o redor.
- Acho que o senhor esqueceu-se de mencionar a nós que voltaria com uma acompanhante... – disse, receosa – Creio que preparamos algo digno de youkais, não de humanos.
- Diga para Rin tomar conta disso... – disse simplesmente, passando por Fuyuki e caminhando despreocupado até o castelo.
"Cabeça dura! Por que diabos eu tenho que aturar alguém tão incrivelmente...".
- Insensível! – disse Fuyuki sem querer.
Aliviou-se quando notou que Sesshoumaru estava distraído demais para ouvir o que dissera. Agradeceu aos deuses mais uma vez pela paciência descomunal quando se tratava de seu senhor e, inspirando irritada, ela seguiu os passos de Sesshoumaru.
- - -
Dois quimonos, roupas de baixo, seu livro favorito. "Será que esqueci alguma coisa?", indagou a si mesma, revisando novamente tudo o que iria levar consigo quando partisse. "Fugir não adianta... Sabe que ele irá procurá-la...", alguém falou dentro de sua cabeça. Obstinada, ela balançou o rosto para os lados, tentando focalizar seu objetivo.
As marcas das lágrimas ainda eram visíveis no rosto de Rin, contudo ela parecia muito mais calma agora. Fora silenciosamente que chegara ao seu quarto, várias horas após o jantar ser servido. Aparentemente todos dormiam, portanto seria a oportunidade perfeita para deixar o castelo. Quando e por que tivera aquela idéia maluca? Não sabia! Depois de muito chorar e se questionar, chegara à conclusão de que não se importava. Nunca fora egoísta, nunca em toda a sua existência deixara de seguir Sesshoumaru e, jamais questionara alguma ordem direta dele. Sempre o servira com muito gosto. Mas o que ganhara em troca?
- Uma substituta... – sussurrou, apertando violentamente o nó da trouxa.
Ir embora parecia a atitude mais correta a tomar. Sesshoumaru, então, viveria com sua companheira, e ela seguiria seu caminho. "Mas que caminho?!", indagou, observando, aflita, a lua que brilhava no alto do céu. "Só o que conheço é o caminho ao lado de Sesshoumaru-sama...", pensou, inspirando profunda e cansadamente.
Apertou as pálpebras e virou-se bruscamente, caminhando a passos duros até a porta do quarto. Parou, tocou a estrutura com receio e abriu subitamente. Observou a calmaria que reinava do lado de fora. O pátio era iluminado pela luz exultante da lua e, bem no centro dele, uma roseira parecia ser calidamente envolta pela iluminação noturna. Viu a rosa branca lá no alto, sendo sustentada por um gracioso pilar de madeira; majestoso e belo, aquele único botão parecia reinar no jardim do pátio. Rin suspirou ante a exuberância da natureza.
"Ela não estaria ali sem ajuda...", encheu os pulmões de ar e fechou a porta devagar. "Assim como eu não estaria aqui se não fosse por Sesshoumaru-sama...", pensou e, contrariada, desfez a trouxa de roupas que carregava nas costas. "Salvou-me dos lobos, salvou-me da Kagura, de Kohaku... Impediu-me de me machucar tantas vezes que... Ele é minha família... Bem como Jyaken-sama, Yasu e Fuyuki!", concluiu, jogando-se na cama e apertando os lençóis entre as mãos trêmulas. "Ingrata seria eu, se deixasse a todos apenas por que Sesshoumaru-sama não corresponde aos meus sentimentos...", parou de pensar e sentou-se de súbito. Levou ambas as mãos à boca, lembrando-se claramente do que acabara de rematar. Apaixonada pelo senhor das terras do Oeste? Antes apenas queria que ele lhe dedicasse o mínimo de atenção, mas agora... Quando foi que seus sentimentos haviam evoluído desta maneira? Amar Sesshoumaru-sama?!
Inspirou fundo. Pois não poderia ter escolhido pior caminho! "Ruim ou bom, não importa. É ao lado dele que eu vou ficar", tomou, por fim, a decisão, deitando-se de volta na cama e deixando as lágrimas voltarem aos seus olhos sem notar.
- - -
"- Você vai ficar bem, minha filha. Eu prometo! – disse um homem grisalho, acomodando-a dentro de algum lugar apertado."
Rin estremeceu o corpo, ajeitando-se melhor debaixo das cobertas.
"- Não saia daqui até que tudo tenha terminado, está bem? – continuou, beijando a fronte da pequena menina e virando-se para checar a retaguarda – Só depois que os lobos forem embora! Você está me ouvindo Rin? ...Rin?"
Sentou-se tão rapidamente que sentiu sua visão escurecer e sua cabeça rodar. Levou a mão direita até o rosto e secou a fina camada de suor da testa. Observou o ambiente: já estava amanhecendo. "Detesto minhas lembranças...", disse a si mesma enquanto lavava o rosto com água fresca da moringa.
Terminou o processo e foi abrir as cortinas, maravilhando-se com o céu do amanhecer. As cores vivas e as nuvens enodoadas eram, sem a menor dúvida, um deleite aos olhos. Poderia ficar ali o resto do dia, apenas observando o céu e suas mudanças coloridas. "Seria menos doloroso...", pensou consigo mesma, antes de largar a cortina e caminhar até o parapeito da varanda. Sentiu a brisa ainda gelada tocar sua face tranqüila. Havia uma semana que seu lorde voltara, e ainda não se atrevera a encontrar-se com ele. Seria melhor assim, foi a decisão que tomara na noite de seu retorno.
Às vezes ela ainda pensava que tudo teria sido muito mais fácil se tivesse simplesmente ido adiante naquela noite. Todos os dias ela se via obrigada a ser gentil, a forçar um sorriso ou a rir de algo que não sentia vontade. Não podia culpar Miyako, ela parecia ser uma garota muito sincera e sempre a tratara bem, desde o primeiro dia. Sua vontade era, sem dúvida, culpar Sesshoumaru por tudo o que estava acontecendo. Mas tampouco conseguia sentir raiva dele!
Bateu com força o punho fechado sobre o parapeito de madeira, soltando uma exclamação de fúria e esquecendo-se completamente da beleza que antes a acalmara. A brisa fresca lhe atormentava e o cheiro úmido da manhã lhe causava náuseas. Suspirando profundamente, ela voltou enervada de volta pra cama, sentando-se e apertando os lençóis na tentativa de descarregar a dor e o ódio.
- Pretende rasgá-los também? – alguma voz lhe falou, fazendo Rin saltar de onde estava.
- O que está fazendo aqui?! – indagou para a figura jovial que jazia do lado de fora de sua varanda.
A moça riu.
- Não pude dormir... – ela suspirou – Tive aquele pesadelo de novo! Então saí para caminhar e vi quando você abriu a janela. Aconteceu alguma coisa? Você parece aborrecida...
"Sim! Você vai se casar com o youkai que EU amo!".
- Nada... Apenas uma indisposição! – sorriu de volta – E quanto a você? Sente-se bem?
Miyako desfez o sorriso.
- É aquele sonho... Ele me deixa mais perturbada a cada noite! – reclamou, passando as mãos pelos cabelos castanhos – Não sei mais o que fazer! Sesshoumaru-sama disse-me para avisar-lhe se acontecesse de novo, mas... Eu não queria perturbá-lo com meus problemas!
Rin estremeceu ante a menção do nome. Era bem verdade que Sesshoumaru também lhe dissera o mesmo, mas ainda assim ela não conseguia evitar a raiva quando Miyako mencionava seu senhor. "Ciúme não vai ajudar...", pensou, tentando tirar a expressão de desprezo que havia se formado em sua face. Por que diabos ele estava sendo tão gentil com aquela desconhecida? Sim! Há quanto tempo Sesshoumaru conhecia Miyako?! Certamente que não era muito.
- Rin! – chamou-a pela quarta vez – Kami! Você está tão distraída! – ela riu novamente – Por que não vem dar um passeio comigo no jardim?
"Onde eu poderia matá-la e depois esconder seu corpo entre as flores!", assustou-se perante o pensamento, mas logo depois riu internamente. Estava mesmo com ciúme de Sesshoumaru! Que situação!
- - -
- Eu já ouvi Jyaken! – ele exclamou, bastante irritado.
- Sesshoumaru-sama... Hai! – fez uma reverência – Mas... Rin não pode continuar tomando decisões assim! O castelo não é dela, meu senhor!
Sesshoumaru lançou-lhe um olhar tão absolutamente frio, que Jyaken não foi capaz de dizer mais nada. Apenas reuniu o resto de suas forças e saiu dali rapidamente, deixando o senhor das terras do Oeste sozinho.
"Akira...", ele suspirou, pensando na imprudência de Rin. "Ninguém tira nada de Sesshoumaru...", fez uma pausa, lembrando-se da humana, "Nada!". Suspirou profundamente, passando as mãos pela franja prateada, deixando à mostra a meia lua que jazia em sua fronte. Por que tinha que pensar nela? Era uma humana como todas as outras! Por que aqueles olhos brilhantes tinham que persegui-lo sempre?
- Seu desjejum, meu senhor. – Fuyuki se anunciou, deixando a refeição crua à frente de Sesshoumaru.
O youkai inspirou irritado pela interrupção.
- Onde ela está Fuyuki? – indagou friamente, observando a parede oposta da sala como se nela existisse algo de extremo interesse.
- Creio que no jardim, meu senhor. É o único lugar para onde ela vai. – respondeu a youkai, mirando com visível confusão no olhar – Deseja que eu a chame?
Sesshoumaru deixou de observar a parede para voltar-se a Fuyuki.
- Refiro-me a Rin. – disse simplesmente.
- Ah, sim! Não sei, meu senhor. Quando fui ao seu quarto hoje de manhã ela já havia saído. – respondeu, sorrindo interiormente.
"Se quer tanto vê-la... Vá atrás dela!".
- O senhor quer que eu a chame? – indagou, notando o silêncio incômodo que pairou sobre ambos.
- Iie... – respondeu sem demonstrar emoções – Encontre as duas. E diga a Jyaken que, se qualquer uma delas pisar fora do castelo mais uma vez, eu cortarei os pés dele. – acrescentou, começando a se servir.
- Hai, Sesshoumaru-sama.
Fuyuki abafou um risinho e, virando-se de costas para seu senhor, ela revirou os olhos. "Mais cabeça dura que o senhor, apenas dois do mesmo exemplar!", ela pensou, bufando enquanto abria a porta para sair.
- Fuyuki... – ouviu a voz dele atrás dela.
- Meu senhor? – indagou, virando-se para encará-lo.
- Há algo que queira me dizer? – ele indagou, pousando a xícara de chá na mesa e olhando-a direto nos olhos.
"Sim! O senhor vai perdê-la se continuar com esse joguinho de orgulho ridículo!".
- Não, meu senhor. Por que me pergunta? – retrucou com exagerada inocência.
Sesshoumaru intensificou o olhar sobre Fuyuki, fazendo a youkai de cabelos alaranjados estremecer. "Se continuar, eu jogarei o respeito para o alto!", ela concluiu, olhando-o de volta.
- Sabe que realmente me aborrece quando mentem para este Sesshoumaru. – ele disse de repente, não deixando de encará-la.
Fuyuki suspirou.
- Pois se mentimos, o senhor não aprova. E se dizemos a verdade, o senhor gosta menos ainda! – ela desabafou, fechando os olhos e suspirando, cansada.
Sesshoumaru ficou sem fala por alguns instantes; pego de surpresa, ele demorou certo tempo para maquinar alguma reação. "Sinceridade... Deve ser por isso que ainda não a matei!", pensou consigo mesmo, tentando ignorar o tom de superioridade com que Fuyuki dirigia-se a ele.
- O senhor manda, ela obedece. O senhor se irrita, ela se cala. O senhor fica em silêncio, ela fala sozinha. O senhor é grosso, ela sorri. Até quando acha que ela vai agüentar? – desatou a falar, não medindo as conseqüências de suas palavras.
- Tome cuidado com seu tom, Fuyuki! – ele retrucou, em sinal de aviso.
- Pois o senhor não queria ouvir a maldita verdade?! Estou lhe dizendo! Alguém tinha que lhe fazer enxergar! – ela continuou, suspirando irritada.
Sesshoumaru estava prestes a despedaçá-la e substituí-la pela refeição que acabara de servir-lhe.
- Fuyuki... Você está passando dos limites.
- Realmente sinto muito, Sesshoumaru-sama. – ela disse, fazendo uma reverência – Mas se o senhor se importa com ela como eu acho que se importa, não abra caminhos que o permitam perdê-la novamente. – concluiu, fazendo mais uma reverência e saindo apressada.
Sozinho, Sesshoumaru suspirou, lançando seu olhar de fúria sobre a parede monótona de sua sala particular. "Me importar? Este Sesshoumaru—", não pôde terminar a frase, estaria mentindo. E não foi ele quem acabara de dizer que odiava mentiras?
"Importar é diferente de sentir. Posso me importar, mas é apenas isso!", disse a si mesmo, apertando tão intensamente a xícara de chá, que a fina porcelana se rompeu em suas mãos.
- - -
Adentrou a cozinha trazendo consigo um cesto enorme de frutas vermelhas. Notou que as youkais que ali estavam cessaram o falatório quando ela chegou. Procurou não se importar com algo tão supérfluo, apenas deixando as frutas sobre uma, dentre as muitas, mesas de madeira gasta e virando-se em retirada.
- Rin! Estava lhe procurando! – Miyako sorriu, adentrando a cozinha logo atrás de Jyaken.
A jovem de olhos chocolate arqueou as sobrancelhas. Já não havia passado a manhã acompanhando a moça? "Kami! De onde vem tanta disposição?!", Rin pensou, abrindo um sorriso sincero e seguindo na direção de Miyako.
- O que faz aqui? Pensei que estivesse no jardim... – disse-lhe, acompanhando-a até a saída da cozinha antes que ela percebesse os olhares injuriados das youkais.
Miyako bufou.
- Estava! – olhou feio para o servo verde que as escoltava – Até que Jyaken apareceu e me arrastou para dentro do castelo!
- Ordens de Sesshoumaru-sama! – ele explicou, caminhando à frente das duas – Tanto você quanto Rin devem ficar sob minha vigilância, e nada de passeios ao ar livre!
Rin exaltou-se. Não bastasse substituir-lhe, agora tinha que lhe aprisionar!
- Pois diga a Sesshoumaru-sama que eu posso muito bem cuidar de mim mesma sozinha! – ela protestou, ignorando o olhar irritado de Jyaken.
- Mas que mal há em passear pelo jardim? – Miyako indagou, não entendendo o motivo da discussão.
- Ordens de Sesshoumaru-sama! Ninguém pode contestar as ordens do senhor das terras do Oeste! – ele bradou, cheio de si.
Miyako suspirou derrotada e deu de ombros. Teria de acatar as ordens. Depois de tudo que Sesshoumaru fizera por ela, seria muito despautério caso ela desobedecesse-lhe.
- Pois vamos ver quem é que ficará presa no castelo... – Rin sussurrou para si mesma, abrindo um sorriso maldoso no canto dos lábios enquanto procurava alguma maneira de despistar o youkai sapo.
- É você quem conhece o castelo, Rin! O que podemos fazer para nos distrair? – a jovem de olhos cor de âmbar indagou, sorrindo amigavelmente.
Sem mencionar nada, Rin agarrou a manga do quimono de Miyako e saiu em disparada pelos corredores, sendo seguida de perto por Jyaken. O youkai gritava em protesto, sendo gradativamente deixado para trás. Já com muitos passos em vantagem, Rin empurrou Miyako para dentro de seu quarto e fechou a porta muito antes de Jyaken alcançar as duas.
- Rin! – a outra desatou a rir – Pobre Jyaken!
- Sesshoumaru-sama disse que não poderíamos sair durante o dia... – ela tomou fôlego, sentando-se ao lado de Miyako na cama – Mas não disse nada quanto à noite!
Miyako ficou séria por um instante, entendendo onde Rin queria chegar. Sorriu provocativamente e, endireitando a postura, passou a ouvir com atenção ao plano da jovem.
- - -
Viu Sesshoumaru parado no alto da colina, observando algo do outro lado. Queria acenar para ele, mas não sentia suas mãos, tampouco as pernas. Ouviu Jyaken sair dentre as folhagens e correr na direção dele agitando o bastão de duas cabeças. Parecia nervoso. Olhou para os lados tentando identificar onde estava e por que sentia tanto frio. E essa dor... De onde vinha?
Viu Ah-Un também sair detrás das folhagens e disparar, assustado, na direção dos outros dois youkais. "Sesshoumaru-sama! Atrás! Olhe para trás!", tentou gritar, mas a voz não saía. "Droga!", pensou, sentindo o desespero tomar conta dela. Por que Sesshoumaru não olhava para trás? Será que não via aquele youkai assustador ameaçando-lhe a retaguarda?!
Não. O youkai de cabelos prateados apenas continuava correndo velozmente na direção dela, deixando Jyaken e Ah-Un para trás. "Pare! Pare, Sesshoumaru-sama! Olhe para trás! Não sente a energia maligna?! Sesshoumaru-sama!", tentava gritar a todo custo, mas a voz estava embargada na garganta. Viu quando o youkai de longos cabelos negros mostrou aquelas enormes asas de morcego e abriu os olhos brilhantes e vermelhos, desembainhando a espada afiada e voando velozmente na direção de Sesshoumaru.
"Pare! Sesshoumaru-sama! É uma armadilha! Atrás do senhor!", ela gritava mentalmente, esquecendo-se da dor, do frio e da imobilidade. Sesshoumaru ia morrer, e ela não conseguia fazer nada para impedir! Por que ele simplesmente não se virava?! Não! Não queria perder Sesshoumaru! Não poderia! Tinha que lhe dizer...
"Sesshoumaru-sama! Sesshoumaru-sama! Iie! O senhor tem que olhar! Sesshoumaru-sama!"
- SESSHOUMARU-SAMA! – gritou a plenos pulmões, sentindo-se presa por braços fortes e decididos – SOLTE-ME! EU TENHO QUE AVISÁ-LO! ELE PRECISA VER! – instintivamente ela desatou a chorar, debatendo-se com todas as suas forças contra o abraço possessivo – Eu tenho que dizer a ele... Sesshoumaru... sama...
- Rin! Pare com isso! Rin! – reconheceu de imediato a voz que lhe chamava – Eu estou bem... Acalme-se...
- Não! Solte-me! Deixe-me em paz! Saia de dentro da minha cabeça! – ela gritava, debatendo-se violentamente – Eu não posso perdê-lo! Eu... Preciso avisá-lo... – começou a perder as forças quase que instantaneamente, deixando o corpo cair para trás e restaurando sua visão embaçada.
- Rin! Não durma! – ouviu novamente aquela voz conhecida – Yasu! Vá chamar Fuyuki! AGORA! – por que ela não conseguia ver seu rosto?
- Sesshoumaru-sama...
- Rin! Olhe para mim! – aqueles olhos dourados – Rin! Fique comigo... Rin...
"Iie. Não me deixe. Sesshoumaru-sama... O senhor tem que me ouvir! O youkai! Miyako está lá fora! O senhor não pode deixar que ele a pegue!", sua voz ecoava dentro de sua cabeça, no entanto não tinha forças para pronunciá-la.
- Rin... – ele sussurrava de encontro aos cabelos da jovem – Por favor... Não feche os olhos... Rin!
Não! Tinha que lhe dizer!
- O jardim... – ela disse num fio de voz – O senhor... Miyako... Ela... – aquela fraqueza a irritava profundamente.
"Diga a ele! Diga! Por que diabos minha voz não sai?! Miyako está no jardim esperando por mim! Por que não consigo lhe dizer essas simples palavras?!", perguntava a si mesma em sua mente. Pois parecia que alguém lhe roubava toda sua força de vontade e sua energia, sentia-se tão absurdamente enfraquecida que não conseguia mexer um dedo sequer de sua mão trêmula.
- Acalme-se... – ouviu a voz dele novamente – Olhe para mim, e não se atreva a fechar os olhos! – assimilou a ordem que, embora viesse de uma voz fria e impaciente, sabia que se tratava de alguém bastante preocupado.
- Sesshoumaru-sama... – ela bradou, olhando fixamente para os orbes dourados, tentando formar a frase que precisava lhe dizer – Um youkai... O senhor tem que—
- Yasu! Vá buscar água e traga-me as ervas da cozinha! – mataria Fuyuki pela interrupção se tivesse forças – Está ardendo em febre! O que foi que houve?
Sesshoumaru suspirou, ainda mantendo Rin envolta em seus braços e olhando fixamente para ela. Sentia o calor de seu corpo da distância em que estava.
- É o que eu gostaria de saber... – ele murmurou, observando o rosto de Rin como se fosse encontrar a resposta nele.
"Miyako! Vá buscar Miyako!", sua consciência gritava, desesperando seu corpo imóvel.
- Fuyuki... Onde está Jyaken? – ele perguntou de repente, não tirando os olhos de Rin.
- Onde o senhor ordenou que ele ficasse... Guardando o quarto da senhorita Miyako. – ela disse distraída, molhando uma toalha com a água da moringa e limpando delicadamente a fronte da púbere.
Sesshoumaru suspirou, frustrado. "O que está tentando me dizer, Rin?", perguntou-se mentalmente.
"Iie! Ela não está no quarto, Sesshoumaru-sama! Está lá fora! No jardim! INFERNO! SAIA DA MINHA CABEÇA! ME DEIXE EM PAZ!", desesperou-se, apertando o lençol entre as mãos e estremecendo levemente.
- Mas... O que... ? – Fuyuki imediatamente afastou o tecido úmido do rosto de Rin e pôs-se a observar o estranho fenômeno que ocorria diante de seus olhos – Sesshoumaru-sama!
O youkai de cabelos prateados não pronunciou uma palavra sequer, limitou-se a arregalar os olhos e observar, surpreso, os orbes achocolatados de Rin entornarem-se em um vermelho intenso.
- Rin... – ele apenas pronunciou, sentindo-se impotente.
"Iie! Pare com isso!", ela protestava, perdendo total controle de seus movimentos e de seus pensamentos. "Saia da minha cabeça! Você não tem o direito! Me deixe em paz!".
O grito de Rin ecoou por todo o castelo, atravessando o gramado exterior e chegando aos portões do jardim. Miyako imediatamente levantou-se do esconderijo, voltando seu olhar, outrora divertido, para a construção envolta pela neblina.
- Rin! – ela disse, dando um passo receoso na direção do castelo.
- Miyako! Venha! – ela ouviu uma voz feminina vinda detrás do ipê florido – Rápido antes que alguém nos veja!
Franzindo o cenho, ela esqueceu-se imediatamente do som agudo que ouvira e passara a seguir a sombra jardim adentro. "Iie... Eu não estou louca! Aquela é mesmo Rin!", repetia diversas vezes, enquanto aprofundava-se no labirinto verde.
- Rin! Você está indo rápido demais! – ela ria, tentando acompanhar a amiga – Devagar!
Aproveitando o frescor da noite, Miyako deixou de notar o caminho que seguia, apenas confiado na suposta Rin que lhe guiava o caminho.
- Rin! – ela gritou, tentando fazer a garota, já bastante longe, ouvir sua voz – Onde estamos indo? ... Rin! Espere! – parou de correr e olhou a sua volta – Rin?
Não se lembrava de ter tomado o chá calmante que Yasu prometera fazer-lhe. Mas, se não o havia tomado, por que se sentia em total torpor? Entreabriu os lábios na vã tentativa de capturar melhor o ar; cerrou os olhos e jogou a cabeça para trás. Sentia-se estranhamente relaxada, mas pôde perceber quando braços fortes envolveram-lhe a cintura estreita.
Entreabriu os olhos, antes amarelos, e fixou a íris vermelho-sangue na figura masculina que lhe segurava firmemente. Como poderia não reconhecer aquele par de olhos castanhos-avermelhados? Via-o todas as noites em seus sonhos.
Deixou que seus lábios fossem tomados pelo estranho, amolecendo seu corpo e deixando que seus movimentos fossem guiados pela voz em sua cabeça. Sentia-se tão estranhamente leve que poderia até ousar dizer que gostava daquele efeito anestésico. Viu-se sendo beijada até que não mais tivesse fôlego para acompanhar seu parceiro e, fechando os olhos avermelhados completamente, ela perdeu os sentidos.
- - -
Yo! Leitoras Amadas! (sorrindo inocentemente)
Onegai! Não briguem com a minha pobre pessoa! Eu posso explicar a demora básica. (rindo)
Bem, primeiramente eu devo agradecer a vocês que esperaram e que mesmo assim continuaram acompanhando a minha humilde historinha! Arigatou! (reverencia)
Já sei... Já sei... A explicação! Para tudo há uma razão! Mesmo que ela não seja boa ou de nosso agrado... Ela existe! Bom, por ironia do destino – e que maldito destino – em uma certa tarde minha mãe estava usando meu amado computador quando, após um longo tempo de espera, finamente chega a minha vez de usufruir dele! E lá vai a Samy-san, feliz e contente, senta-se, inspira sorridente e liga! ... E liga... E liga... E... Bem... Não liga!
Foram dois longos meses de pressão, insistindo para que minha amada mãe o mandasse para o conserto e, quando ela finalmente o fez... Ele volta são e, não salvo! Lá se foi meu HD ralo abaixo! PUF! Desapareceu! Esfumaçou! Perdi absolutamente tudo! Todas as histórias, todas as anotações, todas as fichas dos personagens, todos os capítulos começados... O que inclui o capítulo três de Seisshin no Akuma! Além dos afins como: músicas, imagens, vídeos, e as coisinhas "supérfluas". Pois é, não?! Espero que vocês possam perdoar-me agora! (olhar marejado)
Bem, mas vamos às respostas das reviews que, eu devo dizer, adorei receber!
Satiko-chan: Posso te chamar assim?
(rindo loucamente) Fofíssima... Eu espero que você tenha entendido depois de ler esse capítulo. Se não, tente ler o capítulo 1 novamente! Ai, ai... Talvez o horário tenha mesmo influenciado! Eu adoraria te explicar, mas se eu o fizer vai perder toda a graça da história! Ah... Obrigado por acompanhar minha historinha! É a minha primeira de Inu Yasha. Antes eu só escrevia originais... Bom, espero que esteja gostando! E deixe mais reviews! Sua opinião é muito importante quando a escritora aqui se desanima por causa das ironias do destino... (olhar entediado)
Beijinhos Satiko-chan! Ja ne!
Nikki: Ah! Nikki-chan!
(gota) Desculpe pelos errinhos, mas, como eu disse lá em cima, o site fica comendo algumas letras! Gomen ne! Se você achar mais algum erro, não apenas comente, me diga onde ele está por que as vezes eu também deixo passar coisas na hora de revisar!
Poxa! Obrigada por acompanhar até agora! Espero que o capítulo esteja bom! (rindo sem graça) A Yasu e a Fuyuki são mesmo muito fofas! Mas, depois desse capítulo, eu devo dizer que tenho uma preferência básica pela Fuyuki!
Ah! Continue mandando a sua opinião! Adoro ler reviews! E elas me ajudaram muito depois do ocorrido com o meu amado HD... (olhar enfurecido)
Beijos Nikki! Ja ne...
Sacerdotiza: Ah! Fofíssima! Demorei né? (com pena da Sacerdotiza ajoelhada)
Então... Mas não foi minha culpa! Gomen! Espero que tenha gostado do suspense nesse capítulo, apesar de eu achar que ele foi meio esclarecedor! (risada sem graça) Bem... Quanto ao Akira-sama... (olha para os lados) Mas 'tá calor hoje né?!
Então... Continue mandando reviews, onegai! Obrigada por acompanhar Sacerdotiza! Adoro ler a sua opinião! (tímida)
Beijinhos pra você! Ja ne!
Naia-chan: Nha! Yo! Quanto tempo!
(saltitando pela sala) Ah! Eu nem me espantaria, nem sairia correndo... Eu ia é pular no pescoço dele por que o Akira é muito gato! (riso safado)
É né... Coitado do Jyaken! Mas se ele tivesse feito o serviço dele direito nesse capítulo, a Miyako não teria fugido pra aprontar com a Rin! (risada maléfica) Quero só ver o que o Sesshoumaru vai fazer com ele no próximo capítulo!
Ah! Que emocionante! (saltita mais ainda) Onde vai ser a tatoo? Nha! Eu sempre quis fazer uma... Mas nunca me decido quanto ao desenho! (gota)
Obrigada por acompanhar minha ficzinha! (sorriso maroto)
Beijos Naia-chan! Até mais!
Belinha-chan: Nha! Espero que Tenha gostado desse capítulo também!
Ah... Bem... Quanto a Rin continuar sofrendo... Bom, ela vai sofrer mais um pouquinho ainda viu. (olha nervosamente para os lados)
Sesshoumaru não salva ela antes, mas em compensação... Ele 'tá uma graça no final não é? (sorriso amarelo) Eu achei tão fofo! (olhinhos brilhando)
Ah! O capítulo está aí... Mas agora eu quero uma review em troca! (risinho safado) Obrigado por acompanhar Belinha! Até a próxima... Beijinhos!
Mai Shiranui: Mai-chan! Posso chamar assim né? Nem me lembro se você tinha dado permissão! (gota)
Ah! Jogo há pouco tempo, uns seis meses só! Mas muito legal! Vou adicionar você sim! Assim que eu achar o seu email! (sorriso sem graça)
Então, gostou do capítulo? Manda review de novo preu saber o que achou heim!
Beijos fofíssima... Ja ne!
Hime Rin: Rin-chan! Minha amada coleguinha! (chorando emocionada)
O que achou desse capítulo amiga? Sua opinião é importantíssima para a minha pessoa! Você sabe!
(gota) Não precisa mais me matar... O capítulo três demorou MUITO, mas saiu não saiu? (sem graça) Bom, o Sesshoumaru até queria brigar com a Rin, mas não deu tempo! Ela não deixou! Ah! A Rin é demais mesmo! (olhinhos brilhando)
Não, não... Não estou falando de você... (risinho safado)
Ah! Espero que esteja gostando até agora... Manda review heim mocinha!
Beijos... Ja ne!
Agatha-chan: Ah! Linda! (olhinhos marejados de emoção)
Poxa... É sempre um prazer ler as suas reviews! Prazer maior ainda é respondê-la! (sorriso maroto)
Ah! Pois é... O Jyaken foi muito fofo mesmo no capítulo anterior! Mas nesse capítulo aqui a minha preferida foi, sem dúvida nenhuma, a Fuyuki! O Akira... Bem... O que dizer dele? Ele é muito lindo e gostoso! (tímida) Só isso... (olhando pra lado)
Gomen nasai pelo atraso! Fiquei mesmo pensando em vocês – leitoras – por que eu também odeio quando atrasam os capítulos! (olhando feio para Agatha-chan)
Mas bem... Espero que você tenha gostado desse capítulo... Que ficou duas páginas maior! (se achando pelo número de páginas)
Ah... Obrigada mesmo por continuar mandando reviews! Eu até cheguei a ler a sua de novo num momento de depressão profunda depois de perder todas as mjinhas histórias... (cara de choro) Arigatou! (reverencia)
Nha! Acho que é só... Por enquanto! Beijinhos pra ti Agatha! Até mais...
Pessoal... Caso eu tenha esquecido de responder alguma coisa, ou alguma review... Me desculpem!!! É que realmente já faz tempo! (gota)
Espero MAIS opiniões heim! Contem aqui pra tia o que acharam ok? Adoro ler as opiniões! Adoro mesmo! (sorriso)
Bem, é só por agora. Espero mesmo que todas tenham gostado do capítulo tanto quanto eu adorei escrevê-lo! O próximo já está em andamento dentro da minha cabecinha louca... Caso não aconteça mais nenhuma ironia do destino (olhar de ódio profundo) ele sairá em breve! Sabe... Para compensar a espera de vocês! (sem graça)
Arigatou a todas mais uma vez!
Beijinhos e abraços apertados!
Ja ne... (acenando freneticamente)
