Autor: Renzy Snape

Beta: Buh Malfoy

Disclaimer: Harry Potter (e personagens associados) pertencem a J.K. Rowling, Bloomsbury Publishing, Scholastic, Inc. AOL/Time Warner, Inc., entre outros. Não fazemos nenhum tipo de reclamação de posse, escrita ou implícita, sobre Harry potter. Nada referente a dinheiro está sendo produzido e não pretendemos infringir nem desrespeitar os criadores e os donos dos direitos autorais.

N / A : Nossa finalmente consegui postar o 3º Cap. Parecia que minha caça por uma beta nunca iria acabar!!!

Mas aí está... com as primeiras pitadas de yaoi... opa... slash... espero que gostem...

Mals aí a demora...


Capítulo 3 – Sob a Luz da Lua


- Ca-ra-u-tu-ba, é isso?

Depois de inúmeras tentativas frustradas de Ron em tentar pronunciar corretamente o nome da cidade onde passariam as próximas duas semanas, ele finalmente desistiu, não só porque não conseguia, mas Harry e Hermione estavam perdendo a paciência em tentar fazê-lo pronunciar corretamente. Angela, o Ministro e o dono do hotel não conseguiram evitar as gargalhadas, e precisaram ocupar as poltronas da recepção do hotel, pois a dor em seus abdomens parecia ser mais forte que eles. Quando finalmente conseguiram recompor-se, Angela pôs-se em pé e disse:

- Ministro, Sr.Garcia! Acho que posso assumi-los daqui para frente. Os levarei para cima, para que possamos conversar sobre a questão dos quartos, se assim vocês estiverem de acordo.

- Mas é claro minha cara, - respondeu Garcia – Sr. Ministro?

- Acho que a minha parte está feita. Daqui para frente os deixo aos cuidados de vocês! Caso precisem de alguma coisa, enviem uma coruja e verei em que posso ajudá-los. No mais, me despeço por aqui, desejo um ótimo mês a todos vocês! Se me dão licença... – e após um leve aceno de mão o Ministro desaparatou do salão.

- Muito bem, Angela. A partir de agora será com você! Sobre a questão do quarto, qualquer alteração que você fizer será bem vinda, mas tenho que lembrá-la que temos apenas aquele dois já reservados. Garotos sintam-se a vontade. Com sua licença! – e após estas palavras, o dono do Refúgio dos Náufragos também desaparatou. Sem mais ponto de referência algum, além da guia, os quatro permaneceram aguardando que ela dissesse algo.

- Bem pessoal, acho que podemos subir, o quarto de vocês fica no andar de cima. Só temos o térreo e o primeiro andar. É só me seguirem por essas escadas vamos?

Os quatro seguiram a garota por um lance de escadas que não era muito extenso, mas consideravelmente largo. Tão largo que os quatro puderam subir os degraus lado a lado. Entraram então por um corredor onde se podiam observar os apartamentos dos dois lados do prédio. O corredor era extenso e tão largo quanto as escadas e entre algumas portas podia-se observar um ou outro quadro, a maioria mostrava paisagens tropicais, "provavelmente paisagens locais", pensou Hermione, enquanto caminhavam em direção aos últimos quartos.

Cento e quarenta e sete, cento e quarenta e oito... chegamos! – disse Angela, - esses são os dois maiores quartos que o hotel oferece, os dois são idênticos e é aí que temos nosso pequeno problema. Como não esperávamos Draco, preparamos apenas um quarto com camas de solteiro separadas e o seu quarto Hermione com cama de casal, mas agora gostaria de saber como gostariam de se dividir entre os quartos, já que temos apenas estes dois disponíveis.

- Acho melhor... – começou a dizer Hermione, mas foi cortada pelo ruivo.

- O da cama de casal é nosso! Digo, meu e dela! – disse Ron passando seu braço pelos ombros da garota.

- Bom... é... – a garota tentou dizer algo mas foi logo interrompida pela guia.

- Ótimo, não sabia que vocês eram namorados, assim facilitamos as coisas. Agora os dois amigos poderão dividir o outro quarto com camas de solteiro, tome aqui Harry, cento e cinqüenta – disse ela entregando as chaves do quarto correspondente para o garoto que olhava como se não acreditasse no que estava ouvindo, - e aqui estão as suas chaves, cento e quarenta e nove. Por agora não sairemos para que possam acomodar suas bagagens. Às dezenove horas, nos encontramos no restaurante ao lado da piscina para jantarmos e eu explicarei mais coisas sobre o hotel, combinado?! Até mais! – e sem esperar as milhares de palavras explodissem da boca dos dois garotos, agora companheiros de quarto, ela desaparatou.

- Bom, a gente se encontra aqui fora as sete então, - disse Ron abrindo a porta de seu quarto ao mesmo tempo em que forçava a amiga para dentro – Vamos Hermione! Até mais vocês dois! – e fechou a porta deixando Harry e Draco sozinhos no corredor. O moreno então olhou para a chave em sua mão, logo depois para o loiro e, sem muitas opções restantes disse.

- Bom, não temos muito que fazer, não é mesmo?

- Abra de uma vez esta maldita porta, Potter!

Harry girou a chave na fechadura de seu novo quarto e abriu a porta. Passou então pelo portal, seu companheiro de quarto logo atrás, e enquanto fazia o reconhecimento ocular da área ouviu o outro trancando a porta.

O quarto era muito espaçoso, porém era visível que havia sido construído para receber uma cama de casal apenas, pois as duas de solteiro estavam separadas apenas dois palmos de distância. As paredes eram feitas de pedra crua, dando a impressão que se estavam em algum castelo medieval.

Em frente às camas uma lareira que Harry considerou no momento em que a viu que não precisariam de uma, a não ser que fossem utilizar Pó de Flu para irem à algum lugar. A direita da lareira, mas um pouco afastado, ficava a área de banho do quarto. Sua parede era feita com a metade de baixo na mesma pedra que o quarto, e o resto em vidro. Perfeitamente construída de modo que anão ser que a pessoa se aproximasse totalmente dela poderia ver totalmente o banheiro, e foi exatamente o que os dois garotos fizeram quase que ao mesmo tempo. Ao lado do chuveiro havia uma banheira que cabia tranquilamente dois adultos, e em volta dela cerca de cinco torneiras de cores distintas, que fez Harry lembrar das infinitas torneiras na gigante "piscina" no banheiro dos monitores de Hogwarts.

Draco virou-se de costas para o vidro olhando para as camas e disse.

- Pelo menos os lençóis são verdes! Vou tomar um banho Potter, não quero que me perturbe.

- Perturbar você? – respondeu Harry com certo tom de indignação, mas ao mesmo tempo sem perder a calma. – Como assim Malfoy? Estaremos juntos o mês todo, e pelo que pude perceber hoje, dividiremos o mesmo quarto durante todo o tempo. Portanto acho que poderíamos ser pelo menos um pouco agradáveis um com o outro não? Não precisamos fingir que somos amigos, nem precisamos ser políticos. Na verdade só quero dizer que não precisamos trocargentilezas todas as vezes que precisarmos falar um com o outro. Será que você consegue fazer isso?

- Então quer dizer que você não agüenta, Potty testinha? Tudo bem, vou tentar pegar leve com você, O.K. – disse no tom sarcástico que só ele conseguia ao se dirigir a Harry. Pegou uma toalha e se dirigiu para a área de banho. Do quarto, Harry podia ver Draco do abdômen para cima, e sentiu-se um pouco incomodado com aquilo.

Dirigiu sua atenção então para a janela do quarto. Nem sequer fazia idéia do que encontraria ao abri-la, já que haviam chegado diretamente no saguão do hotel. Caminhou até ela, deixando o outro em paz no seu banho. Era um final de tarde de agosto como ele nunca havia presenciado antes. O hotel era à beira-mar e sua janela tinha uma vista que lhe tirou o fôlego.

Uma praia onde as ondas não eram altas nem fortes e mesmo assim havia o som característico do mar, muitas palmeiras e outras árvores faziam parte também do lugar. Algumas pessoas em seus trajes de banho, ou andando pela areia, ou nadando depois de onde as ondas quebravam. Além da praia que se estendia à frente, ele olhou diretamente para baixo, e pode ver a piscina que fazia parte do terreno do hotel, e um pouco mais a direita, já próximo ao muro, algo como uma tenda feita de algum tipo de palha, mas o garoto não conseguiu dar nome algum para aquele tipo de construção.

Ficou ali observando aquela paisagem por alguns minutos quando decidiu escolher entre uma das camas. Ficou ao pé delas, e escolheu então a da esquerda, deixando a mais próxima da janela para Draco. Deitou-se e quando olhou um pouco para o lado teve a imagem de seu companheiro de quarto, já terminando seu banho. Sem perceber começou a reparar no que podia ver do loiro, começando pela barriga que, apesar de demonstrar ser muito magro sob as vestes comuns, na verdade se mostrava bem definida fisicamente para um garoto de quase dezoito anos. Ele reparava no estado de quase êxtase do loiro ao deixar a água cair sobre si, e quando ele levou as mãos à cabeça para conferir se havia sobrado algum shampoo por ali, Harry pode ver que o garoto tinha o corpo inteiramente livre de pelos e achou aquilo, de certa forma estranho e "bonito... hã?, Acorde seu louco, achando Malfoy bonito? Isso já é demais!" pensou, desviou o olhar rapidamente sem saber para onde, e então lembrou que não havia conferido a sua própria bagagem.

Ao lado esquerdo da lareira havia um grande guarda-roupa e Harry foi até ele para ver o que havia dentro. Ao abrir se deparou com suas próprias roupas ao lado direito e as de Malfoy ao lado esquerdo, porém sem nenhuma divisão física entre elas. Logo abaixo delas havia duas gavetas, do comprimento interno do móvel, uma sobre a outra, e o garoto tomou a liberdade de conferir o conteúdo. Agachou-se e abriu a primeira. Encontrou roupas que não reconheceu como sua, mas teve que admitir, Draco tinha muito bom gosto para cuecas, e ele até sentiu-se curioso em saber como algumas delas deveriam se encaixar no corpo do loiro. Fechou então a primeira para abrir a de baixo e encontrou ali suas próprias roupas íntimas e sua sunga em cima de uma das pilhas de cuecas.

- Não sabia que você gostava de ficar xeretando as coisas dos outros, Potter! – o garoto levantou-se rapidamente em um susto, pois não sabia que o outro havia terminado seu banho.

Draco estava parado junto à porta aberta do guarda-roupa e tinha apenas a toalha enrolada em sua cintura. Harry pode ver seus cabelos loiros sob o efeito da água e despenteados, e as pequenas gotas que ainda rolavam pelo peito sobre sua pele branca e mais do que lisa, em direção a sua barriga.

- Não estou xeretando, Malfoy. – respondeu Harry fechando sua gaveta empurrando-a com um dos pés – Este guarda roupas tem tanto roupas minhas como suas e eu só estava conferindo as minhas, está bem?

- Hum, se é assim, deixe-me pegar umas roupas para mim.

- Ah, lógico. – respondeu o garoto dirigindo-se para sua cama e lá sentou-se na cabeceira com as pernas estendidas sobre o colchão, de frente para a lareira, obviamente apagada.

Draco começou procurando por alguma camiseta, logo em seguida puxou uma bermuda e jogou as duas peças sobre sua cama. Abriu a gaveta e escolheu uma cueca boxer preta, uma das que havia chamado a atenção de Harry pelo tipo do tecido. O loiro, que estava de costas para o que estava sentado na cama, se desfez da toalha jogando-a para traz de si, no chão, e foi nessa hora que, em um movimento de seus olhos que o moreno não conseguiu controlar, ele olhou para o corpo nu de Draco.

Ali... bem a sua frente. Como se sua pele não conhecesse o sol, Draco era alvo, e como ele já havia observado antes, completamente liso, sem pêlo algum pelo corpo todo, o que até fez o garoto pensar que seu companheiro de quarto poderia se depilar, mas não, não havia marca alguma em sua pele, ela era "perfeita, tenho que admitir", pensou. Malfoy então vestiu a cueca, ainda de costas para o outro. Harry nunca havia visto nada parecido: assim que Draco se vestiu ela moldou seu corpo perfeitamente, como se não houvesse pano algum.

O garoto tentou imaginar o que veria quando o garoto se virasse de frente para ele, mas como um relâmpago a atingir a mente, Harry levantou-se em um pulo, e ao mesmo tempo sua boca foi mais rápida que o pensamento.

- CHEGA! – gritou Harry... e parou em frente a porta de vidro que levava ao banheiro. Draco caiu de costas em sua própria cama com o susto provocado pela reação inesperada do outro e ficou ofegante por uns segundos até que conseguiu se manifestar.

- Você ficou louco Potter! Está querendo me matar de susto ou o quê? – enquanto o assustado Malfoy se levantava e colocava sua bermuda, Harry em silêncio abriu a porta e entrou no outro cômodo sem dizer palavra alguma. Enquanto se preparava para o banho viu o outro abrir a porta do quarto e sair por ela ainda vestindo uma camiseta. Harry viu-se então sozinho e seus pensamentos começaram a bombardeá-lo. "Que você está fazendo? Pense seu tolo! Que significa isso... você está ficando louco? Só pode! Ponha sua cabeça no lugar, por Merlin!", e coisas do tipo não deixaram de perturbá-lo durante todo o banho. "Espero que essas quatro semanas passem rápido... o mais rápido possível", finalmente pensou.

Já revigorado, e mais calmo, o garoto se vestiu e deitou-se. Não estava cansado, mas mesmo assim adormeceu.

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- Harry! Hey, Harry! – chamava Hermione do lado de fora, no corredor. – Alohomora! – um leve barulho da tranca se abrindo seguiu-se ao comando da garota. Ela e Ron entraram no quarto de número cento e cinqüenta para encontrarem o garoto dormindo tranquilamente. Ela aproximou-se silenciosamente da cama, abaixou-se com seu rosto próximo ao do garoto e chamou por seu nome. Ele acordou devagar e quando percebeu que fora a amiga que o acordara sentou-se rapidamente no colchão.

- Que aconteceu? – perguntou assustado, esfregando os olhos.

- Você dormiu demais, bela adormecida! – disse o ruivo em meio a risadas sobre sua própria piada.

- Hoje você está impossível, Ronald Weasley! – reclamou a garota – Vamos Harry, já são sete horas e precisamos nos encontrar no refeitório do hotel com a Angela, não é mesmo? E a propósito, onde está Malfoy?

- Hum... – espreguiçou-se levantando da cama – Não sei. Entrei para tomar um banho e o vi saindo do quarto, mas não sei para onde ele foi.

- Mas quem precisa esperar por ele? – disse o outro rapaz – Vamos nessa, não precisamos esperar por Malfoy algum.

Saíram então do quarto. Desceram as escadas para chegarem novamente ao saguão de entrada Opostamente à porta que os levava para as ruas da cidade havia uma outra onde se podia ver o ambiente aberto do hotel. Seguiram então pelo único caminho que lhes restava e Harry pode observar de perto o que tinha visto pela janela, a piscina e a pequena cabana, que foi a única coisa que conseguiu relacionar aquele tipo estranho de construção que ele via. O que o garoto não tinha visto de sua janela era o prédio anexo ao hotel e que agora podiam ver Angela e Draco conversando à porta dele, com certeza esperando que os três se juntassem a eles.

- Olá! – disse a guia – Pelo que vejo não tiveram dificuldades em encontrar o local das refeições, sim? Bem, aqui serão servidos os almoços e jantares. Como vocês dispõem de serviço de quarto diferenciado, o café da manha será servido no próprio cômodo. E acredito que na maior parte das vezes também não almoçaremos aqui e sim onde estivermos a passeio no dia. Apenas jantaremos no hotel, mas isso também não se faz obrigatório já que vocês poderão jantar fora se quiserem. Vamos então, enquanto jantamos explicarei para vocês como funcionarão os passeios, e algumas outras coisas que vocês precisam saber sobre o Brasil.

Sentaram-se à uma mesa próxima à uma janela que dava vista para a piscina e ao restante do resort. Os garotos automaticamente abriram seus cardápios por um momento esqueceram de um pequeno detalhe.

- Seria tão legal saber falar português! – disse Ron em um falso tom de tristeza que Harry e Hermione não conseguiram segurar as risadas.

- Ah sim! – disse a guia – Infelizmente aqui no Refúgio não há cardápios em outras línguas a não ser a local, pois o fluxo de turistas de outros países é muito pequeno, mas eu ajudo vocês a escolherem os pratos.

Com a ajuda da garota, um a um, começando por Draco (motivo que irritou profundamente Ron) eles escolheram o que queriam jantar. Conforme faziam o pedido, o prato aparecia sobre uma bandeja especialmente colocada à mesa para isso. Conforme Angela explicara, tudo acontecia graças ao trabalho dos elfos domésticos, o que fez Hermione quase dizer algo em protesto, mas foi interrompida pelo ruivo ao seu lado apenas com um olhar ameaçador, que, inicialmente ela retribuiu, mas reconsiderou por alguns instantes até sussurrar "Tudo bem, não digo nada".

Enquanto jantavam, perceberam que as poucas pessoas que estavam no restaurante, olhavam para eles com olhos curiosos, e isso preocupou os três no início. Mas tão logo a guia percebeu que os garotos se sentiam um tanto quanto incomodados, disse-lhes novamente que o hotel não costumava receber muitos turistas estrangeiros, já que os olhares não passavam de mera curiosidade e que com certeza se relacionariam muito bem com os outros hóspedes, pois em sua grande maioria o povo brasileiro tinha grande carinho em receber pessoas de fora do país.

Quando já estavam comendo a sobremesa e Angela finalmente havia terminado de lhes contar sobre o programa da semana, Harry, olhando pela janela perguntou.

- Angela, como se chama aquilo? – e apontou para a estrutura a qual não sabia o nome.

- Não há quiosques na Inglaterra? – perguntou a garota intrigada – Bem, quiosques são mais ou menos umas cabanas que geralmente nós só o utilizamos para churrasco!

- O que? – perguntaram Harry e Ron juntos.

- Churrasco – começou Hermione – é um tipo de assado típico do Brasil, famoso também na Argentina. Eu fui a um restaurante brasileiro uma vez em Londres com meus pais, e um dos pratos mais saborosos era o churrasco.

- Bom agora que estamos informados e já comemos, - começou a guia novamente - deixarei vocês livres até amanhã de manhã. Se quiserem dar uma volta e conhecerem a praia podem ficar à vontade. Podem também fazer uso das instalações do hotel como a piscina, as redes. Devem me encontrar no salão de entrada pela manhã com o mínimo de roupas possível o que forem levar para nosso primeiro passeio, ok? Bom, até mais.

A garota levantou-se e os deixou à mesa. Draco foi o primeiro a falar.

- Eu já fui até a praia. Vejo vocês amanhã. – e sem dizer mais nada levantou-se e seguiu seu caminho ao quarto.

- Quem disse que chamaríamos você para ir com a gente? – perguntou o ruivo, mas Malfoy já havia deixado a área do restaurante e não tinha chance alguma de ouvi-lo. – Vamos então? – levantaram-se e seguiram a pequena trilha próxima a piscina do hotel que os levaria até a praia.

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Estavam novamente no corredor em frente aos seus próprios quartos quando se despediram. Harry abriu a porta do seu quarto. Passou por ela e foi direto ao banheiro onde queria apenas lavar-se para tirar amaresiaque o passeio à beira-mar havia deixado em seu corpo. Voltou ao quarto onde pegaria uma nova cueca no guarda-roupa para dormir, pois fazia muito calor e pensara que não conseguiria dormir se estive usando muitas roupas.

Ao sair do banheiro com a toalha enrolada à cintura não pode evitar a visão que havia fugido anteriormente. Draco dormia na cama ao lado da sua própria, deitado com as costas no colchão, cabeça e pernas em direção a cama de Harry, usando apenas sua cueca preta, e foi por isso que o garoto havia ficado ali, observando o loiro.

Como ele temia, o tecido acompanhava fielmente toda e qualquer forma do corpo da pessoa que o usava, e isso fez com que Harry tomasse partido do que tentou evitar anteriormente. ,

Perdeu a noção e os sentidos ao ficar ali, apenas observando aquele corpo inerte a sua frente, banhado pela luz da lua cheia que entrava pela janela aberta. "Tão sereno", pensou. Quando em um leve balanço de corpo, o loiro moveu-se em seu leito, Harry lembrou-se de onde estava e o que deveria fazer. Dirigiu-se até o guarda-roupa e pegou seu pijama completo. Vestiu-se e deitou-se. Passaram-se alguns minutos, meia hora, uma hora e o sono havia simplesmente desaparecido.

Foi até a janela e ficou olhando para a paisagem à frente.

A noite, mostrava somente o que a luz da lua permitia. Mirou então os terrenos do hotel e viu que havia uma pessoa andando em volta da piscina. Despiu-se do pijama, vestiu apenas uma bermuda, pegou a camiseta que estava sobre a cabeceira de sua cama, mas pensou duas vezes e desistiu de colocá-la. Abriu com cuidado a porta do quarto para que seu companheiro não acordasse e fez seu caminho em direção ao pátio externo.

- Sem sono também, Angela? – perguntou o garoto alcançando a garota em uma das bordas da piscina.

- Olá Harry! Admira-me você estar sem sono. O que acontece? Não gostou de suas acomodações? – perguntou ela no tom mais calmo e sereno que o garoto já havia ouvido sua voz. Ele pensou que talvez pela hora tardia e ela talvez não quisesse incomodar os outros hóspedes. – Accio Cadeira! – disse apontando sua varinha para uma espreguiçadeira assim como a que estava deitada. – Sente-se comigo. Vai gostar de tomar banho de lua à beira de uma piscina! Mas voltando a pergunta, o que você tem?

- Na verdade não sei. O quarto é muito bom, as camas são ótimas. O Brasil é bem diferente de onde viemos, é muito mais quente. E também estou dividindo o quarto com Malfoy. Isso nunca me havia passado pela mente. – tentou explicar-se para ela.

- Agora não entendi Harry, vocês quatro não são amigos? Percebi uma pequena intriga entre Ron e Draco, mas... pensei que fosse alguma coisa de momento. – disse interessada.

- O que acontece realmente entre nós três e Malfoy é que nunca fomos amigos, aliás, sempre fomos inimigos... - e Harry resumiu para a garota como era o relacionamento entre eles, e contou o porquê do garoto participar da viagem.

Quando terminou de falar a garota ficou em silêncio por uns instantes como que organizando as informações que acabara de ouvir. Virou-se então para fitar o garoto frente a frente e disse:

- Olha, isso que você me disse é realmente estranho. Hoje de tarde andei com ele pela praia, pois ele queria conhecer o lugar ainda de dia e eu aceitei acompanhá-lo. Durante todo o tempo que estive com ele, não conheci o Draco Malfoy que você me descreveu Harry, muito pelo contrário, o garoto que estava comigo era extremamente simpático e educado. Ele apenas não sorriu em momento algum, e isso foi a única coisa que eu achei estranho em uma pessoa tão jovem e tão bonita como ele. Nenhum sorriso sequer. Talvez se vocês esquecessem as coisas ruins que passaram...

- Não Angela, - cortou o garoto - você não entenderia. Não há como sermos algum dia amigos. Simplesmente não há. – disse levantando-se da cadeira e se afastando. – Acho que recuperei meu sono, vou voltar para o meu quarto.

- Está bem, - disse a garota, - mas ainda assim acho que deveria repensar sobre o que eu te disse, Harry. Boa noite!

- Boa noite.

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Harry deitou em sua cama e virou-se de costas para Draco. Completamente arrependido do que havia feito. Afinal, havia descido para encontrar alguém que talvez lhe desse razão, e mais, talvez lhe devolvesse seu sono. Mas ao contrário de tudo isso, a "maldita garota", como pensou, havia criado ainda mais caraminholas em sua cabeça. Afinal de contas, porque temia tanto assim olhar para Draco, se em inúmeras vezes havia sido indiferente a tantos outros garotos? Por que, e o mais intrigante, COMO Malfoy conseguiu ser simpático com ela?

Eram tantas perguntas e tantos sentimentos estranhos. O simples fato de saber que o loiro dormia bem ali, a poucos centímetros do seu corpo o deixava nervoso. "Nervoso, apenas nervoso, não pode ser nada mais que isso, que outra coisa seria além de nervoso? N-E-R-V-O-S-O !". E assustou quando ouviu de repente a voz do loiro dizer.

- Nervoso EU vou ficar se VOCÊ não dormir logo, Potter!

Depois de um intenso trabalho mental, Harry finalmente conseguiu guardar seus pensamentos e dormiu.


N / A: Acabou-se... Cap 4 já está pronto na verdade entao acho que nao vai demorar para ser postado... depende agora só da Buh... mas eles já vão pra Praia ... rsrsrsrs... O.o

Reviews hein galera please!!!

Vlw pela galerinha que deixa aí, foi mal nao escrever hoje aki mas preciso correr pq tenho prova de Cálculo III... té mais!