OK!! Podem me xingar, ficarem bravas, qualquer coisa... eu mereço... ficar tanto tempo assim sem atualizar?? Coisa feia... mas enfim, estou aqui, às vésperas da minha segunda fase no vestibular... Eu devia estar estudando, mas estava fazendo o que?? Escrevendo... blaaahh... Mas a minha inspiração tinha vindo subitamente que eu não pude deixar de escrever...

Enfim, prometo que não vou demorar tanto tempo assim para atualizar...

Vamos ao CAP!!!


Capítulo 2 – (Re)conciliação

- Potter?! – Sim! Era ele! Por que ele tinha que me ver justo nesse momento?? Meus olhos estavam inchados e eu estava com olheiras enormes... Vi isso pelo meu reflexo no vidro da janela, após levantar assustada.

Ele estava sentado na ponta do sofá. Sua mão tinha ficado no mesmo lugar, e ele fazia cara de "não é isso que você está pensando".

- Desculpa... mas é que você estava aí... tão triste... que, sei lá... – disse ele tentando voltar ao normal, mas ainda meio sem graça, o que era novidade para mim. Tiago Potter sem graça? Tinha que guardar essa cena pra sempre em minha mente.

- Não era para você estar na festa lá embaixo? – eu perguntei, me arrumando e sentando ao lado dele.

- Não era para você também estar lá?

Droga! Assim ele acabou comigo.

- Ok – eu disse – Eu não te faço perguntas, que você não me faz perguntas...

Ele deu risada.

- Tem certeza que não quer falar nada? – perguntou.

Pensei no Michael, na total falta de sensibilidade dele. De tudo que ele me fez passar e mesmo assim eu estava ali, a um minuto atrás, chorando... Pensando que, mesmo tendo aceitado numa boa na hora o que ele disse, tinha sido apenas por orgulho e por não querer correr atrás do cara que eu gostava...

- Sim – respondi – isso tudo já é passado e eu é que sou boba para ficar aqui remoendo...

- Tudo bem então...

Seu rosto parecia mais maduro. Não sei por que pensei nisso. Naquele momento ele ficou quieto olhando diretamente para a janela. Eu sabia que tinha algo o preocupando, mas não queria perguntar. Disse que não iria fazer perguntas e continuava querendo seguir essa resolução.

Porém, nada me impedia de faze-lo se sentir melhor.

Subitamente, comecei a acariciar seus cabelos rebeldes. Não sei o que me deu na hora para fazer isso, mas... Tal vez alguma daquelas histéricas que ficavam gritando o nome dele na arquibancada em todos os jogos de quadribol tivessem me possuído. E, não. Eu não estava gritando o nome dele.

Ele, é claro, ficou boquiaberto. E, logo depois, corado. Mas isso teve o efeito que eu queria, pois ele passou a sorrir mais.

- Gostaria de não ter abandonado a festa... – eu comentei, de repente – Um bom chocolate teria um grande efeito...

- Não seja por isso!

Tiago Potter e suas surpresas. Pela primeira vez eu achei uma agradável!

- Eu sabia que poderia boicotar a festa mas não poderia ficar sem comer.

Ele abriu um embrulho no chão. Lá tinha um enorme pedaço de bolo, doces de todas as espécies e uma jarra de suco de abóbora.

- Peguei na cozinha – ele explicou – E alguns doces são da Dedosdemel.

- Que perfeito! – exclamei.

Ele ofereceu sua mão para mim.

- Lílian Evans, a senhorita me acompanha nesse banquete?

Eu segurei a mão dele.

- Com toda certeza.

Não duvido nada de que aquele "banquete" foi o melhor que eu comi na vida. Descobri que o Potter, quando queria agradar, era um perfeito gentleman. Ri muito e descobri que tínhamos muito mais coisas em comum do que eu achava.

- Sou tímido. – disse ele – Acredite se quiser!

- Impossível!

- Por que você acha impossível?

- Se você é tímido, então por que faz de tudo para chamar atenção?

- Simples! – ele fez aquela pose de sabe-tudo que eu tanto odiava, mas que na hora achei engraçado – Odeio ser tímido, então faço de tudo para chamar atenção e esconder esse meu pequeno defeito.

- Interessante – eu respondi, meio pensativa – Mas não acho que a timidez seja um defeito...

- Por que?

- Ah... às vezes pode ser uma virtude, depende do lado que você está observando...

- Exemplo?

- Eu ODEIO suas demonstrações em público, mas tem gente que adora... – revirei os olhos. Em mente, me veio as histéricas do campo de quadribol...

- Ok, sei que não é a melhor das coisas fazer isso... – Não! Eu só podia estar sonhando... ele estava admitindo que estava errado? Quase que comecei a esfregar os olhos... – Mas se não fizesse, deixaria de ser eu... Faço isso a tanto tempo que já é uma parte de mim... Do mesmo jeito que você tenta sustentar essa pose de perfeita!

Me assustei. Como ele desconfiara disso?

- Por que você diz isso?

- Alguma vez você já andou no castelo em horário proibido?

Ele me observava do mesmo jeito que o psicólogo que eu fui aos dez anos. Minha irmã estava crente que eu precisava de um e acabou convencendo minha mãe. Freqüentei-o por três meses, até quando recebi a carta de Hogwarts, pois minhas "esquisitices" foram explicadas...

- Não... – respondi orgulhosamente.

- Alguma vez teve vontade? – ele insistiu, com aquele mesmo olhar penetrante. Pude ver como seus olhos castnho-esverdeados, por trás dos óculos eram lindos. Merlim, como eu nunca tinha reparado nisso?

Comecei a pensar. Era duro ter que admitir, mas eu já tinha perdido várias oportunidades por causa desse senso de que precisava fazer apenas o certo. Lembrei-me do quarto ano, quando a Sam foi se encontrar com o Brandon e disse que ele levaria um amigo. A Michelle nunca aceitaria uma coisa dessas, já tinha passado para a sua fase de puritanismo. Mas eu estava louca para ir, até porque, naquela época, nunca tinha beijado ninguém, mas não tive coragem. O encontro era depois das nove, e fiquei com medo que me pegassem andando por aí. Claro que essa não foi a única vez, mas acho que foi a que mais me arrependi. Até porque, o amigo que o Brandon levou foi o Edgar Bones, e na época eu era apaixonada por ele.

- Já... – respondi, transparecendo a derrota em minha voz.

- Então! – exclamou ele – Tenho um princípio de nunca deixar de fazer o que eu quero, pois se for para se arrepender, que eu me arrependa pelo o que fiz e não pelo que deixei de fazer...

- Isso explica muita coisa – comentei eu, entendendo porque ele vivia gritando para todos os cantos que queria sair comigo.

Talvez ele estivesse certo. Talvez eu tivesse medo de me arriscar. Mas é que todos olhando para mim, dizendo que eu fiz burrada me assustava de tal forma, que era melhor não fazer nada de errado.

Isso era um trauma de infância. Pelas coisas que eu fazia e não sabia explicar, como a vez que eu deixei o cabelo da Petúnia roxo só porque (e eu ainda digo só?) ela disse que os meus eram horríveis. Bom, que eu saiba, a culpa não é minha de eles serem ruivos. Sou a única ruiva da família, tirando a minha tataravó. E, para falar a verdade, gosto muito deles assim.

- Enfim – disse ele, chamando a minha atenção, pois eu estava viajando nos meus pensamentos – Acho que você devia parar de pensar no que os outros pensam...

- Talvez um dia eu mude – eu respondi, não se importando muito com isso. Pois, do contrário, eu já teria voado no pescoço dele. Pois odeio quando alguém resolve me dar lição de moral, mesmo que essa pessoa esteja certa.

- Sua boa está suja de chocolate...

Ele se aproximou para limpar. Fiquei imobilizada. Parecia que o seu perfume me enfeitiçava e eu não conseguia fazer mais nada. Meus olhos foram se fechando lentamente e eu senti ele segurando o meu queixo, até que...

Uma gritaria enorme no corredor me chamou de volta a razão.

- Estão voltando do salão principal! – exclamei – Vou subir – e assim levantei rápido, deixando para ele limpar a sujeira que tínhamos feito no tapete.

- Tudo bem... – sorrindo, meio constrangido.

Senti que não poderia deixa-lo assim, pois ele tinha me consolado bem... bem até demais, diga-se de passagem.

- Hei, Potter! – exclamei, já com o pé na escada que ia para o dormitório, ele levantou a cabeça e me encarou – Amigos?

- Com uma condição... – disse ele.

- Qual?

- Me chame de Tiago.

- Ok, Tiago – eu sorri – Boa noite.

E subi saltitando até o dormitório. Meio minuto depois apareceram a Sam e a Michelle apavoradas querendo saber o por quê do meu sumiço.

- Ah... – respondi, vagamente – Terminei com o Michael...

Elas me miraram como se eu fosse louca.

- Quero dizer... ele terminou comigo – acrescentei.

- Mas por quê? – perguntou Michelle, tentando compreender o que tinha acontecido e porque eu não parecia estar abalada com isso.

- Bem, você sabia que não estava indo bem, né?

- Isso é verdade – concordou Sam, mas que ainda exibia uma expressão surpresa.

- E você não está mal com isso?

- Eu fiquei mal... por isso não fui na festa – respondi – Mas agora passou, estou me sentindo perfeitamente bem!

Estava. Até olhar a foto minha e do Michael que eu tinha na cabeceira da minha cama.


Hahá!! Uma pequena aproximação dos personagens principais... Onde será que isso vai parar??? E por que será que Tiago não foi a festa do Dia das Bruxas??? Façam suas apostas... hehehe

Agradecimentos: Ana Black, Mahh Black e Thaty.

Teh a proxima!!!

bjuuusss!!!

...Lizzie...