Disclaimers: Harry Potter não me pertence, etc, etc, etc.

CAPÍTULO 3

Quando entraram no castelo já estava ficando escuro. Harry e Gina dirigiram-se a sala comunal de Grifinória onde ambos sabiam que Roni e Hermione estariam. Ambos estavam sentados numa poltrona perto da lareira e estavam abraçados, mas pareciam muito tristes. Gina se aproximou e pigarreou para atrair a atenção deles.

- Hem, hem... O Harry quer falar uma coisa para vocês – disse a ruiva com o seu ar sapeca, que lembrava muito os gêmeos Jorge e Fred.

Harry, meio sem graça, foi se aproximando enquanto os namorados olhavam-no com curiosidade. Gina afastou-se, dizendo que os três tinham muito para conversar. Harry começou a falar muito constrangido e olhando para os próprios pés:

- Sabe, vocês são os meus melhores amigos... não, mais do que isso, vocês são minha única família e eu não poderia viver sem a amizade de vocês. Ela é muito importante para mim. Eu agi como um idiota nos últimos tempos, mas vocês sabem, eu tenho muito medo de algo acontecer a vocês por serem meus amigos. Eu... – com a voz embargada, Harry ficou em silêncio, muito preocupado com a reação dos dois. Pela cabeça de Harry passaram os momentos que eles tinham vivido juntos, os perigos, as alegrias. Ele não podia perdê-los.

Hermione levantou-se primeiro do que Roni. Harry notou como a menina estava bonita, os cabelos crespos, agora mais curtos, presos por um rabo de cavalo. Ela se aproximou hesitante e o envolveu num abraço apertado.

- Ah, Harry! – a garota tinha lágrimas nos olhos – A gente não sabia mais o que fazer, estávamos tão preocupados com você! Você sabe que pode contar com a gente, não sabe? – e colocando a cabeça em seu peito acrescentou – Eu morreria sem a sua amizade. Você é mais do que um irmão para mim!

Hermione deu um beijo carinhoso no rosto de Harry, que olhava muito preocupado para Roni. E se o amigo ficasse com ciúmes? Sem dizer nada o garoto ruivo foi até o moreno e lhe deu um inesperado abraço. Eram muito amigos, mas não lembrava de Roni tê-lo abraçado fora dos jogos de quadribol.

- Você é um babaca, sabia? – apesar do jeito de bravo, Harry via que o amigo estava feliz – Nós vamos cuidar de você e não vamos desgrudar de você. A propósito, isso é hora de chegar no castelo? Tem um cara de cobra aí que está louco pra pegar você desprevenido. E tem mais: você não anda comendo direito. Vamos imediatamente para a cozinha roubar umas guloseimas antes que você morra de anemia.

- Roni Weasley, o Harry precisa realmente comer, mas isso é só uma desculpa pra você se empanturrar de tortas de abóboras – disse Hermione, fingindo estar indignada, mas certamente muito feliz pelo fato das coisas voltarem ao normal entre eles.

- Ah, Mi, nós também não jantamos! – retrucou o ruivo, fazendo cara de vítima.

- O que? Vocês não jantaram? Dez pontos a menos para Grifinória pela falta de cuidado com a saúde! – brincou Harry, enquanto abraçava os amigos e os empurrava para fora da sala comunal até a entrada secreta para a cozinha. Ele ia no meio, abraçado aos dois amigos e sentindo o calor que vinha deles, feliz por ter amigos tão extraordinários que se preocupavam tanto com ele. De repente, sem conseguir se conter abraçou mais forte ainda o casal e inesperadamente deu um beijo no rosto de cada um.

- Eu amo vocês, nunca mais me deixem esquecer disso!

Feliz por ter declarado algo tão importante, Harry Potter continuou conduzindo-os até a cozinha onde os elfos domésticos iriam oferecer-lhes um verdadeiro banquete.