Maria e Howard estão de volta. Espero que gostem da minha versão de como se conheceram.
Outra coisa: Nesse capítulo, a Maria tem 27 anos e Howard tem 36 anos, ok? Nos quadrinhos eu não sei se chega a informar a data de nascimento deles, por isso nessa minha fic, Howard nasceu em 1921 e Maria em 1930, sendo que Tony e Arno seriam de 1971 (não sei se é isso mesmo, apenas chutei uma data plausível kkkkkk), Deste modo, quando engravidou, Maria tinha uns 41 anos (apesar de incomum, não era impossível naquela época uma mulher engravidar nessa idade, até onde sei *pesquisa google básica* kkkkkkkkkk).
Capítulo 02
1957:
Maria caminhava pelo Central Park, em direção a sua casa, quando algo estranho lhe chamou a atenção. Um vulto atravessou seu caminho por entre as arvores do lado sul do parque, tão rápido que ela mal pôde distinguir se era homem ou mulher. Mesmo sabendo que deveria ignorar e continuar seguindo seu caminho para casa, Maria não foi capaz de conter o impulso de verificar, para satisfazer sua curiosidade ela se desviou da trilha que levava para o outro lado de Manhattan e seguiu atrás do misterioso vulto.
Ela correu atrás do vulto, passando perto da fonte Bethesda, mas as nuvens pesadas de chuva, que começavam a cobrir o céu, tornavam ainda mais sombrios os caminhos pelo parque naquele final de tarde.
De repente, o vulto parou de correr, ficando parado entre as árvores ao sul da fonte, dando a chance de Maria enxergá-lo melhor.
- O que está fazendo? Quer ficar perdido aqui durante a noite? Temos que sair logo do parque vai começar a chover a qualquer momento. – gritou Maria para o homem à sua frente, de costas para ela.
- Quem é você? Por que está me seguindo? – pergunta o homem, se virando rápido para encarar a jovem. – Você não parece ser da gangue Eagles.
- Gangue Eagles? Não sou de nenhuma gangue.
- Então por que veio atrás de mim, afinal de contas?
- Curiosidade, eu acho. – respondeu ela, se aproximando com cautela do homem – E quem é você? Por que razão corre feito um louco pelo parque a esta hora?
Entretanto, antes que ele pudesse responder, um grupo de homens começou a se aproximar com rapidez.
- Não há tempo para explicar, precisamos fugir. Não é seguro deixar você sozinha com aqueles caras, vai ter de vir comigo.
- Mas...
- Venha! Eles não te viram ainda, assim que for seguro, você corre para sua casa... Não se preocupe não lhe farei mal. – disse ele baixinho, enquanto a puxava para longe de seus perseguidores. – Da próxima vez, é melhor ignorar sua curiosidade, ou vai acabar tendo problemas.
- Eu sei. Geralmente eu não faço isso, mas por alguma razão eu senti que deveria fazer naquele momento. – respondeu ela, seguindo o estranho pelo parque.
Eles passaram perto de um pequeno declive no terreno, onde Maria fez o homem parar.
- Não podemos simplesmente continuar correndo, temos que nos esconder... – disse ela, o levando até uma grande árvore, com um tronco tão grosso que ele imaginou quantas pessoas caberia dentro, a moça com certeza caberia. – Aqui! Essa árvore, além de oca por dentro, possui uma abertura grande o suficiente para entrarmos. – disse Maria, sumindo por dentro do tronco, deixando para fora apenas sua pequena mão, com a qual o chamou. – Venha logo!
O homem repetiu os movimentos da moça, com um pouco mais de dificuldade devido ao seu tamanho, ficando com o corpo imprensado ao dela dentro da árvore. Com a mão livre, Maria puxou os arbustos que serviam de bloqueio para a entrada de seu apertado esconderijo. Ela rezava para que, com a ajuda da pouca visibilidade do lado de fora, os perseguidores não fossem capazes de encontrá-los.
- Agora só teremos que rezar para não nos encontrarem. – sussurrou ela.
- Eles não vão. Não fazem o tipo esperto, acredite em mim. Só temos que esperar um pouco. – respondeu ele, sentindo o hálito quente dela em sua pele.
- Aliás, meu nome é Maria.
- Sou Howard. Prazer, Maria. Sinto pela confusão... Mas acho que isso é, em parte, culpa sua também. – sussurrou ele, com um sorriso malicioso no rosto.
- Culpa minha?
- Não deveria sair correndo atrás de um completo estranho, ainda mais tão perto do anoitecer. Contudo, se não tivesse feito, acho que eu estaria inda mais encrencado agora. Obrigado pela ajuda!... Eu prometo que darei um jeito nisso e a levarei para casa.
- Tudo bem! Acho que, por algum motivo, eu tinha que salvar seu pescoço. – disse ela, rindo baixinho. – Talvez fosse o destino.
- Pode ser. – respondeu Howard, sorrindo para ela. – Espere! Acho que estou ouvindo alguma coisa...
Eles ficaram em completo silêncio, esperando que os perseguidores se afastassem sem notá-los naquela árvore. Inconscientemente, Howard abraçou Maria, à medida que as vozes do lado de fora ficavam mais nítidas.
- Para onde ele foi? Não pode ter simplesmente sumido. Continuem procurando... Ele está com uma garota, não pode ter ido longe. Tragam-nos para mim, ouviram? Se separem, procurem por toda essa área até encontrá-los. Quem os trouxer a mim poderá ficar com a garota depois. – gritava um dos homens, aparentemente o líder, fazendo Maria se encolher sob o abraço protetor de Howard.
- Não se preocupe Maria, nenhum deles encostará a mão em você. – disse Howard, quando as vozes sumiram.
Minutos depois, os dois já estavam correndo rumo à saída do parque, na direção da Upper East Side. Maria já estava sem fôlego quando alcançaram a 5th Avenue, porém, ambos sabiam que não podiam arriscar serem vistos, tinham de continuar correndo.
Howard levou Maria até um prédio aparentemente abandonado, aproveitaram um descuido do responsável pelo imóvel, quem quer que fosse, e entraram pela porta dos fundos, chegando a uma pequena sala, com apenas mais uma porta na parede oposta da que entraram.
- Vamos ficar aqui por enquanto, só até termos certeza de que não estão procurando por estes lados. – disse Howard, baixinho.
- Acho que ainda estão nos procurando dentro do parque... – disse Maria sem muita certeza.
- Ainda assim... Não seria nada bom dar de frente com um deles agora, já estamos exaustos. – afirmou Howard, empurrando uma mesa de madeira até a porta de fora, para bloqueá-la, por via das dúvidas. – Você mora muito longe daqui?
- Eu moro no Queens, meu trabalho é que é aqui em Manhattan. – respondeu ela, ao se sentar num canto da sala, depois de usar uma cadeira para bloquear a outra porta.
- Não tem como eu te levar até lá nesse momento, temos que esperar pelo menos algumas horas. – disse ele, antes de começar a ouvir o barulho da chuva caindo do lado de fora, com força. – Espero que esta tempestade não dure a noite toda...
- Tempestade? – perguntou Maria assustada
- Pela força com que está caindo, sim.
Durante grande parte da noite, a tempestade castigou as ruas de Manhattan, enquanto Maria e Howard permaneciam escondidos na pequena sala do prédio abandonado, conversando para passar o tempo. E sem que percebessem, se conhecendo melhor ao passar das longas horas noturnas.
Maria não sabia a razão, mas se sentia bem ao lado de Howard, se sentia confortável e segura. E Howard, se encantava cada vez mais pela jovem inteligente e gentil que, de alguma forma, conseguiu transformar uma noite tensa e desastrosa em uma noite bem mais agradável.
Quando a manhã finalmente chegasse e eles tivessem que largar seu pequeno esconderijo, ambos já teriam se tornado tão próximos quanto se tivessem se conhecido há anos, em vez de apenas horas.
Em outra parte da Manhattan, Peggy Carter esperava por notícias de Howard.
- Alô! Jarvis? Aqui é a Agente Carter.
- Sim, senhorita?
- Alguma novidade de Howard?
- Nada ainda, senhorita. Desde que ele saiu para verificar aquela fábrica da Stark ainda não se comunicou comigo. De fato, eu esperava que o Sr. Stark tivesse lhe informado sua situação.
- Jarvis, me passe o endereço da tal fábrica. Eu vou verificar eu mesma, antes que a situação piore para ele.
- Sim, senhorita. – respondeu Jarvis, antes de informar o endereço para Peggy.
- Se ele entrar em contato com você, ligue imediatamente para o meu escritório, tudo bem?
- Pode deixar comigo, senhorita. Farei isso.
Peggy imediatamente pegou sua arma e partiu em direção à West Side, para o endereço passado por Jarvis. 'Se tinha algo errado, por que raios ele foi sozinho? Espero eu pelo menos tenha levado alguma arma consigo' – pensou Peggy, enquanto dirigia pelas ruas movimentadas da manhã de Manhattan.
Em Upper East Side, Maria e Howard enfim deixaram seu esconderijo, atentos a qualquer aproximação suspeita à medida que seguiam para leste. Howard esperava alcançar a ponte para o Queens sem ser reconhecido, contudo, nem ele nem Maria notaram uma sombra logo atrás deles, apenas esperando o momento certo para se revelar, enquanto seguia o casal. Nem todos os perseguidores eram tão tolos quanto os que Howard teve a infelicidade de encontrar.
Em um beco perto da ponte, Maria e Howard foram surpreendidos, antes que pudessem correr para uma área mais movimentada.
- Me solte! Solte-me agora! – gritou Maria, se debatendo enquanto era carregada por um homem enorme.
- Largue ela! Ela não tem nada a ver com isso. Sequer sabe quem são vocês. Deixe-a em paz e eu irei com vocês sem causar problemas. – disse Howard tenso para o homem mais baixo, que acompanhava o grandão.
- Você irá conosco de qualquer maneira. Quanto a ela, ficará por um tempo dividindo a cela com você, até o chefe a liberar para a gente. – disse o baixinho, rindo. – Não é grandão?
- É isso ai. Mal posso esperar. – respondeu o grandão, sacudindo Maria como se fosse uma boneca de pano.
- Só sobre o meu cadáver... – disse Howard, antes de sentir uma forte pancada na parte de trás da cabeça.
- Podemos providenciar isso em breve. – disse o atacante, um homem alto de cabelos loiros e olhos cruéis.
- Para onde os levamos, chefe? – perguntou o baixinho
- Para o escritório em West Side. Coloque-os no porão.
- Sim, senhor. – responderam o baixinho e o grandão juntos, entrando no carro e colocando seus prisioneiros no banco de trás, entre eles.
