*Nenhuma imagem me pertence, apenas as edito!
*Os personagens pertencem a maravilhosa da Rumiko Takahashi
Yours To Hold - Skillet
Disgusting
Capítulo 03 - O silêncio dela e a Besta dele
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*Pov. Sesshoumaru*
– Não me faça esperar, humana – Tentei soar o mais frio possível, mas minha voz rouca evidenciava o desejo que ainda sentia e amaldiçoei minha besta interior por disputar o controle naquele momento. Apenas voltei a caminhar na direção do castelo, apenas mais um dia de caminhada e chegaríamos lá.
...
Fazia um tempo que não ouvia reclamações... Não ouvia a voz da miko desde àquela hora, e resolvo olhar para trás. Não que estivesse curioso ou preocupado, apenas era estranho que ela estivesse tão quieta.
A miko me seguia de perto e em silêncio, podia ver suas mãos apertarem de leve as vestes ao lado do corpo, provavelmente remoendo o acontecido nas águas termais, e sua franja escondia seus olhos, seu rosto estava rubro enquanto mordia de leve os lábios. – Minha...ela quer ser abraçada! – QUIETO! Já fizeste o bastante por hoje! – a besta não sossegaria enquanto não fizesse da miko a companheira deste Sesshoumaru.
Hunf, uma humana.
– Sim...uma humana. Mas uma poderosa miko. A miko é forte! Dará ótimos filhotes a este Sesshoumaru! Terão um sangue raro! – Disse entre rosnados e outras bobagens, para me convencer a tomar a miko como par. E eu estava extremamente inclinado a isso, não apenas porque a besta exigia, mas porque nos últimos dias eu apreciava a companhia daquela humana irritante...me fazia sentir mais vivo. Rin precisava de uma figura materna e a humana se afeiçoava a ela.
– Filhotes hanyous...seriam fracos como meu meio irmão. – A mãe daquele tolo era uma humana fraca! A miko é forte! – A besta tinha um bom ponto. Realmente a humana se tornara uma miko muito forte, mais forte do que aquele espólio de barro ridículo e peçonhento. Nossos filhotes seriam Hanyous, mas seriam os mais poderosos. – O cheiro dela é doce em meu olfato! Eu a quero! Quero provar seu sangue quando marcá-la, deve ser tão doce quanto seu cheiro! – Rugiu a fera, quase tomando o controle.
– Sesshoumaru...? – Fui despertado de minha discussão interna pela sua voz trêmula, enquanto ela segurava uma ponta da manga de meu kimono, me fazendo parar de andar e ficando ao meu lado, sua franja ainda escondia seus olhos e sua face continuava corada – Podemos parar um pouco? Estou cansada. – Completou levantando um pouco os olhos para encontrar os meus, numa súplica silenciosa.
Olhar para ela só piorava a situação, a fera parecia ensandecida dentro de mim, desviei os olhos procurando qualquer lugar para a humana poder dormir e não muito longe pude ver uma espécie de caverna e me pus a caminhar na direção dela, a miko permanecia segurando minhas vestes de leve, me seguindo novamente em silêncio.
Ao entrar no lugar escuro e constatar que não havia nada nem ninguém ali que pudesse oferecer riscos à humana, pedi que ela se sentasse e esperasse que eu trouxesse algo para ela comer, ela apenas assentiu. Aquele silêncio começava a me incomodar. Saí da caverna em busca de alimento e não demorei a encontrar um javali, o matei rapidamente, peguei alguns galhos para servir como lenha e voltei ao encontro da humana. Ela permanecia no mesmo lugar de antes, sentada enquanto abraçava suas pernas.
Coloquei os galhos no meio da caverna e comecei a cortar a carne do animal abatido.
– Normalmente, Jaken o acompanha para todos os lados e ele quem faz esse tipo de coisa, né? Esteve sozinho até me encontrar por algum motivo? – a pergunta viera de supetão, e eu a encarei, tentando entender de onde viera aquela questão.
– Ele ficou responsável pela segurança de Rin. O motivo de eu estar sozinho não é de sua conta, miko. – Voltei a me concentrar no que estava fazendo, incomodado com o fluído do animal em minhas garras, não era bem o tipo de presa que meu paladar tinha preferência.
Porque estou me incomodando em fazer isso para ela?
Ela não ligou para a forma que eu a respondera, apenas observava de forma distraída meus movimentos, com os pensamentos longe.
–Sesshoumaru, posso fazer uma pergunta? – Quando ela começou a me chamar apenas pelo nome?
– Apenas faça – respondi um tanto ácido, mesmo sem ter intenção. Continuei cortando a carne com as garras e preparando o fogo, que já iluminava a caverna e aquecia o ambiente.
Terminei de espetar o último pedaço de carne com um dos galhos e coloquei próximo ao fogo, para que ficasse assando. Me sentia incomodado com aquele tanto de sangue nas garras, mas ainda aguardava a pergunta que nunca veio. Desviei os olhos de minhas garras para a miko, pedindo que continuasse o que quer que fosse que ela queria perguntar.
– B-bom...é que...eu... – Ela não me olhava diretamente e parecia ainda mais aturdida que antes.
Irritante.
– Humana...irei limpar minhas garras e quando voltar, espero que tenha formulado sua pergunta e seja direta.
Sem esperar que ela respondesse a deixei só com seus pensamentos, indo em direção a um rio próximo dali, precisava de um tempo afastado de seu cheiro inebriante antes que a tomasse para mim e a marcasse, pois não teria volta.
Ela seria minha para sempre se o fizesse, e isso só poderia ser algum tipo de loucura ou feitiço, pois jamais tomaria uma humana como minha.
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