Where It Never Rains

Sinopse: "Eu nunca tive que pensar no futuro. Eu nunca tive que pensar sobre o passado. Desde a noite que nos conhecemos."

Autora: Bea Bela Black / Beatriz Santos.

Classificação: PG-13 (Sujeito a mudanças)


Capítulo III

Todo o fluxo de alunos do castelo estava lotando qualquer espaço aberto aos raios de sol, que estava peculiarmente brilhoso, banhando os alvos mais expostos, com belos feixes de luz amarelada. Uma sexta feira nunca pareceu tão cheia de paz e promessas para um sábado tranquilo. A ansiedade de ir até o povoado de Hogsmeade, fazia as aulas do tempo da tarde parecerem eternas, custosas de mais para se aguentarem sem exímias reclamações pueris e algumas indagações sem sentido. Não havia quase nenhum ser que não estivesse apetecendo o final de semana. Mas exceções existem para tudo, é claro.

A biblioteca estaria deserta se não fosse pela senhora sentada ao balcão e pela tão velha moradora do local. Granger. Esta que já havia aprendido a driblar a expectativa pré-Hogsmeade, procurando não se manter tão enérgica quanto o resto dos colegas. Internamente seus pensamentos até voavam por dois ou três minutos, imaginando como estaria o vilarejo sob o sol tão majestoso das ultimas semanas, ou até em como alguns doces cairiam bem, no entanto administrava os desejos e indagações com destreza, sabendo exatamente a hora de deixa-los livres. Não era propício o fazer em uma aula, por exemplo. Se prestasse atenção e absorvesse todo o conteúdo tão importante para o seu futuro, o tempo lhe ajudaria, trabalharia em seu favor e dessa forma não perderia o rumo e nem a paciência que cultivava tão calmamente ao longo dos meses.

-Eu não posso acreditar nisso.

Quem não parecia aprovar essa vida regrada eram seus amigos, Harry e Rony, que lutavam arduamente para tirar a amiga daquele mundo em que se metera tão profundamente, às vezes usando de chantagens emocionais e promessas não tão sinceras como "eu juro que vou fazer a lição com você mais tarde se vier comigo", essas usadas mais pelo Weasley que agora encarava a morena com quase asco.

-O que houve agora, Ronald? – redarguiu desviando os olhos do pergaminho no qual escrevia palavras copiosas por apenas alguns segundos.

-Como você ousa perguntar o que houve? – responde o ruivo com um tom facilmente detectável de atuação barata. –Você esqueceu sobre nós dois?

Os olhos castanhos da garota se voltaram confusos para ele, para logo após exaltar ironia ao perceber a brincadeira sem graça que ele estava fazendo.

-Poderia eu me esquecer sobre isso, Ron? – o tom de sua voz era tão doce que ao longe perceberiam a falta de veracidade nele - Não me julgue mal...

Um sorriso tomou conta dos lábios de ambos, enxergando um nos olhos do outro a parte cômica da descontração. De fora parecia algo totalmente diferente do que realmente era, do que eles realmente sabiam que era. Nada além de uma forma de brincar levemente, provocar a ira adormecida de cada um, sem muito sucesso. Porém, para Lilá isso eram muito mais que uma brincadeirinha de amigos. Os olhos claros da garota falharam em uma decepção estranha, como um olhar de morte de esperança. Então cabisbaixa deixou a estante em que estava observando e fez questão de passar frente aos dois, a cabeça baixa e um livro de capa grossa apertado contra o peito.

Uma das sobrancelhas da Granger se ergueu, puxando a atenção da loira que passara até o amigo. Os olhos dele seguiam o rastro da Brown com determinação, não percebendo o ar que tornava o andar dela triste e encabulado.

-Ron? – Hermione o chamou, deixando um risinho de diversão crescer e se fazer soar.

-Pois não?

-Por que ainda não foi falar com ela?

-Com ela? Perdão? – respondeu com tom de pérfida confusão.

-Ora, não te faça de tolo Weasley, estou falando da Lilá. – Retrucou a garota, revirando os olhos – Já passou da hora de chamá-la para sair novamente.

-Você realmente acha? – os olhos azuis do grifinório ganharam um brilho infantilmente esperançoso. Quase fez a menina sorrir outra vez.

-Certamente, afinal já faz algum tempo que você não para de olhá-la. – e continua ela - Saudades, talvez?

-Realmente, acho que já passou a hora de tentar falar com ela novamente – Devolveu ele, com um jeito de quem falava mais para si do que para qualquer outro alguém. Mas não se demorou muito em pensamentos, desviando a atenção e os olhos para as penas e os pergaminhos em cima da mesa de tampo marrom-avermelhado. –Não tente me enrolar, não queremos mudar de assunto, não é mesmo?

-Mudar de assunto? – indaga Hermione, os olhos já voltados para o livro que tinha em mãos – Por Merlin, que ideia. Eu nunca faria isso.

Uma gargalhada incrédula tomou conta do ambiente e logo o ruivo já lhe roubava o livro que tinha em mãos, andando despreocupadamente para a saída.

-Você vai sair dessa biblioteca agora. – afirma ele, sem nem olhar para traz – Está um lindo dia lá fora e você não vai ficar enfurnada aqui dentro.

-Ronald!

-Qual é! Isso é burrice, em plenas três horas da tarde ficar presa aos livros. – comenta Ron ao longe - Levanta daí, anda logo.

A sobrancelha direita da moça ergueu-se em indignação, mas suas mãos já guardavam o material dentro da mochila.


N/A: Capítulo sem betagem, desculpem-me, não tive tempo e estou aqui clandestinamente para postar este capítulo.

A vida anda corrida e não quero que me matem, eu só... Saibam que não desistirei desta fanfiction, certo? Espero que entendam rsrs.

Beijos.