Esse capítulo eu ofereço para a Lothus, uma iluminada, que quando escreve coloca em suas palavras pontos de luz! Obrigada por suas palavras e pelo convite para acompanhar sua história. E convido a todos também para lerem a fic dessa menina, Mad Love, no Nyah, categoria original, vale a pena, personagens apaixonantes

Chris sentou-se em uma das cadeiras ao lado da cama e ficou observando Jensen dormir. Ao tocar no rosto do loiro, este se sentou de repente na cama, como se tivesse tomado um choque. O fato de ele ter se levantado muito rápido e a falta de alimentação o fez cair, dessa vez, tonto na cama.

- Calma. – Disse Kane.

Jensen abriu os olhos assim que a tontura passou. Olhou ao redor sem reconhecer nada, e devido à penumbra não pode ver o olhar predador de Kane para seu tórax, agora descoberto pelo lençol.

- Água. – Pediu quando reconheceu o homem da praia, que se levantou e foi atender ao pedido do capitão.

- Beba devagar. – Kane estava com o braço envolto nas costas de Jensen, apoiando seu corpo e com a outra mão o ajudava segurar o copo. – Isso, assim mesmo. – Sua voz era carinhosa.

Chris se deixou ficar um pouco além do necessário segurando o loiro nos braços.

- Obrigado. – Falou Jensen antes de tombar a cabeça no ombro de Kane. O capitão tinha perdido a consciência outra vez.

Deitando novamente Jensen, na cama o cobriu com o lençol e sem resistir depositou um leve beijo nos lábios do loiro.

O Comorodo percebeu que além de estar cansado, Jensen, tão cedo, não poderia sair de seus domínios. Portanto não tinha motivo de pressa, e resolveu adiar seus planos com o capitão.

Durante toda essa noite Jensen acordava assustado e Kane que resolveu dormir em uma cadeira ao lado da cama do loiro, também acordava a qualquer movimento do capitão, e nesses momentos o Comorodo agia com carinho, sempre tentando acalmá-lo e confortá-lo como um bom amigo.

Pela manhã Kane acordou e se deparou com os olhos verdes de Jensen o encarando de maneira curiosa.

- Você esta sentindo alguma coisa? – Perguntou Kane.

- Estou com sede. - Kane pegou água, e agiu da mesma maneira que na noite anterior, envolvendo o corpo do loiro num abraço. Mas desta vez, Jensen, depois de beber água, se afastou um pouco para continuar olhando interrogativamente para Kane.

- Nós devemos ser muito amigos. – Disse Jensen. Sua voz estava mais rouca que o normal e ainda fraca.

- De onde você tirou essa conclusão? – Perguntou Kane voltando para a cadeira em que estivera sentado anteriormente.

- Você passou a noite toda ao meu lado? – Perguntou para ter certeza, pois seus momentos de consciência durante a noite eram envolvidos por lembranças confusas.

- Sim, mas desculpa, eu dormi. – Essa resposta fez Jensen rir. – Fazia dois dias e uma noite em que eu não dormia.

- Então realmente somos amigos, muito amigos. Geralmente só fazemos esse tipo de sacrifício a quem estimamos. Gostaria de me lembrar de você.

- Não se preocupe com isso agora. – Respondeu Kane.

Durante a noite, quando ficou sentado velando o sono de Jensen, nasceu em Christian um sentimento mais forte do que o de possuir: a vontade de conquistar.

Quando assumiu em sua a vida a missão de capturar vivo o capitão do Colibri, seus sentimentos eram um misto amor e ódio. Pensava em possuir o capitão, fazê-lo sofrer por todas as noites que passou em claro pensando naqueles olhos, naquela boca e depois entregá-lo ao carrasco, recebendo todas as glórias de ter capturado um dos piratas mais temidos do Caribe. Mas olhando-o dormir viu que queria tê-lo para sempre em sua vida, e isso ele só conseguiria se fosse por vontade própria de Ackles. Precisava pensar em um plano.

- Comorodo Kane...

- Gosto quando você me chama de Chris. – Interrompeu Kane.

- Mas você é meu superior!

- Não entre as paredes dessa casa.

- Somos tão amigos assim?

- Logo o colocarei a par do grau de nossa... Amizade. – Esse comentário deixou o loiro curioso.

Kane ficou feliz por causa de uma idéia que lhe ocorreu naquele momento. Jensen estava ali sozinho, sem memórias, seu único amigo seria ele. Enquanto durasse essa condição poderia conseguir o que quisesse dele. Sua confiança, que estava sendo conquistada, amizade e quem sabe o amor, e se desse certo, não precisaria abrir mão de Jensen.

Essa ilusão surgiu no coração do Comorodo, e salvara Jensen. Por enquanto...

- E por que você não diz agora?

- Não é o momento. Vou ter que sair. Irei para a cerimônia fúnebre dos mortos no naufrágio. – Jensen não insistiu.

- Eu também vou.

- Você não está em condições de sair.

- Mas eram meus homens, estavam sobre o meu comando, eu tenho que ir. Eu preciso ir. – Apesar de não lembrar de nada, sentia um dever moral de ir ao funeral.

- Você não consegue nem ficar em pé.

- Mas...

- Nada de mas... Descansa! A Lauren vai lhe servir o café da manhã. Coma tudo. Quero-te forte. – Dizendo isso Kane se aproximou e lhe fez um carinho nos cabelos, como se ele fosse uma criança, e depois lhe acariciou o rosto. Jensen estranhou tais carinhos.

J&J

Além de procurar entre os mortos, os três tripulantes do Colibri, andaram pela cidade e pelas praias. Encontraram outros corpos que fizeram questão de entregarem para serem devidamente enterrados. Perguntaram pelas casas que se localizavam na beira da praia, para os donos de pequenas embarcações, e tudo que souberam que o único sobrevivente foi o Almirante Smith, e mais ninguém.

Eles estavam prontos para voltar. Resolveram ir embora durante a cerimônia fúnebre, pois assim não correriam nenhum risco. Poderiam chegar ao Flor de Lótus sem chamar atenção.

- Você três. – Um oficial chamou Ho, que o reconheceu como Christian Kane, e torceu que o Comorodo não se lembrasse dele.

- Sim senhor. – Responderam, apesar da vontade de sair correndo.

- Estamos precisando de homens para terminar a fogueira. Será preciso mais madeiras, a Inglaterra poderá contar com a ajuda dos senhores?

- Claro Comorodo! – Concordaram os três.

- Obrigado. - Kane se retirou para orientar seus comandados.

A Cerimônia Fúnebre consistia em uma missa. No final uma grande fogueira seria acessa em cima da cova comunitária, onde todos os corpos encontrados foram colocados, inclusive dos que foram reconhecidos. O fogo arderia três dias e três noites para secar a carne dos corpos, e assim evitar qualquer tipo de odor ou contaminação. Depois uma grande lápide seria colocada no local, com os nomes e palavras em honra daqueles ali sepultados.

Após a missa, o governador da província disse algumas palavras. Kane, como autoridade máxima da marinha no local, também fez um discurso onde falou da coragem, das lutas e de mortes honrosas; logo em seguida tenentes com seus trajes de gala colocaram fogo na madeira que cobria a grande sepultura.

Assim que as autoridades saíram, os três resolveram seguir para o local onde esconderam o bote salva vidas e voltar para o Flor de Lótus onde dariam as noticias para o capitão Padalecki.

- O que iremos dizer para Padalecki? – Perguntou Jason, enquanto caminhavam pela praia.

- A verdade, que não encontramos o capitão Ackles nem vivo ou morto. – Disse Ho.

- Mas ele não vai se conformar. – Disse Chad. – Vamos dizer que ele morreu e o corpo foi enterrado com todas as outras vítimas.

- Ele nunca vai acreditar que deixamos o corpo de Ackles para trás. E se acreditar vai nos fazer voltar e cavar até encontrar os restos do capitão. Depois nos abandonaria em uma ilha deserta. – Disse Ho. – O melhor é a verdade.

Decisão tomada os três continuaram o caminho calados, cada um perdido em seus pensamentos.

J&J

Após a saída de Kane, Jensen resolveu que iria a cerimônia de qualquer maneira. Ao tentar se levantar viu que Chris tinha razão, e permaneceu sentado por alguns instantes. Resolveu chamar Lauren, para se alimentar.

- Deseja mais alguma coisa almirante? – Perguntou a garota. – Depois que Jensen terminou sua refeição.

- Gostaria de um banho. – Respondeu Jensen.

- Vou mandar preparar. Com licença, senhor.

A casa de banho ficava anexa ao quarto. Jensen se enrolou no lençol, e se levantou. No primeiro momento a tontura o quis dominar, mas Ackles lutou contra seu próprio corpo e com esforço conseguiu chegar até a banheira que Lauren tinha preparado para o seu banho.

Para entrar na banheira tinha de largar o lençol, mas a garota estava no aposento e por isso hesitou.

- A senhorita poderia sair? – Pediu Jensen.

- Não, o senhor está muito fraco, poderia cair e se machucar. Além do mais, fui criada com dez irmãos, por tanto acredito que não vou ver nada de diferente. - Disse Lauren se aproximando e retirando o pano que envolvia o capitão Ackles.

A garota ficou olhando Jensen nu, o medindo de cima a baixo se demorando em alguns pontos, como o peito, o baixo ventre, as pernas, etc. Não conseguia se controlar diante de tamanha perfeição.

- Para alguém acostumada com homens sem roupa, a senhorita está muito interessada. – Disse Jensen entrando o mais rápido que podia na banheira.

- Desculpe. – Mas como a garota podia explicar que nenhuns dos seus irmãos eram tão perfeitos?

Lauren se aproximou com uma barra de sabão perfumado e com uma vasilha começou a jogar água na cabeça de Jensen; passou o sabão nos cabelos loiros, desceu pelos ombros, braços, costa e peito, empolgada resolveu descer pelo abdômen.

- Deixa que eu termino. - Disse Jensen segurando a mão da garota antes dela alcançar seu objetivo.

- Claro. - Falou Lauren, sem graça, saindo do aposento. Logo em seguida a garota voltou com uma toalha, roupas e uma bota. - Acredito que o Comorodo não se incomode. As calças talvez fiquem um pouco curtas, mas a bota vai cobrir, a camisa talvez fique um pouco apertada, nos braços, peito... - Nesse momento Lauren mordeu os lábios e com uma das mãos começou a se abanar.

- Obrigado, deixe tudo aí. Assim que eu terminar, me vestirei.

- Não precisa de ajuda?

- Caso necessite, eu a chamarei.

Jensen saiu da banheira, se enxugou e reparou na sua imagem refletida em um grande espelho na parede. Ele viu um homem alto, loiro, muito bonito, forte, mas um pouco abatido, os olhos verdes refletiam cansaço e confusão de não reconhecer aquela pessoa que o encarava de volta do outro lado do espelho.

Seu olhar se concentrou na tatuagem em seu peito. Sentiu que ela tinha um significado importante, tentou lembrar, mas sentiu uma pequena pontada de dor na cabeça e voltou a se vestir.

Depois de vestido seguiu até uma sala, de onde podia avistar uma praia de areias brancas. Puxando uma cadeira para perto da janela, sentou e deixou o verde de seu olhar se perder no azul das águas do mar, que de alguma maneira parecia o chamar.

A casa de Kane ficava próxima a extremidade onde acabava uma parte da praia, e se iniciavam os rochedos. Quando a maré estava seca, podia-se continuar a caminhada até a outra parte da extensa linha de areia, que não recebia muitos visitantes, pois para se chegar ali, só de barco ou na maré vazante.

Ho, Jason e Chad seguiam para essa parte isolada para pegar o bote e ir embora. Caminhavam tristes e nem desconfiavam que a pessoa que poderia acabar com essa tristeza observava-os de longe.

Jensen viu aquelas três pessoas caminhando na praia, e um desejo insano nasceu em seu peito de ir atrás delas. Ignorando o cansaço que teimava em tomar conta de seu corpo, o capitão saiu da casa, procurando um caminho que o levaria até a praia. Ele não pensava se aquele sentimento era loucura ou não, só importava chegar até aqueles três desconhecidos.

Conseguiu encontrar o caminho para chegar à praia, mas teria de descer duas escadas enormes de pedra, uma até uma espécie de pista, e a outra até a areia. Devido à ainda estar debilitado, Jensen conseguiu vencer apenas a primeira escadaria. Cansado e sem forças para continuar encostou-se à parede. Sem entender o motivo, lágrimas silenciosas escorriam pelo belo rosto, enquanto observava o caminho em que os três tinham seguido.

Enquanto isso...

Escorriam por outro belo, rosto lágrimas de desespero ao avistar o bote que se aproximava apenas com os mesmos tripulantes que tinham partido três dias atrás.

A tristeza de o ser amado não ter voltado só não o matava por causa da esperança, que a incerteza de sua morte, alimentava em seu coração.

- Eu sei que ele está vivo. – Dizia para Roger Ackles. – Eu sinto isso! O senhor não sente?

- Sinto. – Respondeu o capitão. – Eu preciso acreditar nisso para seguir em frente. – E grossas lágrimas escaparam dos velhos olhos que tinham esperança de ainda rever o filho.

N.A: Desculpa a demora! Escrever essa continuação esta pesando demais! Leio e releio o capítulo, mando para a minha anja, volta para mim leio e releio, mando de volta! Ahahahah Mas Piratas recebeu tantos elogios que tenho medo de estragar com a história! Mas estou me controlando! Assim que conseguir dominar essa medo, as atualizações serão mais rápidas!

UM GRANDE 2011!

Obrigada novamente a todas as pessoas que entraram na minha vida pelas fics, a maioria entrou na minha vida em Piratas(Por isso a responsabilidade). Até a minha Anja(Beijos amada)!

Qualquer coisa os erros são da Angioletto! Como sempre!