Notas do autor:

Oi meus amores!

Aqui estou eu com mais um capítulo quente pra vocês, espero que gostem!

Meus sinceros agradecimentos à beauty4ever e PrincesaVênus por seus comentários e incentivo. Muito obrigado!

Desfrutem e boa leitura!

Capítulo 3 – Brigas e Entendimentos

Era começo de noite quando os treinos se encerraram. Shina se dirigia à saída lateral do Coliseu, pois era a direção mais próxima ao caminho de sua casa, quando de surpresa, sente sua cintura ser puxada pelo viril cavaleiro de Leão. Ele tira sua máscara, e a beija. Ela corresponde com desejo, com volúpia. Gostava disso! Tinha que admitir. Se separam, e ele acarinha suas bochechas e ela fecha os olhos, desfrutando ao máximo do toque daquelas quentes mãos.

- Amanhã à noite irei te ver, cobrinha! – selam seus lábios, e logo seu doce "algoz" vai embora.

Ela o vê partir e suspira feliz. O que ela não esperava, é que outra pessoa tinha visto toda cena e se aproximava de um jeito não muito amigável.

- Não tem vergonha! Não conseguiu nada com o Seiya e agora fica se oferecendo pro Aiolia! Não acha que é muita baixeza, até mesmo pra alguém como você? – diz Marin trêmula de ódio.

Shina fica com raiva, mas pensa bem e resolve ignorar, dando meia volta e se dirigindo à saída. A Águia, possessa, pega a Cobra pelo braço e a vira com bastante violência. A italiana a encara e diz despreocupada.

- Não te devo explicações. O que faço da minha vida não é da sua conta. Arruma outra pessoa pra perseguir!

Marin, não suportando a indiferença de sua rival, dá um forte tapa em sua face, fazendo com que Shina quase fosse ao chão.

Porém, ao contrário do que se imaginava, a Cobra ergue sua cabeça com um sorriso cínico, desafiante.

- Tá rindo de quê? Porque não reage? -grita a ruiva desconcertada.

- Porque é bom te ver queimando a língua, Marin! – ri debochada – Me criticou abertamente todos esses anos por me humilhar pra quem não me amava, e agora você faz exatamente o mesmo. Não é pra morrer de rir, sua puritana?

Marin fica estática. Shina tinha razão! A que ponto desceu por causa de Aiolia. E o que ele era dela? Nada. As lágrimas escorrem e caem por baixo de sua máscara, vira-se e sai correndo rumo à sua casa, enquanto a Cobra sorri satisfeita ante a silenciosa vitória que obteve sobre sua eterna adversária.

Já levava sua máscara ao rosto, para poder ir embora, quando ouviu uma voz interromper seus pensamentos.

- Você pode explicar o que foi essa cena que acabamos de ver? – indaga Geist, que vinha com June ao seu lado, ambas com as máscaras nas mãos.

Shina as olha com raiva, e responde áspera.

- O fato de sermos amigas não te dá o direito de se intrometer no que não é da sua conta! – olha pra loira com desprezo – Ainda mais perto dessa aí, que é unha e carne com a Marin!

Geist ia responder, porém June é mais rápida e fala calmamente.

- Poxa Shina! Não sei o que foi que te fiz, mas você está sempre na defensiva comigo! Não somos amigas, porém somos companheiras de armas e você é superior a mim em patente, e te respeito muito! Não sei porque você não gosta de mim! Nunca te fiz nada, pelo contrário, sempre quis me aproximar, e você jamais me deu abertura! Fico triste por saber que tem uma ideia tão retorcida de mim! – visivelmente magoada, a loira caminha rumo à saída.

Shina sente seu coração apertar. Na verdade, June sempre foi gentil e amigável. O que incomodava era o fato dela agir do mesmo jeito com Marin, e achava que isso tinha um "q" de falsidade. Mas estava sendo injusta, porque sua rivalidade com a ruiva, não era empecilho para que a etíope fosse amiga de ambas. Se acalmou e falou pausadamente.

- Me perdoe June! Estou sendo dura demais com você, e não é justo descontar minhas frustrações nos outros! – suspira pesadamente – Me perdoe também Geist! Sei que se preocupa comigo e só quer me ajudar! Eu... só não quero falar sobre isso, vocês me entendem?

- Tudo bem se não quer nos contar o que houve, é um direto seu. Não vamos te pressionar. –a morena sorri docemente e segura as mãos da Cobra – Mas quero que coloque nessa sua cabeça dura, que você pode contar comigo pra desabafar, chorar e dividir seus problemas se quiser. É pra isso que servem as amigas!

- Conte comigo também! – diz June, juntando suas mãos as de suas companheiras – E de minha parte, está tudo perdoado Shina! Vamos começar do zero, tudo bem?

A italiana assente positivamente e abraça a loira, e se sente bem por isso.

- Sim, quero que sejamos amigas de verdade, e mais uma vez me perdoe por te julgar tão mal. – limpa uma lágrima solitária – Tenho que ir. Podemos vir todas juntas amanhã, ok?

- Sim. Viremos juntas amanhã. - Geist finge irritação – Acho que também mereço um abraço, não?

June e Shina sorriem e as três se abraçam calorosamente. A Cobra sentia-se aliviada, leve. O fato de ser tão arredia, fazia com que todos se afastassem dela, e por mais orgulhosa que fosse, concluiu que sentia falta de amizade, carinho, contato com outras pessoas.

O que sempre viveu até hoje era um verdadeiro paradoxo, pois vivia cercada de gente ao mesmo tempo em que se isolava de todos. Era uma existência triste e vazia. E desde que Aiolia entrou tão abruptamente em sua vida, seus conceitos e preconceitos estavam mudando de maneira surpreendente. Novamente se perguntava se ele era a pessoa certa, se ele era o seu verdadeiro amor...

Chegou em sua casa pensativa, pesando todos os prós e contras dessa sua "relação" com o leonino. Teria uma longa noite pela frente. Teria muito o que pensar.

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No dia seguinte, foi receber os novos aspirantes a soldados, que seriam treinados por Marin e Asterion. Levou os pequenos para seus mestres e acenou secamente para os dois prateados. Não queria muita conversa, ainda estava com muita raiva da ruiva. Deixou os meninos com seus futuros tutores, e saiu de lá o mais rápido que pôde, deixando Asterion um tanto intrigado por sua atitude. Porém, ele nada falou e foi treinar seus pupilos.

Depois, junto com Jabu e Hyoga, foi fazer a ronda diurna em torno do Santuário. Era uma tarefa bem cansativa, mas, a medida que o tempo passava, ela ficava mais contente, pois sabia que o Leão Dourado iria vê-la à noite. Estava louca para sentir seus lábios, seus toques. Sacudiu a cabeça pra espantar seus maliciosos pensamentos e se concentrou em seu trabalho, para poder terminá-lo o quanto antes.

Findando sua árdua incumbência, despediu-se de seus colegas, e estes por sua vez a estranharam, pois ela nunca se despedia, muito menos de maneira tão educada. O que estaria acontecendo? Se perguntavam curiosos, enquanto iam para suas casas.

Em seu lar, a amazona tomou um banho relaxante e colocou um vestido roxo de alças, o melhorzinho que tinha. Não era lá grandes coisas, mas queria ficar bonita pra ele. Passou um batom rosinha que Geist tinha lhe dado há muito tempo e nunca tinha usado. Queria colocar um perfume, porém o único que tinha acabou. Se amaldiçoou por ser tão desleixada e nunca ter se preocupado com esses "pormenores".

Sentou-se no sofá e ficou aguardando seu lindo leonino chegar. Não demorou muito, ele apareceu.

Ela abriu a porta ansiosa e apreensiva, dando de cara com o divino loiro segurando vários sacolas, que ela não tinha a menor ideia do que era, e nem importava, porque quem ela queria ver já estava ali, em carne, osso e puro músculo na sua frente.

Ela então o abraça e o beija desesperadamente, fazendo com que o dourado quase derrubasse as sacolas no chão. Ele fica extasiado. Adora receber aquele beijo doce, dado com tanta espontaneidade. Separam-se ofegantes, ele coloca as bolsas na mesa da cozinha, e volta a beija-la com ardor. Suas mãos percorriam o delgado corpo da cobrinha e as dela faziam o caminho de suas largas costas, o arranhando com suas longas unhas por cima do tecido de sua camisa. Outra vez se separaram, antes que não conseguissem mais parar.

Ela olha curiosa para todas aquelas bolsas e pergunta.

- O que são todas essas coisas, Aiolia?

- Esse é o nosso jantar! – fala o dourado bastante animado – Fui à um ótimo restaurante italiano, aqui mesmo em Rodório. Trouxe lasanha, capeletti, fettuccine, e outras massas deliciosas. E pra acompanhar, esse maravilhoso vinho tinto que o Camus me indicou. Vamos comer!?

A amazona fica encantada com mais esse gesto gentil e carinhoso do leonino. Estava literalmente rendida. O olhava com admiração, com ternura. Ela outra vez o abraça, e as lágrimas rolam por seu alvo rosto sem ao menos sentir. Se emocionou por ele ter sido tão sensível em trazer tudo o que ela mais gostava, que eram as comidas de sua terra natal. Não tinha noção de como sabia dos seus gostos, porém isso agora não fazia diferença. O que interessava era sua atitude, que outra vez demonstrava o cuidado e afeto que tinha com ela.

- O que foi, cobrinha? Porque está chorando? – seca cuidadosamente suas lágrimas – Queria que ficasse alegre... não chore, por favor!

- Não estou triste, muito pelo contrário. Estou feliz por se importar comigo. Nunca ninguém agiu assim, e fiquei comovida. – diz ainda chorosa – Não liga, sou uma boba mesmo!

- Não, Shina! Você não é boba. É uma menina sensível e delicada, só que nunca demonstrou esse seu lado pra ninguém. Fico contente por se abrir comigo, sinal de que confia em mim. – diz o Leão dando um terno selinho em seus lábios.

Ela retribui, e acaricia os bem feitos lábios do grego. Ele sente um forte arrepio percorrer sua espinha e uma pontada em seu baixo ventre. Como ela conseguia ser mais sensual do que já era? A amava de mais, disso tinha certeza.

Desde que viu seu rosto no fatídico dia em que foi enviado pra matar Seiya e a atingiu com seu mais poderoso golpe, não conseguiu tirá-la da cabeça. De início achou que era preocupação por seu estado de saúde, mas, com o passar do tempo viu que era mais do que isso: tinha se apaixonado pela venenosa e arisca amazona de Ofiúco. Seu belo rosto junto aos seus expressivos olhos esmeralda, há tempos povoavam seus pensamentos. Morreu no Inframundo, foi revivido definitivamente após a batalha em Asgard, e por todo esse tempo pensou em um jeito de tirar o moleque japonês da mente de sua amada, vendo na estúpida lei da máscara a solução para o seu problema. Não era muito honroso usar de artifícios para alcançar o seu objetivo, porém, devido a teimosia e alto senso de dever de Shina, viu-se forçado a fazê-lo. E estava dando certo, ela a cada dia estava mais carinhosa, entregue e apaixonada. E isso tirava todo o peso da culpa que sentia.

Sentiu um beijo em seus lábios o chamarem a realidade. A olhou com verdadeiro encantamento e a ajudou a pôr a mesa para o agradável jantar que iriam ter.

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Após o jantar, ficam conversando por algum tempo, até que Aiolia liga o som, coloca um cd de músicas românticas, e toma suavemente as mãos de Shina, a convidando pra dançar.

- Ah Aiolia... eu não sei dançar! – diz Shina encabulada.

- Não se preocupe! É só me acompanhar! – fala suavemente, rodeando a cintura da amazona com seus fortes braços e olhando em seus verdes olhos apaixonadamente, enquanto a canção ecoava pela pequena sala.

Close your eyes, give me your hand, darling

Do you feel my heart beating Do you understand

Do you feel the same Am I only dreaming

Is this burning an eternal flame

I believe it's meant to be, darling

I watch you when you are sleeping You belong with me

Do you feel the same Am I only dreaming

Or is this burning an eternal flame

Say my name sun shines through the rain

A whole life so lonely And then you come and ease the pain

I don't wanna lose this feeling

Close your eyes, give me your hand, darling

Do you feel my heart beating Do you understand

Do you feel the same Am I only dreaming

Is this burning an eternal flame

Close your eyes, give me your hand, darling

Do you feel my heart beating Do you understand

Do you feel the same Am I only dreaming

Is this burning an eternal flame

Absortos pela suave melodia, nem perceberam que seus rostos estavam praticamente colados e suas bocas muito próximas. Então o que se seguiu foi um apaixonado beijo entre o belo casal. Um beijo que era uma mistura de diversos sentimentos e desejos de ambos os jovens. Suas línguas bailavam ao ritmo de seus corações, que palpitavam de puro desejo e verdadeira paixão. O grego subiu sua mão direita aos verdes cabelos da italiana, e com sua mão livre, a trazia pra mais perto de si, onde ela sentiu o volume de sua enorme masculinidade em sua intimidade já aquecida pela excitação. Ela geme com sofreguidão. Queria mais, precisava de mais.

Separam-se ofegantes. O loiro beija sua testa com carinho e fala baixinho.

- Desculpe, minha linda... eu tenho que ir, antes que eu não resista e faça algo que não terá mais volta! – diz apenado.

Shina fica sem entender; ele dizia que a amava, mas não queria ir mais longe com ela?

- Você disse que me amava! Porque está me rejeitando? – diz quase em lágrimas. Não aguentaria tamanho desprezo.

Aiolia se aproxima dela, a toma devagar pelos ombros e olha diretamente nos seus olhos, e fala seriamente.

- Não estou te rejeitando! Você me quer, porém em nenhum momento disse que me ama! Esse é um passo muito sério, que deve ser dado com muito cuidado, ainda mais por você ser virgem. Quero e vou fazer amor com você no dia que você disser com todas as letras que me ama! Não quero que você se arrependa depois! – suspira pesadamente – Quero ficar o resto da minha vida ao seu lado, pra isso o amor tem que ser recíproco, não adianta esse sentimento vir só da minha parte!

- Mais eu quero você! Eu te desejo! – chora nervosa – O que eu faço com todo esse fogo que me consome? E como vou dormir pensando em como seria fazer amor com você? É uma tortura! Não pode fazer isso comigo! Até ao ponto de me tocar pensando em você eu já cheguei e...

Leva as mãos à boca, porém já era tarde, pois já tinha falado demais.

Esconde o rosto entre as mãos envergonhada por ter falado algo tão íntimo para um homem. Porque era tão explosiva? Porque não conseguia controlar sua ira?

Ele a abraça e beija seus cabelos. Queria que ela o entendesse. Morreria de ciúmes se na hora em que seus corpos estivessem unidos, seus pensamentos estivessem em Seiya. Não suportaria tanto desgosto. Tinha que se assegurar que ela o amava, e infelizmente, o amor só vem com o tempo.

Toma o delicado queixo da Cobra com seus dedos e faz com que ela o olhe.

- Shina, tente compreender que não é só sexo o que eu quero contigo. Eu te amo! Quero que seja especial, principalmente pra você! Me entende?

Sim, ela o entendia. Também se roeria de ciúmes se ele estivesse com ela pensando na insossa da Marin. Ela assente positivamente, ainda vermelha de vergonha.

- Quanto a se tocar, não precisa ficar constrangida! Homens fazem isso o tempo todo e ninguém os recrimina por isso. É algo normal, natural. Todos nós temos necessidades físicas, e o prazer é uma delas. A educação que vocês mulheres recebem é muito opressiva e faz pensar que isso é algo sujo, e não é. É justamente o oposto. Não se sinta mal, não vou te julgar. Acho até bem excitante! – sussurra sedutoramente no seu ouvido – Quer sentir esse prazer novamente?

- Sim... – responde com um gemido quase inaudível.

- Então fique calma e relaxada. – beija o seu pescoço de maneira bastante sexy – Deixa que eu faça o resto!

Ela fecha os olhos e tenta relaxar, estava expectante com o que viria a seguir. Seria tão bom quanto ao sensação que teve sozinha, ou seria ainda melhor? Teria que experimentar pra saber.

Ele beija seus ombros, e com suas mãos, desce o fecho do vestido. Tira devagar suas alças e deixa escorrer pelo esbelto corpo da sua amada Cobra. Este era perfeito, sensualmente erótico, um convite à cair na mais doce das tentações. Seus lindo seios firmes e macios, o faziam querer degustá-los outra vez. E foi o que fez. Abocanhou e chupou lascivamente o seio direito, enquanto apertava com suavidade o esquerdo. Ela emite um longo e sôfrego gemido. Estava excitada, molhada. Ele beija os lindos lábios da amazona e desce lentamente sua mão pelo corpo dela, passando por dentro de sua calcinha lilás, até chegar na sua extremamente úmida intimidade. Coloca seus dedos em seu clitóris e começa a massageá-lo de forma lenta e cadenciada. Ela arqueia seu corpo e arfante crava suas unhas em suas costas, rasgando o tecido de sua camisa. O loiro sente seu membro pulsar com toda força dentro de suas calças. Só sua cobrinha o fazia sentir-se assim. Ele aumenta o ritmo e friccionava com mais força e vigor seu ponto sensível. Shina não se segura, e grita com vontade, terminando de rasgar a já maltrapilha camisa do leonino, deixando seu torso nu. Ela o abraça, e o tesão apodera-se ainda mais de seu corpo quando encosta seus rosados seios no forte peitoral do rapaz. Os dedos deste estavam encharcados do delicioso mel de Shina, o que faz ele aumente ainda mais o ritmo das fricções, e ela sente como se pura eletricidade passasse por todo corpo e grita como louca, arqueando ainda mais o seu corpo. Se sente convulsionar, e seus sentidos se esvaem quase que por completo. Ele a beija como se fosse o mais precioso dos tesouros, enquanto ela tenta, aos poucos, recuperar-se do arrebatador orgasmo que acabou de ter.

Separam-se lentamente, Shina ainda está bastante ofegante. Ele a acaricia com ternura, a pega no colo e a coloca deitada em sua cama. Deita-se ao seu lado, onde ficam frente a frente, com seus rostos muito próximos, afagando seus sedosos e esverdeados cabelos.

- Você gostou, meu amor? – indaga enquanto beijava ternamente as suas mãos.

- Sim... eu adorei! Nunca me senti tão bem... tão leve... – suspira, e sente o sono pesar em seus olhos – Dorme comigo?

Ele dá um largo sorriso. Fica feliz em escutar tal pedido dos lábios de sua adorada cobrinha.

- Ficarei aqui até você dormir, depois irei pra minha casa. Não quero dar motivos pra ninguém manchar sua reputação! Vai ficar com raiva de mim? – pergunta manhoso.

- Não, não vou ficar! – sorri sonolenta – Te adoro, leãozinho! – recosta sua cabeça no forte peitoral de Aiolia, e se deixa vencer pelo cansaço.

O grego beija seus cabelos, e fica por um longo tempo acarinhado a bela amazona. Depois levanta-se com cuidado e a contempla seminua. Seu coração acelera, e se pergunta como conseguiu se segurar diante de tanta perfeição. A cobriu com um lençol levinho de algodão, apagou as luzes, e seguiu cantarolando feliz rumo à casa de Leão.

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Chegando em sua casa, o leonino dirigiu-se à cozinha, pois tinha muita sede. Acende a luz, e fica surpreso ao ver a ruiva amazona de Águia sentada de maneira sedutora em uma das cadeiras de sua mesa de jantar, com um leve vestidinho azul de alças fininhas, com um belo decote em v, que a deixava bastante atraente.

- O que faz aqui? – indaga irritado – Deveria estar em sua casa, já é muito tarde para visitas!

Marin se espanta com a visível insatisfação do loiro, mesmo assim não se intimida, e é direta em sua pergunta.

- Estava na casa da Cobra? – suspira com raiva – Ela conseguiu te enredar, não é? – Fica bem próxima a ele – Não se iluda! Ela só está te usando! Acha que ela esqueceu o Seiya? Acredita mesmo que anos de obsessão acabam assim, do dia pra noite! Acorda Aiolia!

O loiro se afasta, e responde áspero.

- Nunca te dei liberdade pra falar desse jeito comigo, Marin! Ser minha amiga não te dá esse direito! A relação que tenho com a Shina só interessa a mim e a ela, não admito que ninguém se intrometa, muito menos você!

A ruiva chora por baixo de sua máscara e eleva seu tom de voz.

- Não é possível! Está apaixonado por ela? Ela conseguiu te arrastar pra cama dela e agora vai fazer de você seu cachorrinho de estimação! E o pior de tudo é que vai se prestar a um papel desse! Onde fica sua dignidade?

O dourado dá um forte soco na mesa, que quebra de imediato, e assusta fortemente a amazona prateada.

- Não fale do que não sabe! Shina continua tão pura como sempre foi e não pode levantar tal calúnia! – chega muito perto dela, diz olhando diretamente em seu mascarado rosto – Eu a amo! Sempre amei, e vou amar o resto dos meus dias! Sinto muito se você criou uma falsa esperança sobre nós! Sempre fui e serei seu amigo, nada mais que isso!

A Águia suspira, tenta conter a vontade de cair em prantos. Leva a mão ao rosto, como quem vai tirar sua máscara, mas tem esta delicadamente segurada pelo loiro.

- Não faça isso, do contrário terei que deixar você me matar, porque se não puder ficar com a mulher que amo, prefiro morrer. Você entendeu, Marin? Morrer!

Solta devagar a mão da ruiva, e entra em seu quarto batendo a porta com bastante força.

Ela por sua vez, ainda em choque, sai correndo, descendo desnorteada as escadarias da 5° casa.

Continua...

Notas Finais:

Gostaram do capítulo?

Se quiserem deixar seus comentários, ficarei imensamente feliz! Podem elogiar, criticar, sugerir, enfim, fiquem à vontade para darem suas opiniões!

A música usada neste capítulo foi Eternal Flame do The Bangles. Porque essa música? Porque adoro música dos anos 80, além de sua letra combinar perfeitamente com o momento vivido pelos dois.

Obrigado por seguirem e acompanharem a fic!

Bjo e até o próximo capítulo!