Obs: estava inspirada nessa fic e decidi continuar, mesmo sem ter recebido uma review. Espero receber pelo menos uma, viu?
Obs 2: Eu sei que Viletown fica numa dimensão do outro lado do espelho, mas decidi mudar isso na história.
Capítulo 3.
Viletown, 1994
Quando eu saí de Townsville, confesso que fiquei com um pouco de medo. Não fazia a menor ideia de pra onde poderia ir, mas precisava me decidir logo, pois a comida que levava numa trouxa não duraria para sempre.
Durante os treinos que tínhamos, Bubbles e eu sempre conversávamos, e lembrei que, uma vez, ela havia me contado de uma cidade pra onde a família havia se mudado uma vez: Citysville ou algo do tipo. Poderia ficar lá por uns dias antes de seguir viagem, mas só por uns dias, pois Bubbles falava também que o local era horrível e eu acreditava nela.
Felizmente, consegui achar a dita cidade e fiquei hospedado num apartamento por uns dias, até comprar comida e outros mantimentos pra viagem. Depois, segui em frente (principalmente porque o pessoal da cidade me olhava torto só por eu estar voando).
Com a ajuda de um mapa que havia comprado em Citysville, pude seguir um trajeto até a cidade onde pretendia ir: Viletown. De acordo com Bubbles, era uma cidade que, apesar de ter mais herois do que Townsville, sofria muito por causa de três vilãs incrivelmente fortes.
Talvez eu pudesse ajudá-los!
Grito: CORRAM! SÃO AS POWERPUNK GIRLS!
Foi a primeira coisa que ouvi ao chegar em Viletown. Olhei na direção contrária a que as pessoas estavam correndo e fiquei espantado: as tais Powerpunk Girls eram quase idênticas fisicamente às minhas irmãs, mas eram mais fortes do que elas.
Não era uma surpresa a cidade precisar de ajuda.
Garota ruiva: *risada malvada* ISSO MESMO! CORRAM, SE ESCONDAM... E TORÇAM PRA NÃO ENCONTRARMOS VOCÊS!
Enquanto as pessoas continuavam correndo, eu observava do chão toda a destruição que elas realizavam e fiquei pensando no que poderia fazer. Em minha batalha contra Blossom e Buttercup para fugir de Townsville, consegui lutar contra as duas, mas estava inseguro em lutar sozinho contra as tais Powerpunk Girls. Principalmente porque, além de serem mais fortes do que Blossom e Buttercup, eram três, e não duas.
Infelizmente, não tive escolha, principalmente quando a garota loira me viu e voou rapidamente em minha direção, antes de me agarrar pela camisa e me arrastar junto com ela quando voltava a voar.
Garota loira: *sorriso malvado* Olhem só o que eu encontrei, garotas: um garoto pra gente "brincar".
Na hora que ela me agarrou pela roupa, tinha sido pego de surpresa e fiquei assustado. Mas quando a surpresa passou, fiquei sério e zangado.
Eu: Me LARGA!
Movido pela adrenalina, acertei um murro na garota loira. Não foi forte para machucá-la seriamente, mas forte o bastante pra ela me soltar e formar uma cratera no chão quando caiu.
Garota morena: *chocada* Mas o que foi que... *zangada* Quem é você, afinal? Porque já deu pra ver que você não é um garoto comum!
Garota ruiva: *sarcasmo* É óbvio que ele não é, Brute. Só o fato dele estar voando já prova isso. *sorriso malvado* Deve ser uma das péssimas criações do Jomo Momo, como os extintos Rowdyright Boys. *posição de batalha* E se é uma criação dele, só tem um jeito de detê-lo.
Fiquei em posição de batalha também e nós três começamos a lutar: as duas contra mim. Tinha que confessar: era mais complicado do que quando lutei contra Blossom e Buttercup, principalmente quando a loira juntou-se a elas.
Não demorou muito e logo comecei a perder forças, além de ficar machucado, tanto que não consegui impedir quando a tal de Brute me agarrou pelas costas.
Brute: Quer fazer as honras, Brat?
Brat: Com certeza!
A loira, chamada Brat, aproximou-se de mim e... me tascou um beijo na bochecha! Que tipo de inimigo faz isso com outro inimigo? Claro que as Powerpuff Girls haviam feito isso com os Rowdyruff Boys na primeira aparição deles, como uma forma de derrotá-los, e eles acabaram explodindo. Mas isso não funcionava comigo.
E, pelo jeito, as tais Powerpunk Girls também haviam reparado.
Garota ruiva: *confusa* Ué, não deu certo?
Brute: Ele deve ser mais resistente, Berserk! Por que vocês duas não fazem ao mesmo tempo?
Antes que elas tivessem essa chance, usei o resto de minhas forças e produzi uma luz tão forte que as cegou, oportunidade que tive pra tentar escapar. Não pude ir muito longe, principalmente porque estava muito ferido, mas pelo menos havia conseguido despistá-las.
Eu: *sentado em posição fetal atrás de um muro* Ufa, que alívio!
Voz: Ei garoto, o que está fazendo aí?
Levantei o rosto para o dono da voz: era um chipanzé muito parecido com Mojo Jojo, mas possuía algumas diferenças. Mas a maior delas era sua personalidade, caso contrário, teria me atacado assim que me viu.
Eu: Quem é você?
Chipanzé: Me chamo Jomo Momo.
Reconheci o nome: as Powerpunk Girls o haviam citado durante a batalha, achando que eu era uma criação dele.
Jomo Momo: Como se chama?
Eu: Meu nome é Bobby.
Jomo Momo: Bobby, hein? Muito prazer! Assisti a luta de agora a pouco que você teve com as Powerpunk Girls. Era você, não é?
Concordei com a cabeça.
Jomo Momo: Mais um pouco e você teria vencido. Os únicos que chegaram mais perto de derrotá-las, além de você, foram os Rowdyright Boys. *chorando* Que saudades eu sinto deles...
Eu não me sentia confortável quando alguém chorava na minha frente, então tentei consolá-lo. E foi dessa forma que me tornei aprendiz de Jomo Momo.
