III - Esqueça

Notas

Yo Pessoal, Desculpem a demora, mas é que a vida de sedentária não é tão simples - OKAY? U_U Então quero agradecer pelos comentários ô.õ Espero que estejam gostando :3

Capítulo 3 - Esqueça

Já haviam se passado três dias desde o inicio daquele inferno, desde a ultima vez que vira o sol nascer sem ser pela janela de um quarto que ficava no segundo andar. Geórgia não fazia idéia exatamente do tempo, mas sentia que estava ali presa naquele quarto há semanas.

O mordomo sempre entrava ali, deixava sua comida e saia logo depois, novamente trancando a porta. Nesses dias, estranhou que a presença de seu "dono" não tenha sido constante. Porém, agradecia muito por isso, pois até hoje as dores ainda permaneciam e ela não saberia se conseguiria agüentar aquilo novamente.

Uma das coisas mais importantes que trouxe de sua antiga casa, fora o diário que ganhou de sua mãe quando tinha 10 anos e que ainda havia espaço para escrever, já que ali naquele pequeno caderno ela só colocava os dias mais importantes ou difíceis de sua vida.

Levantou-se da cama e foi até a mesinha que havia no canto do quarto. Seu diário já estava ali em cima, somente esperando para ser escrito.

Geórgia não queria sujá-lo com as coisas que aconteceram com ela recentemente, mas aquilo era uma forma de lembrá-la do passado e que, se algum dia ela realmente viesse a ser feliz novamente, assim como era antes de seu pai morrer, leria aquilo que estava escrito e veria que mesmo que em sua vida tenha passado por tantas coisas, conseguira manter-se viva...

Pelo menos era nisso que ela queria acreditar, que tudo isso um dia iria acabar.

Sentada à cadeira em frente à mesa, pegou um lápis e se pôs a pensar. De onde deveria começar?

###Hum... Sabe, eu não escrevo aqui há um tempo, mas é que minha vida antigamente "há 'exatos' 3 dias", era chata e parada, sem nada emocionante ou tragicamente ruim para citar aqui...

Eu não queria escrever sobre isso em você, mas será bom deixar essas coisas, para me lembrar do quanto minha vida que já era horrível, piorou consideravelmente de um dia para o outro. Pois é, eu dormi "livre" e acordei um "brinquedo". Complicado isso!? Sim. Mas, não irei 'explicar' porque eu que lerei isso depois, mas é algo que eu preciso guardar para o resto da minha vida...

EU O ODEIO!

Matheus Brunelli, o homem que destruiu minha vida, meus sonhos e meus objetivos. Agora, presa nessa droga de quarto, sentindo dores, fome e aquele cansaço que comecei a sentir há algumas semanas, agora está bem mais forte. Eu realmente o ODEIO com todas as minhas forças.

Ele abusou de mim, tirou minha liberdade, me usa como sua bonequinha para brincar quando quiser. Não que já tenha acontecido muitas vezes, na verdade só uma, mas... Só de imaginar o que passarei aqui se não arrumar um jeito de fugir, me dá uma angustia enorme.

O ruim de tudo isso é que eu não tenho amigos, ou seja, ninguém sentirá minha falta na escola e ninguém ira procurar saber o que aconteceu comigo... Então... Terei que me virar sozinha, mas eu vou conseguir. Não quero passar os dias da minha vida com um homem como ele. Eu espero que ele morra.###

▬ É, quem diria que eu estaria desejando tanto a morte de alguém, nem a de Damon eu já desejei... – Geórgia suspirou.

Fechou o diário ao ouvir o barulho da chave rodando na porta. Olhou para o relógio de parede, e nele ainda marcava 9:00hrs da manhã. Estranhou, pois ainda não era hora do almoço e a do desjejum que continha apenas um pão com manteiga e café, já havia sido trago às 6:30 hrs. Viu o mordomo entrar no quarto e o mesmo parar à sua frente.

▬ Venha! – Foi a única coisa que lhe fora dita, antes que o homem voltasse ate à porta e saísse pela mesma.

Geórgia ainda ficou olhando a porta por alguns segundos até tomar a iniciativa de se levantar da cadeira e seguir rumo à saída.

Andava observando tudo minuciosamente e com medo do que iria acontecer, medo de que aquele homem aparecesse de novo.

Desceu as escadas seguindo o mordomo que até hoje não sabia o nome. Passaram pela grande sala. Geórgia nunca havia andado pela mansão, claro, já que ficara presa no quarto todos esses dias.

O homem parou em frente a uma porta e a abriu. Geórgia o observou entrando em uma sala pouco iluminada enquanto a mesma ficava ao lado de fora esperando... Quando o mordomo saiu da sala, suas mãos estavam ocupadas por alguns panos e baldes.

Sem falar nada, ele saiu andando em sentido a algum lugar desconhecido pela Lannes, e mandou que ela esperasse ali onde estava. A morena olhou em volta, estava em um pequeno corredor que dividia a cozinha e a sala de jantar. A mansão do Brunelli era fria e meio sombria. Sentiu seu corpo inteiro se arrepiar. Aquele lugar com certeza era bem estranho, assim como o dono.

▬ Pegue! – A voz despertou-a de sua observação. Olhou para o homem ao seu lado e viu a mão do mesmo, estendida em sua direção, segurando um balde com água até a beirada e um pano. Então, só ai ela entendera o motivo para ter sido "liberada" do quarto.

Quando ele entregou o balde a flor, uma fraqueza atingiu-a fazendo com que o balde caísse ao chão antes mesmo dela conseguir apoia-lo em sua mão...

▬ Sua idiota, preste atenção na merda que está fazendo, burra! – Xingando-a, Bruno, o mordomo, saiu com os pés encharcados de água e sabão.

Andando com o balde na mão, ele continuava a proferir impropérios a Lannes que de tão fraca que estava, ficara sentada no chão em cima da água.

Tentando levantar-se ao avistar o mordomo no inicio do corredor, ela escorregara com a mão no chão, voltando a se sentar. "Essa porra está ate parecendo brincadeira de morto ou vivo" Resmungou mentalmente.

▬ Faça direito agora! – Entregou-a o balde novamente com água. – E está vendo aquela ala da mansão? – Bruno indagou-a e ela apenas acenou positivamente, sem forças ate para falar. – É proibido ir ate lá. Se você for, as coisas irão ficar horríveis para o seu lado! – Virou as costas para Geórgia.

Fazendo um esforço sobre humano, ela iniciou o processo de limpar, mas para sua limpeza, a Lannes não tinha nem ao menos uma vassoura ou rodo, o que restara à ela fora ficar de joelhos, molhando, torcendo e passando o pano no chão.

Os joelhos ardiam e outra vez Geórgia amaldiçoava àquele local, aquele mordomo e principalmente o dono da mansão, Matheus.

(...)

Girando a borda de um cinzero com dois dedos, Matheus fitava os companheiros e 'sócios' de suas artimanhas e planejamentos contra alguém.

▬ Como faremos? – Tierri indagara.

▬ Simples... – Matheus olhou para os 'parceiros'. ▬ Thiago e Taylor se infiltrarão aqui nos cassinos ingleses de Esdras e irão passar-me todas as informações. Ingrid e Lucas tentem, por favor, manter o sigilo e ajam como um casal. – A 'morena' e o ruivo olharam-se e mesmo não concordando internamente com isso, por fora acenaram positivamente. ▬ Quero que vocês façam apostas nas roletas como um casal apaixonado e doente pelo dinheiro de Las Vegas.

▬ Ok! – Responderam.

▬ Jhon e Rafael, vocês irão fazer o mesmo que Thiago e Taylor, mas será nos cassinos de Osaka. Tierri e Igor irão me ajudar a administrar juntamente com Marcos, os problemas e a grana do qual abriremos em Tóquio, entenderam? – Todos acenaram positivamente.

Levantando-se despojadamente, ele dera as costas aos seus parceiros. Saindo da enorme mansão, ele fora ate seu carro, pedindo ao motorista do mesmo que o levasse ate o aeroporto Heathrow, Londres.

Já com o carro em movimento, o moreno pensava em sua querida bonequinha. Como estaria e o que fazia? Oh, ele queria tanto saber a resposta, mas não se dera ao luxo de ligar enquanto passara três dias em Londres, porque ligaria agora que estava voltando para se divertir?

Sorrindo ele balançava a cabeça. "Tantas saudades de seu corpo" Setenta e duas horas que ele não transava e oh, isso era raro para o Brunelli. Matheus sabia de sua dependência sexual, "mas para que se tratar quando sexo é algo tão delicioso de se fazer?". Os lábios dele curvaram-se um pouco mais.

▬ Sir?

▬ Sim?

▬ Chegamos ao aeroporto!

▬ Certo. Leve o carro novamente para a mansão e peça a Igor para lhe pagar antes do mesmo voltar ao Japão. – Abriu a porta do veículo, saindo do mesmo.

Com as mãos no bolso de sua calça social preta, o moreno caminhava tranquilamente ate seu jatinho particular. Poucos tinham a 'caridade' de pousar um jatinho na pista, e Matheus era um desses poucos.

Entrando no avião, com um sinal de mãos ele pedira ao piloto para seguir em frente. Uma bonita e chamativa aeromoça aproximou-se de si com duas taças de champanhe.

▬ Qual seu nome, meu senhor? – Indagou colocando as taças na poltrona, em lugares para tal.

▬ Para que quer saber? – Puxou-a para seu colo. ▬ Deve ser porque vai gemer muito, não? – O longo cabelo ruivo da mulher, não cheirava como o de outro alguém. ▬ Qual o seu nome?

▬ Para que quer saber? – Repetiu as palavras dele, rindo no colo do mesmo. ▬ Irá gemê-lo? Se for, chamo-me Talyssa.

▬ Hn, Talyssa? Sinto lhe dizer, mas não costumo gemer nomes de mulheres. São elas que gemem o meu, então por isso quando eu estiver fundo dentro de ti gema 'Matheus'! – Puxou-a pelos cabelos, mordendo-a na orelha a fazendo suspirar com força.

Desceu suas mãos pela coxa da ruiva, introduzindo-a por baixo da curta saia e afastou a calcinha para o lado. Com os dedos estimulava-a e com a outra mão, arrancava a farda de aeromoça que ela usava.

Acariciou-o por cima da calça, gemendo o nome dele enquanto o mesmo escorregava três dedos para dentro de sua intimidade e bombeava rudemente, sem delicadeza alguma.

▬ Aaaah, mete mais fundo... – Matheus riu, mas logo abocanhara os médios seios da ruiva, puxando os mamilos entre dentes.

Abrindo o zíper da calça do moreno, Talyssa começara a masturbá-lo, lenta e depois rapidamente. Envolvendo-o com a palma da mão, a outra fora ate os testículos dele, massageando-os, buscando ouvir nem que fosse um único gemido do moreno, mas... A face do Brunelli não mudava, não mostrava desejo, se o pênis dele não estivesse ereto, ela o julgaria como um robô sem emoções.

E ele era um homem sem emoções. Jogando-a ao chão, deixando-a de bruços à si, Matheus ficara de joelhos. Ela esperava que ele fosse chupá-la, mas... Eram os dedos que continuavam a penetrá-la.

A mente dela parecia dar voltas constantes pelas 'caricias' dele, levando-a a longos gemidos roucos que chamara a atenção do piloto, mas o mesmo acostumado com as travessuras de seu chefe, voltara os olhos para frente, mas algo nas calças do mesmo dera sinal de vida olhando o 'filme' pornô que se iniciava no solo do jato.

Gozou nas mãos do moreno que levara os dedos aos lábios. Instintivamente Matheus passara a comparar aquele "horrível" sabor a outro que bebera há poucos dias.

Com a sua menininha em mente, o Brunelli não deixara Talyssa virar-se ou falar algo, apenas penetrara-a furiosamente. Movimentava-se, segurando os fios vermelhos com força, fazendo-a sentir dores nas raízes e na intimidade que era invadida bruscamente pelo membro dele.

▬ Oh, vai mais rápido seu vadio. – Com um médio sorriso nos lábios, o moreno concretizara o que a ruiva pedira.

(...)

Com a ardência crescendo entre as pernas, a mulher continuava a gritar o nome do Brunelli desesperadamente e este? Ele apenas espalmava-a nas nádegas e mordia os lábios pensando em Geórgia.

Olhando os fios ruivos, O Brunelli jurava ter visto os achocolatados. Balançando a cabeça e espantando os "pensamentos idiotas", Matheus retirara-se de dentro de Talyssa, ejaculando nas costas da mesma.

▬ Eu ainda não gozei! – Talyssa olhou para trás com um biquinho no rosto.

▬ Problema seu, o meu tesão eu já matei... – "Parcialmente" Pensou recolocando seu membro dentro da calça. Pegou Talyssa pelos cabelos, levando-a... – Ryo... – Chamou o piloto que olhou diretamente para a ruiva, parcialmente nua. – aproveite-a que ela é de graça! – Virou as costas, indo para o luxuoso W.C do jato particular.

Instantes depois, Matheus saia 'higienizado' do banheiro. Caminhou ate sua poltrona, retirando de uma maleta um notbook.

Mexendo em arquivos confidencias, ele não vira o tempo passar de tão entretido que estava. Somente deu-se conta que havia chegado ao Japão quando o avião pousara na pista.

Pegando suas coisas, ele descera do jatinho colocando um óculos escuro, caminhando com seu jeito imponente ate outro carro que o esperava para levá-lo ate sua casa.

(...)

Outra vez Bruno mandara-a limpar a mansão. Já estava cansada de arrastar-se pelo chão, afinal aquele mordomo era exigente e nada para ele parecia estar bom, "Esse cara tem que arranjar uma 'mulher' para se distrair de mim, que merda viu?!"

Balançando a cabeça, a Lannes continuava a arrastar-se pelo piso, arranhando seus joelhos que estavam muito vermelhos. Com os movimentos, ela empurrara a porta da sala restrita e começara a limpá-la sem dar-se conta de onde estava.

Levantando para esticar a coluna, ela batera o cotovelo em pastas que caíram ao chão. Observando os papéis, Geórgia não conseguira conter a vontade de olhar o que neles continha. Abaixando-se ela pegara e abrira-os...

▬ Não acredito. – Os olhos arregalados e marejados... ▬ Ele é um...

▬ Bruno, é vo... – Matheus havia acabado de chegar em casa e como não achou o mordomo por ela, saiu a procura dele pela mesma, isso ate ouvir um barulho vindo da ala "proibida" . ▬ O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – Gritou assustando a menina que se virou rapidamente olhando para ele com a expressão assustada, não só por ter sido pega pelo mesmo, e sim também pelas coisas que vira naqueles papeis.

▬ M-M-Matheus? – Gaguejou, vendo-o aproximar-se rapidamente, tomando-lhe os papeis das mãos e os jogando de qualquer maneira em cima da mesa.

▬ VOU TE ENSINAR A NÃO MEXER NAS COISAS DOS OUTROS. – Pegou-a pelos cabelos e começou a andar arrastando-a para fora da ala.

Georgia estava fraca e sentiu suas pernas falharem, fazendo com que a mesma caísse no chão, porém Matheus não parou de puxá-la, então com desespero a morena tentou colocar-se de pé enquanto ainda era arrastada, agora pela escada.

▬ M-me solte, por favor. – Chorava. Sentiu-se sendo jogada contra uma cômoda e fechou os olhos devido à dor do impacto que causara contra o móvel.

Abrira um pouco os olhos e com as vistas embaçadas pelas lagrimas, viu Matheus aproximar-se de si, lhe segurando novamente pelos cabelos e fazendo-a fita-lo olho a olho.

▬ EU VOU TE FAZER ESQUECER TUDO QUE VIU LÁ, NEM QUE DURE O DIA INTEIRO. – Riu sádico e Georgia tremeu com o possível tratamento de esquecimento.

Notas: É isso mesmo, acho que a Georgia ta um pouquinho ferrada no próximo capítulo, aff's por que ela tinha que mexer nos papeis " misteriosos " do Matheusinho? Bobinha ( Eu sou meio pirada, pois é, falando coisas que meus amigos deviam ter feito ¬¬')