Capítulo 3 – Enrolando...
Eu sei que demorei, mas não me matem! Faltou a inspiração para digitar e eu sei que não ainda não respondi às perguntas das reviews. Mas no próximo capítulo, vai ser tudo esclarecido.
Kenshin estava absorto em seus pensamentos quando a porta de sua sala foi aberta após uma leva batida.
- Sr. Himura? O senhor gostaria de conversar comigo? – pela imensa porta de carvalho escurecida, passou uma Kaoru trêmula e nervosa.
Sim, senhorita Kaoru. Pedi que a chamassem. – "Kami, eu não lembrava de como ela era linda. Como fui tão baka a ponto de não percebê-la antes? Nem a Tomoe chega aos pés dela."
Kenhin parecia hipnotizado com a simples presença da antiga amiga. Já Kaoru estava MUITO constrangida na frente daquele homem que era o pai de seu filho e sua eterna paixão platônica.
-Hã, Sr. Himura?
-Ah, me desculpe por isso, senhorita Kaoru. E, por favor, me chame de Kenshin. Faz algum tempo que não nos vemos, não? Mas nem por isso a esqueci. Não fui eu quem fugiu de Kyoto sem se despedir dos amigos. Há dois anos, eu e Sano, estamos procurando por você, e finalmente consegui te encontrar. O que foi? Não há nada para explicar esse desaparecimento? – o tom de voz de Kenshin era sério, apesar de parecer simpático, ele não sorria. Kaoru, que já tremia da cabeça aos pés, ao invés de falar, começou a chorar convulsivamente, tal era o nervoso.
Kenshin sem saber o que fazer, porque não sabia qual era o motivo desse colapso nervoso de Kaoru, simplesmente entregou um copo de água para Kaoru e a fez sentar numa poltrona que havia na sala. Abraçou-a e começou a afagar seus cabelos
-Psiu, calma senhorita Kaoru. Eu não estou zangado com o seu desaparecimento. Só fiquei preocupado. De um dia para o outro havia se mudado sem deixar endereço. O que aconteceu?
Aos poucos, Kaoru foi se acalmando e ela resolveu que o melhor seria encarar o problema ruivo a sua frente.
-Ahn, Kenshin – começou ela timidamente, encarando o ruivo – Eu...
Porém, ela não conseguiu. A porta da sala abriu-se e por ela entrou uma mulher elegantemente vestida e bastante cheirosa, exalando sensualidade e confiança, o que fez Kaoru se encolher toda e sair correndo porta afora.
-Tomoe? O que faz aqui? – Kenshin olhava perplexo da porta para a mulher a frente dele.
-Interrompi algo?
-Claro que sim. Há uns dois anos que não a vejo e quando finalmente a encontro, você a espanta. O que quer? – Keshin estava furioso.
-Apenas conversar com você. – Tomoe sentou-se. Enquanto cruzava as pernas, acendeu um cigarro.
-Diga logo o que quer. – Kenshin rosnava.
ê realmente fica estranho perto daquela...
-DIGA LOGO O QUE QUER E VÁ EMBORA!!!
-Ok, ok. Que stress. Vou me casar com Akira.
-Ótimo seja feliz longe daqui. Eu não tenho mais nenhuma ligação com você. Meu último contato como seu marido foi há um ano e meio atrás, quando assinei os papéis do divórcio. Agora, case-se com quem e como quiser.
-Eu não tenho um padrinho e gostaria de pedir se você não poderia ser...
-O QUÊ? Ficou louca? Foi por causa da sua traição com o Akira que a gente se separou, lembra? Eu posso ter sido o corno, mas não sou idiota!
-Ah, bem eu...Também gostaria de pedir que você me emprestasse a nossa casa de campo para o casamento e a lua de mel, e...
-A MINHA casa de campo? É claro que... NÃO. Agora vá. E não volte. Não sentirei saudades.
-(suspiro) Ok, Kenshin. Se mudar de idéia me avise. – E assim, como entrou, Tomoe saiu. Igual a um furacão.
Kenshin olhou para o relógio. 18hs. Kaoru já tinha ido para casa. Suspirou.
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No dia seguinte, Tae bombardeou Kaoru com perguntas:
-E aí, contou para ele?
-Não, Tomoe invadiu a sala e eu fui embora.
-Não acredito! Sua covarde! De hoje, não passa.
-Se ele não me chamar, nem vou falar nada.
-Ah, sua teimosa!
-Mesmo porque a Tomoe ainda está com ele. Entrou como se fosse a dona de tudo.
-É o jeito dela não sabe?
De repente, o telefone toca e Kaoru atende.
-Bom dia, Shitamachi Motors, Kaoru.
-Olá Kaoru! Que bom que você atendeu. Desculpe-me por ontem. A Tomoe consegue ser intragável como só ela consegue.
-Kenshin? – a voz dela não parecia mais que um sussurro.
-Oi, avise a minha secretária Misao Makimachi que hoje chegarei no meio da tarde. Tive que resolver uma negociação com o Sano e não sei que horas chegarei.
-Ok, avisarei a ela.
-Ah, e Kaoru...
-Uh?
-Se possível, gostaria de jantar com você e com o Sano para relembrarmos os velhos tempos, que tal?
-Ahn, não posso. Tenho alguém me esperando. Sinto muito.
-Ahn, que pena. – a voz de Kenshin parecia insegura.- Mas pode chamá-lo se quiser.
-Acho que não. Fica pra próxima. Obrigada assim mesmo.
Continua... (Se não, vou apanhar...)
Não me matem, pois o próximo já está chegando...
