N/A: Oi! Mais um capítulo chegando pra vocês direto do forno. Esse é mais comprido do que o outro e é puramente interação entre o Draco e a Hermione, então espero que vocês gostem bastante. Adiantando o que vai rolar daqui pra frente: nesse capítulo nós temos alguns acontecimentos e no capítulo que vem o Harry vai se inteirar desses acontecimentos. Yay. Ah, e nós acabamos de atingir o meio da história, já que, conforme o meu planejamento, ela vai ter 6 capítulos. Apertem os cintos, lindinhas. Obrigada pra quem apareceu nos comentários no capítulo anterior e obrigada a quem já tinha aparecido no primeiro e continuou comentando. É pra vocês que eu escrevo, vocês sabem. Espero que vocês tenham uma semana maravilhosa e qualquer coisa vocês estão permitidas a me encher o saco no Twitter. Beijos!
Capítulo 3
Estava chovendo quando Draco bateu na porta da casa de Hermione.
Eles tinham combinado de saírem juntos. Tipo romanticamente — não só sair para matar o tempo. Sair pra se conhecerem e talvez pra que Hermione pudesse começar a gostar de Draco como Draco gostava dela. Eles tinham combinado tudo: iam andar de barco e depois comerem cupcakes na loja predileta de Hermione.
Draco tinha ficado em dúvida no começo. Ele não sabia se Hermione gostava de coisa de barcos, mas ela tinha garantido que adorava. Talvez ela tivesse descoberto que gostava de barcos quando saiu com Viktor Krum — Krum andava bastante de barco. Só que na verdade Draco não queria parecer ciumento — ele só queria se divertir com Hermione —, então deixou aquela besteira de Viktor Krum de lado e disse que teria muito prazer em levar Hermione para onde quer que ela quisesse e isso incluía um passeio de barcos.
Ele não tinha pensado que a chuva fosse estragar tudo quando ela começou. Eles viviam na Inglaterra — chuva era algo recorrente no país. Eles sempre tinham que lidar com garoas ao longo do dia... Mas a chuva em específico tinha ficado mais forte e se transformado em uma tempestade.
Draco sabia que teria sido mais sensato cancelar o encontro. Ele não era estúpido.
Mas ele estava apaixonado por Hermione.
Foi por isso que ele saiu de casa antes que ela pudesse ligar para ele para cancelar os planos. Ele ficou perambulando um pouco pelas ruas, esperando a chuva acalmar, mas ela não acalmou e de repente estava na hora dele se encontrar com Hermione e ele não tinha mais nada para fazer, exceto ir até a casa dela.
Draco estava ensopado quando a viu. Talvez propositalmente ensopado — ele ainda não tinha certeza. Não queria usar nenhum truque baixo para conseguir a atenção de Hermione, mas sabia que ela iria ficar preocupada ao vê-lo encharcado. Hermione sempre se preocupava com todo mundo — era apenas como ela era. Ele não tinha pensado que provavelmente fosse molhar todo o chão da casa dela nem arruinar o tapete novo que ela tinha comprado.
Porém Hermione também não pensou nisso quando o viu.
— Draco! — ela fez, abrindo a porta até o fim. — Minha nossa, você está...
— Encharcado, eu sei — ele completou por ela. — Eu, hm, tomei chuva — ele se desculpou, colocando as mãos nos bolsos. Havia bastante água dentro deles, o que foi meio estranho e fez com que ele quisesse tirar as mãos dali rapidamente. Mas ele não se mexeu, apenas fez uma careta. — Acho que nosso encontro para andar de barcos vai ter que ser cancelado por causa da tempestade. Sinto muito.
Hermione franziu o cenho.
— Bom, sim, acho que sim, mas você não pode ficar aí parado debaixo da chuva.
Então Draco franziu o cenho.
— Eu deveria ir, então... — ele apontou para a direção onde a rua seguia.
Hermione balançou a cabeça.
— Você deveria se secar primeiro. Ou vai ficar doente. Não foi muito sensato sair por aí a pé debaixo de uma tempestade. Venha — ela fez —, entre.
Draco decidiu fazer o que ela tinha pedido. Não era uma escolha muito difícil, na verdade. Ele gostava de ficar perto de Hermione, era por isso que ele tinha combinado de ir em um encontro com ela, e ela sempre ficava muito bonita quando estava enfezada e cheia de razão.
— A tempestade ainda não tinha começado quando eu saí de casa.
Hermione franziu o cenho. Ela olhou para seus pés por um segundo, esperando que conseguisse manter uma expressão neutra no rosto.
— Você deve ter saído de casa cedo, então.
— Sim — ele disse simplesmente.
Sem mais explicações. Tudo bem.
— Você provavelmente deveria tirar essa roupa molhada e se secar — ela disse. — O banheiro é ali. — Draco a observou enquanto ela apontava para uma porta de madeira azul. — Eu vou ver se consigo alguma troca de roupa limpa para você... Posso colocar suas roupas molhadas na secadora, se você quiser esperar por elas.
— Sim, por favor.
O banheiro de Hermione era muito claro e limpo. A escova de dentes dela era roxa. Era tudo muito... trouxa. Mas ele devia ter esperado por algo assim. Havia desenhos na cortina do chuveiro: baleias lilases e azuis estavam por todo o tecido de plástico. Os tapetes eram cinza-claros. O espelho era bem grande e Draco se surpreendeu ao ver como ele parecia agitado.
Ele começou a tirar sua roupa, porque sabia que Hermione apareceria logo, mas não conseguiu deixar de admirar cada coisa que havia a volta dele e era dela. As toalhas brancas pareciam muito macias e Draco se perguntou por que havia duas delas se Hermione era uma só. Talvez ela estivesse saindo com alguém além dele — ou talvez ele estivesse sendo muito neurótico e ela só gostasse de se enxugar em duas toalhas.
Duas batidas soaram contra a porta.
— Draco? — Hermione fez. — Eu trouxe a sua roupa.
Ele abriu uma fresta, apenas para enxergá-la. Saber que ele estava nu enquanto falava com ela fez o coração de Draco acelerar.
— Obrigado — ele disse ao pegar o bolo cinza de roupa que Hermione estendia para ele.
— Eu acho que a blusa não vai fazer muito o seu estilo — ela deu uma risadinha —, mas é a única que eu tenho que provavelmente cabe em você.
Draco nem mesmo se preocupou em conferir o que ela estava querendo dizer.
— Não tem problema — ele garantiu.
— Cadê sua roupa molhada? Eu já até liguei a secadora, então acho que você não vai ter que esperar muito por ela.
Draco teve que abrir um pouco mais a porta do banheiro para entregar suas roupas.
— Obrigado, Hermione, você está sendo muito gentil. Espero não estar sendo muito inconveniente.
Ela sorriu abertamente para ele.
— Você é um convidado na minha casa. Não é inconveniente estar aqui quando te convidei.
Não era isso o que ele queria dizer exatamente, mas ela saiu antes que ele pudesse prosseguir com aquilo. Depois de fechar a porta e finalmente dar uma olhada no que Hermione havia trazido para ele, Draco finalmente entendeu o que ela quis dizer com a blusa não fazer o tipo dele.
A calça era normal. Cinza, de moletom, um pouco pequena e curta para ele, o que significava que seus tornozelos iam ficar de fora, mas muito manejável. Já a blusa... era um cardigã, para começo de conversa. Branco com estampa de pequenas rosas vermelhas. Ele ia parecer ridículo. Ele não sabia o que seria pior: abotoar aquela coisa ou simplesmente ficar com ela aberta.
Ele tentou ajeitar o seu cabelo, mas ele também fazia com que Draco parecesse ridículo.
Qualquer esforço de parecer atraente naquelas roupas era inútil, então Draco resolveu ignorar o que via no espelho e simplesmente sair do banheiro.
Hermione estava sentada no sofá, esperando por ele.
Ela sorriu para ele quando o viu.
— Serviu — ela disse, parecendo satisfeita. Então mordeu o lábio para segurar uma nova risadinha. — Você parece... bem.
— Gentileza sua — Draco disse, mas havia um sorriso na voz dele também.
Havia um cobertor xadrez preto e marrom e cinza em cima do sofá onde Draco supostamente deveria se sentar. Draco olhou para ele, então para Hermione.
— Peguei para você — ela disse. — Assim você vai conseguir se aquecer mais rápido.
Era um alivio poder tirar aquele cardigã florido da vista, então Draco enrolou o cobertor em volta de seus braços e se sentou no sofá.
— Obrigado por me convidar para entrar até minhas roupas secarem.
Hermione sorriu.
— Não precisa ficar agradecendo. Eu te disse, você é o meu convidado.
— Eu deveria ter te ligado e combinado de sair outro dia em vez de simplesmente aparecer aqui — ele admitiu.
Hermione encolheu os ombros. Ela estava olhando fixamente para ele.
— Eu gostei de você ter aparecido.
— Mesmo?
— Sim, embora tenha ficado um pouco surpresa pelo seu estado. Você podia ter simplesmente Aparatado para minha casa em vez de vir a pé.
— Eu podia — Draco finalmente percebeu. — Não pensei nisso na hora.
Hermione deu um meio sorriso.
— Eu notei.
De repente Draco pensou nas duas toalhas brancas que haviam no banheiro.
— Você vai a muitos encontros? — ele perguntou suavemente, sem querer alarmá-la ou soar invasivo. Sentia como se estivesse pisando em ovos.
Hermione ergueu uma de suas sobrancelhas, mas não perguntou de onde tinha surgido aquela dúvida.
— Esse é o primeiro encontro que eu vou desde Viktor Krum.
De novo Viktor Krum. Mas então Draco franziu o cenho.
— Mas e Ronald Weasley?
Hermione sorriu para ele como se ela já tivesse se perguntando isso também antes. Como se ela tivesse sido ingênua por se ter feito essa pergunta e Draco estivesse sendo ingênuo agora.
— A gente já se conhecia, então não teve toda essa coisa de encontros. Fomos de amigos que se beijam para namorados e, então, para marido e mulher. Foi tudo muito rápido.
Rápido demais.
— Eu também nunca fui a muitos encontros — Draco murmurou para que ela não se sentisse estranha por ter admitido aquilo.
— Não? — Hermione fez.
— Não. Não havia como ir a muitos encontros quando você estudava em Hogwarts — Draco comentou e sorriu, porque Hermione estava sorrindo. — E, depois, quando eu fiquei noivo, foi toda uma coisa de famílias. Eu e Astoria não chegamos a interagir como um casal.
Hermione endireitou a postura e o encarou fixamente.
— Você está noivo?
— Não — Draco disse rapidamente.
Uma possibilidade pior ocorreu a Hermione.
— Você está casado?
— Por Merlin, Hermione, não. Você acha que eu estaria aqui se eu estivesse casado? Usando seu cardigã florido? Pisando em ovos para te impressionar?
— Eu não sei — Hermione admitiu, voltando a se encostar no sofá. — Eu... não sei.
— Eu estava noivo — Draco esclareceu. — Mas eu não estou mais. As coisas não funcionaram.
Ele não disse que tinha terminado com Astoria por causa dela porque essa tinha sido uma decisão dele. Hermione podia ter influenciado a coisa toda num geral, mas ele não queria colocar esse peso sobre os ombros dela. A reação de Astoria tinha ajudado — ela tinha recebido a notícia com muita... dignidade.
— Sinto muito — Hermione murmurou. — Não pelo término do seu noivado, mas por te acusar daquela forma. — Então ela ficou em silêncio por um minuto e comprimiu os lábios. Quando olhou para Draco, parecia em dúvida. — Eu deveria dizer que também sinto muito pelo seu noivado não ter dado certo?
Parecia a coisa certa a fazer por educação. Mas parecia a coisa errada a se dizer em um encontro.
Draco finalmente riu, relaxado.
— Não precisa.
Hermione relaxou os ombros e riu também. Ela encarou suas mãos por um segundo.
— Eu... — ela começou — eu faço você se sentir como se estivesse pisando em ovos?
Não queria que ele se sentisse desconfortável perto dela.
— Não desse jeito — ele explicou. Suas mãos apertaram um pouco a barra do cobertor. — É só que eu tenho medo de dizer ou fazer a coisa errada e te chatear. Eu não quero estragar tudo, Hermione.
Hermione se levantou e trocou de sofá. Ela se sentou no sofá de dois lugares onde Draco estava sentado, bem próxima a ele. Eles mal conseguiam respirar.
— Eu também não quero estragar as coisas — ela admitiu.
— Mas não tem como você estragar as coisas.
Hermione riu.
— Eu sou a única divorciada dessa sala tentando não ressuscitar o ex-marido em cada conversa.
— É muito difícil não falar sobre ele?
— Não é que seja difícil — Hermione tentou explicar —, é só que eu vivia o tempo todo com ele, então ele fazia parte da minha rotina. É tipo viver com um irmão. Ou com um cachorro. — Então ela riu. — Mas aposto que essas analogias saíram da forma errada. Quer dizer, eu não estou tentando desfazer do Ron, só estou tentando explicar que não há nada de romântico... é só hábito, sabe? Eu teria o mesmo problema de mencionar o Harry em nossas conversas se eu tivesse morado com ele depois de Hogwarts.
— Eu entendo, eu acho. — O que não significava que aquilo agradasse Draco.
Hermione abraçou seus joelhos.
— Eu acabei de estragar tudo agora?
— Não. Claro que não, Hermione. Fui eu que perguntei sobre isso, não foi?
Ela assentiu.
— Então estamos bem?
— Sim. Claro que sim. É só que eu não sou muito bom em falar... Você sabe, os Malfoy não são conhecidos por sua capacidade de expressão verbal.
Hermione sorriu.
— Acho que vai ficar mais fácil para nós conversamos um com o outro com o tempo. Acho que a gente ainda está meio arredio com a novidade dos tópicos. Eu acho que nós dois estamos assustados um com o outro — ela sussurrou. — É tudo novo... e diferente. É normal que a gente se sinta inseguro, eu acho. — Então piscou. — Mas, Draco... — ela começou.
A mão de Hermione estava em cima do cobertor de Draco. Ela estava em cima da mão de Draco e só percebeu isso quando Draco encaixou sua mão na dela.
— O que foi, Hermione? — ele sussurrou.
— E se a gente não precisasse conversar?
Draco tirou sua mão debaixo do cobertor para poder tocar a de Hermione sem nenhuma barreira. A mão dela era macia e estava gelada.
— Como assim? — ele perguntou baixinho.
— E se houvesse uma forma silenciosa da gente se aproximar um do outro até que estivéssemos confiantes o suficiente para falar sem nos sentirmos como se estivéssemos pisando em ovos?
Draco engoliu seco. Os dedos de Hermione ficaram entre os dele.
— Você conhece alguma?
— A gente poderia se beijar.
— Você quer me beijar?
Ela estava sorrindo.
— Fui eu que sugeri essa ideia, não foi?
Draco se inclinou na direção de Hermione.
— Eu também quero te beijar, Hermione.
Então ele a beijou. E ela o beijou de volta, é claro.
Eles se beijaram até Draco se sentir confiante o suficiente para puxar Hermione para debaixo do cobertor com ele. Ela estava de saia de pregas e ele podia sentir a meia calça grossa de lã dela raspando contra a lateral da barriga dele. Hermione Granger estava sentada no colo de Draco Malfoy. Hermione Granger podia sentir a ereção de Draco Malfoy em sua bunda.
Hermione tocou o peito de Draco e sentiu a pele quente dele contra a palma de sua mão. Era uma manobra fácil, já que ele estava com o cardigã que ela tinha lhe emprestado aberto.
— Draco... — ela suspirou entre o beijo.
Draco estava com uma mão no topo da coxa dela e a outra na nuca, debaixo do cabelo.
— Hermione... — ele sussurrou. Ele sentiu a mão de Hermione contornando o cardigã para tocar as costas dele. Ele bufou um pouco e Hermione abriu os olhos para encará-lo, sem entender. — Eu só não queria estar ridículo com esse cardigã. Pelo menos não agora, que você está no meu colo e nós estamos nos beijando e você deveria estar pensando em como sou atraente.
Hermione riu. Ela riu e tocou o nariz de Draco com o seu nariz.
— Eu estou pensando em como você é atraente, Draco — ela prometeu.
— Você é gloriosa, Hermione — ele sussurrou. Suas mãos deslizaram até chegarem nas coxas dela. — Você é tão gloriosa e eu sou tão sortudo. Eu... eu nem posso acreditar que nós estamos assim.
— Acredite — ela pediu, beijando ele mais uma vez. Então outra. Então de novo. — Você já parou de pisar em ovos? — ela quis saber.
Draco não podia pisar em ovos quando seus pés mal tocavam o chão. Ele fechou os olhos ao sentir a boca de Hermione tocar a sua.
— Sim — ele garantiu.
— Que bom — ela disse. — Eu também.
Então ela se afastou o suficiente para puxar sua blusa por cima da cabeça. Ela estava usando um sutiã marrom. Ela estava linda. Draco teve que piscar para conseguir colocar a cena em foco. Ele teve certeza que Hermione sentiu a ereção dele aumentando de tamanho pela forma que ela sorriu.
— Eu também quero tirar o meu — Draco sussurrou.
— Eu te ajudo.
Então Draco finalmente se livrou do cardigã. Ele ficava muito atraente assim, com o tronco nu e o cabelo bagunçado. Hermione mexeu seu quadril sabendo o que aquilo faria com Draco. Ele gemeu baixinho e a abraçou. O rosto dele estava encostado nos seios de Hermione e as mãos dele estavam no fim das costas dela. A respiração de Hermione falhou quando ela sentiu as mãos dele subindo até encontrarem o feixe do sutiã dela.
Então não havia mais sutiã.
— Você é tão linda — ele prometeu.
— Me leve para a cama — ela pediu.
Então Draco Malfoy levantou Hermione Granger no colo e a carregou até a cama. Ela estava com os tornozelos cruzados atrás das costas dele e estava segurando o cobertor em torno deles enquanto Draco tentava manter o equilíbrio.
Draco se sentou na cama e Hermione continuou sentada em cima dele.
Ela se virou para abrir os botões na lateral da sua saia e ele a observou puxar a saia por cima da cabeça.
— É a sua vez de tirar uma peça — ela murmurou.
Mas a cueca de Draco estava na secadora.
— Hermione — ele começou —, se eu tirar a calça, eu vou ficar... bem, nu. E eu não tenho nada contra isso — ele esclareceu antes que ela pudesse se pronunciar —, apenas quero ter certeza até onde você quer ir. — Draco Malfoy pegou a mão dela e a beijou. Então se sentou e beijou o braço de Hermione e o ombro dela e a olhou. — Apenas quero ter certeza que você esteja muito, muito confortável com o que quer que esteja acontecendo entre a gente.
— Eu estou bem confortável — Hermione prometeu quando ele beijou a clavícula dela. Ela fechou os olhos porque sabia onde ia ser o próximo beijo.
— Me avise a qualquer hora se você não se sentir mais assim — ele pediu, então a beijou nos seios.
Draco Malfoy tinha uma língua pecaminosa. Foi isso o que Hermione pensou quando ficou com a respiração rasa.
Ela jamais imaginou que fosse estar em uma cama com ele, mas, agora que estava, não queria ir a nenhum outro lugar. Draco beijou Hermione até ela dizer que queria mais e então tirou sua calça. Ele estava nu e ela também queria ficar nua, então ele a ajudou com o resto de suas roupas. Aí eles ficaram nus e prontos e Draco a encarou.
— Prevenção trouxa? — perguntou, com um sorriso.
— Você tem alguma doença trouxa sexualmente transmissível, Draco? — Hermione quis saber. Ela estava sorrindo e aquilo era claramente uma provocação.
— Você sabe que não.
— Então não precisamos de camisinhas.
As regalias de serem bruxos jamais deixavam de aparecer.
Draco beijou o ombro de Hermione mais uma vez, então afastou o cabelo dela e a beijou no pescoço, onde antes o cabelo cobria. Ele segurou a mão de Hermione enquanto ela se encaixava em cima dele. Hermione abriu os olhos e o encarou e era tão diferente estar ligada daquele jeito à Draco Malfoy.
Era diferente e era certo. Era bom.
Os beijos dele nunca pararam.
— Você está confortável assim? Nós podemos trocar de posição, se você quiser — prometeu, beijando o queixo dela.
Hermione decidiu que gostava de ficar por cima.
— Não, eu gosto dessa.
— Me diga o que fazer para você se sentir bem, Hermione — Draco pediu.
— Só me toque — ela pediu de volta e começou a se mexer. Hermione se mexia com uma cadência encantadora.
— Onde? — ele quis saber, passando a mão pela cintura dela. Ele estava deitado de volta com suas costas no colchão.
— Em todos os lugares.
Draco deslizou uma de suas mãos entre as pernas de Hermione. Ele a tocou ali e a viu estremecer do mesmo jeito que ele estava estremecendo.
— Em todos os lugares?
Hermione ofegou.
— Sim, mas principalmente aí.
Draco riu. Ele riu porque estava se divertindo e continuou tocando Hermione onde ela queria que ele a tocasse. Ele se inclinou para continuar beijando ela por todas as partes e ele podia sentir os seios de Hermione contra o seu peito quando ela se movimentava. Ele podia ver como ela franzia o cenho e perdia a respiração e como ela parecia tão perto de gozar quanto ele.
Draco podia vê-la do começo ao fim e senti-la onde não podia vê-la.
— Hermione — ele gemeu baixinho.
— Sim? — ela fez.
Draco sorriu pela resposta dela.
Ele a puxou para mais perto e ela foi para mais perto e eles estavam tão próximos. Draco esfregou o seu polegar contra o clitóris de Hermione e ficou aliviado quando ela gemeu mais forte e mordeu seu lábio inferior e, sim, minha nossa, como ela ficava linda assim, veio toda por cima dele. Então Draco finalmente pôde relaxar e gozar também e recuperar o ritmo normal da respiração.
Hermione deitou em cima do peito dele e respirou por alguns segundos em silêncio. Então ela olhou para Draco e sorriu.
— Eu provavelmente deveria ir ao banheiro — ela murmurou. — Os lençóis vão ficar uma confusão se eu não for.
Ela começou a sair de cima de Draco, mas ele segurou a mão dela.
— Não demore — ele pediu.
— Não vou — Hermione prometeu.
Ela cumpriu sua promessa. No instante seguinte estava debaixo do cobertor de volta com Draco.
Ele enrolou uma mecha do cabelo dela contra o seu indicador.
— Como você está se sentindo? — perguntou suavemente.
— Gloriosa... e você?
— Fantástico — Draco disse, sorrindo.
Ele se aproximou para beijá-la mas teve que se afastar para espirrar. Ele esfregou o nariz.
— Sinto muito por nossos planos de hoje serem arruinados — disse. — Não esperava que fosse chover e nosso passeio de barco tivesse que ser cancelado.
Hermione sorriu.
— Eu gostei de como as coisas se desenrolaram. Para mim funcionou muito bem.
— Para mim também — Draco sussurrou. Então ele espirrou de novo, quebrando o clima.
Hermione esfregou os ombros dele.
— Vou fazer um chá para você — ela disse, se sentando na cama. — Você claramente vai ficar doente, mas talvez o chá faça com que a gripe não venha com tanta força.
— Não precisa — Draco garantiu, puxando ela para mais perto dele na cama. — É só um resfriado bobo, eu vou sobreviver.
— Draco, eu volto rápido. Vou me sentir melhor se eu fizer isso.
Draco suspirou.
— Então eu vou com você — ele disse.
Estava escurecendo e eles tiveram que acender as luzes para não ficarem no breu.
Draco vestiu suas calças e enrolou o cobertor em suas costas e seguiu Hermione para a cozinha. Ele ficou com o quadril apoiado no balcão enquanto ela colocava a água para ferver e pegava duas canecas para eles no armário. Então, quando tudo já estava pronto, Hermione correu para debaixo do cobertor com Draco. Ele a abraçou e tentou esquentá-la. Hermione estava apenas de saia e blusa e seus braços estavam arrepiados de frio.
Draco beijou as costas dela.
Toda vez que ele espirrava Hermione encarava a chaleira, como se isso fosse fazer a água ferver mais depressa. Draco achava bem charmosinho, para ser honesto.
Então o telefone tocou.
Draco ficou tenso na hora, com a impressão de que seria Ronald, pronto para estragar tudo, mas, embora fosse quase tão ruim quanto ele, não era Ronald.
— Oi, Harry — Hermione fez ao atender. Hermione sabia que Draco não estava contente por ser Harry. Ela não estava contente por ser Harry. Ela não estava contente por atender o telefone — ponto final. Ela fez uma pausa. — Eu sei que isso provavelmente vai soar rude, mas será que a gente pode conversar amanhã?
Harry riu do outro lado da linha.
— Não me diga que você decidiu mudar os móveis de lugar de novo? — Porque que outra coisa Hermione poderia estar fazendo a uma hora daquelas?
— Hm, na verdade, não, não é isso... É que eu estou com visita aqui em casa.
Harry ficou muito silencioso por um momento. Hermione podia ver Draco tentando não encará-la. Quando a chaleira começou a apitar, ele a tirou do fogo para Hermione. Ela cobriu o bocal do telefone e sussurrou um "obrigada" para ele. Draco apenas assentiu.
— Um tipo masculino de visita?
Hermione tentou levar na esportiva. Ela riu. Sabia que não devia nenhum tipo de satisfação para Harry, mas ele provavelmente só estava preocupado por ela se envolver com alguém assim tão rápido depois do divórcio. Harry se importava com ela da mesma forma que Hermione se importava com ele, então ela compreendia o sentimento.
— Tipo isso — ela sussurrou.
A resposta não deixou Harry feliz, mas ele não ia iniciar uma discussão com ela no telefone sobre isso enquanto havia alguém do lado dela. Ele pigarreou por um instante.
— Claro, Hermione. Hm, desculpa por te interromper... eu acho que depois a gente se fala então.
— Combinado — Hermione prometeu.
— Boa noite.
— Boa noite, Harry.
Hermione colocou o telefone no gancho e andou até Draco. Ele estava colocando o chá nas canecas e sendo muito educado ao fingir que não tinha sido capaz de ouvir a conversa dela mesmo estando a um metro de distância.
— Era Harry — ela disse, pegando a caneca com chá que Draco tinha colocado para ela. — Provavelmente só estava tentando escapar de lavar a louça do jantar, ele sempre me liga a essa hora.
Draco sorriu para ela.
Hermione deu um gole no chá.
— Está tudo bem, Draco?
Ele assentiu.
— Sim. — Ele olhou pela janela e esfregou a têmpora. — Acho que está na hora de ir.
Mas então ele espirrou.
Hermione colocou sua caneca em cima do balcão e ajeitou o cobertor em volta do pescoço dele parra garantir que não estava passando nenhuma brisa.
— Tem certeza? Você pode passar a noite aqui se você quiser.
Então Draco sorriu. Não como ele tinha sorrido quando ela mencionara Harry, dessa vez foi um sorriso de verdade.
— Hermione Granger está me convidando para a cama dela? — ele brincou.
— Ela está — Hermione disse, ficando na ponta dos pés para beijá-lo.
Draco suspirou.
— Seria insensato da minha parte. Não quero que você enjoe de mim tão depressa.
— Você tem certeza?
Draco tinha. Ele não queria pressionar Hermione a entrar em um relacionamento tão rapidamente depois de Weasley. Ele gostava dela e isso significava que ele queria namorá-la e dormir com ela durante a noite, mas também significava que ele estava disposto a levar as coisas no ritmo dela.
Ele inclinou sua cabeça para beijá-la.
— Eu tenho — ele sussurrou.
Hermione assentiu.
— Vou ver se suas roupas já estão prontas na secadora então.
Elas estavam. Draco conseguiu se vestir com as roupas limpas e quentinhas e Hermione disse para ele evitar correntes de vento no caminho. Ela o levou até a porta e ele a beijou de novo.
— Eu te ligo para marcarmos um passeio de barco para quando não estiver chovendo?
— Combinado — Hermione disse.
Draco beijou o nariz dela.
Ele ficou olhando Hermione até que ela fechasse a porta.
Draco sempre soube que era sortudo. Por ser rico, por ter vindo de uma família de tradição, por ser bruxo. Mas, pela primeira vez em sua vida, Draco Lucius Malfoy estava se sentindo sortudo — e aquilo claramente não tinha nada a ver com sua posição social no mundo bruxo ou com quanto dinheiro ele tinha.
Draco estava se sentindo sortudo por causa de Hermione Jean Granger.
Reviews são sempre bem-vindas.
