Capitulo 3: São Francisco

Catherine encontrava-se em casa falando no telefone enquanto terminava de arrumar uma pequena mala.

Warrick abre a porta do quarto.

WB: Hey... Procurei-te e me disseram que já tinha vindo pra casa...

CW: Sair com pressa... Sorry...

WB: Pra que essa mala?

CW: Vou pra São Francisco...

WB: Como assim?

CW: Vou trazer a Sara de volta...

WB: Nossa...

CW: Um amigo do Brass a localizou, meu vôo é daqui a pouco, e pretendo voltar logo...

WB: Tem certeza?

CW: Como assim?

WB: Se ela não quiser voltar... Isso pode causar mais dor ao Griss...

CW: Ele não sabe que vou... Pra todos os motivos estou resolvendo um problema familiar... Irá me dar cobertura lá... Tudo bem amore?

WB: Claro... Ficarei aqui torcendo pra tudo dar certo... Mais e o caso que estão trabalhando?

CW: Resolvido... Achei sangue no brinco da vitima... Que levou-nos a um apostador... Ele foi localizado e com ele encontrado pertences das vítimas e de outras pessoas... Ele seguia as vítimas e descobria onde era o quarto deles e roubava os pertences... Só que o nosso casal voltou cedo pra o quarto e acabaram mortos por ele...

WB: Bom trabalho...

CW: Obrigada meu amor... AH cuida da Linds pra mim?

WB: Claro... Nem precisava pedi... Sabe que adoro essa garota como se fosse minha filha...

CW: Sabe... Você foi a melhor coisa que me aconteceu...

Os dois se beijam.

O dia amanhecia em Vegas. Warrick via sua amada embarcar. Em pouco tempo o avião sumia do seu campo de visão.

O Vôo foi tranqüilo até São Francisco. O Aeroporto Internacional de São Francisco estava cheio naquela manhã. O som estava insuportável no ambiente. Catherine teve que esperar alguns minutos até finalmente conseguir pegar sua bagagem.

Pegou um táxi em frente ao Aeroporto e finalmente conseguiu respirar aliviada.

Taxista: Bom dia senhora? Pra onde?

CW: Universidade Estatal de São Francisco...

Em poucos minutos estavam passando pela Ponte Golden Gates.

CW: Nossa... Essa é a famosa Golden Gates!

Taxista: Ela fica mais bonita à noite... Quando está bastante iluminada...

O tempo estava frio na cidade, os termômetros espalhados pelas avenidas marcavam 11ºC.

O táxi para em frente ao prédio principal da Universidade Estatal de São Francisco.

Taxista: Chegamos Senhora!!

Cath paga ao taxista. E caminha em direção ao prédio principal carregando sua pequena mala. Dirigi-se até a área onde ficavam os cursos ligados a perícia criminal. Chega em uma grade ala. Pede informação a um grupo de estudante que apontam para uma enorme porta de madeira, onde havia uma placa escrita: Ciência criminal. Abre um sorriso e bate da porta. Uma voz conhecida à manda entrar.

Ela encontrava-se de costas para ela. Escrevia algo em um computador. Havia muitos livros em um estante e espalhados pela enorme mesa. Estava trajando uma calça jeans e uma camiseta, o cabelo em rabo de cavalo.

SS: Um momento e já lhe atendo.

Ela fala sem olhar pra trás.

CW: Ok...

Sara pensou está imaginando coisas. Essa voz era familiar. Então respira fundo e vira-se. Sua mente não estava lhe pregando uma peça. Realmente conhecia aquela voz.

SS: Cath!

CW: Hey Sar!

Os olhos das suas encheram de lagrimas. Sara levanta-se da sua cadeira e caminha em direção a amiga, e a abraça forte.

SS: Que saudades!!

CW: Também senti muito a sua falta... Foi embora sem se despedir...

SS: Era doloroso pra mim... Sinto muito...

CW: Todos nós sofremos pela sua partida e mais por ter ido sem se despedir...

SS: Precisava de um tempo...

CW: 3 anos não foi suficiente?

SS: Muita coisa mudou em 3 anos... Senta-se ai... Vou lhe contar tudo...

Cath senta em uma cadeira de frente a cadeira que a Sara estava.

SS: Aceita um café, uma água?

CW: Uma água...

SS: Um momento...

Sara pega o telefone e disca. Pede duas águas. Enquanto isso, Catherine fica olhando tudo a sua volta. Vê um porta-retrato e então o pega. Sara estava entretida no telefonema então não vê.

Cath fica assustada com o que vê no porta-retrato. Sara põe o telefone no gancho. E vira-se pra a amiga. Então nota que a mesma estava com o porta-retrato...

CW: Então é por isso que não voltou?

Ela aponta pra a fotografia. Na mesma Sara empurrava um garotinho em um balanço.

SS: Também...

CW: É seu filho?

SS: É...

CW: Então se casou com outro?

SS: Não!! Amo o Griss... Nunca deixei de amá-lo...

CW: Meu deus! Então... Ele é...

SS: Filho dele!...

Catherine ficou imóvel, calada sem entender nada. Nesse momento uma jovem bate na porta e entra trazendo duas garrafas de água mineral. Sara abre as duas e põe nos copo. Cath bebe todo o conteúdo. Sar faz o mesmo.

CW: Ele sabe?

SS: Não! Ninguém sabe sobre o Dani...

CW: Dani? Esse é o nome dele?

SS: Daniell... Vai fazer 3 anos mês que vem...

CW: Então estava grávida quando veio pra cá...

SS: Estava... Só descobrir alguns meses depois...

CW: Por que não voltou? Por que não contou a ele?

Cath falava quase gritando.

SS: Não dava... Se ele soubesse teria que voltar... Não estava pronta...

CW: E agora?

SS: Não sei Cath... Fui deixando o tempo passar... E não dar mais agora pra voltar atrás... Ele nunca vai me perdoar por ter escondido o Dani dele...

CW: Ele te ama... Faz 3 anos que vejo aquele homem se destruir aos poucos... Sara... Quando você veio pra cá trouxe o coração do Griss junto... Ele vai ter perdoa...

SS: Construir uma vida estável aqui... Tenho um excelente emprego... Meu filho freqüenta uma boa escola... Pela primeira vez na vida posso dormir sem ter pesadelos...

CW: E ele? Não pensa no sofrimento do Grissom?

SS: Penso nele todos os dias...

CW: Então Sar... Volta...

SS: Voltar? Não posso deixar tudo que construir pra trás...

CW: Pelo menos... Volta pra apresentá-lo ao Dani...

SS: Não sei...

CW: Se pudesse te levaria arrastada pra lá... Porém, entendo seu lado...

SS: Almoça comigo?

CW: Claro...

SS: Assim posso te por à parte de tudo que aconteceu nesses últimos anos...

Catherine deixa sua mala na sala da Sara e as duas segue para um restaurante que havia nas proximidades.