Capítulo 2 – Confronto
Isso não podia estar acontecendo. Há dois segundos eu estava quase caindo aos pés dessa garota, o que já estava estranho e agora eu descubro que além de tudo ela é a garota que eu vou ter que matar.
Eu não pensei, simplesmente virei às costas para o rosto chocado pelo meu silencio, e me dirigi para longe. Quando me assegurei estar longe o suficiente para que Isabella não me visse me virei e fui para o telhado da construção onde estava a boate e focalizei minha visão apenas nas duas amigas que agora conversavam, mas ela ainda tinha uma ruga entre as sobrancelhas.
Aparentemente Isabella aceitou que a outra garota dirigisse e elas entraram no carro.
Eu as segui até que entrassem em uma casa em um condomínio cheio de construções de tijolos. Depois que entraram fiquei as observando pela janela. Elas apenas trocaram de roupa e escovaram os dentes antes de deitarem em suas camas.
Assim que Isabella fechou os olhos, o poder que tinha sobre mim enfraqueceu. Eu me senti livre para ir embora, mas não queria. Então eu fiquei observando-a dormir.
Assim foi o resto de minha semana, vigiando Isabella, que não desgrudava de sua amiga que descobri se chamar Alice. Alice fazia faculdade de moda e desing, onde provavelmente conhecera Isabella, já que era a mesma faculdade, porém Isabella fazia literatura.
Ambas se vestiam sempre muito bem. Hoje Isabella devia sair por que estava com um vestido violeta com detalhes branco que ia até pouco acima de seus joelhos, tinha um decote razoável.
Eu levei apenas um segundo prestando atenção em suas roupas, quando ela se virou, toda produzida e de maquiagem, eu vi como ela estava bela, senti aquela atração por ela novamente e fiquei confuso. Eu não devia ser tão superficial, eu sou um anjo. Um anjo da morte, mas ainda assim um anjo.
Quando ela saiu, se separando pela primeira vez de sua amiga, eu apenas peguei a placa do taxi que ela estava entrando e me dirigi a um beco para poder levantar vôo.
Mas quando eu entrei na parte escura e comecei a tirar minha camisa, senti que tinha alguém me observado. Virei e me deparei com Aro me olhando com um sorriso maldoso nos lábios.
_ O que está acontecendo, Edward? Por que ainda não a pegou? _ Foram às primeiras palavras que saíram de sua boca, o que era muito estranho. Ele nunca tinha deixado de me cumprimentar em todos os meus anos de vida, ou morte.
_ Desculpe, Aro, mas não posso fazê-lo para você. E ninguém o fará – eu disse e pela primeira vez minha voz saiu tão ameaçadora como agora.
Ele riu um pouco e se aproximou vagarosamente de mim com realeza, mas eu não a admirava. Era cruel e malicioso.
_ E por que não, filho?
_ Por que eu não permitirei que toquem naquela garota. Ninguém.
Ele gargalhou alto e disse:
_Isso só pode ser uma pegadinha, não é? Aquela garota é o capeta em forma de gente e você não quer pega-la – ele riu ainda mais alto e eu fechei os olhos entrando em sua mente.
Aparentemente ele sentiu o ataque e fechou a cara para mim.
_ Você não quer fazer isso, Edward – ele me contra-atacou.
Eu nunca tinha brigado contra um anjo antes, sabia como era, mas era diferente você ouvir outras pessoas contando e fazer você mesmo.
Anjos quando brigam entram na cabeça um do outro e vão apagando o que existe lá. Até que sua mente fica um vazio completo e você não sabe de nada. A sua força vital acaba em alguns dias.
Eu o ataquei com mais força e ele se surpreendeu com o estrago que eu fiz em sua cabeça. Ele fez uma careta e eu sorri dizendo:
_ Ah, acho que vou sim, Aro.
A confusão inundou a minha cabeça quando ele caiu no chão gritando de dor, eu não podia machucá-lo assim. Nenhum anjo da morte podia fazê-lo. Então de repente ele parou de gritar e seus olhos não piscavam mais. Seu corpo estava imóvel como uma estatua e o rosto pálido como o de um fantasma.
Então Alice, isso mesmo, a amiga de Isabella, saiu das sombras detrás de mim e tocou meu ombro.
Eu olhei para ela assustado. O que ela fazia ali? O que estava havendo com Aro? Por que ela não corria de medo?
_ Obrigada – disse ela me deixando ainda mais confuso.
_ Pelo que?
_ Por me ajudar a salvar minha afilhada.
_ Su-sua afilhada? _ eu disse gaguejando. Isso não podia significar realmente o que eu achava que significava.
_ Tenho te visto nos vigiando ultimamente. Por que você ainda não fez seu trabalho, ou melhor, tentou? – disse dando um sorriso provocante – Isso mesmo sou o anjo da guarda de Bella.
N/A: Valeu pelas reviews, espero que gostem desse capítulo também.. comentem.. Acredito que eu vá postar dia sim, dia não, porém, minha avó está muito doente, então eu vou fazer o possível pra postar sempre o mais rápido possível pra vocês, gente! Agora...
Respondendo as Reviews...
Nath Tsubasa Evans - Que bom que você gostou! Fico muito feliz que você tenha lido, eu pensava que ninguém ia querer ler! Hauahauauhau
Anne Lima - hauahuahuahaua, fico feliz. N, definitivamente não quero matar uma das minhas primeiras leitoras de curiosidade neah?! Ai está o segundo capitulo, espero que você goste!
Beleite: Pois é neah.. mas como prometido, segue o proximo capítulo, espero q vc goste, amorzinho..
Blood Kiss=**
Gente... aqui é a amiga da Thai, ela me pediu para avisar que ela não vai postar hoje porque a avó dela morreu... não sei quando ela voltará a postar. Não é algo que passe por cima com facilidade... só tenham paciência com a demora na fic, ok?
