N/A: Mais um capitulo! Esse é POV da Quinn, vamos ver se vocês gostam, ele eh mais detalhado que os outros já que vocês ralmente querem que eu continue! Vou tentar só melhorar!

Esse eu dedico pras meninas do topico Achele, em especial pra Mah da regatinha branca xD!


E daí que ela ficou lá por uns quatro minutos me olhando vidrada enquanto a musica tocava. E aquilo foi realmente estranho, porque a música era muito romântica, e eu estava ficando desconfortável. Bom, toda aquela situação era desconfortável. Eu não sei bem nem porque eu aceitei, mas eu acho que foi dó. Eu sabia o que ela estava passando com aquela coisa toda do Finn. E quando ela me olhou com aquele olhar irritante, e me chamou pra sair, eu percebi que ela só não queria ficar sozinha. Assim como a Mercedes me ajudou, eu tava passando pra frente.

Não que eu fosse virar amiga da Berry, por favor, mas pelo menos ser um pouco mais tolerante a irritante personalidade dela, talvez já fosse minha ação de boa samaritana. Afinal, estávamos em New York, ninguém que me conhecesse estaria ali, e muito menos naquele buraco o qual a Rachel havia me levado. E no máximo eu iria me divertir, nem que fosse à custa dela.

Divertir. Era algo que não estava acontecendo ultimamente. Com toda aquela pressão pra voltar a ser a Queen, sem trocadilhos, por favor, da escola, as regionais chegando, minha mãe triste pelos cantos, e bem, aquele relacionamento. Sam era um rapaz legal, mas só isso.

Ele não me atraía, não me divertia, não me excitava e era extremamente tedioso o modo como ele me beijava. Fora que ele era grudento e nerd demais para o meu gosto. Só que era o garoto mais popular da escola, e aquilo certamente ajudaria minha imagem. Finn eu não queria, nem poderia mais ter. E Puck, bem, eu já tinha tido minha cota do "poderoso" Puckerman na vida inteira.

E lá estava eu pensando em tudo isso quando a Rachel me surpreendeu com a pergunta mais idiota que poderia se fazer em um encontro.

- De onde seus pais tiraram Quinn?

Eu a olhei sem acreditar. Sério, era uma pergunta muito idiota, mas tinha quebrado o silencio e ninguém nunca havia me perguntado aquilo. Eu puxei na memória essa conversa com a minha mãe e sorri ao responder.

- Anthony Quinn. É o ator preferido do meu pai. Ele pediu minha mãe em casamento enquanto eles assistiam Lust for Life. Como minha mãe que escolheu o nome da minha irmã, quando eu nasci ela deixou que ele escolhesse. E Rachel, vem de onde?

De repente eu fiquei com vontade de saber, não sei se foi pelo fato de como os olhos dela se mostravam interessados pela história, ou se foi só uma maneira de não acabar a conversa, o fato é que eu havia perguntado. E sorri ao ouvir a resposta.

- Pais realmente tiram nomes do nada não é? – Comentei enquanto a minha coca, e o suco dela chegava à mesa.

- Melhor que nomes comuns, eu acho. Dá um ar mais artístico. O seu nome é um bom.

- Obrigada, eu acho.

- Não, é sério, seu nome é um bom nome artístico. O que você vai querer comer? – Garçom esperava do lado dela com um olhar impaciente e eu ri, não havia nem aberto o menu em cima da mesa. Fiz um sinal para que ele voltasse depois e abri o menu.

- Eu não faço idéia do que tem aqui.

- Qual sua comida favorita?

E lá vinha ela de novo com aquela curiosidade toda sobre mim. – O purê de batatas da minha mãe, é realmente divino, você devia experimentar um dia...

Parei a frase e olhei pra Rachel confusa, porque diabos eu a estava convidando para comer na minha casa? Abaixei a cabeça para o menu e escolhi um sanduíche de peru com fritas, enquanto ela pedia igual. Entreguei o menu para o garçom que já havia voltado, e olhei para Rachel respirando fundo. A banda começou a tocar outra musica daquela banda nova.

- Eu posso saber o motivo de tanta curiosidade?

Ela hesitou ao falar e aquilo me deixou mais confusa ainda.

- Eu só queria te conhecer melhor. New York é um lugar diferente, me faz ter vontade de mudar, uma trégua enquanto estamos aqui?

- Ok, então qual é a sua comida favorita, Berry?

Então eu ri quando ela começou a descrever em detalhes o seu prato favorito. Ela era realmente irritante, mas um irritante divertido. Pelo menos nessa noite.

= / =

Deitei a cabeça no travesseiro respirando fundo. As meninas já haviam dormido fazia um tempo, Santana e Britanny, com quem eu dividia o quarto, na mesma cama. Elas se gostavam, ou estavam só carentes? Quisera eu ter essa opção, tudo era questão de imagem, de popularidade. Olhei para o teto. Rachel havia cumprido o prometido, não falou do Finn em nenhum momento na noite inteira. E pagou tudo, apesar de eu ter insistido que não precisava mais. Certo ponto da noite a garota até mesmo subiu no palco para cantar com a banda.

E a música, bem a música ficou na minha cabeça.

This night is sparkling,

Don't you let it go.

I'm wonderstruck, blushing all the way home,

I'll spend forever wondering if you knew,

I was enchanted to meet you.

Levantei e fui pro banheiro lavar o rosto. Encarei meu próprio rosto molhado no espelho. Eu havia gostado da noite, apesar de tudo. Rachel era divertida, e inteligente, e apesar do jeito mandão e histérico, eu tinha apreciado a companhia dela aquela noite. Chacoalhei a cabeça. Ela podia ser tudo, menos uma má amiga. Ou mesmo uma má inimiga. Fui até a porta do quarto e a abri indo para o quarto ao lado e batendo na porta rezando para que não fosse nem Mercedes nem a Tina a acordar.

E não foi.

I wonder 'till I'm wide awake,

Now I'm pacing back and forth,

Wishing you were at my door,

I'd open up and you would say,

Hey, it was enchanted to meet you.

All I know is I was enchanted to meet you.

- Eu... Eu te acordei?

- Não eu tava acordada...

- É que...

- Eu sei. Também gostei.

- Rachel, eu queria me desculpar pelo jeito como eu te tratava.

- Relaxa, foi como eu falei hoje nós começamos tudo de novo. Quinn Fabray, foi um prazer te conhecer.

- Encantada, Rachel Berry, encantada.


N/A: Tcharam! E ae que tal? Reviews PLEASE!