Pra mim esse é O MELHOR CAPÍTULO DE TODOS! Sério, dá vontade de amar essa família esternamente depois de ler ele. Espero que vocês também se apaixonem pelo capítulo assim como eu.
O melhor da minha vida é você
- "As vezes sinto falta da vida de solteira, sabem?" – disse Mercedes, antes de dar um gole no chá que estão compartilhando.
Tina assente, concordando com ela.
- "Já nem recordo como era isso, para dizer a verdade." – confessa, quase com tristeza na voz e Kurt solta uma gargalhada.
- "Eu tão pouco recordo! Mas... meu tempo de 'solteiro' não durou muito, né? Blaine e eu estamos juntos há... quatorze anos."
- "Não me refiro a essa solteirice, me refiro a não... a não tem preocupações. A não ser uma dona de casa que corre para todos os lados e lava a roupa suja ou prepara o jantar." – se explica Mercedes.
- "Carinho, você não sabe do que fala! Lembra que eu tive que passar meus anos universitário trancado em um apartamento com Finn e Blaine. Se tivesse sido por eles, teríamos convivido com uma manada de ratos. Prefiro mudar quinhentas fraldas a ter que voltar a viver nesse lugar." – brinca Kurt, conseguindo com que suas amigas estourassem em risos.
Rachel, porém, não concorda ao todo com eles.
- "A vida de 'solteira' está altamente subestimada." – disse, também tomando seu chá e acompanhando com um pedaço de bolo.
- "Nos explique mais sobre essa vida que você teve a sorte de viver e nós não, por favor." – roga Tina, roubando um pedaço do bolo de Rachel.
Ela suspira.
- "Sério, não é nada no outro mundo. Você sabe, Mercedes. É uma vida... muito solitária. Muito vazia. Pelo menos para mim... não foi fácil estar sozinha por tanto tempo." – explica, recordando por um momento as incontáveis noites que ia dormir se perguntando como se sentiria ter uma família (ou ter Finn ao seu lado).
- "Fale por você, carinho. Eu adorava!" – ela responde, fazendo um gesto com a mão e fazendo todos rirem. "falando sério, não vai me dizer que não tem dias que não desejaria... correr para longe. Ou um pouco de silencio." – diz para Rachel e ela medita por um segundo.
- "Bom... devo reconhecer que as vezes gostaria de ter um pouco mais de silencio." – ela concede, não totalmente convencida, mas tentando ser complacente com Mercedes. "mas amo meus filhos, de verdade os amo! São o melhor que me aconteceu na vida."
- "E ninguém disse que não ama eles, carinho. Não falamos de trocá-los ou... jogá-los no lixo. Só de abaixar o volume." – disse Tina e a mesa volta a soltar uma gargalhada.
Sempre riem muito, pensa Rachel. Talvez é porque se conhecem há muito tempo. Ou talvez continuam sendo amigos todo esse tempo porque tem sentido de humor e fazem rir uns aos outros.
-oo-
Rachel não volta a pensar nesse chá até um par de dias depois quando se senta, depois do almoço familiar de um domingo, em seu cômodo sofá de suas partes e pega uma caneta e a palavra cruzada do jornal para relaxar um pouco.
- "Te incomoda se eu ver um jogo?" – questiona Finn, deixando um prato de biscoitos e um par de copos de suco na pequena mesinha de centro.
Rachel nega com a cabeça e ele sorri, ligando a grande televisão.
- "Abaixe o volume." – ela murmura e Finn obedece, se sentando ao lado dela. Rachel apoia suas pernas no colo de seu esposo e ele massageia os pés dela. "Que silencio." – diz, surpreendida pela calma que parece imperar no lar dos Hudson-Berry.
Finn sorri, quase com orgulho.
- "Eu sei, coloquei os meninos para dormirem um pouco." – disse e seu peito se infla um pouco, como se realmente estivesse satisfeito de si mesmo.
Rachel acha tão terno que não pode evitar se aproximar dele e dar um beijo na bochecha.
Ficam desfrutando o silencio por um bom tempo e quando ela se cansa da palavra cruzada (e resolve terminá-lo mais tarde), a partida chega ao fim e ambos decidem ver um filme (Quando foi a última vez que puderam fazer algo assim?).
- "O que é isso?"
- "Vanila Sky, com Tom Cruise, Penelope Cruz e... Cameron Diaz."
- "Quer ver isso?"
- "Não sei, você quer ver?"
- "Eu quero ver o que você quiser ver."
- "Bom... não vi ele há um bom tempo..."
- "Pois será esse." – ela concede (afinal foi ele quem conseguiu colocar os meninos para dormir, merece pelo menos escolher o filme).
Finn senta ela em seu colo e a rodeia com seus braços e Rachel pega as mãos entrelaçando seus dedos. Por um segundo ela acha que retrocederam quinze anos e que estão sentados no sótão da casa de Finn, em alguma calorosa tarde de verão, roubando beijos e descobrindo um ao outro.
Não sabe porque essa recordação a golpeia de repente, como se só então entendesse o quão longe chegaram. Essa é sua casa. É seu lar. O lar que construíram juntos. Pararam de se beijar escondidos de seus pais para passar a se beijar escondidos de seus filhos.
Rachel fecha os olhos por um segundo, suspirando, se aproximando mais de Finn e apoiando sua cabeça no peito de seu esposo.
- "Papai?" – diz Chris, aparecendo no corrimão da escada (está terminantemente proibido descer sozinho).
- "Acordou, campeão!" – diz Finn, enquanto Rachel se senta no sofá e ele vai buscar seu filho.
Pega ele nos braços quando chega perto dele e o joga no ar, fazendo com que seu filho desse uma gargalhada. Ambos deitam no sofá e Chris estica seus braços para que sua mãe também o abrace.
- "Dormiu bem?" – ela pergunta para ele, beijando o liso cabelo marrom que sai de todos os lados como o de seu pai.
Chris assente, soltando um bocejo e voltando para os braços de seu pai. Rachel pega o controle da televisão e coloca no canal infantil. Ela e Finn compartilham um olhar cúmplice por um segundo, como se ambos estivessem pensando no mesmo (pelo menos ela está pensando que sua tarde tranquila acaba de ser assassinada pelo dinossauro roxo que canta uma música grudenta sobre a família e a amizade).
Amy e Fanny não demoram em aparecer na sala também, ambas vestindo seus respectivos pijamas e com os olhos ainda carregados de sono.
- "O que estão vendo?" – questiona Amy, se acomodando entre seus pais, enquanto Fanny se senta no colo de sua mãe.
- "Não sei." – responde Finn, rendido.
- "Podemos ver um filme?" – ela volta a perguntar, um pouco mais animada e Finn assente.
Amy demora quase meia hora para escolher um filme da coleção e nesse tempo Fanny se encarrega de encher o cabelo de sua mãe de baba enquanto Chris joga um copo de suco na palavra cruzada incompleta, transformando em um monte ilegível de papel.
Devem assistir três filmes porque Amy não pode decidir e alguém joga mais suco no tapete e enche de migalhas as almofadas e tudo vira um desastre.
Seus risos são fortes e estrondosos. Chris e Funny nem sequer riam nos momentos indicados, o que deixa Amy um pouco brava. Finn adormece no meio do 'Rei Leão' e Chris acha que é muito engraçado desenhar em todo o rosto dele. Fanny também considera engraçado e Amy não tem mais remedido do que se unir ao jogo.
Rachel deveria Pará-los. Mas não pode. Seus risos são tão ternos e Amy está desenhando estrelas douradas na testa dele e... Finn ficaria realmente bem com um nariz de palhaço.
- "Me dê essa caneta." – diz para Amy, apontando uma caneta vermelha.
Amy obedece e Rachel desenha um grande círculo vermelho no nariz de seu esposo.
- "O que...?" – questiona Finn, confuso, acordando de repente para se deparar com toda sua família ao redor dele.
- "Carinho, você está tão bonito!" – diz Rachel, dando uma palmadinha na bochecha dele e provocando os risos estrondosos de seus filhos.
Finn se levanta, ficando de pé e caminhando até o espelho do pequeno hall de entrada. Rachel vê como seus lábios formam um sorriso e ele limpa a garganta.
- "Quem fez isso... se prepare. Por que aí vou eu!" – grita, com uma voz malvada e Amy pega seus irmãos pelas mãos e os três se escondem atrás do sofá. "Oh! Acham que com isso funciona?" – ele diz, caminhando até o centro da sala. Rachel lhe dá uma olhada cúmplice e ele pisca um olho. "Mais vale que apareçam ou então..."
- "Ou então o que?" – grita Amy desde a sua trincheira, em tom desafiante.
- "Ou senão levarei sua mãe!" – responde Finn, pegando Rachel pela cintura e levantando ela sobre seu ombro.
- "Mamãe!" – grita os três em uníssono, saindo do esconderijo e correndo até seu pai.
- "Acham que com isso bastará?" – diz Finn entre risos, enquanto seus filhos tentando em vão que ele solte sua mãe.
Rachel se move também, fazendo com que ela e Finn caiam no chão com um sonoro baque.
- "Finn! Você está bem?" – ela pergunta, se levantando um pouco para olhá-lo.
Ele sorri de forma quase malvada e ela toma isso como um sim.
- "Sabe o que você merece, Rach?" – ela questiona, quase em um sussurro. Rachel também sorri e nega com a cabeça. Finn se vira no chão para ficar sobre ela e seus filhos se jogam sobre ele, subindo nas suas costas. "Você merece o castigo das cosquinhas!"
- "Não, isso não!"
- "Sim, isso sim!" – ele grita, começando a fazer cócegas na cintura dela, fazendo com que Rachel destrambelhasse a rir, quase sem poder respirar.
- "Isso não vale! Ataquem ele!" – ordena Amy para seus irmãos e os três começam a fazer cócegas em seu pai.
Finn também ri, deitando ao lado de Rachel no chão, dando outro ângulo para seus filhos o atacarem.
- "Eu me rendo, eu me rendo! Vocês venceram!" – ele diz, levantando seus braços.
Seus filhos soltam um grito triunfal e Amy faz uma pequena dançinha.
- "Busquem algo para limpar o papai." – Rachel ordena para eles e os três se retiram para a cozinha.
Quando eles se foram, ela se aproxima de Finn, se recostando sobre ele no chão e o beijando diretamente nos lábios. Ele sorri, rodeando ela com os braços, lhe acariciando as costas enquanto ela brinca com seu cabelo.
- "Te amo!" – murmura para ele, o beijando novamente.
- "Mesmo quando tenho o rosto coberto de... canetas coloridas?"
- "Especialmente quando tem o rosto coberto de canetas coloridas." – ela confessa e de repente sente vontade de chorar.
Talvez Finn vê em seus olhos, porque a abraça fortemente, recostando sua cabeça em seu peito e beijando na cabeça dela.
- "Você não tem ideia do quanto te amo." – ela diz e ela se gruda um pouco mais a sua cintura.
- "Você se lembra como era sua vida... antes? Quando estava sozinho." – ela pergunta, brincando com os botões de sua camisa polo.
- "Não. Tenho tantas recordações novas que tive que fazer uma limpeza." – ela responde, fazendo ela rir.
- "Já estamos envelhecendo?"
- "Não sei você, mas minhas costas doem muito."
- "Vamos buscar um pouco de gelo..."
- "Ou poderia me dar uma massagem. Eu mereço."
- "Você merece isso e muito mais." – ela responde antes de entrar na cozina, sussurrando quase de forma sexy e Finn volta a beijá-la, porque sabe que isso significa que mais tarde eles brincarão sozinhos.
Quando entram na cozinha se deparam com que Funny jogou detergente no chão e seus três filhos estão rolando na espuma. Rachel deveria limpar, mas não pode evitar tirar centenas de fotos antes, acompanhados pelo pintado Finn.
As vezes Rachel se sente incrivelmente estúpida. Em que lugar do mundo uma palavra cruzada e um pouco de silencio pode ser melhor do que uma tarde entre filmes, biscoitos, risos de seus três filhos e as doces palavra de Finn? Não no dela, seguramente.
OBS. 1: História original escrita por Hestiaa na fanfic PEQUEÑAS DELICIAS DE LA VIDA CONYUGAL ( s/7403289/1/Pequenas-Delicias-de-la-Vida-Conyugal)
