Gente, primeiramente, quero que saibam o quanto eu fiquei empolgada por ter recebido suas lindas e maravilhosas reviews *-* elas fazem uma criança muito feliz! Peço perdão se demorar a postar, mas prometo que não os deixarei esperando mais de uma semana, se isso ocorrer, acreditem, eu morri ou estou com uma doença muito fod* D: Sem mais delongas, terceiro capítulo:
Cap. 3 – Blackjack, literalmente, descola a fantasia.
Não vira Annabeth o dia inteiro. Aquela garota estava me assustando. Encontrei-me com Grover e Tyson para tentarmos decidir o que iríamos usar. Tyson iria servir o ponche, então creio que precisaria usar um smoking (Ordens de filhos de Afrodite.), Grover disse que queria nos surpreender, o que me deixou mais irritado. Será possível que todos já tinham sua fantasia?
Andando pelo acampamento, observei como todos estavam lidando com a situação. Alguns campistas treinavam, outros corriam desesperadamente de um lado para o outro sem saber o que fazer. Meio, distraído, acabei tropeçando no pé de alguém.
- Olhe por onde anda, Fedelho Jackson.
Levantei a cabeça e deparei-me com Clarisse. Sempre adorável, não? Acontece que ela é a filha do deus da guerra, e, possivelmente, o que mais me odeia. Era bem alta, muito musculosa e tinha os cabelos crespos presos em um rabo-de-cavalo.
- Não adianta descontar em mim o fato de que seu tão adorado Chris te trocou para viajar com a família à Paris, ok? – Uma voz em minha cabeça dizia Calado, seu retardado! Ela vai nos fazer em pedaços! Como sempre, eu a ignorei. – Agora você sabe que deve aprender a controlar sua TPM.
Nesse ponto, a cara de Clarisse já estava a ponto de explodir. Ela me olhou com uma expressão de fúria tão intensa, que fui obrigado a dar ouvidos à voz em minha cabeça que dizia Corre.
Saí correndo covardemente com uma Clarisse nervosa atrás de mim gritando:
- ISSO, SEU COVARDE! CORRA MESMO! QUANDO VOLTAR AQUI, VAI SER PASTEL DE ALGAS!!
Não pude evitar uma grande gargalhada. Irritar Clarisse era uma das coisas que estavam no topo da lista de coisas a fazer no dia, entre elas estavam coisas como: Beijar Annabeth, Fugir da aula de Arco e flecha, destruir um boneco na arena de treinamento, pensar em Annabeth, acariciar Sra. O'leary, Irritar Rachel, Rir dos Gêmeos Stoll, beijar Annabeth de novo, Andar pelo acampamento com Grover, Rir da cara de Rachel quando eu disser para ela que Annabeth está grávida, que ela não previu aquilo e que eu não sou o pai, Beijar Annabeth, Ouvir Annabeth tagarelar sobre algum retoque novo que ela fizera no Olimpo, seguindo o exemplo de tal grande monumento, pensar em como seria legal calar a boca dela com um beijo, estressar o Sr. D, ouvi-lo me chamar de Pierre Jahosson e outras coisas simples como cumprimentar Blackjack, respirar, comer, dormir, tomar banho, etc.
Percebi que ainda não tinha visto meu amigo com asas e tratei de ir ao estábulo conversar com ele. Chegando lá, escuto o silêncio extremamente anormal.
- BJ?
Silêncio.
- BJ, você está legal?
Ah, se não é o chefe. Não deveria estar numa festa?
Quando Blackjack resolve ficar ressentido com você, nada te tira dessa roubada, apenas...
- A festa só começa mais tarde, mas pensei em vir aqui antes cumprimentar você. Como, aparentemente, você está com raiva de mim, acho que vou devolver esses torrões de açúcar...
Opa, chefe! Você sempre sabe a coisa certa, é o número um!
- Você tem andado babão demais, ultimamente... - Ri um pouco e joguei para ele os torrões de açúcar. – De qualquer forma, estou meio confuso quanto à fantasia...
Você pode se fantasiar de pégaso, chefe!Nós somos charmosos, inteligentes e lindos!
Esse cavalo precisa urgentemente desinflar este ego gigantesco. Conversamos um pouco e decidi soltá-lo para ver o mar de cima. Era realmente muito bom ficar deitado em um pégaso vendo as nereidas e os golfinhos pularem. Ficavam me perguntando que nota dava para seus pulos. Percy Jackson, o juiz de saltos artísticos. Nada mal.
O tempo passou e percebi que não havia como escapar. Faltava só 1 hora para a festa e eu ainda não tinha a minha fantasia. Implorei à Poseidon que me ajudasse com isso. 20 minutos se passaram e nada.
- Sabe, BJ, às vezes eu acho que meu pai simplesmente me ignora! Filho favorito... Aposto que ele prefere dar uma fantasia legal àquele golfinho convencido do que a mim.
Chefe.
- Digo, não que eu esteja com ciúmes. Deuses, não. É só que seria legal da parte dele ser um pai mais presente.
Er, chefe...
- Por que uma fantasia não é algo difícil de produzir, para um deus, quero dizer. Afinal...
Pelos meus cascos, como você fala, chefe!
- O que é, Blackjack?
Aquelas roupas presas na pedra grande à nossa frente estavam aqui antes?
- Ahm? Do que você...?
Lancei o olhar aonde Blackjack apontava o casco e vi. Uma camisa branca de manga comprida, antiga. Uma calça que lembrou-me as roupas de Thalia, só que sem correntes. Apenas uma caveira, alguns botões e uns desgastes. E acima, um chapéu que me parecia de capitão. Era uma fantasia de pirata. Inteligente, até.
- Obrigado, pai.
Desci até lá para tentar pegar as roupas. Eu disse tentar. Estavam praticamente grudadas à grande pedra. Puxamos, puxamos e nada. Olhei meu relógio. Faltavam 20 minutos!
- O que diabos...
Então, quando pensei que tudo estava perdido, Blackjack consegui pegar as roupas.
- Como você fez isso? – perguntei indignado.
Bem, seu pai não está com raiva de mim, chefe. Ele odeia quando você diz que não recebe atenção. É melhor parar de reclamar e lembrar que cavalo dado não se olha aos dentes. O que, na verdade, é uma boa coisa, meus dentes estão péssimos por causa dos seus torrões de açúcar.
- Quer parar de ganhá-los?
Céus, não! Torrões de açúcar arrebentam, Chefe. Como você!
- Deixe de puxar meu saco e me leve de volta ao chalé, BJ.
Claro, chefe! Você que manda, chefe. Ei, Chefe, sua namorada vai estar vestida de quê? Ela é muito bonita, procure não babar. Mas se ela te esnobar, fale que sempre vai ter o BJ aqui, ok?
- Blackjack... Pare de falar da minha namorada e, por favor, deixe de me chamar de chefe apenas uma vez.
Como quiser, chefe.
Ai, Deuses.
Fantasia, confere. Mochila com roupa humilhante de zelador, confere. Vontade de se esconder em um buraco profundo, confere.
Eu já disse que odeio festas? Se não, bem, eu odeio. Nas festas da escola sempre tentava me isolar, mas nessas do acampamento, realmente não existe escapatória. Afinal, eu veria Annabeth. Como será que ela estaria vestida? Ela podia ir com a camisa do acampamento e ainda assim ficaria magnífica.
Resolvi esperar Tyson no Chalé antes de ir para a festa.
- Você é um pirata? – Uma voz atrás de mim perguntou do nada, fazendo-me pular um metro e meio da cama.
Nico Di Angelo se encontrava sentado ao meu lado vestido de...vampiro? Bem, alguma coisa bem preta.
- Você conhece a expressão "Não aparecer atrás de uma pessoa enquanto ela estiver perdida em devaneios"? – tudo bem, eu inventei aquilo, mas com certeza deveria existir.
- Desculpe, Percy. – O garoto claramente estava se segurando para não explodir em gargalhadas. Ele adora me assustar. Mal de filhos de Hades. – Como vai todo mundo? Annabeth está bem? E Grover? Tyson está bem animado, não é? Encontrei com ele a pouco tempo atrás. Você acha que Quíron vai se importar se eu passar a noite no acampamento? Você sabia que Thalia foi convidada? Faz sentido, alguém tinha de honrar Zeus...
Encarei Nico por um tempo. Ele havia voltado a ser aquele garoto animado e falante de quando o conheci. Era bom ver de novo o brilho em seus olhos. Estava com 13 anos, tinha cortado o cabelo preto e suas olheiras haviam sumido. Lembrei-me um pouco de Bianca.
- Percy? Você está me ouvindo?
- Bom ver você também, Nico.
Tyson chegou e eu chequei o relógio. Hora da festa. Será que Nico poderia fazer um buraco para mim?
E então? Gostaram? *-* A fantasia ficou muito óbvia? Querem dar palpites sobre a fantasia de Annabeth?
Ah, minha galerinha, eu estava pensando em fazer um post no final com um momento quente Percabeth :D o que acham? Me digam. Se pedirem muito talvez saia até lemon (y) próximo post só na segunda, acho eu :/ Prometo que será Gig-Enorme *-*
