3 — Death

Do you really want me dead or alive

To live a lie

— Lista de morte? — Sussurro, havia vários policiais a nosso redor, logo que me recuperei Stiles ligou para seu pai, que descobri ser policial. Eles não demoram nem dez minutos para chegar. Eles vieram em três viaturas, o que eu achei um pouco de exagero, mas fazer o que.

Scott e Stiles acharam que Lydia deveria me contar a história inteira, e era isso que ela estava fazendo nos últimos dez minutos, sendo ocasionalmente interrompida por algum oficial, o que a deixava incrivelmente irritada.

— Sim, e como já sabe, seu nome está nela — Ela fala no mesmo tom, levando as mãos a blusa de malha fina que usava, a ruiva mexe em seu bolso, tirando de lá uma folha de papel dobrada. Ela olha para os garotos que ainda falavam com o xerife, olha para o papel novamente e finalmente me entrega, ergo a mão e pego o papel, o girando entre os dedos, não era exatamente agradável olhar para um papel que continha uma lista de morte. E que seu nome estava nela.

Suspirando, eu levanto o dedo indicador, fazendo a folha se erguer, revelando uma lista.

C : / KEYWORD : ALLISON

Sean Walcott 250

Lydia Martin 20

Scott McCall 25

Demarco Montana 250

Derek Hale 15

Carrie Hudson 500

Alissa DarkBlood 22

Aaron Black 15

Kira Yukimura 6

— Presumo que os riscados tenham morrido? — Pergunto, o ar a nossa volta estava pesado, marcada para morrer, maravilha.

Ela somente assente, lhe entrego a lista e ela pega de volta, a colocando no mesmo lugar. Ela suspira, abrindo a boca para falar algo, mas é interrompida pela abertura da porta que bateu violentamente na parede, os berros e chutes de Amber chamou a atenção de todos, que automaticamente em alerta, passando a mão pelos cabelos, eu não podia deixar essa passar.

Quando Amber olhou para mim, eu acenei para ela, um suave movimento de dedos, junto de um sorriso de canto de boca, e isso a deixa mais louca que antes, ela se movimente tão rapidamente e de modo brusco, que consegue escapar, ela voa para cima de mim, mas não consegue chegar a tempo, já que os mesmos policias que a deixaram escapar, a pegam de volta. A puxando com mais brutalidade, eu até que gostaria de ver ela sendo jogada na viatura, mas a magnifica visão é tampada pelo corpo de meu pai.

— Alissa, eu vou falar com Scott e Stiles, e se não for incomodar muito, você poderia vir conosco para minha casa? — Lydia pergunta, eu a encaro, bem, porque não? — É que nós queríamos conversar um assunto com você, prometo que vai ser rápido.

— Claro, daqui a pouco eu to indo — Respondo, ela sorri para mim e eu retribuo, observo ela se afastar em direção aos garotos, apesar da sensação estranha que os olhos dela me davam, eu tinha gostado dela, parecia ser uma boa pessoa.

— O que diabos aconteceu aqui? — Diz John raivoso, bem, pelo menos ele não iria se importar com a minha detenção. Meu pai era um homem jovem, e incrivelmente bonito, seus cabelos loiros cortados no estilo militar faziam um contraste com os olhos azuis celeste, e era por causa desses olhos que eu queria ser filha dele.

— Eu fiquei com raiva de uma garota na aula de química, então eu esfreguei a cara dela na parede, e por isso ganhei detenção, empacotar os livros da biblioteca. Ai a mesma garota que eu enfiei a cara na parede, aparece na minha detenção dizendo que vai me matar, então nós brigamos, eu ganho, tento fazer umas perguntinhas, mas ela me derruba, sou salva por um lobisomem — presumo que seja — e descubro que meu nome está em uma lista de morte para seres sobrenaturais em Beacon Hills — Respondo em um folego só, coloco a mão na cintura e passo a outra na testa em um gesto dramático. — Acho que é só.

A cara de surpresa de meu pai é hilária, só não dou risada porque sei que vou levar um safanão.

— Você esfregou a cara na parede? — Ele sussurra incrédulo, eu abro a boca, indignada, eu quase fui morta, ele... Eu ergo as mãos para cima em um gesto exasperando, e me viro, caminhando até Lydia, Stiles e Scott, que estava falando com o xerife.

Eu chego perto deles e abro a boca para falar uma coisa, mas acabo falando outra.

— Aquele é o tio Chris? — Stiles me olha com uma cara confusa, se virando, e caminhando até nós com passos rápidos, era Chris Argent.

— Tio? — Ele sussurra. Chegando perto de nós, ele coloca a mão sobre o ombro do xerife. Indo direto ao ponto, ele pergunta.

— Aquela era Amber Lewis?

— Sim, porque? — Lewis?

— Lewis, de Jordan Lewis? — Minha voz sai com um tom de surpresa, e bem, eu estava.

— É, — Tio Chris suspira, suas feições estavam mostrando cansaço, e tinha certeza que ele não dormia a dias.

— Quem é Lewis? — Scott pergunta o que creio que todos estavam pensando, e é respondida por meu pai.

— Uma família de caçadores — Dou um pulo, não tinha sentido nenhuma aproximação, meu joga seu braço sobre meus ombros, se apoiando parcialmente em mim. — Uma família de caçadores, bem conservadora. — Ele revira os olhos, eu cruzo meus braços, um vento gelado estava passando, e isso me faz perceber que já estávamos praticamente sozinhos ali.

As viaturas já estavam indo em direção a delegacia, nós estávamos ali a quase uma hora, o xerife havia pegado nossos depoimentos. Em questão de minutos, só estávamos nos no estacionamento da escola.

— Essa lista já caiu na mão de caçadores — Sussurra Chris, o que era inútil já que estávamos sozinhos — Sabe se lá de quem mais isso caiu. — Ele se vira e esfrega as mãos no rosto, frustrado.

O xerife e os outros nos encavam, como se esperassem uma explicação, e meu pai percebendo isso suspira.

— Somos caçadores — Fala dando de ombros, tirando seu braço dos meus ombros, ele os cruza. Vira sua cabeça lentamente para mim — Você vai para a casa dela, não? — Pergunta, movimentando a cabeça em direção de Lydia.

— Sim. — Aperto mais a jaqueta de couro em volta do meu dorso, o vento estava piorando, uma tempestade se aproximava.

— Ok — Ele me dá um beijo na testa e se vira, caminhando em direção a viatura, pelo que vi ele veio com o xerife.

— Acho que já podemos ir, né pessoal? — Lydia finalmente se pronuncia. Scott e Stiles ficaram quietos durante o pequeno dialogo. Apesar de Stiles ter aberto a boca várias vezes, mas não falado nada.

— Claro, vamos — Stiles se vira e começa a andar em direção a uma lata velha, e o xerife se vira e vai para a viatura, Chris sem falar nada vai em direção a seu carro. Eu suspiro e apreso o passo para acompanhar Scott.

...

Stiles batucava os dedos no volante do carro, e de tempos em tempos olhava para mim pelo retrovisor. Eu e Lydia estávamos sentadas no banco de trás do Jipe.

Eu passei meus dedos pelo pescoço, ainda conseguia sentir a pressão no mesmo. Minha mão caiu sobre meu colo. E sem que eu percebesse, acabamos chegando na casa de Lydia.

Abri a porta do jipe e a fechei atrás de mim, em poucos segundos Lydia estavam a meu lado, ela começou a andar em direção a uma casa com um portão de ferro, e eu a segui, deixando os dois garotos para trás. Passando pelo portão, eu o deixei aperto, o lugar a meu redor era bonito, cheio de flores e arvores, o caminho até a porta foi rápido, abrindo com a chave, ela passou e me deu espaço para passar.

Passando a mão pelos cabelos, Lydia me guiou até a sala, fazendo um gesto em direção ao sofá, entendendo o gesto eu me sentei. Apoiando os cotovelos sobre os joelhos, esperando que Scott e Stiles chegassem.

Ambos vieram lado a lado, e eu esperei pacientemente que eles perguntassem. Mas o não o fizeram, revirando os olhos.

— Pode perguntar — Falei, encarando cada um deles. Stiles fez um som irreconhecível com a garganta.

— O que você é? — A sua voz era imperativa, ele mexia as mãos constantemente — mãos muito estranhas por sinal — Hiperatividade? Muito provável, penso comigo mesmo. Ele me encara com uma cara estranha e percebo que estava o encarando a um bom tempo. Eu movo meus olhos para Scott e passo a observa—ló

— Feiticeira — Respondo, Scott ergue as sobrancelhas, como se duvidasse de mim. Eu o encaro de cima a baixo, ele era desleixado, mas mesmo assim...tinha uma postura diferente, altiva, por assim dizer. Ele tinha uma aura estranha, era poderosa, mas...tinha alguma coisa estranha.

— Tá de brincadeira? — A voz de Stiles me faz encara—lo, eu reviro os olhos, eu sabia que isso não seria fácil, quase ninguém acredita que você tem poderes mágicos.

Meus olhos se movem pela sala, se focando em um vaso de flores de plástico que estavam ao lado de Stiles. Perfeito.

Eu estico a mão, e a sensação familiar flui por mim, chegando a ponta dos dedos. O Vazo voa até mim, eu ergo minha mão e o pego, um girassol sai do vazo, bate em minha cabeça e cai atrás de mim, pousando no sofá.

Eu abaixo minha mão e coloco o vazo sobre a mesinha de centro, me levantando e ajeitando o vestido verde musgo, quando olho para cima vejo três caras abóbodas me encarando.

— Legal! — Diz Stiles animadamente, como se um de seus filmes de super-heróis houvesse ganhado vida bem a sua frente.

— Bem, acho que é minha vez — Falo, minha voz saia calma, até tediosa — Vocês dois. São o que? — Pergunto, movendo ambos indicadores para Lydia e Scott.

Stiles faz um som de indignação.

— Porque só os dois? Eu não posso ser um ser sobrenatural? — Ele pergunta, cruzando os braços.

Eu o encaro de cima a baixo, novamente.

— Sinceramente? — Falo, e ele acena — Não.

Ele abre a boca, estreitando os olhos.

— Lobisomem — A voz de Scott corta qualquer outra coisa que o humano ia falar. Eu o olho.

— Não é só isso...

— Alfa — Ele esclarece, agora sim.

— Faz sentido — Dou de ombros. Me viro e olho Lydia, esperando sua resposta.

— Banshee — Minhas sobrancelhas sobem e quase se mistura com o cabelo, banshees eram extremamente raras. Por isso os olhos, os olhos do mal agouro. — Porque a surpresa?

— Banshees são raras — Abro um meio sorriso — Vocês só me chamaram aqui para isso? Não poderiam ter perguntado na escola?

— Na verdade sim, mas eu tenho outra pergunta — Stiles estava na mesma posição de antes, só que a expressão indignada foi substituída pela seriedade.

— Bem, faça — Falo, cruzando os braços e o encarando.

— Porque seu pai disse "somos caçadores"?

— Porque nós somos — Dou de ombros.

— Mas você é uma feiticeira — Ele estava confuso. Eu suspiro, passo a mão pelos cabelos, os bagunçando mais ainda.

— Sim, eu sou uma feiticeira, mas quando minha mãe morreu, meu pai me treinou como caçadora. Mais alguma pergunta, Stilinski? — Scott e Lydia nos olhavam como se estivessem vendo um jogo de ping pong. Ele suspirou e retraiu os músculos.

— Na verdade tenho.

— Faça.

— Quem são os Lewis?

— Caçadores, Stiles, são caçadores. — Eu reviro os olhos.

— Isso eu já sei... — É ele quem revira os olhos agora, e antes que ele pudesse falar, eu rebato.

— Então porque pergunta — Um sorriso debochado se forma involuntariamente. Ele abre a boca, mas não fala nada e meu sorriso se alarga — Tem que tomar cuidada com eles, se estiverem realmente com a lista, não só porque pegaram um deles que eles vão parar, só vão ficar mais furiosos.

Scott suspira e passa a mão pelo rosto e pelo cabelo, e lembro que não sou só eu que estou na lista, eles também. Eu fecho os olhos e passo a mão pelos cabelos pela enésima vez, mordendo o lábio inferior, eu decido ser mais gentil com eles, sabia que era eles que me ajudariam a sobreviver, apresar de saber muito bem me defender. Na biblioteca me pegaram de surpresa, da próxima não seria assim.

Eu só estava a três dias na cidade e essa bomba fora jogada nas minhas costas, era demais para um dia, demais.

— Eles chegaram — Eu encaro Scott e franzo as sobrancelhas, eles quem? Antes que consiga botar o pensamento em palavras, Scott fala — Você já vai ver.

E logo em seguida a porta se abre, e passam por ela duas pessoas, duas garotas. Uma delas logo fica ao lado de Stiles, o beijando, isso me incomoda e eu viro a cara, nunca gostei de ver pessoas se beijando, era incrivelmente desconfortável. Passo a encarar a outra garota, era japonesa, e a mesma também fica ao lado de Scott, mas ao contrário do outro casal, eles não se beijam, ela só se apoia nele e passa a me encarar.

Eu pego uma mexa do meu cabelo e passo a analisa—la, estava começando a ficar entediada, e isso não era legal.

Quem quebra o silencio é a beijoqueira.

— Quem é ela? — Seu tom de voz era uma mistura de confusão, curiosidade, mas o que predominava era a desconfiança. Eu abri um meio sorriso e larguei a mexa, pronta para responder, mas sou cortada por Lydia.

— Alissa — Eu a encaro com cara feia, podia muito bem responder a essa pergunta, e em resposta ela somente ergue as sobrancelhas. Eu reviro os olhos e olho para a beijoqueira. Com certeza ela teria mais alguma pergunta.

— E o que ela está fazendo aqui? — E Lydia responde por mim, de novo.

— Nos vimos o nome dela na lista, a Kira conhecia então fomos atrás dela. — Minha cara com certeza expressava minha confusão.

— Por falar nisso, como vocês sabiam que era eu, e onde eu estava? — Pergunto, só parando para pensar nisso agora.

— Eu te vi ontem na escola, nos temos todas as aulas juntas, e quando vi seu nome na lista, logo falei para eles, e como você estava na escola de detenção eles foram atrás de você — Fala Kira, dando de ombros no final.

— Obrigada, isso provavelmente salvou minha vida — Falo, olhando para ela e Scott, e entendendo que eu não estava falando só dela, ele sorri e balança a cabeça.

— Bem, vamos as apresentações, Alissa, essa é a Kira — Fala Scott, apontando para a morena a seu lado. E apontando o dedo para o garoto ao seu lado, ele fala — E aquela é a Malia — E falando isso ele volta seu olhar para mim — Kitsune e coiote. — Eu arqueio as sobrancelhas e olho para Kira, ela abre um sorriso constrangido.

— Legal — Falo, abrindo um sorriso enorme, a deixando ainda mais constrangida.

— Pessoal, essa é Alissa DarkBlood, uma feiticeira — Terminando as apresentações, Scott se jogo em uma poltrona que estava atrás dele.

— Feiticeira? — Malia sussurra e eu apenas sorriu.

— Bem, nós temos que decodificar a segunda parte da lista— Suspirando, todos se viram para Lydia.

Trocando o peso de uma perna para outra, ela morde o lábio inferior e suspira.

— Nada ainda — Não surpreso, Scott apoia a cabeça no encosto da cadeira e fica encarando o teto.

— Eu vou conseguir — Lydia fala, mas para ela do que para nos.

— Eu posso ajudar se quiser... — Falo. Dando de ombros. Lydia abre um meio sorriso.

— Não tem como, coisas de Banshee. — Ele encolhe os ombros, como se pedisse desculpa.

— Qual foi a primeira senha? — Pergunto, apesar de saber a resposta, todos ficam em silencio, e quem abre a boca é Malia.

— Allison.

— Ótimo, quem é Allison? — Eu sabia que estava mexendo em uma ferida ainda aberta, mas a sobrevivência vale um pouquinho mais.

— Uma pessoa que morreu — Curta e grossa, um ponto para a beijoqueira.

— Então, a primeira chave, é o nome de uma pessoa morta — Falo, olhando para todos, que me encaravam de volta com uma cara confusa. Bufando, eu coloco as mãos na cintura — Uma chave com um nome de uma pessoa morta, uma lista para matar pessoas. Tudo envolve morte — Lydia ergue a cabeça e sorri. — Então provavelmente, a senha seja relacionada a morte.

— Você é um gênio! — Ela grita, Stiles dá um surto parecido, vindo para cima de mim, e me dando um beijo na testa.

— Eu te amo!

— Eu sei que sou incrível — Com um sorriso arrogante no rosto, eu me jogo no sofá, esperando pacientemente a segunda parte da lista.