Hey Jude, cadê as reviews? Eu já garanti que os dedos não vão cair, gente. E autora feliz é... AUTORA INSPIRADA! FikDik. Beijous
Ela bateu o cartão vinte minutos depois do seu horário terminar naquela noite fria de inverno e se despediu das companheiras de bar. O salão do Hooters estava lotado de clientes quando ela passou, agora sem o uniforme sensual e revelador que era obrigada a usar, pois aquela era noite que o Charges estava jogando e os homens de San Diego gostavam de ir a aquele bar para assistir os jogos de futebol americano. Mulheres bonitas servindo suas cervejas entre um touchdown e outro sempre era bem apreciável.
Encostado na moto com os braços cruzados, ela avistou seu namorado do outro lado da rua a esperando como em todas as noites de trabalho. Sorriu enquanto atravessava se encolhendo no casaco para se aquecer e beijou seus lábios brevemente sentindo os braços dele ao redor de sua cintura.
- Jimmy e Carl estão fazendo uma festa na casa deles hoje. Você não quer dá uma passada por lá agora?
- Prefiro ir para casa. Meu pai vai chegar bem mais tarde do trabalho e meus pés doem por causa do tênis apertado. – ela respondeu fazendo um bico discreto com os lábios carnudos.
- Vou cuidar de você então. – ele disse a beijando antes de lhe entregar o capacete.
O vento muito frio daquela noite atingia seu rosto, mas o corpo forte de seu namorado em sua frente a protegia quase completamente do frio. Essa era uma das vantagens de namorar alguém muito mais forte e alto que ela, além das outras relacionadas a outros assuntos.
Essa garota que trabalhava como garçonete a noite para pagar as despesas da faculdade pública de filosofia era Isabella Swan. Americana, mas com descendência mexicana e colombiana, tinha 21 anos nessa noite narrada e seu namorado era um mexicano que morava nos Estados Unidos da América desde os 4 anos chamado Jacob Basco. Os dois estavam juntos há apenas seis meses, mas a relação estável e quente não parecia ter uma data certa para terminar. Tudo estava perfeito até aquela noite.
A rua onde sua pequena casa ficava no perigoso bairro de San Ysidro não estava muito movimentada, apenas alguns desocupados tentando vender drogas e conseguir alguma grana com pequenos furtos, mas os dois moradores daquela área não se assustavam mais. Era uma rotina ver alguém de fora do bairro ser assaltado ou a polícia fazer revistas em casas suspeitas por causa da proximidade com a divisa com o México e pelo fato de ser vizinha de Tijuana, cidade mexicana de grande movimento.
Ele estacionou a moto na entrada garagem e segurou a mão de Bella – como costumava chamá-la – para juntos entrarem na casa mais quente que a rua. Ela pendurou o casaco no cabide perto da escada e seguiu para a sala, jogando o corpo no sofá e as pernas no colo do namorado. Automaticamente ele tirou as botas ugg cor de areia de seus pés e os massageou por cima da meia calça preta mesmo. Bella encostou a cabeça no sofá relaxando um pouco naquele dia cansativo.
- Onde está Charlie? – Jacob perguntou a observando de olhos fechados.
- Não sei. Saiu pela manhã dizendo que iria trabalhar até tarde hoje. – ela respondeu dando de ombros. – Mais um dos mistérios de Charlie Swan.
- Você não fica curiosa para saber em que exatamente ele trabalha?
- Desisti depois de muitas brigas. O que os olhos não vêem o coração na sente, não é assim que o ditado diz?
Jacob não insistiu no assunto e ela se aproximou mais dele para pousar a cabeça em seu peito, sentada em seu colo. Bella realmente havia desistido de entender como pai conseguia dinheiro depois que cogitou todas as possibilidades de empregos, dos vergonhosos até os ilícitos. Ela queria poder entender o que ele fazia durante o dia inteiro que passava fora de casa, mas respeitava seu espaço assim como ele respeitava o seu. Era somente ele e ela naquela casa há quase dez anos quando sua mãe morreu de acidente vascular cerebral aos trinta e três anos.
- Você não sabe que horas Charlie vai chegar, não é? – Jacob perguntou acariciando sua panturrilha.
- Muito tarde, eu acho. Por quê?
- Sei lá, pensei em aproveitar um pouco a sala vazia... – ele comentou sorrindo
maliciosamente e se inclinando para beijar seu pescoço.
Bella riu e revirou os olhos, beijando seus lábios enquanto era obrigada a deitar no sofá e a sentir todo o peso do corpo de Jacob sob o seu. Ela adorava a maneira que ele a tocava, cheio de desejo e calor, e que seus corpos se encaixavam perfeitamente. Ele cabia incrivelmente bem dentro de seu corpo miúdo, Jacob sabia dar prazer a aquela mulher insaciável que o deixava louco com a maneira de menear seu quadril contra o dele e gemer seu nome em alto e bom som sem pudor algum.
- Você gosta disso? – ele perguntou enquanto impulsionava em cima de seu corpo com força.
- Oh Deus, sim, Jake... – ela respondeu gemendo alto e sentindo corpo roçando contra o tecido do sofá.
- Isso, Bella. Geme meu nome.
- Oh Jake. Isso...
Ele posicionou a perna esquerda de Isabella em um ângulo mais alto para que tivesse um acesso mais fácil ao seu corpo, fazendo-a gemer mais ofegante e a agarrar seu braço quando os espasmos em seu corpo começavam a não ser controlados por sua mente. Os movimentos de quadril que Jacob fazia aceleraram no exato momento que o corpo de Bella necessitou de mais fricção para explodir em um orgasmo enlouquecedor. Era exatamente isso que ela precisava para terminar seu dia cheio de obrigações.
Bella estava deitava enroscada nos braços de Jacob em sua cama quando despertou brevemente de seu sono aos escutar a porta no andar inferior. Pelo horário que o relógio indicava no criado-mudo ao seu lado – duas e meia da manhã – só poderia ser Charlie chegando do trabalho e ela não se preocupou em expulsar o namorado de seu quarto. Assim como ele não se importava com o fato da filha trabalhar vestindo um short laranja muito curto em um bar, Charlie também não ligava para o fato dela fazer sexo com o namorado em sua casa. Sua cabeça estava sempre ocupada com outras coisas mais importantes.
Outro barulho – mais forte dessa vez – pôde ser escutado após alguns minutos depois que Bella voltou a fechar os olhos e se aninhar no peito de Jacob. O barulho foi seguido de vozes estranhas na casa e uma movimentação rápida pelo que ela conseguiu escutar. Bella estranhou porque seu pai geralmente era muito silencioso quando chegava tarde e seguia para seu quarto o mais breve possível. Quando o barulho tornou-se mais alto e mais violento, ela não agüentou e levantou da cama vestindo o primeiro par de roupas que encontro e o taco de baseball que ficava embaixo de sua cama.
No andar inferior, Charlie lutava contra o braço ao redor do seu pescoço daquele homem forte enquanto o outro homem destruía os móveis de sua sala. Ele sabia exatamente o que eles queriam com ele, esperou por aquele dia a alguns anos, mas mesmo assim ainda lutou contra a força corpórea bruta tentando se salvar de alguma forma. Charlie ainda não estava desesperado, mas ficou quando viu a filha descer as escadas correndo segurando um taco na mão.
- Bella... – tentou dizer, mas sua voz não saia por causa do estrangulamento.
- Soltem ele! – Bella gritou segurando o taco na altura da cabeça e se aproximando lentamente. – Eu não vou hesitar em bater em vocês...
- Abaixe o taco, garota. – um deles pediu com um sotaque diferente.
- Vamos logo com isso, Juan. – o homem prendendo seu pai disse.
Os dois iniciaram uma discussão em espanhol muito nervosa esquecendo completamente da presença de Bella e Charlie na sala. Ela olhou desesperada para o pai – a face vermelha e suada – e tentou se aproximar do telefone para chamar a polícia quando um dos homens viu se movimento.
- Parada! – ele gritou lhe mostrando uma pistola calibre 38 cheia de munição. – Nem pense em dar mais um passo.
- Vamos ter que levar a garota. – o outro disse rapidamente com os olhos em Bella.
- O combinado não foi esse...
- Mas ela sabe demais, não podemos deixá-la como testemunha.
- Ok, eu levo a garota.
O homem deu alguns passos em direção a Bella, mas teve que correr quando ela largou o taco no chão e fez menção de sair correndo pela porta aberta. A segurou com força nos braços enquanto ela se debatia, sendo forçada a sair o mais rápido possível da casa. Charlie e o outro homem vinham logo atrás e os dois foram jogados no banco traseiros de um carro preto parado na calçada. Bella tentou abrir a porta para fugir, mas congelou quando viu a arma próxima de seu rosto.
- Mais uma gracinha e eu estouro sua cabeça, chica. – o homem no banco do motorista disse.
Ela não disse nada, muito menos largou a maçaneta da porta. Apenas ficou parada assusta, com o coração acelerado e sem entender o que estava acontecendo com ela. Charlie limpou o suor da testa calmamente e sem encarar a filha disse:
- Eu sinto muito...
Bella encarou boquiaberta a face tranqüila de seu pai. Foi naquele momento que ela começou a ligar o trabalho escondido de Charlie com aquele seqüestro inesperado. Aos poucos, tudo começava a fazer certo sentindo para ela e o desespero só aumentava.
Quase dez horas depois de ser obrigada a entrar naquele carro e seguir para um galpão de aeroporto abandonado, onde novamente ela foi empurrada para dentro do jatinho novo sem saber para onde iria, Bella voltou a pisar em terra firme. Era o começo de uma manhã muito quente e ela sentia-se tonta por causa da viagem e por não saber onde estava. Algum país onde, ou a língua oficial era o espanhol, ou as pessoas falavam fluentemente por alguma necessidade, mas nenhum dos homens que arrastava seu pai e ela para dentro de outro carro a informava nada. Eles apenas se comunicavam entre em si em espanhol e esporadicamente no telefone falando algumas frases que ela entendeu. Por namorar um mexicano, Bella sabia algumas coisas em espanhol, mas o nervosismo, o cansaço e a tensão atrapalhavam seu raciocínio.
Quando o carro começou a rodar pelas ruas daquela cidade – até certo ponto desconhecida para ela – Charlie começou a ficar nervoso pela primeira vez. Bella poderia não reconhecer a arquitetura nem as feições do povo que passava pelo lado de fora da janela, mas ele reconheceu tudo aquilo, até mesmo o cheiro no ar daquele local. Meses temendo e finalmente seu pesadelo havia saltado de sua mente para a realidade cruel que estava sendo exposto. Ele não queria envolver sua filha naquele erro imperdoável, mas parecia não ter mais volta quando Bella foi obrigada também a seguir viagem para aquele país. A Colômbia seria o último lugar no mundo que ele desejaria estar.
...
Era um belo amanhecer do dia, mas Edward não estava apreciando o sol surgindo discretamente por trás dos Andes enquanto dirigia rápido pela estrada vazia. Não conseguia ver o lado positivo de estar em pé às sete horas da manhã quando na verdade ainda queria estar na cama do motel, dormindo com o peso daquela mulher sob seu peito e descansando da noite em claro saciando seu desejo incontrolável. Mas quando o padre chama, todos precisam atender com urgência e parecia ser muito urgente quando ele recebeu aquele telefonema nas primeiras horas do dia.
Entrou com seu carro importado pela estrada de barro conhecida por seus pneus, fazendo o caminho de volta para casa, mas dessa vez de encontro a uma reunião importante. As janelas abertas deixavam o ar frio daquela altitude entrar e esfriar sua pele acostumada com o calor que fazia na cidade. Próximo do portão da fazenda, ele sentiu o conhecido cheio de café – fraco ainda por causa da distância – vindo da grande casa azul-claro onde estacionou o carro na entrada.
- Buenos dias. – disse cumprimentando a criada varrendo as escadarias.
Colocou as chaves dentro do bolso da calça jeans e passou os dedos entre os fios negros bagunçados para tentar organizá-los sem que sua mãe – caso aparecesse em algum momento – começasse a reclamar de seu aspecto visual. Certamente ela reclamaria de sua barba um pouco crescida e de suas olheiras discretas, começando mais uma vez aquele papo sobre seu estilo de vida descomedido.
Esqueceu desse tipo de pensamento quando avistou a porta do escritório aberta e lá dentro toda a equipe principal do pai estava organizada ao redor da mesa onde Carlisle estava sentado. Edward foi até seu encontro e lhe beijou o rosto em forma de respeito.
- Oi, pai. – disse sentando na cadeira em frente a mesa. – Qual a urgência da reunião?
- Finalmente vou poder me vingar de um crápula que tentou me passar para trás. – Carlisle respondeu mexendo o cigarro aceso entre os dedos. – Um ano se passou, mas eu jamais esqueci o que ele fez.
- Quem seria exatamente? – Edward questionou acendendo um cigarro.
- Charlie Swan. – Carlisle respondeu com um sorriso discreto no lábio.
- Encontraram Charlie Swan? Onde?
- San Diego, Califórnia. – um dos capangas respondeu.
- Tão burro que nem se deu ao trabalho de se esconder. – Carlisle comentou balançando a cabeça negativamente.
- E o que você pretende fazer com ele? – Edward perguntou imaginando qual tipo de tortura seu pai iria utilizar.
- Não sei ainda, mas Leonardo me disse que tem uma surpresa junto. Estou muito interessado...
Edward se recostou na cadeira tragando o cigarro lentamente e tentando se manter acordado, mas estava difícil. Precisava de algum tipo de ação para que seu cérebro processasse algo e ele sentou alerta quando viu Leonardo e Joaquim, os dois capangas que estavam faltando na reunião, apareaparecerem com aspectos cansados. A ação definitivamente iria começar.
- Senhor, nós já temos Charlie Swan aqui. – Joaquim, o mais alto e de pele em tom de moreno acastanhado, disse retirando o boné.
- Traga-o para dentro. – Carlisle pediu com um aceno de mão.
- Mas, senhor. Tivemos um problema durante a abordagem... – Leonardo disse cautelosamente.
- Que tipo de problema? – ele questionou começando a ficar irritado com a falta de agilidade de certos criados.
- A filha dele, senhor. Ela viu quando nós tentávamos levar o pai para fora da casa...
- Será que nem uma tarefa estúpida como essa vocês dois conseguem exercer sem fazer merda? – Carlisle disse cada palavra aumentando gradativamente sua irritação.
- Desculpe, senhor...
- Traga a menina então. – Carlisle ordenou.
Os dois saíram e Edward começou a imaginar o que dessa vez seu pai faria com Charlie já que sua filha também estava envolvida na punição também. Uma pobre criança com um pai desonesto daquela forma, ele chegou a sentir piedade por ela, mas a pessoa que foi arrastada contra a sua própria vontade estava longe de ser uma criança e não passava uma imagem de fragilidade.
A morena vestindo um pijama mínimo tinha a pele que transparecia maciez e as coxas torneadas que atraiam todos os olhares da sala. O cabelo extremamente negro estava bagunçado – muitas horas dentro de um avião – e lhe dava um ar selvagem, assim como os lábios carnudos entreabertos enquanto ela respirava com dificuldade, arfando visivelmente. Gotículas de suor brilhavam em seu pescoço e ela lançou um olhar severo em direção a ele. Edward jamais havia encontrando uma mulher tão excitante como aquela em seus 25 anos de existência. Era um caso de necessidade agora descobrir mais sobre ela.
Duas mãos em seu ombro forçaram Charlie a sentar na cadeira vazia ao lado de Edward e Carlisle se reclinou na mesa para observar seu rosto branco de medo, ciente do perigo que estava metido. Ninguém dizia uma palavra, mas todos os olhos estavam atentos a qualquer movimento fora da conduta esperada.
- Então, pensou que fosse me enganar por muito tempo, Carlos? – Carlisle disse sorrindo de modo perverso para o homem. – Pensou que fosse enganar Carlisle Cullen, o homem mais poderoso da Colômbia? Tsc, tsc, você é muito estúpido mesmo.
Charlie não ousava dizer uma palavra, sendo de atrevimento ou desculpas. Ele conhecia o passado daquele chefe do tráfico o suficiente para não pensar em nada na sua presença. Somente o olhar de Carlisle já lhe dava medo.
- Quanto foi mesmo que Charlie subtraiu de minha conta final, Pedro? – Carlisle perguntou virando rosto para encarar um homem ao seu lado.
- Dez mil pesos colombianos, senhor. – o homem respondeu.
- Isso dá uns... – Carlisle disse fingindo pensar. – Muito, Charlie. Nem que fosse um mísero centavo, eu jamais aceitaria que você tentasse bancar o espertinho comigo, entendeu? E você já deve imaginar as conseqüências...
Carlisle saiu de trás da mesa e caminhou lentamente em direção a Bella, parada no meio da sala assustada e um dos capangas perto o suficiente para impedir que ela tentasse pensar em fugir. Ele analisou seu rosto delicado e seu corpo lascivo, dando uma risada com seu próprios pensamentos impuros.
- Qual seu nome, chica? – ele perguntou docemente, destilando seu charme.
- Bella... – ela respondeu apreensiva.
Bella se sentiu um pedaço de carne exposto no açougue com o modo que aquele homem a olhava; cheio de desejo e ódio ao mesmo tempo, uma combinação que não poderia resultar em algo bom... para ela, pois para ele qualquer negócio era proveitoso.
- O que me diz de sua filha pagar foi sua esperteza ilusória, Charlie? – Carlisle perguntou cruzando os braços e analisando Bella mais ainda.
- Não ouse fazer nada com ela... – Charlie disse entre os dentes, tentando levantar, mas foi impedido rapidamente.
- Ah, eu vou ousar. Mais ainda com essa proteção paterna emocionante. – ele disse sorrindo e virando-se para encarar Edward. – Filho, no que você acha que Bella é realmente boa?
Edward analisou mais uma vez aquele corpo, aquelas curvas e aquele jeito de olhar, tentando não pensar nas maiores perversões que ela fosse capaz de ser hábil, mas era impossível quando tudo naquela mulher gritava sexo. Se ele não fosse tão sem vergonha poderia sentir algum pingo de embaraço ao pensar daquela forma, mas isso simplesmente não acontecia com Edward.
- Pense com carinho em uma utilidade para ela, filho. – Carlisle insistiu. – Lembre-se do dinheiro que você também perdeu por causa desse homem.
Edward não podia expor seus pensamentos completamente depravados sobre aquela mulher, precisou pensar em outra utilidade rápido e a única solução parecia recorrer para uma pessoa que o agradeceria depois por aquele presente, apesar dela agradecê-lo constantemente por qualquer outra coisa. Ela simplesmente era grata demais.
- Preciso fazer uma ligação para Alice. – ele respondeu calmamente. – Ela saberá o que fazer.
- É uma ótima opção...
Carlisle iria continuar seu raciocínio quando foi interrompido por um grito vindo da sala, o fazendo fechar os olhos por imaginar sobre o que aquilo se tratava. Uma mulher de longos cabelos negros e pele muito morena abriu a porta abruptamente segurando uma camisa de botão branca na mão.
- Carlisle Cullen. – Esme gritou pisando firme até seu encontro. – O que é isso?
Ela balançou a camisa contra seu rosto e Carlisle pode ver a mancha de batom vermelho no colarinho de sua camisa. Esme não se importava nem um pouco em fazer aquela cena na frente dos empregados de seu marido, o sangue latino fervia quando ela imaginava que estava sendo enganada. Ninguém ousava enganar Esme Cullen, a primeira dama do tráfico colombiano e a mulher mais traiçoeira que muita gente conheceu.
- Querida, eu estou no meio de uma reunião... – ele disse calmamente.
- Estou pouco me importando com sua reunião. – ela gritou jogando a camisa no chão, os fios selvagens escondendo um pouco o rosto. – De que vagabunda é esse batom, hein? Carlisle, se eu sonhar que você está me traindo...
Carlisle estava traindo Esme, como fazia há muitos anos. Todas as vagabundas de Medellín já fizeram favores sexuais a aquele homem e ele não fazia questão alguma de esconder, afinal de contas, dava condições para a mulher jamais reclamar de nada. Roupas caras, viagens internacionais quando ela desejava e uma vida confortável. Nunca lhe deixou faltar atenção e amor, seria um marido exemplar se as facilidades do tráfico não desviassem sua conduta por vez ou outra. Agora, perguntar de quem era o batom seria pedir demais para ele.
- Edward, resolva esse problema enquanto eu resolvo esse daqui. – Carlisle pediu segurando o braço da esposa.
Edward assentiu sem dizer nada e assumiu o lugar do pai na cadeira central no escritório, ensaiando para o dia que todo aquele negócio seria comandado por ele. Ele não esperava que fosse tão cedo esse acontecimento, pois significaria que seu pai estava morto ou preso. Por enquanto, apenas ser o segundo chefe já lhe satisfazia.
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Esme não brigou contra o aperto do marido até chegar o meio da sala de estar, onde os dois ficaram sozinhos. Carlisle passou os dedos no cabelo negro caindo na testa e respirou fundo olhando seriamente para a mulher.
- Podemos conversar civilizadamente agora? – ele perguntou.
- Não tem história de civilizadamente, Carlisle. – Esme bradou, o fazendo revirar os olhos. – Você estava, sabe Deus onde, transando com uma vagabunda qualquer. Isso é um absurdo.
- Isso não é verdade. – ele consertou a frase, começando a subir a escada em direção ao segundo andar da casa. Esme não acreditou na sua história, como sempre, e o seguiu balançando a camisa enquanto falava nervosa.
- Eu não sou idiota, Carlisle. Você está comendo outra, eu posso sentir o cheiro da vagabunda em sua camisa.
- Pode ser seu perfume...
- Eu nunca usaria um perfume horrível como esse. – ela disse ultrajada. – Muito menos um tom de batom tão vulgar.
Nesse ponto da discussão, Carlisle ligava o modo ignorar de seu cérebro e não prestava a atenção nas frase desconjuntadas da mulher. Depois de trinta anos casados e muitas crises de ciúmes, aquela cena era quase rotina na fazenda.
- Por que eu não escutei os conselhos de minha mãe? – Esme se lamentou como sempre fazia. – Por que eu não escutei quando ela disse que era loucura casar com um americano?
- Sua mãe nunca gostou de mim mesmo.
- Lógico, eu tinha apenas dezoito anos quando me casei com você. Entre tantos homens na Colômbia, eu tinha que escolher logo o mais perigoso e descarado, não era?
Esme continuou andando atrás do marido quando ele entrou no quarto e fechou a porta, os deixando sozinhos e em silêncio. Fazia muito calor naquele começo de manhã e Carlisle sentou na cama em frente à porta da varanda escancarada, uma brisa quase inexistente entrando amenizando um pouco a sensação térmica do local.
- Eu estou cansada dessa desconfiança, Carlisle. – Esme disse parando em sua frente. – Eu não...
- Não vou negar a mancha no colarinho. – ele disse a interrompendo, agarrando seu quadril para aproximá-lo de seu rosto.
Carlisle utilizava do seu charme americano influenciado pela Colômbia quando queria reverter as crises de ciúmes da mulher. Esme simplesmente se derreteu quando sentiu as mãos do marido subirem seu vestido até a barriga e sua boca brincando na barra de sua calcinha enquanto ele respirava pesadamente contra sua pele.
- Eu fui a um bar com uns clientes ontem. – ele explicou acariciando seu quadril lentamente e mordendo sua pele. – Uma mulher se aproximou de mim querendo conversar e meu deu um beijo no pescoço, mas eu pedi que ela parasse porque eu era casado.
- Não acredito em você... – Esme disse arfando e fechando os olhos.
- Pois você deveria. – Carlisle insistiu a puxando para deitar na cama.
Ele beijava sua barriga enquanto os dedos se prendiam na lateral de sua calcinha e desciam a peça lentamente por suas pernas. Esme ainda não estava completamente submissa a Carlisle quando ele afastou suas coxas morenas e afundou seus lábios naquele sexo excitado facilmente com a língua lhe proporcionando prazer.
- Você sabe que é a única em minha vida... – Carlisle sussurrou levantando os olhos para encarar a esposa ofegando de prazer.
Esme teve certeza disso somente quando o marido voltou a sugar seu sexo ao mesmo tempo que seus dedos brincavam com sua abertura cada vez mais receptiva aos seus toques. Mais uma vez ela acabou cedendo ao seu jeito sedutor de amante latino e o perdoou, pelo menos por enquanto.
- Oh, Dios mio! – ela gritou agarrando o cabelo do marido quando o orgasmo chegou forte em seu corpo inteiro.
Carlisle beijou seus lábios finos antes de sair do quarto arrumando o cabelo bagunçado, deixando a esposa estuporada, sem forças para levantar da cama. Ainda tinha alguns problemas para resolver além daquele que acabara de solucionar com a arma mais antiga da humanidade; sexo.
Durante o acontecimento dessa cena no andar superior da casa, no escritório Edward discava o número de Alice no celular e esperou dois toques para que ela o atendesse.
- Oi, lover. – ela disse lascivamente ao ver o nome de Edward no visor.
- Alice, você poderia vir à fazenda agora? – Edward perguntou ignorando sua saudação. – Precisamos de sua ajuda para resolver um problema.
- Problemas com as mulas? – ela perguntou assumindo a postura profissional.
- Não, mas você ficará muito interessada. – ele respondeu analisando Bella em sua frente.
- Estarei aí em meia hora. – e desligou o celular.
Ele jogou o celular na mesa e coçou o queixo coberto pela pouca barba crescendo, tentando achar uma solução para aquele problema do momento. Charlie ainda estava sentado em sua frente, o rosto brilhando de suor e as mãos trêmulas agarrando os braços da cadeira. Na mente de cada pessoa presente no escritório a mesma pergunta se passava; o que aconteceria com Charlie agora que ele foi descoberto? Carlisle não deixaria essa história sair tão barata, muito menos ser esquecida por seus funcionários. Ver como as coisas realmente funcionavam ajudava a manter o respeito.
Enquanto Carlisle era conhecido pelas crueldades, Edward era conhecido pela maneira calculista de lidar com o negócio. Sendo o sucessor direto do pai agora que sua tia Tanya estava morta – assassinada por Carlisle sem ninguém imaginar – e seu tio Javier não parecia sair tão cedo da cadeia, ele lidava com todos os assuntos que envolviam plantação, refinação, exportação e recebimento.
Todas as etapas da logística do tráfico eram conhecidas por Edward, mas sua função específica era comandar o tráfico para a Europa da cocaína. Se você cheirar um grama em Paris, Roma ou Alemanha, Edward Cullen foi responsável por sua viagem até o país requisitado. Você tem muito a agradecê-lo de certa forma.
Carlisle retornou ao escritório como se nada tivesse acontecido e todos já estavam acostumados com as brigas homéricas dele com a esposa, sempre terminando em gritos orgásticos de Esme Cullen vindos do segundo andar. Ultimamente havia se tornado tão rotineiro que nem Edward sentia mais vergonha por escutar sua mãe gozando alto.
- Então, tudo resolvido? – ele perguntou sentando na cadeira quando Edward levantou.
- Alice está a caminho. – Edward respondeu calmamente. – Creio que a sugestão dela será a mais adequada.
- O que você tem exatamente em mente, filho?
- Mula. – ele respondeu parando quase em frente à Bella. – Bella é americana e muito atraente. Seria uma pessoa perfeita para o serviço.
- Não, Bella não... – Charlie disse entre os dentes.
- Bella sim, Carlos. – Carlisle disse assentindo. – Bella é perfeita e pagará dessa forma.
- O quê vocês... – Bella tentou dizer, mas parou com o olhar que Carlisle lhe lançou; vingança queimando em suas íris.
- Limite-se a apenas obedecer, chica. – ele disse sorrindo sedutoramente. – Você gostará de seu trabalho...
Carlisle permaneceu calado e olhando atentamente para Charlie em sua frente, controlando sua expressão para que ela não denunciasse como ele estava sentindo prazer em finalmente poder se vingar daquele crápula. Desde aquele telefonema que ele atendeu há quase dois anos atrás, um de seus funcionários informando que Charlie havia roubado aquela quantia alta em dinheiro do cofre do cartel do México, sentia o sabor da vingança escapando de sua garganta conforme o tempo passava, mas alguém estava certo ao dizer que a vingança é um prato que se come frio e lentamente. Ele iria aproveitar cada garfada daquela refeição extra que ganhou pela burrice de Charlie; sua filha estupidamente sedutora e assustada.
O barulho do salto-alto batendo no chão de madeira ecoou pelo escritório e estranhamente todos os homens presentes – exceto Carlisle, Edward e Charlie – assumiram uma postura de tensão e medo.
A morena de estatura baixa e anca dançante com seu andar firme surgiu segurando apenas a chave do carro na mão e a pequena pistola que carregava presa a coxa direita – coberta pela saia até o joelho do vestido – esperando caso fosse necessário.
- Buenos dias, tio. – Alice disse caminhando até Carlisle e lhe beijando ambas as bochechas. – Vim o mais rápido que pude.
- Obrigada, não lhe tiraria de casa se realmente não fosse preciso.
- Não se preocupe, eu estava tomando meu café-da-manhã quando Edward me ligou. – ela disse olhando com malícia para Edward ao seu lado.
Ele retribuiu o sorriso e abaixou a cabeça para rir baixo, coçando a nuca demonstrando como estava se divertindo com aquele comentá naquela sala sabiam o que exatamente ela estava degustando quando recebeu o telefonema. Comia a si sozinha, esperando a refeição principal retornar daquela reunião muito importante que lhe tirou da cama às sete horas da manhã.
- Então, o que posso fazer para ajudá-lo? – Alice perguntou sorrindo para o restante dos presentes, mas parou desfazendo a expressão quando viu a mulher desconhecida. – Quem é ela?
- Bella Swan. – Carlisle respondeu olhando para a outra morena. – Filha de Charlie Swan.
- Charlie Swan... – ela disse espantada e avistou o homem em sua frente. – Então você conseguiu encontrá-lo?
- Graça a Leonardo e Joaquim.
- Pelo menos uma vez na vida esses dois estúpidos fizeram algo que preste. – ela comentou sorrindo.
Leonardo e Joaquim ainda estavam presentes e abaixaram o olhar temendo a crueldade além das palavras que aquela mulher impetuosa poderia fazer. Todos conheciam Alice Bardem para ter muito medo daquela mulher de aparência angelical. Ninguém nunca lhe disse que as aparências sempre enganam?
- Charlie Swan. – Alice disse encostando as nádegas torneadas na mesa, parada em frente a Charlie. – Você não imagina o prazer que eu tenho de finalmente te conhecer. Graças a sua idéia completamente idiota meu pai está preso.
- Alice... – Edward a advertiu com repreensão na voz.
- Não, Edward. Ele precisa escutar tudo o que eu tenho a dizer. – ela retrucou com a expressão de fúria.
- Depois nós resolvemos como Charlie irá pagar por esse problema, antes precisamos decidir como sua filha irá ser útil. – Carlisle disse.
Alice caminhou até Bella e a encarou séria, respirando fundo e impondo respeito enquanto analisava seu conjunto harmonioso e muito atraente. Era nítido que todos os homens babavam por suas pernas grossas e seus seios volumosos livres dentro da camisa larga que ela usava.
- Quantos anos você tem? – Alice perguntou.
- 21. – Bella respondeu.
- Tem passaporte?
- Sim...
- Fala alguma língua além do inglês?
- O quê...
- Responda só o que eu perguntar. – Alice disse a interrompendo com brutalidade. – Hein? Fala ou não?
- Um pouco de espanhol... – Bella respondeu abaixando o olhar.
- Sabe o que uma mula faz?
- Não...
- Certo.
Terminado o questionamento, ela deu as costas para Bella e parou no meio da sala com as mãos na cintura e o cabelo negro muito longo caindo em suas costas.
- Ela pode servir, mas só tenho vaga para daqui a um mês. – ela disse para o tio.
- Perfeito. Eu sabia que você não me decepcionaria. – Carlisle assentiu sorrindo. – Agora, poderia explicar a sua nova mula qual será o trabalho dela?
- Claro. – respondeu balançando a cabeça sem paciência.
Voltou a encarar Bella, dessa vez com birra por odiar aquela parte do serviço que prestava ao tio.
- Você irá carregar drogas daqui para os Estados Unidos.
- Mas a polícia... – Bella começou a perguntar, mas parou com o olhar de Alice.
- Dios mio, será que ninguém sabe nada que preste nesse mundo? – Alice disse suspendendo as mãos de forma teatral e lamentando. – Você irá carregar dentro de seu estômago, querida. Dez quilos de cocaína distribuídos em pequenas cápsulas de 100 gramas, todas dentro de sua preciosa barriga. Chegando lá eles te darão um laxante e você colocará as cápsulas para fora do modo menos agradável.
- Mas se uma cápsula dessas estourar eu posso morrer! – Bella disse indignada e assustada.
- Todos nós corremos riscos na vida. – Alice concluiu sorrindo ironicamente e caminhando até a porta. – Edward, posso conversar sobre um assunto importante? Enquanto tio Carlisle resolve o outro problema de Charlie.
- Sim. – ele respondeu prontamente.
Os dois caminharam em silêncio para fora do escritório e seguiram até um corredor, Alice entrando com Edward logo atrás dela no banheiro que tinha à esquerda. Nenhum empregando viu quando aquelas duas pessoas entraram sem dizer uma palavra e trancaram a porta antes de Alice sentar na pia de mármore com as pernas afastadas e puxar Edward para ficar entre elas.
Os lábios se encontravam com violências e suas bocas se encaixavam com pressa, as mãos de Edward subindo por suas coxas a agarrando sua carne com força, passando por cima da arma presa em sua perna. Alice prendia os dedos no cabelo escuro e bagunçando do homem a beijando, mordendo seu lábio e arfando de modo audível.
- Tive que terminar sozinha o quê você começou hoje de manhã... – ela disse em um gemido longo.
- Era uma reunião muito importante. – ele disse beijando seu pescoço perfumando e agarrando sua bunda com vontade.
- Não se preocupe, ainda tenho tesão suficiente para mais tarde.
- Quando ele volta?
- Hoje à tarde, mas nós podemos nos encontrar no almoço. Mesmo motel?
- Às doze horas.
Alice riu alto quando os dentes de Edward se fecharam em seu pescoço e aquela mão ligeira agarrou seu seio semi-exposto pelo decote da blusa escura. Puxou seu rosto para beijar sua boca mais uma vez antes de empurrá-lo para longe, descendo lascivamente a barra da saia no meio de suas coxas enquanto mordia o lábio inferior. Adorava torturá-lo com suas pausas repentinas e o tinha em sua mão quando bem entendesse e precisasse.
Fingindo perfeitamente que nada aconteceu, Edward retornou ao escritório passando a mão pelo cabelo mais uma vez e parou ao lado do pai, que conversava sobre o que Charlie deveria fazer para salvar a filha daquele trabalho. Conseguir o dinheiro o mais rápido possível senão Bella ficaria eternamente pressa na Colômbia como mais uma mula na empresa de Alice.
Com o ar impregnado pela tensão entre três pessoas – Edward, Carlisle e Bella – agora envolvidas financeiramente entre elas, a reunião teve fim. Era apenas mais um dia comum na Fazenda Guardalupe, criação de gado para a sociedade, plantação de coca para quem conhecia o verdadeiro negocio ali feito. Palco de uma história cheia de sangue, violência e tensão.
