I've been runnin' round in circles in my mind,
'Cause you take me to the places that alone I'd never find.
O corpo de Hyoga levemente se retraiu, e as palmas de sua mão pousarem-se sobre a cama. Quando ele interrompeu o beijo, de maneira brusca, Shun não disse nada. Hyoga escorregou sobre o colchão e deitou-se de lado, o corpo estremecendo de cansaço. Shun olhou de canto de olho para suas costas, temeroso, e o silêncio imperou no quarto.
Estava todo desmantelado. Os cabelos pareciam um ninho de rato, o rosto estava vermelho feito um camarão, e por todo o coito ter sido completado sobre ele, estava todo lambuzado de esperma. As pernas tremiam, o quarto rodava vertiginosamente. Tudo que ele precisava era de Hyoga abraçando-o, acalentando-o. Queria apenas poder se sentir seguro, mas Hyoga só parecia mais distante. Ele tinha feito algo errado? Hyoga não tinha gostado dele?
Shun levantou o tronco, e jogou as pernas para fora da cama. Se Hyoga estivesse olhando para ele, teria rido ao vê-lo estremecer sobre as próprias pernas ao pôr-se de pé, e teria se sentido até muito eficiente. Shun caminhou até o banheiro, e encostou a porta de madeira azulada atrás de si.
O banheiro era pequeno, estreito e longo. Havia um espelho oval sob o lavabo redondo grudado ao mármore sob o espelho, e um box pequeno na parte extrema do aposento. Shun se olhou no espelho com uma sensação engraçado acometendo-lhe a espinha. Por alguma razão, ele se sentia maior, esticado. Abriu o fluxo de água gelada, fazendo-a escorrer sonoramente pelo encanamento. Lavou o rosto preguiçosamente, e voltou-se ao espelho. Agora, ao lado de sua estrutura andrógena, sob a imagem estreita do espelho. havia um homem nu, troncudo, de cabelos loiros espessos e olhar vicioso. Hyoga parecia acusá-lo de algo para si mesmo. Shun não queria enfrentá-lo, abaixou-se novamente para lavar o rosto, e ouviu-o dizer.
- Eu acho, só acho – A voz fria de Hyoga era adornada pela barulho fluído da água escorrendo pelos canos. - que você devia ter me avisado.
Shun voltou-se para ele, encostando as nádegas contra o lavabo, apoiando-se no mármore.
- Avisado sobre o quê?
- Você fez Shun.
Shun contraiu-se.
- Eu não tenho qualquer direito sobre você, o que você faz ou deixa de fazer, mas você devia me avisado que não era sua primeira vez. Você é tão, - Hyoga engasgou. - jovem. Você parece tão correto, e eu achei que você fosse... melhor que isso.
- O que você está insinuando? - Shun não expressava qualquer traço de emoção.
- Nada. Só pensei que você valesse mais que isso, que pudesse se guardar para alguém que realmente valesse a pena.
- Ah! Eu sou o quê agora, uma gueixa? Sua prostituta pessoal? - Shun levantou os braços, o corpo nu pálido estremecia. Ele avançou duas brandas passadas, e colocou o dedo sobre o peito de Hyoga. - Não me acuse de nada, você não pode me acusar. Você veio aqui, seu hipócrita! Eu não fui atrás de você feito uma cadela no cio implorando pra que você montasse em mim e me violasse.
- Se você não quer que eu pense que você é uma prostituta, por favor – Hyoga desviou os olhos do rosto do garoto. - pare de exigir como uma.
Shun o empurrou com o ombro, e fez sua passagem até o quarto.
- Você é imundo!
Hyoga caminhou até a porta, e encostou-se contra a parede, observando Shun deitar-se sobre a cama, encolhido, contendo um choro quase inevitável.
- Você achou que eu não fosse perceber. É isso? Isso não é um tipo de coisa que se possa esconder Shun, existe uma grande diferença entre...
- Cala a boca! - Shun berrou, escondendo o rosto com as mãos. - Olha o que você está falando. É como se você andasse por aí fodendo garotinhos todos os dias para saber a diferença de qualquer coisa!
Hyoga puxou os cabelos para trás com as palmas das mãos, os lábios franzidos em uma expressão tranquila.
- Você tem que parar de encarar a si mesmo como uma criança. Você não é um garotinho, Shun.
- Eu era.
Hyoga calou-se.
Chorar não é admitir sua fraqueza, Shun. A voz de Ikki ecoou dentro da cabeça de Shun, mas de uma forma diferente agora. Era quase um grito de acusação. Rapidamente os olhos escuros do garoto preencheram os seus pensamentos, os olhos apertados, a testa suada brilhando sob uma iluminação tosca.
Culpado.
