CAPÍTULO 2
Era meia noite quando eles terminaram os exames da senhora Dwyer. Havia sido um ataque do coração, levemente severo. O doutor Jeb "Hale" Jasper entrou na sala de espera para falar com Isabella depois que viu o resultado dos exames.
- Ela está mal, Isabella – Hale disse a ela – Eu sinto muito, mas não é uma surpresa. Eu disse a você que isso aconteceria eventualmente.
- Mas existem remédios, e eles possuem esses procedimentos cirúrgicos que eu vi nos noticiários – ela argumentou.
Ela ameaçou por a mão no ombro dela mas retirou antes que pudesse tocá-la. Ela havia estremecido, algo que Edward notara com curiosidade aguçada.
- A maioria desses procedimentos são experimentais, Isabella – ele disse gentilmente – E as drogas ainda não foram aprovadas pelo FDA.
Isabella mordeu o lábio inferior. Ela possuía uma boca bonita naturalmente pintada de rosa, Edward percebeu sem querer, e uma pele suave igual a pêssegos que ele raramente via numa mulher quando estava sem maquiagem. Seu cabelo era suave. Ela o tinha preso em um rabo de cavalo, mas quando estava solto, devia alcançar as costas em um suave ondulado. Ela tinha seios pequenos e firmes, e uma cintura fina. Ela era perfeitamente proporcional, de fato. Olhar as pernas longas e os quadris arredondados no jeans apertado fez ele se sentir desconfortável, e desviar o olhar para Jasper.
- Talvez foi um ataque pequeno – ela insistiu.
- Haverá um grande, e logo – ele replicou forte – Ela não vai tomar os remédios, ela não vai abandonar a batata frita e os picles – mesmo que você pare de comprá-los, ela vai pedir em casa. Encare Isabella, ela não está tentando ajudar-se. Você não pode forçá-la a viver se ela não quer.
- Mas eu quero que ela viva – ela protestou.
Jasper respirou fundo, o olhar voltou para Edward, que não havia dito uma palavra. Ele franziu a testa.
- Você não é o irmão de Emmett Cullen?
Edward concordou.
- O agente do FBI?
Ele concordou novamente.
- Eu não conseguia ligar o carro e o telefone não funcionava – Isabella falou antes que Jasper continuasse com o interrogatório. O doutor ruivo era abrupto e antagonista à pessoas que não conhecia. E o senhor Cullen parecia um homem que não precisava de muito para explodir.
- Eu precisei pedir ajuda a ele – ela concluiu.
- Posso ver – Jasper ainda encarava Edward.
- Eu poderia ficar com a minha avó – ela ofereceu.
- Não, não poderia – Jasper disse curto – Vá para casa e durma. Você precisará se ela voltar logo para casa.
O rosto dela estava trágico.
- O que você quer dizer com "se"?
- Quando – ele corrigiu irritado – Eu quis dizer quando.
- Vocês me ligarão se precisarem de mim? – ela insistiu.
- Sim, nós ligaremos. Vá a recepção e assine os papéis – ele ordenou. Ela hesitou por um momento, encarando Edward – Ele vai esperar – Jasper assegurou – Vá!
Ela foi.
Jasper encarou o homem alto através dos óculos de grau.
- Você conhece a família?
- Nós só conversamos uma vez antes desta noite – ele respondeu – Elas são minhas vizinhas.
- Eu sei onde elas moram. O que você sabe sobre Isabella?
Os olhos verdes de Edward começaram a brilhar.
- Nada. E é tudo que eu quero saber. Eu fiz um favor à ela esta noite, mas eu não quero que ela fique dependente. Especialmente solteiras que parecem adolescentes.
Jasper ficou indignado.
- Você não chegará longe em Jacobsville com essa atitude. Isabella é especial.
- Se você diz – Edward não piscava.
Jasper respirou fundo e desistiu. Ele observou Isabella.
- Ela ficará em pedaços se a velha senhora morrer. E ela vai – ele acrescentou frio – Junto com os outros exames que pedi, solicitei um eco cardiograma. A metade dos músculos do coração dela já está morta, e a outra metade vai morrer no minuto em que eu lhe der alta – se ela durar até lá. Isabella acha que eu a sedei. Mas não. Ela está em coma. Eu não tive coragem de contar. É por isso que eu não deixei que ela visse a senhora Dwyer. Ela está na UTI. Eu não acho que ela vai sair dessa. E Isabella não tem ninguém.
Edward arqueou a sobrancelha.
- Todo mundo tem algum parente.
Jasper encarou-o.
- Os pais dela se divorciaram quando ela tinha dez anos. A senhora Dwyer teve que ficar com ela – ele acrescentou sem explicação – E nunca deixou a garota esquecer o favor. A mãe dela estava morando fora da cidade quando morreu de overdose, e Isabella tinha onze anos – ele disse – O pai dela morreu em um acidente de avião dois anos antes. Não existem tios ou tias, ninguém exceto uma prima distante em Victoria que é mais velha e incapaz.
- Por que ela precisa de alguém? Ela é uma mulher crescida.
Jasper parecia morder a língua.
- Isabella é uma inocente. É mais jovem do que parece – ele disse enigmático. Em seguida suspirou – Bem ficaria grato se você pudesse levá-la para casa. Talvez Alice e eu possamos arranjar algo, caso seja necessário.
Alice era a esposa dele, outra doutora. Eles trabalhavam junto com Drew Morris.
Edward franziu a sobrancelha. Ele sentia-se num desafio, e não gostava disso. Mas ele não podia simplesmente ir embora e abandonar Isabella. Então ele teve uma inspiração. Alguém tinha que ser sacrificado, mas não precisava ser necessariamente ele.
- A senhora Emily trabalha para mim. Ela conhece a senhorita Swan – ele começou.
- Sim – ele respondeu – Emily já foi sua professora. Ela é pessoa mais próxima de Isabella em Jacobsville, mesmo sem uma relação de sangue.
Então era isso. Ele deu de ombros.
- Eu posso dispensar a senhora Emily. Ela pode ficar com a senhorita Swan esta noite.
- Que bom – Isso foi dito com sarcástico deliberado.
Edward nem piscou. Os olhos verdes estavam brilhando. Ele não relaxava um centímetro.
Jasper, percebendo que encontrara o problema, respirou fundo.
- Tudo bem. Mas eu vou sedar Isabella antes de mandá-la para casa. Eu apreciaria se a senhora Emily pudesse ficar com ela essa noite.
- Sem problema – Edward respondeu.
Jasper levou Isabella até a sala de emergência, em um cubículo, e escutou as batidas de seu coração.
- Eu estou bem – ela grunhiu.
- Com certeza – ele concordou quando virou-se para pegar uma seringa que já havia enchido. Ele pegou o braço de Isabella e apertou a agulha.
- Vá para casa. Você vai dormir.
- Eu não telefonei para a floricultura para avisar a Ângela que não poderei trabalhar amanhã – ela disse estupidamente – Ela vai me despedir.
- Não vai não. Ela entenderá. Além disso, Jill, que trabalha no ER, é prima de Ângela. Ela irá contar o que aconteceu antes mesmo que você possa telefonar – ele disse com um sorriso gentil.
- Obrigada, doutor Jasper – ela disse levantando-se.
- Seu vizinho emprestará a senhora Emily para você. Ela ficará com você esta noite – ele acrescentou.
- É gentil da parte dele – ela disse. Em seguida fez uma careta. Ele se sente desconfortável aqui.
Ele franziu a testa levemente.
- Ele está no serviço da lei. De fato, pelo que o irmão dele Emmett me disse, ele é homem na detecção de homicídios.
- Eu tenho que ir – ela interrompeu, evitando os olhos dele.
- Você não tem que gostar dele, Isabella – Jasper lembrou-a – Mas você precisa de alguém que a ajude a enfrentar tudo isso.
- A senhora Emily fará isso – ela caminhou em direção a porta – Obrigada.
- Nós conseguiremos lidar com isso, Isabella – ele disse baixo – Nós todos temos que lidar com a perda de pessoas que amamos. É uma parte natural da vida. Depois de tudo – ele acrescentou, juntando-se a ela no corredor – ninguém sai vivo dessa vida.
Ela sorriu suavemente.
- É bom lembrar disto.
- Sim. É.
Edward estava esperando, as mãos nos bolsos do jeans. Ele ergueu os olhos quando ela e Jasper chegaram. Ele parecia tão irritado quanto cansado.
- Estou pronta – ela disse sem encará-lo – Obrigada por esperar.
Ele concordou brusco.
- Ligarei para você se houver uma mudança – Jasper assegurou – Sério.
- Ok. Obrigada, Dr. Jasper.
- Por nada. Vá descansar.
Ela caminhou em direção a porta sem dizer nada. Ela havia esquecido que o telefone delas não funcionada, então como Jasper poderia ligar?
Edward foi logo atrás dela, as mãos ainda nos bolsos. Ele não havia dito mais nada a Jasper, que o encarou até que uma enfermeira o chamasse.
Edward abriu a porta para Isabella e a ajudou a sentar. Ela não disse uma só palavra até o momento em que eles saíram do estacionamento.
Ele a observou enquanto dirigia.
- Você conhece bem o doutor, não?
Ela concordou sem olhar para ele.
- Ele é abrasivo.
A panela que não vive sem a chaleira, ela pensou aborrecida, mas era muito tímida para dizer. Ela concordou novamente.
A sobrancelha dele arqueou-se. Era como falar sozinho. Ele perguntou-se por que Jasper lhe dera uma injeção, ao invés de algo para engolir. Inferno, ele perguntou-se porque o doutor era tão ligado a ela a ponto de querer que alguém passasse a noite com ela. Muitas pessoas possuíam doenças sérias na família. A maioria das pessoas enfrentava isso sem a ajuda de tranqüilizantes. Especialmente mulheres jovens como a sentada a seu lado.
Bem, não era da conta dele, pensou. Ele pegou o celular e ligou para a senhora Emily. Ela respondeu logo, obviamente ainda acordada.
- Você pode passar a noite com a senhorita Swan? – ele perguntou.
- Claro – ela respondeu sem hesitar – Estarei pronta quando você chegar aqui – ela desligou.
Ele fechou o celular e colocou no carregador vazio.
- Nós pegaremos a senhora Emily e eu levarei as duas até sua casa. Amanhã, a senhora Emily pode usar a Expedição e levar você até o trabalho e ao hospital. Eu vou pedir que um dos rapazes o leve logo cedo e deixe as chaves com a senhora Emily – O SUV era seu segundo veiculo, que ele usava primariamente no rancho. Seu chefe e o resto dos cowboys possuíam seu próprio transporte. Ele não disse a Isabella, mas ele ia mandar que um de seus mecânicos arrumasse o carro dela. Ele não gostava de tê-la como uma responsabilidade maior do que já tivera.
Ele não se importava em ajudar seus vizinhos, contanto que não precisasse de nenhum envolvimento pessoal com eles. Ainda, ele sentia muito por ela. Ela parecia ser uma desajustada na cidade pequena. Obviamente ela não estava interessada nele. Ela estava sentada o mais longe que podia, e não fizera nada para tentar e atrair sua atenção. Ele havia percebido o modo como ela mexera-se quando Jasper pousara uma mão carinhosa em seu ombro. Isso ergueu uma bandeira vermelha em sua mente, mas estava muito cansado da viagem e o sono estava enganando-o. Quanto antes pudesse livrar-se dela, antes iria para a cama.
Eles pararam na frente da porta de entrada do rancho e a senhora Emily saiu com uma pequena sacola e sua bolsa. Ela sentou no banco traseiro.
- Eu tranquei – ela disse a ele – Eu lhe devolverei a chave, claro.
- Claro – ele disse com voz arrastada.
- Isabella, você está bem? Como está a sua avó?
- Ela não está bem, senhora Emily – Isabella respondeu secamente – O doutor Jasper acha que é um ataque do coração. Ele não me deu muita esperança.
Não se preocupe. Ele é o melhor que nós temos. Ele vai fazer o possível, você sabe.
- Sim, eu sei. Obrigada por ficar comigo – ela acrescentou – É uma casa grande.
- É – a senhora Emily concordou.
Ele parou na frente da porta da velha casa Vitoriana, fazendo uma careta com a falta de pintura. Presumidamente não possuíam recursos para uma reforma. Pena. Era uma casa bonita.
- Obrigada por tudo que você fez – Isabella disse formalmente – e por deixar a senhora Emily ficar comigo.
Ela parecia forçada a dizer isso. Ela possuía uma teimosia independente que ele só via agora. Sua estimação por ela mudou um pouco.
- Tranque as portas – Edward avisou a senhora Emily depois que ela fechou a porta e acompanhou Isabella até a porta de entrada.
- Pode deixar. Eu vou levantar cedo e prepararei o café, assim que a Expedição chegar aqui.
- Ok. Boa noite.
Ele afastou-se, já preparando a rotina do outro dia em sua mente. Ele não pensou mais em Isabella.
Mas na manhã seguinte, acordado e descansado, sentiu-se mal com o modo como havia tratado Isabella a noite passada. Ele lembrou-se como havia ficado quando sua mãe morrera; mas especialmente quando a mulher que amava morrera. Ele recordou como aqueles eventos o haviam deixado depressivo. Naquele momento, não havia ninguém que pudesse ajudá-lo a passar por tudo. Sua família estava no Texas, e ele estava morando na Geórgia, trabalhando em Atlanta, quando aconteceu. Ele deveria ter se lembrado de como sentira-se. Ele havia sido menos do que simpático com Isabella.
Então ele levantou antes do normal, fez biscoitos, fritou bacon e ovos mexidos. Ele ligou a casa dos Dwyer e só então lembrou-se que o telefone não estava funcionando. Ele entrou no carro, vestido formalmente e dirigiu até Isabella e a senhora Emily.
Elas estavam vestidas, acabando de descer os degraus. Isabella estava vestindo jeans e a camiseta larga novamente, com o cabelo em um coque. Ambas pareciam surpresas em vê-lo.
- Eu fiz o café – ele disse sem preâmbulos – Vamos.
- Mas você não precisava – Isabella protestou.
Ele ameaçou pegar o braço dela, para levá-la até a porta, mas ela pulou para trás, os olhos arregalados, as bochechas rosadas.
Ele encarou-a.
- É só o café. Eu não estou propondo casamento – ele acrescentou sarcástico.
As sobrancelhas dela arquearam-se.
- Bem, graças a Deus por isso – ela respondeu descuidada – Vou considerar isso um golpe de sorte – ela hesitou quando ele lhe deu olhar perplexo – Ou eu não deveria ter dito isso antes de tomar o café?
Ele não sorriu, mas os olhos sim. Ele fez um som áspero com a garganta, evitando o olhar da senhora Emily e caminhando até o carro.
Isabella comeu com aparente apreciação, mas estava desconfiada do alto e taciturno vizinho. Ela nunca havia encontrado alguém como ele. Se ele possuía senso de humor, devia estar profundamente escondido.
- Estava muito bom – ela disse quando terminou a última fatia de bacon – Você se importa se eu usar seu telefone para ligar ao hospital?
- Claro que não – ele disse – Tem uma extensão na sala.
Ela levantou, abrindo a boca gentilmente, e foi procurar o telefone.
- Como ela está? – Edward perguntou à senhora Emily.
- Ela não vai aceitar bem – ela respondeu – A senhora Dwyer é como um pesadelo, mas Isabella vive com ela a tanto tempo que eu acredito que ela nem percebe mais o mau temperamento.
- Eu percebi que a velha senhora parece não gostar dela.
A senhora Emily deu de ombros.
- É pior do que parece. A senhora Dwyer abandonou Isabella no momento em que ela mais precisou. Eu acho que é culpa que faz a velha tratá-la tão odiosamente.
- O que aconteceu? – Edward perguntou curioso.
- Não é assunto meu – veio a resposta tensa.
Ele suspirou e terminou o café. Aparentemente segredos eram parte da vida de uma cidade pequena.
Isabella voltou desanimada.
- Ela está na UTI – ela disse enquanto sentava novamente na mesa – Ele não me disse isso a noite passada.
- Eu tenho certeza que ele teve suas razões. Você vai trabalhar?
- Eu tenho que ir – Isabella disse mal-humorada – O seguro social da vovó mal paga as utilidades. Eu tenho que trabalhar o máximo de horas que puder.
- Nenhuma ambição em ir a um colégio ou aprender uma profissão? – Edward perguntou.
Isabella encarou-lhe friamente.
- E onde eu conseguiria o dinheiro, mesmo que não precisasse cuidar da vovó? Ela é uma inválida desde que eu me formei no colegial, e eu sou tudo que ela tem – ela deu de ombros – Você sabe, para um homem que quer que todos se preocupem com seus próprios assuntos, você com certeza passa muito tempo investigando outras pessoas.
As sobrancelhas dele arquearam-se.
- Veja só, eu estou lhe emprestando minha governanta...
- A senhora Emily não tem que ser emprestada – Isabella respondeu – Ela tem um coração.
Ele olhou-a ameaçadoramente.
- Eu também.
- Você deve mantê-lo preso em um lugar seguro, assim não precisa usar muito – ela devolveu. Em seguida levantou da mesa – Obrigada pelo café. Você não é uma pessoa muito agradável, mas é um bom cozinheiro.
- Obrigada pelos pequenos favores o inferno – ele gritou.
- Você é desagradável, eu sou desagradável – ele retornou – Se algum dia você desenvolver uma personalidade agradável, eu posso até sorrir para você.
A senhora Emily tentava arduamente não sorrir. Ela gostava do emprego, apesar do mau comportamento do chefe.
- Eu não vou prender a respiração – Edward assegurou – Eu tenho que ir. Eu estou até o pescoço de trabalho hoje. As chaves da Expedição estão na mesinha na frente da porta – ele disse a senhora Emily – Use o quanto precisar – ele hesitou – Tente não correr com ela a menos que precise – ele acrescentou, olhando para Isabella – Ela provavelmente furaria um pneu com sua atitude.
- Não é surpresa para mim você não ser casado – Isabella observou – Mas obrigada pelo veiculo. Eu vou mandar arrumar o meu.
- A maioria dos mecânicos não trabalha de graça – ele apontou.
Ela encarou-o. Os olhos dela cintilavam quando estava zangada, e o rosto suave adquiriu uma coloração vermelha.
- Eu posso fazer uma troca com Jerry da mecânica, cozinhando ovos e bolos – ela disse a ele.
- Escambo? – ele disse atônito – Em que século vocês estão vivendo?
- Um melhor do que o seu, eu garanto – ela respondeu – Por aqui, nós somos pessoas, não números em uma pesquisa.
- Eu estou surpreso por você não ser um número em uma pesquisa para desequilibrados – ele disse prendendo o ar.
- Nós partiremos quando você estiver pronta – A senhora Emily interrompeu, sentindo uma explosão.
- Eu já estou pronta, senhora Emily.
Edward encarou-a com desaprovação.
- Você vai trabalhar desse jeito? – ele exclamou.
Ela franziu a testa, olhando os jeans limpos e a camiseta branca imaculada.
- O que eu deveria vestir para trabalhar no balcão de uma floricultura? Um vestido de baile? – ela perguntou.
Ele balançou a cabeça.
- As mulheres em meu escritório usam calça social e maquiagem.
- Isso acontece provavelmente porque elas pensam que você está disponível e querem impressioná-lo – ela devolveu – Minha chefe é uma mulher e ela se veste do mesmo modo que eu.
Ele arqueou a sobrancelha.
- Cada um do seu jeito. Eu vou chegar tarde em casa hoje, senhora Emily. Coloque penas alguns frios na geladeira para mim.
- Farei isso chefe – ela respondeu.
Ele foi em direção a porta.
- Eu espero que a sua avó fique boa – ele disse baixo.
- Bolas de fogo? – ela murmurou.
- Que bom que você notou – ele saiu e fechou a porta.
Isabella sentiu algo estranho na boca do estomago. Ela esperava não ter muito mais contato com o taciturno vizinho. E ela realmente esperava que sua avó melhorasse ao longo do dia.
Ângela, na floricultura, era toda gentilezas e compaixão. Ela ofereceu o dia de folga a Isabella, com pagamento, para que ela ficasse com a avó.
Isabella balançou a cabeça.
- Obrigada, mas o doutor Jasper teria um ataque – ela murmurou enquanto fazia uma coroa para um funeral – Ele não quer que eu fique por lá. Eu não posso entrar, você sabe, exceto por alguns minutos três vezes ao dia. Ela está muito mal, Ângela. Estou com medo.
- Ela tem sido sua família por muito tempo – Ângela concordou – Mas tem um mundo inteiro lá fora que você ainda não viu, Isabella. Você tem que pensar no futuro.
Ela moveu-se intranqüila.
- Eu não sei o que eu farei, se ela... bem, eu quero dizer, meu primo em Vitoria me deixaria ir visitá-lo, mas ele está em má forma e tem uma enfermeira que fica com ele. Eu ficaria sozinha, aqui em Jacobsville.
Ângela aproximou-se, tocou sua mão, e sorriu.
- Você nunca estará sozinha em Jacobsville. Nós somos sua família, Isabella. Todos nós.
Ela esboçou um sorriso através das lágrimas.
- Obrigada.
Ângela deu de ombros.
- Você vai conseguir. Nós todos ajudaremos você. Não que você precise – ela acrescentou – Você se tornou muito independente através dos anos. Eu estou orgulhosa da pessoa que você se tornou. Você é uma inspiração.
- Não eu.
- Você – Ângela sorriu – Não muitas pessoas poderiam enfrentar bem o que aconteceu. Você tem poder, menina.
Isabella não gostava de falar do passado. Ela pegou mais algumas rosas vermelhas e começou a falar sobre a nova taxa de água. Aquilo era bom para uma hora.
A senhora Dwyer ainda estava em cima quando Isabella partiu a noite. A senhora Emily viera com a Expedição, provavelmente com o chamado de Jasper, e insistiu para que Isabella fosse para casa.
- Você não pode trabalhar e ficar no hospital o dia inteiro – A senhora Emily disse firme – Além disso, Jolie vai ligar se precisar de você. Nós arrumamos seu telefone. Certo? – ela perguntou a bela enfermeira.
- Pode apostar que sim – Jolie assegurou com um sorriso.
- Tudo bem, eu vou para casa. Obrigada – ela acrescentou, e seguiu a senhora Emily até o carro.
Edward havia chegado em casa um pouco mais tarde do que de comum e ainda havia ido ajudar seus homens com algumas novilhas que estavam fazendo o parto pela primeira vez. O fim de fevereiro era ótimo para crias novas, com a grama verde reflorescendo depois do inverno gelado. Seu gado Angus negro era belo, e ele exigia cuidados especiais, já que ele era o principal fornecedor de carne. Fora uma benção que os formadores proprietários, a família de Jacobs, fossem sido criadores de cavalos, porque o celeiro estava muito bem cuidado e as cercas foram construídas para durarem muito tempo. Passar a cerca elétrica através do campo sem machucar os animais havia sido um problema simples.
Ele saiu na varanda justo no momento em que a senhora Emily subia os degraus.
- Como está a avó dela? – ele perguntou quando juntou-se a ela.
- Nenhuma mudança – ela respondeu. Em seguida balançou a cabeça – Ela está segurando bem, mas eu acho que ela ficará em pedaços se a velha mulher morrer. Ela não está acostumada a viver sozinha.
- Não me diga que ela tem medo do escuro – ele zombou.
Ela encarou-o e não sorriu.
- Se a senhora Dwyer morrer, eu terei que achar alguém para ficar com Isabella por algum tempo, até que ela se acostume com a idéia. Ou talvez ela vá até Vitoria e fique com seu primo Nahuel por alguns dias – ela acrescentou, pensando alto.
- Encare um dia por vez – ele disse – Não é legal emprestar problemas.
- Eu acho que sim – ela hesitou – O carro dela sumiu – ela disse de repente.
- Eu sei. Eu mandei Brady até aqui para vê-lo – ele respondeu – Eu fiquei tentado a mandá-lo para o ferro-velho, mas acho que fica a duas ou três milhas daqui...
O telefone tocou insistentemente. Ele pegou-o antes que a senhora Emily pudesse fazê-lo.
- Cullen – ele disse curto.
- Você roubou meu carro! – Isabella Swan acusou.
N/A: Eu achei ilário os dois brigando sobre escambo e numeros e pesquisa.. srsrrsrs
E vocês o que estão achando?
bjuss
Sophie Moore
