Olá! Bem, eu nem sei como começar. Talvez eu devesse me desculpar pelo atraso- Eu tive certos problemas no meu computar e todos os meus arquivos desapareceram. –Depressão extrema- Meus mangas... Meus animes... Meus capítulos... Minhas fotos... Tudo!
Tudo começou com a internet que caiu. Até ai tudo bem, eu fui escrevendo e tinha ate conseguido acabar o jogo de Brasil e Costa do Marfim; e ai meu amigo disse que iria colocar a internet de volta e todos meus arquivos sumiram... Junto com ele também. Onde será que ele se meteu? – olhando para a porta do armário trancada. – Ok, brincadeirinha, não sou tão má assim. Não me denunciem ok? Eu vou soltar ele... Algum dia.
Mas então, espero que me desculpem, e se sair mal, é porque eu tive que escrever tudo de novo e não conseguia lembrar direito do jogo.
Scusa.
x
World Cup 2010
Data: 16/06/2010
Jogos do Dia: Honduras X Chile; Espanha X Suíça; África do Sul X Uruguai.
Foco: Todos os jogos.
13:30
Chile era do tipo meio sério e perfeccionista. Esse tipo de pessoas podem ser irritantes e chatas, ele tinha consciência disso- e os irmãos sul-americanos faziam questão de sempre lembrá-lo. Mas não é como se isso fosse um defeito, ser centrado e querer fazer as coisas direito são boas qualidades. E seria desse jeito e com essas qualidades que ele iria vencer.
Sempre que se fala em futebol sul-americano logo lhe vem á cabeça o Brasil, Argentina ou Uruguai. Mas nunca Chile, raramente ele é citado. E quando falam dele, é sobre o terremoto ou que ele é um dos poucos países da America do sul que não tem fronteira com o Brasil. Nada mais do que isso. Porem ele estava aqui para mudar isso, Vicente iria mostrar que o Chile sabia jogar futebol tão bem quanto os outros sul americanos, iria esfregar na cara de Pedro e Matías. Nunca mais deixaria eles lhe excluírem de uma conversa sobre esportes, nunca mais precisaria do consolo de Uruguai, nunca mais seria o ultimo a ser escolhido para fazer parte do time. Nunca mais!
"Você parece meio sério..." Honduras comentou calmamente, enquanto se endireitava mais na cadeira.
"É claro que estou sério!" Respondeu irritado e voltou a se concentrar no campo.
"... E nervoso também." Completou a frase, ainda muito calmo apesar da explosão do adversário.
Chile virou para ele novamente, a cara corada de vergonha ou de raiva- Honduras não vez muita questão de identificar.
"E-eu não estou nervoso!"
"Claro que não." Usou o tom sarcástico, vendo o outro ficar mais vermelho ainda- agora ele tinha certeza que era de raiva.
A verdade era que Chile não precisava ficar tão irritado. Ele estava comandando a partida dês do inicio. A bola estava totalmente com o Chile, Honduras não tinha dúvidas que em alguns minutos sairia o gol da seleção chilena. Mas ele não conseguia se conter, tinha escutado que o Chile era muito preocupado e pavio curto, não resistiu a vontade de irritá-lo. Mesmo que a partida já estivesse definida, Vicente havia perdido duas preciosas chances de marca um gol, em só vinte e cinco minutos de jogo.
Honduras estava começando a achar que irritar Vicente estava mais divertido que a própria partida de futebol.
Com o passar do jogo, a seleção de hondurenhos foi começando a dar sinais de equilíbrio; O que chamou a atenção das duas nações. Chile, se fosse possível, ficou mais nervoso ainda, enquanto Honduras inclinou a cabeça para o lado, se divertindo com os jogadores driblando os chilenos. Porem isso não durou muito tempo.
Os jogadores chilenos começaram a trocar de passes, passando um para o outro e se aproximando das áreas ate que conseguiram a terceira chance do jogo, e dessa vez acertaram.
Chile pulou de alegria na cadeira gritando em espanhol, mas ao perceber a cara sarcástica do adversário, logo se sentou civilizadamente.
"Que gol!" Ele socou o ar, tentando disfarçar.
"Sim, sim." Honduras se segurou o máximo que pode para não rir do outro, o que era muito difícil. "Belo gol."
O segundo tempo foi bem mais calmo- o que não quer dizer que Vicente estivesse menos nervoso. Ele só iria se acalmar quando o juiz anunciasse o final do jogo, enquanto Honduras... Era impressão de Chile ou ele estava dormindo? Balançou a cabeça em desaprovação, como um país podia fazer tanto descaso com a sua seleção que havia batalhado tanto para chegar ate a copa? A nação sul-americana tinha conhecimento que todos os jogadores suaram muito, treinaram com tudo que tinham para pisar nesse gramado, ate por que os dele também haviam feito isso.
Mas Honduras não estava dormindo, talvez fingindo, mas não dormindo. Ele estava sim muito orgulhoso de sua seleção, era a segunda vez que participavam da copa e eles realmente tinham se dedicado bastante; Apesar do futebol ser o esporte mais jogado em seu país isso não quer dizer que eles eram realmente bons. Era ótimo ir para a copa do mundo e sentir seu povo torcer por você, mas tudo isso tinha uma certa desvantagem. Do mesmo jeito que a alegria e felicidade eram transmitidas para as nações, a tristeza e decepção também. Ele conseguia sentir a decepção dos seus cidadãos sobre a seleção- e sobre ele-, conseguia sentir a tristeza e ate mesmo a raiva.
"Preste atenção ao jogo." Vicente cutucou suas costelas, sem nem olhar para ele.
Raiva principalmente.
Ela era o pior de tudo. Honduras não gostava disso, ela era sempre muito impulsiva e por causa dela as pessoas sempre faziam coisas que se arrependiam depois. E estava ficando difícil controlá-la quando a fonte de toda essa raiva estava sentada do seu lado, cutucando as suas costelas e lhe dando bronca.
Sorte do Chile que Honduras era um país controlado.
Sorte a dele.
16:00
Antonio era extremamente irritante, foi a primeira coisa que Vash notou.
O espanhol tinha chegado todo empolgado, a cara pintada com as cores de sua bandeira e totalmente equipado com vuvuzelas e cornetas. O jogo mal tinha começado e o bastardo não parava de tocar o instrumento símbolo da copa. No seu ouvido, para ser mais específico.
Maldito sistema de segurança que não permitia suas armas.
Enquanto isso, Espanha estava mais do que animado. Mesmo Romano tendo dito que não iria de jeito nenhum assistir ao seu jogo, lá estava ele, do seu lado, com a típica cara emburrada e corada. Seus jogadores já tinham entrado em campo e sua torcida vibrava cada vez que eles pegavam a bola. Suíça seria um adversário difícil. Tanto na guerra como no futebol, ele era extremamente resistente. Não era á toa que havia jogado quatro partidas e não tinha levado nenhum gol sequer na ultima copa. Mas apesar desse fato, Antonio tinha total confiança em sua seleção.
O primeiro tempo mostrava que Espanha estava em total controle da bola. Como sempre sua seleção estava ótima, bons passes, boas estratégias, bons chutes; A única coisa que estava impedindo o gol da seleção espanhola era a defesa impenetrável da Suíça. E isso rendia muitas críticas de seu acompanhante.
"O que foi isso? Que toque horrível!" Romano comentou irritado. "Eu faria um passe disse com os olhos fechados."
Espanha sorriu para ele, tentando passar mais segurança. Lovino nunca demonstrava seus verdadeiros sentimentos, mas Antonio conseguia decifrar cada pensamento que passava pela cabeça dele por trás das as ofensas e xingamentos. E agora ele podia ver como sempre; Romano estava preocupado com ele. Os jogadores das Espanha tinham talento, mas sempre na 'hora H' eles jogavam mal.
"Não se preocupe Lovi!" O espanhol tentou abraçar o italiano, mas foi impedido pelas mãos desse.
O arbitro informou o final do primeiro tempo.
Vash tentava ignorar a qualquer custo os dois ao seu lado. Pela primeira vez agradeceu por Listenstaine não estar junto á ele, ela não precisava presenciar aquela cena.
Por falar em Listenstaine... Será que Lili estava assistindo ao seu jogo agora? A imaginação do suíço lhe agraciou com uma cena da menina, vestindo a camisa da sua seleção e sentada encolhida do sofá, torcendo por ele.
Suíça se sentiu corar ate as orelhas, se fosse possível sairia fumaça dela. Depois dessa cena imaginária, como ele poderia perder?
O segundo tempo entrou com tudo.
Aos seis minutos a Suíça marca um gol. Vash sorriu ao imaginar Lili pulando de alegria no sofá.
Antonio aplaudiu o gol, recebendo um soco na cabeça.
"Por que diabos você esta aplaudindo? Você levou um gol, idiota! Um gol de outro idiota!"
Vash olhou feio para ele e Romano se escondeu atrás de Espanha.
Suíça amaldiçoou novamente o sistema de segurança.
Por que tinham que proibir as armas?
20:30
Uruguai respirou fundo enquanto entrava no estádio. Hoje seria um grande jogo, ela podia sentir isso. Já conseguia escutar os torcedores gritando e tocando as vuvuzelas. Camila sabia que eram provavelmente os africanos, eles iriam tomar conta de quase todo o estádio. Mas não importava quantos eles era, seria a torcida Uruguaiana que iria sacudir o estádio.
Ela sorriu ao avistar o dono da casa.
"Buenas noches, África do Sul."
O africano olhou para ela e sorriu.
"Boa noite."
"..." Uruguai esperou o outro continuar, precisava saber aonde eles iriam para assistir o jogo.
"Hun..." Sizwe parecia que não sabia o que fazer, ate notar a camisa da morena. "Ah, você poderia ser... Uruguai?"
"Sim, sou eu." Ela tentou da um falso sorriso.
"Ah, nossa." África do sul disse ligeiramente envergonhado. "Estou realmente-"
"Surpreso?" Camila terminou para ele.
"Er..." Pensou se deveria dizer a verdade ou não, mas optou por ser sincero. "Bem, um pouquinho." Sempre lhe disseram que mulheres podiam ver através das mentiras, melhor prevenir que remediar.
"Não se preocupe, isso acontece muitas vezes." Ela tentou sorrir mais uma vez. "Então, onde vamos sentar?"
"Ah, é por aqui." Começou a andar na direção de suas cadeiras. O sul africano agradeceu por ela ter mudado de assunto. Foi realmente vergonhoso não reconhecer alguém de seu grupo.
Camila deixou o sorriso cair assim que Sizwe virou de costas. Era sempre assim. Claro que ela poderia entender, afinal, eram muito poucas as nações femininas que jogavam futebol e conseguiam chegar ate aonde ela tinha ido, mas ainda sim, isso lhe deixava com uma sensação muito deprimente. Uruguai era uma boa jogadora, aliais, não só boa, ela era ótima. Seus títulos já diziam isso por ela. Porem o fato das mulheres serem tão pouco reconhecidas no futebol realmente á deixava chateada; Apesar de todas as conquistas femininas, não era segredo nenhum que ainda existia muito machismo no mundo. Não que ela estivesse se referindo ao África do Sul. Ate agora ele tinha sido um bom anfitrião e á tinha tratado muito bem, melhor do que outros que ela já havia encontrado.
Você poderia chamá-la de feminista. Apesar de não chegar á ser uma daquelas agressivas e que detestam todos os homens do mundo, ela realmente lutava pelos direitos das mulheres. Não tinha sido á toa que foi um dos primeiros países Sul-Americanos a permitir mulheres votarem.
Ela não era só uma nação. Ela era uma mulher, e com muito orgulho disso. Mas toda vez que isso acontecia, Uruguai sempre acabava um pouco insegura- E isso não era bom para o jogo. Ela precisava estar confiante e determinada para conseguir passar essa energia para os jogadores e a torcida, não só á presente no estádio, como a que estava em seu solo, dentro de suas casas.
"Camila!" Duas vozes- com sotaques bem distindos- soaram pelo corredor, fazendo-a sair de seus devaneios e olhar para trás.
Do final do corredor vinham duas pessoas correndo em sua direção, cada vez mais rádios e olhando um para o outro ao invés de olhar para frente. África do sul olhou curioso enquanto os dois homens paravam á frente de sua convidada e atual adversária.
"Olá/Hola, Camila." As vozes soaram novamente juntas, em uma perfeita sincronia, se não fosse pelos sotaques. Apesar de estarem arfando, de cabeça baixa e apoiados em seus próprios joelhos para poderem se recuperar da corrida, Uruguai reconheceu rapidamente eles.
"O que estas fazendo aqui, Brasil?" Olhou com certa raiva para o outro, ao perceber que havia perdido a corrida.
"Eu que deveria esta fazendo esse pergunta, não é, Argentina?" Sorriu vitoriosamente, enquanto retomava o fôlego. "Não deveria estar se preparando para seu jogo amanhã?"
Eram Pedro e Matías.
"Não precisa se preocupar, mi amigo." Argentina finalmente se recompôs, colocando sua típica postura orgulhosa. "Eu vou arrasar com os coreanos, coisa que você não conseguiu fazer ontem."
"Pelo que eu sei, você só vez um gol ate agora." Pedro tentou se defender.
"Pelo que eu sei, eu não levei um gol ate agora."
O sorriso renasceu no rosto de Camila enquanto eles continuavam a discutir. Seus melhores amigos estavam aqui, para assistir o seu jogo- mesmo depois de um ter acabado de jogar e o outro que iria ter um jogo amanhã. Pedro e Matías estavam aqui para apoiá-la e torcer com ela.
"Você só quer vencer para ver seu amado Maradona pelado, não é?" Brasil sorriu maliciosamente, não era só França que sabia fazer piadas desse tipo.
"O-o que você está dizendo?" Matías sentiu o rosto esquentar.
"Eu, não foi seu técnico que disse que iria desfilar pelado se você vencesse?" Agora ele se fingia de inocente, fazendo o argentino querer dar um soco nele.
"Isso não quer dizer que eu-"
"Obrigada." Camila abaixou a cabeça e sussurrou baixinho, mas que foi o bastante para chamar a atenção dos dois homens.
"Hun?"
"Obrigada por estarem aqui." Ela levantou a cabeça e deu o seu melhor sorriso. Agora que eles estavam aqui, Uruguai tinha certeza que iria ganhar. Afinal, não se pode fazer feio na frente dos seus antigos professores.
Sizwe ficou contente enquanto via a reunião dos países sul-americanos. Por um momento desejou que a áfrica inteira fosse tão unida como eles e que seus irmãos Nigéria, Gana, Camarões, Argélia e Costa do Marfim estivessem aqui com ele. Mas nem tudo é como desejamos.
"Então..." O africano chamou a atenção dos três. "Melhor irmos rápido para encontrar mais dois lugares, não?"
"Sim!" Uruguai sorriu tão radiante quanto o sol de sua bandeira e voltou a seguir África do sul, enquanto atrás dela vinham os outros sul-americanos discutindo novamente.
x
Uruguai pulou, sentindo a felicidade tomar conta do seu ser e te toda a torcida. As pessoas dentro do estádio vibravam, as pessoas na sua terra natal pulavam, o seu povo, mesmo em terras distantes, comemoravam o segundo sol da seleção Uruguaiana. Brasil e Argentina não foram tão diferentes deles. Ambos também pularam e a abraçaram, um de cada lado. Camila podia sentir não só a felicidade de seu povo como a de Pedro e Matías. O sentimento era indescritível de tão bom.
Uruguai tinha começado bem, apesar de ter tido três chances que foram desperdiçadas nos primeiros minutos- O que pareceu frustrar mais Brasil e Argentina do que ela mesma.
Quando os Bafana Bafana começaram a avançar, isso realmente a preocupou, mas logo fora acalmada por um lindo gol da sua camisa 10. Forlan chutou de fora da área, batendo em um jogador rival e passando por cima do goleiro, raspando na trave e fazendo seu primeiro gol na copa. Um lindo gol de estréia para compensar o último jogo que tinha dado zero á zero.
África do Sul estava bastante preocupado. Seus jogadores não chegavam perto das áreas e não conseguiam defender. Seu povo estava ficando aflito, mais do que ele mesmo poderia agüentar.
O segundo tempo mal tinha começado e Suarez já estava tentando outro chute por dentro das áreas, mas o sul americano fora derrubado por Khumalo, e que ficou por isso mesmo. Pedro e Matías se levantaram indignados e começaram a xingar o juiz e o jogador sul africano. Camila só conseguiu sussurrar um 'desculpa' para Sizwe, enquanto esse balançou a cabeça dizendo 'Não foi nada.'. África do sul não tinha se sentido ofendido com isso, ele tinha ate acha legal da parte dos dois. Na família dele não era qualquer um que se levantava para lhe defender.
Depois disso, houve mudanças no time africano. Com a substituição de certos jogadores, o time começou a ficar mais ofensivo e achegar cada vez mais perto do goleiro uruguaio. Sizwe se segurou para não rir enquanto via os três sul-americanos se inclinando para frente em sincronia, tentando os três suportar a pressão que a Seleção Africana estava colocando em cima de Uruguai.
Aos vinte e três minutos, os africanos conseguiram chegar perto o suficiente para fazer um gol, mas o goleiro de Uruguai pegou sem problemas. Camila deu um suspiro de alivio, enquanto Argentina e Brasil suspiraram exageradamente, se esparramando pela cadeira.
Sete minutos depois ocorreu o pênalti em favor do Uruguai e um jogador sul-africano foi expulso do campo. Forlan havia marcado e segundo gol, e agora lá estava ela; abraçada junto de seus melhores amigos comemorando seu segundo gol. E não havia ficado por ai, quando já estavam pensando em se retirar do estádio para não pegar tanto tumultuo, Suarez marcou o terceiro. Camila não poderia se sentir mais feliz, três á zero para o Uruguai, depois de duas décadas sem vencer. Era felicidade que mal cabia em seu corpo.
"Camila! Uruguai~!" Pedro a abraçou forte e a ergueu do chão quando o juiz apitou o fim do jogo.
"Obrigada Brasil!" Ela o abraçou de volta e começou a sentir algumas lágrimas correrem pelo seu rosto. Riu da ironia, ela estava chorando de felicidade!
"Parabéns, Uruguai." África do sul interrompeu a comemoração entre ela e Pedro. Ele não parecia com raiva nem rancor, só um pouco tristonho.
"Obrigada África do Sul." Ela sorriu para ele. "Espero que você se saia melhor contra a França," Então ela pediu que ele se aproximasse mais para sussurrar no seu ouvido. "Mais cuidado, ele vai tentar te distrair com comentários pervertidos ou ira tentar lhe apalpar. Evite isso á qualquer custo."
"Pode deixar, obrigada pelo conselho." Sizwe sorriu, seu animo voltando ao normal. Ainda existia chance, e enquanto existisse chance, seu povo não perderia a esperança. "Até mais."
"Até!" Camila se despidiu e voltou para junto dos outros dois sul-americanos.
"Você foi incrível Camila!" Matías balançou o seu cabelo e depositou um beijo no topo de sua cabeça.
"É, eu fui não é mesmo?" Ela sorriu. Tinha o direito de ser um pouquinho arrogante.
"Foi mesmo. Deixou o mestre orgulhoso!" Brasil brincou, empurrando levemente a amiga.
"Mestre? Quem te deu esse título?" Argentina perguntou, pronto para iniciar mais uma briga entre eles.
"Bem, o fato deu ser o maior campeão da copa do mundo?"
"Mas não o da Copa das Américas. Você esta seis títulos atrás de mim e de Uruguai."
"Nos estamos na Copa do mundo! Copa. Do. Mundo. Então eu sou o cara com mais títulos aqui, e você esta em posição de aprendiz, que nem a Camila."
"Ah, conta outra."
Camila suspirou, ela deveria saber que esses momentos de paz nunca duravam tanto tempo quanto ela queria.
Mas o que ela poderia fazer? Eram Argentina e Brasil. Não dava para ir contra a lei da natureza.
x
Extra:
Pedro e Camila caminhavam animadamente entre os torcedores uruguaios enquanto Argentina tentava ligar para Vicente mais atrás deles. Por Deus, ele tinha esquecido completamente do jogo do chileno! Tinha treinado tanto de manha e de tarde para vir assistir ao jogo de Uruguai que nem tinha se tocado que também tinha tido o jogo do Chile hoje.
Depois de várias chamadas, Vicente finalmente atendeu o celular.
"Alô?" Chile atendeu calmamente.
"Ah, Chile! Sou eu, Argentina."
"Matías?" O tom calmo foi magicamente substituído por um de ódio profundo. "O que você quer?"
"Me desculpar por não te acompanhar no jogo, e te parabenizar também! Você foi ótimo contra Honduras."
"Verdade?" O ódio pareceu ser um pouco abandonado, tanto lugrar á perplexidade.
"Si, si. Yo no mentiria para vos, Vicente."
O outro sentiu o rosto corar.
"Então ta, eu aceito suas desculpas, afinal, sei que você tem um jogo importante amanha."
Argentina sentiu uma flecha atravessar a sua testa. "Pois é, pois é um jogo importante né."
O chileno estava preste á desejar boa sorte á Matías quando escutou gritos e berros... e o hino nacional do Uruguai.
"Mátias..." Sua voz era fria e com um desejo assassino notável. –Onde você esta exatamente?
"Er, você sabe, eu estou..." Ele colocou a mão sobre a boca e o celular, para tentar abafar um pouco as vozes dos tercedores.
"Você esta com Pedro e Camila no meio da torcida dela, não é?"
Matías sentiu outra flecha lhe acertar em cheio da testa. Com o silêncio do argentino, Vicente contatou que havia acertado.
"Vá para o inferno! Eu não quero mais falar contigo!" E então desligou.
Matías estava estático, ainda com o celular na orelha escutando o 'tu-tu-tu'. Sentiu o coração apertar e pequenas lágrimas acumularen-se no canto dos olhos. Correu e abraçou a pessoa na sua frente.
"Camila! O Vicente me odeia agora? O que eu faço?" Ele envolveu os braços entro os ombros da pessoa e afundou a cabeça no seu ombro. Tudo bem que era triste e tal o Chile falar com ele desse jeito- Mas não é como se Argentina não estivesse acostumado com isso. Alem do mais, ele poderia se aproveitar um pouquinho da situação, certo? Pedro havia abraçado Uruguai a cada gol, ele também merecia um pouquinho. E nossa mãe, Camila era tão quentinha e cheirosa, como ele nunca havia notado depois de abraçá-la tantas vezes?
"Isso é ótimo." A voz saiu grossa e raivosa. "Mas você poderia parar de me agarrar porque eu não sou a Camila?"
Argentina levantou a cabeça, não era mesmo Uruguai que ele havia abraçado.
Ele tinha abraçado o Brasil.
"Eca! Que nojo!" Matías largou o outro e começou a esfregar os braços, como se estivesse tentando limpa-lo.
"Era eu que deveria falar isso!" Pedro sentiu veias saltarem no seu rosto. "Seu gay apaixonado pelo Maradona!"
"O que? Eu já disse que não sou apaixonado pelo Maradona! Eu é só o meu ídolo!"
"Ah, isso quer dizer que admite que é gay?"
"Q-que?"
Uruguai assistia mais uma vez os dois começarem a discutir.
Como ela queria que seus olhos tirassem foto.
N/a: Posso dizer que eu adorei escrever esse capítulo. Uruguai é um dos países que eu mais gostei de criar e ela é tão fofa e adorável.
Espero que tenham gostado desse capítulo;
Como eu irei ter que usar bastantes Ocs, vou colocar a lista dos que eu já criei e coloquei um nome:
Brasil: Pedro Ferreira da Silva.
Argentina: Matías Rodrigez.
Uruguai: Camila Alvarez.
Chile: Vicente Ramirez.
Venezuela: Vanessa Lopez.
África do Sul: Sizwe.
Portugal: Afonso Machado de Souza.
Não é coincidência todos os países que falam castelhano terminarem seu sobrenome com ez. Foi um tipo de promessa que fizeram ao se tornarem independentes; Apesar de agora não termos o mesmo pai, continuaremos as sermos irmãos. Se bem que eles poderiam ter o mesmo sobrenome, mas Alfred e Matthew não têm o mesmo sobrenome. Então decidi colocar sobrenomes diferentes com a terminação igual.
E sobre o extra, agradeçam aos meus amigos. Isso realmente aconteceu com eles.
O próximo provavelmente será Brasil e Costa do Marfim; apesar de amanhã jogar Brasil e Portugal. Estou realmente atrasada, mas vou tentar o máximo para alcançar a copa de novo! Ainda pretendo fazer Portugal e Coréia do Norte. A hora de Afonso brilhar esta chegando! Haha. Mas claro que eles vão apagar amanha! Brasil tem que vencer. É obrigação do Pedro dar ou 6 á 0 neles.
E pobre Feliciano e Lovino.
Alemanha deve estar tendo de aturar um italiano chorando no ombro dele.
Cien Fleur:
OMFG, jutsus? Como eu não notei antes? Hahahaha.
Mas foi feio mesmo, deu ate um pouco de vergonha, né? Mas contra Costa do Marfim conseguimos sentir de novo que a seleção Brasileira esta voltando.
Ah, eu vi Alemanha. Poxa, eu nem acreditei. Onde estava o time que tinha feito 4 á 0? Fala sério. Eu perdi dinheiro com isso! Nunca mais aposto na Alemanha pra nada. –q (e nem em Coréia do Sul, esses países ainda vão me deixar pobre)
Mas enfim, que bom que você esta gostando. Espero que goste desse capítulo também.
Nina-osp:
Er...bem, obrigada. -corada-Eu meio que já imaginava isso, pois é minha primeira fanfic, mas ate estou recebendo mais reiviews do que esperava. Agradeço pela sua ajuda.
Hahaha; Pra falar a verdade, eu também tenho certa desconfiança desse relacionamento dos dois. Cof–espanhalolicon- cof. Mas eu imagino que o Lovino é bastante ciumento com todas as nações intimas a ele.
Yeah! Brasil~! Pois é; é esse o jeito que eu imagino a Coréia do Norte. Eu tinha duas opções, para falar a verdade. Uma Coréia medrosa estilo Latíva ou uma fria e séria semelhante ao Vietnam. E levando em conta que ele fez parte da União Soviética e atualmente esta com problemas com a Coréia do Sul, acho que o estilo sério ficaria melhor nele.
Minha escola também libera meia hora antes do jogo do Brasil, mas ate chegar em casa o jogo já começo. Quem dera colocassem um telão lá.
Indichin:
Haha, que bom.
Bem, eu levei um bom tempo para colocar um nome nele. Eu estava em dúvida entre Pedro, Lucas e Gabriel, os nomes mais comuns do Brasil- eu acho. Mas no final, achei Pedro melhor.
Deve ser por isso mesmo. Se traduzirmos Peter, fica Pedro. Mas acho que é melhor não traduzir os nomes sabe, imagina só, Alfred ficaria Alfredo. Nada contra, mas pra mim Alfred fica muito mais awesome.
Ai está! Antonio X Vash! Eu também adorei esse jogo; Suíça foi bem resistente. Desculpe se ele ficou muito Oc, é um personagem difícil de trabalhar sem armas por perto. ;/
Ah, pode se animar o quanto quiser. E sim, Argentina tem que se ferrar. Como o chefe do Pedro disse: "A Argentina está maravilhosa... Até enfrentar o Brasil.". Haha.
Quem?- Brincadeira, brincadeira. Eu amo o Canadá. (L) Mas não me agüento, sempre acabo fazendo essa piada- principalmente quando é com uma amiga minha, super fangirl dele.
Bem, é verdade que Argentina foi um pouco cruel, mas se lembrarmos do Brasil com o Canadá nos Jogos Pan Americanos de Futebol feminino em 2007... Pedro não teve um pingo de compaixão também.
