Categoria: Natasha dá 24 horas - I -Comemoração, high school AU; Humor; Slash M/M.
Advertências: Menções a sexo entre menores e ingestão de alcool também por menores. Muita doçura e devaneio
Resumo: Tendo conseguido o presente que queria, Tony descobre que tem mais uma coisa que não pode ficar sem. Stony.
N.A: Não está betada, então qualquer erro é meu, corrigirei amanha ou sexta, espero
Last Friday Night
Tony piscou várias vezes até conseguir focalizar algo, o quarto estava levemente mais claro mesmo com as cortinas cobrindo as janelas. Aos poucos, foi despertando e lembrando quem era, onde estava, o que acontecera noite passada...e, o mais importante: porque seu travesseiro se movia compassadamente.
Moveu um pouco a cabeça devagar, podendo visualizar Steve. Ficou observando o belo rosto enquanto ele dormia. Não ligava se acabara de fazer dezesseis anos ou se não era uma garotinha inocente, se o amor realmente existia, então era aquilo.
Era querer acordar todo dia vendo aquele rosto, era o tempo que passava juntos se beijando ou só conversando, era querer dizer algo idiota só para ver o outro rir e muito mais que seu cérebro sonolento recusava-se a começar a listar e que ainda descobriria nos anos seguintes, porque nem em sonhos ele deixaria Steve escapar. Se Tony Stark ia acreditar no amor, então seria com essa definição e somente com Steve.
Nessa hora, Tony focalizou as roupas dos dois todas emboladas no chão... isso o fazia pensar qie havia um problema para ele resolver, entretanto não lembrava qual. Recordou apenas da noite que tiveram.
Toda essa festa fora com o objetivo de acabarem ali, naquela cama. Adorava Steve, todavia, ele ainda era muito tímido com certos assunto, especialmente debaixo dos lençóis –objeto desnecessário na opinião de Tony, assim como a cama de vez em quando- e Tony estava na fase da curiosidade e descobrimento sexual...Steve também, mas parecia desinteressado.
Ele já era da opinião de que Steve tinha interesse, só precisava de um empurrãozinho. Então, combinara a bebida -mas não tanto que atrapalhasse performance e julgamento- e a chantagem emocional básica de atender os desejos de um aniversariante, também ajudava a reprimir a vontade de se conter de Steve o fato de Tony agora ter dezesseis anos.
Olhou ao redor do cômodo, para cada evidencia do que haviam feito, era uma quase bagunça e eles precisariam de um novo par de algemas , não sabia que o loiro era tão forte...espera, "bagunça"? oh, droga!
Tony enfim lembrara do "probleminha" que tinha. Não precisava nem olhar para saber que sua mansão podia ser o cenário da continuação do clipe "Last Friday Night" e, não, ele não gostava de Katy Perry, mas Bruce sim e essa fora uma das poucas músicas que Tony gostara, principalmente porque o clipe fora hilário.
Acabara se erguendo e se mexendo muito durante todo esse devaneio e Steve começou a se mover , Tony tetnou ficar bem quietinho para que ele voltasse a dormir, mas foi inútil.
-Bom dia, flor dia...- Tony disse então.
-Uau...você acordou antes de mim?- Steve comentou com a voz rouca, não dava para dizer se de sono ou se pelo desgaste da noite passada, amava quando o loiro era barulhento e vocal.
Steve esfregou os olhos, querendo focalizar o outro para saber por que o outro ainda não havia respondido.
-Eu te amo...- saíra antes que Tony pudesse se conter. Oh, merda, será que estragara tudo? Pensou ao ver os olhos arregalados e surpresos do outro.
E, no segundo seguinte, tinha os braços cheios do outro, a respiração úmida em seu ouvido ao dizer:
-Eu também te amo!- Steve estava rindo como uma criança que acabara de ganhar o novo boneco do Homem de Ferro, dando beijos da bochecha de Tony até seus lábios se encontrarem, todos rápidos e molhados. Depois voltou a encostar os rostos, usando seu peso para puxar o outro para cima de si ao se deitar de novo.
-Você me babou todo...-Tony fez bico, erguendo-se um pouco e se limpando com o lençol.
-Desculpa, é só que...eu achei que você nunca diria isso...
-Você se subestima demais para alguém tão bonito, capitão do time de futebol Steve Rogers.- o loiro riu da expressão e tom de voz do outro ao dizer seu título. Ele esperou, observando Steve até o riso para e ficar só um sorriso.- ...bem, eu posso prometer que vou dizer pelo menos mais uma vez, o resto você vai ter que se esforçar se quiser ouvir...
-É? E o que vez é essa?- Steve erguera-se nos cotovelos depois que Tony se afastou, sentando-se até estar na beira da cama.
-Quando você disser "sim" pro meu pedido de casamento, daqui a muitos, muitos anos.- Tony ergueu-se, procurando uma calça.
-Tantos anos assim?- Steve conseguiu dizer depois que se recuperou e absorveu as palavras do outro.
-Claro, do contrário você pode achar que já me tem garantido e deixar de ser tão legal..- o loiro quis protestar, mas o outro o impediu com um gesto antes de voltar a abotoar a calça. -...e ai como eu fico? com dois bebês lindo e sem marido?- ele fez uma expressao exageradamente dramática.
-Bem, se eu lembro bem desse tipo de filme, você conta para eles como comemorou seus dezesseis anos dizendo para o outro pai deles que o amava, aí ou você vai atrás de mim ou eu ouço e peço perdão...não lembro bem...- ambos riram, até Steve ficar sério de novo. -Agora, sério, Tony...
-Okay... eu só... cansei de todo mundo me dizendo que eu sou precoce demais... vou fazer pelo menos isso direitinho...
-Você? Fazendo algo direitinho?- ele ergueu um sobrancelha, rindo ao ver o outro dar de ombros.
-Veremos. Agora eu vou ver quem ainda tá aqui e pedir para os seguranças gentilmente mostrar a eles a porta da rua, para que o esquadrão de limpeza possa entrar e assim o resto do fim de semana é nosso. Até!- Tony mandou um beijinho e depois saiu.
Steve voltou a se deitar, sorrindo feito bobo. De tudo o que achava que conseguiria com essa bolsa de estudos, uma chance de fazer algo que gosta e ter um bom estudo ao mesmo tempo, para que, quando sua carreira no futebol acabasse, pudesse ser um detetive ao invés de só poder ser policial como pensara ser a única opção ao seu alcance...
De todos os planos feitos e refeitos desde os treze anos, quando sua mãe disse que agora era o homem da casa, pois seu pai não voltaria da guerra dessa vez... de tudo o que desenhou tão perfeitamente quanto era possível, nunca imaginou que iria se apaixonar por um gênio arrogante e cheio de si que tinha todo o direito de ser convencido por ser tão irritantemente magnífico quanto era. Realmente esperava ter a chance de comemorar ainda muitos aniversários com ele.
Sentia que a vida ia ser boa e esperava estar certo pelo menos nessa previsão.
The End.
