Capitulo 03



A poltrona de couro aparentemente era mais confortavel do que analisara da ultima vez. Arqueou as costas na van tentativa de tentar dar um jeito na dor esquisita que atormentava desde que resolvera analisar de um jeito diferente novamente a casa da vitima.

Nada. Pistas ou indicios de qualquer contato fora do normal e nem ao menos ligaçoes com os casos antigos. Estava começando a esfriar como era de se esperar daquela estaçao, bem como as ruas se abarrotavam de pessoas começando a busca pelos presentes que trocariam em menos de tres semanas.

Era uma verdadeira proeza chegar no lugar desejado no horario correto, e o trajeto que em dias comuns não levaria 20 minutos de onde estava levou mais de uma hora.

Apertou novamente a tecla chamar do celular. Aparentemente sem muito resultado, ate a quinta batida.

- Alo – ele disse se levantando e caminhando ate a janela. Estava no ultimo andar do predio de quatro andares e pelo que via ventava la fora, as palmeiras embaixo balançavam cadenciadas pelo ritmo irregular do vento cortante que vinha do sul. – Aqui e …( …) Voce se lembra, claro… Mortos?

Ele fechou as persianas com relaçao a ultima mençao ouvida no telefone com uma pequena ruga na testa.

- Obrigado Andy, claro que dou seu recado…Sim, ela esta melhor… Obrigado pelo favor… Digo sim… Tchau… Feliz natal…

Voltou seu olhar para o pequeno quarto do Desert Palm. Os medicos estavam otimistas quanto a sua rapida melhora. Havia sido apenas um susto.

Não queria nunca mais pensar no que ele faria se o pior realmente tivesse acontecido.

Voltou a se sentar no pequeno estofado ao lado da cama. Ela ainda dormiria por horas de acordo com o medico, sedada para se recuperar mais rapido.

Havia tanto sangue cobrindo-a. Ele temera… Ela era de certa maneira sua responsabilidade… Ainda mais agora que enfim tivera a confirmaçao de que realmente não havia ninguem a quem contatar, pelo menos num raio de dois mil quilometros. A mae simplesmente sumira do mapa e nenhum conhecido tinha informaçoes de parentes ou algo parecido.

- Boa noite Gil – Helen cumprimentou da porta vendo o olhar abatido dele – imagino que não adianta eu te expulsar daqui não e mesmo? – ela continuou preocupada com o visivel cansaço dele.

- na verdade eu acabei de cochilar aqui no sofa – ele disse claramente inventando para abrandar a amiga.

- Ainda não consigo entender voce – ela disse enquanto checava Sara e aplicava remedios no soro. – Porque so a visita quando esta dormindo?


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- Brass – respondeu rapido por cima do aparelho celular. Haviam formado um cerco sobre a casa do suspeito. Cinco quadras esquadrinhadas e vigiadas, mais de 40 policiais envolvidos na operação.- Afirmativo Central, esperando confirmação.

As ultimas 24 horas haviam sido uma avalanche de acontecimentos.

Não se arriscariam a perder mais um de seus colegas. Esperavam um sinal positivo de que o suspeito fora confirmado.

Uma movimentação no inicio da rua chamou a sua atenção. Poderiam ser apenas um casal, mas a mulher de cabelos loiros e compridos e lisos não deixava duvidas de que era a propria colega deles.

Ela aparecia na porta da rua, que estava na esquina daquela rua.

Odiou a sensação de impotencia que tomou conta de si mesmo. Era Sofia quem estava parada ao lado de uma mulher visivelmente transtornada. Ele olhou abismado para ela.

Estava com varias dinamites amarradas no corpo, juntamente com o que ele imaginou, fosse o detonador da bomba.

- Olha, vamos conversar… - Bras disse conciliador, ciente de que havia uma arma sob o casaco e que estava apontada diretamente para Sofia.

- Abaixem as armas – ela disse com a voz contida.

A voz lhe parecia estranhamente familiar. Mas depois de milhares de ocorrencias e ocasioes, naquele momento seu cerebro não era capaz de processar.

- Ou eu a mato, aqui e A-G-O-R-A!

- Eu sei que você não quer feri-la… - Brass disse tentando se aproximar com as maos para cima e mostrando que não haviam armas escondidas sob a roupa.

- Eu disse para se afastarem – ela gritou. – ou ele aparece, ou ela morre… É justo…

Brass recuou alguns passos e pediu para os policiais abaixarem as armas.

Não havia saida para a mulher. Apesar de apresentar desiquilibrio, mantinha uma postura impecavel.

O coque bem puxado e arrumado. O tailleur rosa claro contrastando com a pele olivacea e os cabelos loiros.

Poderia ate mesmo ousar chama-la de bonita.

Não deveria ter mais que 35 anos, talvez a mesma de Sofia.

- Quem? – perguntou confuso, embora em um tom imparcial.

- Aquele esquisito, o de óculos, o CSI grisalho – ela mencionou com escárnio. Pressionando ainda mais a arma de encontro a policial.

- Olha só, podemos conversar sem o Gil. – Sofia disse entre uma respiração e outra, mas a mulher apenas a empurrara mais de encontro a arma.

- Calada. Meu negócio é com ele.

Todos observavam abismados ela comandar a situação.

Até que um diparo foi ouvido e um grito reverberou no silencio agora reinante.

- O proximo eu irei acertar onde não havera mais concerto. – A sequestradora estava desesperada e segurava uma palida policial que implorava sem uma única palavra pela propria vida.

Jim sabia que se aceitasse a proposta estaria jogando um de seus melhores amigos a uma sentença de morte.

E se não atendesse outra colega estaria morta.

A maluca tinha explosivos no proprio corpo, e eles estavam no escuro.

- Ela não ira demorar mais que duas horas se a hemorragia não for contida. – ele murmurou mais para si mesmo, pegando o radio policial.

Que a sorte os ajudasse a sair daquilo tudo.


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- Café? – Warrick perguntou com duas canecas não mão se juntando a Catherine na sala de convivencia.

- Obrigada – disse reprimindo mais um bocejo – A Lindsey esta doente, mal dormi a noite passada com ela febril.

- Ela esta melhor?

Havia uma genuina preocupação na voz dele e ela olhou cansada.

- Sim. O médico acha que é uma virose.

- Menos mal. Sabe – ele começou em tom rouco – Você ainda esta me devendo por inundar meu encontro com água fria…

- Hei! Eu já disse que o entendimento foi todo seu. – ela devolveu um pouco mais perto – Eu não tenho culpa da imaginação criativa masculina.

- Assim você fere nosso ego – Warrick estava tão proximo que podia ouvir o som da respiração dela.

Ele deu um sorriso torto ao constatar que o ritmo começava a ficar irregular devido a insinuação do seu olhar.

Cravado na boca dela.

- Então acho que te fiz um favor. – Cath disse propositalmente sedutora – E você esta me devendo

- E como você quer ser paga – ele sussurrou pra ela.

Cath parou um minuto, fingindo pensar em algo.

- Quer cobrir o meu turno? – Ela disse balançando os cilios. Aparentemente inocentemente.

Warrick riu voltando a seu lugar.

- Boa tentativa. Mas vai precisar de bem mais que isso Cath.

- Eu não apostaria nisso – Cath disse confiante.

- Essa eu pago para ver.

- Hei… Apostas? – Nick disse um tanto sério da porta. – Se tem money, também quero estar no meio.

- Desculpe Cauboy, mas já me deve muito – Warrick disse conclusivo.

- Que mau humor. – Nick reclamou. Cath sorriu pedindo desculpas.

- Ele esta querendo jantar grátis.

- Eu estava na fila primeiro…

- Hei, vocês viram o noticiario? – Greg perguntou entrando afobado na sala.

- Você está de plantão? – Nick parecia confuso sendo ignorado por Greg que ligou a TV.

" E estamos aqui (…) onde uma policial é mantida refém por uma sequestradora a mais de uma hora (…)"

A reporter mostrava cenas de alguma maluca que segurava Sofia com uma arma apontada para sua cabeça e quilos de dinamite amarradas no próprio corpo.

Os quatro ficaram mudos sem saber ao certo o que fazer.

Ir ao local provavelmente não seria de grande ajuda, mas ficar sentado com as noticias da televisão eram infinitamente pior.

Mas o que Sofia fazia em Vegas? Porque voltara do seminário em Los Angeles?


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- E a Sofia, como está?

Sara perguntou assim que Catherine adentrou na tarde seguinte para uma visita. Ela acabava de contar o acontecido a amiga durante a madrugada.

A pergunta não continha preocupação, apenas uma nitida nota de curiosidade.

Imaginou que talvez aquela agitação com que Helen comentara devia ser ao fato.

Ela permanecera com ela durante quase toda a noite.

Aparentemente sem necessidade.

- Trouxeram-na para ca durante a madrugada. Levou um tiro, perdeu sangue e parece que passou por uma cirurgia, segundo o Gil… - disse Cath – E você?

Catherine já reparava nos sinais de melhora da amiga.

O corte no rosto já começava a cicatrizar e este estava corado.

A disposição também parecia ter voltado junto com a antiga sensação de apatia.

- Bem melhor.. Mas ainda estou presa aqui por mais uma semana. Por causa de antibioticos, antiinflamatorios e bla bla bla dos médicos… - concluiu com tédio.

- Está tão ruim? – Cath perguntou ao ver outra cesta no quarto. Eram Tulipas. Tulipas vermelhas. Novamente um vaso, estava viva e cultivada. Sara rolou os olhos aparentemente aborrecida com algo – Quem é o Romeu?

- Romeu eu não sei, mas esse ai tem cartão.

" As flores de inverno não são conhecidas como as mais belas, mas como flores belas que florescem em meio a todas as adversidades."

- não tem nome… - Cath disse desapontada. – Quem é o Romeu apaixonado?

- Já disse… - Sara sorriu – Acho que talvez seja do lab…

- Ninguem que eu conheça mandaria isso, ainda mais sem assinatura… Isso é coisa de apaixonado… Já ouviu falar no significado antigo das Tulipas?

- Não. Mas não muda de assunto – Sara disse perspicaz – O que o Grisson teve a ver com a história?

- Prendemos o "maniaco dos becos" ontem – Cath disse cheia de tato. Sara arqueou a sombrancelha – ou melhor: a maniaca. Acredite ou não, era uma mulher. Ela já confessou.

- Eu sei – Sara disse com paciencia – Eu assisti o noticiario. E o Greg passou aqui logo cedo, tentando saber de Sofia.

Sara acrescentou vendo o olhar interrogativo de Catherine. Ela sabia o que ela queria saber e mesmo assim ficava dando voltas. Ela estava presa em uma cama, não estava de bom humor para rodeios.

- Eu perguntei o que o Grisson…

- Ela odiava o Grissonn e disse isso na frente de todos os presentes. Ele ajudou a prender o filho dela. O outro estava na fila de transplantes, ele morreu esperando doador. E o outro um tempo depois na prisao. – Cath sentia pena da mulher. Entendia o sofrimento e a dor dela. – Ela queria faze-lo sofrer da mesma forma com alguem que ele ama.

Catherine não queria dar essa noticia a ela. Ela sabia por anos do interesse dela em Grisson.

Ela podia ver nos olhos dela o sofrimento pelo qual fora invadida.

Ela poderia jurar que era correspondida.

Mas pelo visto se enganara.

Ninguém imaginara que aquilo poderia acontecer com eles.

Ela jogaria todas as suas fichas na de que ele estava cedendo as investidas dela. Embora no ultimo ano ela tivesse de certa forma se afastado.

Mas Sofia? Eles mal se conheciam.

Ele não olhava as duas da mesma forma e ela o conhecia bem depois de todos os anos de amizade.

Talvez ela estivesse enganada, no fim das contas.

- O Gil trocou de lugar com Sofia e conseguiu deixa-la inconsciente rapidamente com uma seringa.

Sara engoliu em seco. Ele arriscara a vida por ela. Ele poderia ter morrido.

Ela não queria pensar em como sobreviveria se algo assim acontecesse.

Ela não prestava mais atenção. Perdera o grande amor da sua vida.

A vida era curta demais para se desperdiçar com bobagens como ela aprendera.

Ela o amava e como tal queria ve-lo feliz.

Embora houvesse tomado uma decisão não conseguia evitar que sangrasse de alguma forma.

Talvez o tempo fosse bom com ela. Ela precisaria dele para aprender a conviver com aquilo.

De repente estar em um hospital não a deixava tão deprimida. Pelo menos ali ela estaria longe do trabalho. E teria tempo…


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- Feliz? – Helen perguntara da porta do quarto trazendo um vestido e a necessarie que pedira a Cath para arrumar.

- Muito. Estou amando deixar isso aqui – havia uma nota de fingimento na voz dela. Como se estivesse forçando algo dentro dela mesma.

- Também vou sentir sua falta – Helen disse triste. Ela havia se tornado uma boa amiga para Sara. Uma companhia constante. Quase como uma irmã.

- Não pense que vai se livrar de mim – Sara disse indo ao banheiro tomar banho – Você conquistou uma amiga, agora aguente.

- Meu Deus, que fardo pesado… - ela brincou.

- Fala sério, eu sei que todos me amam.

- Acho que quem vem te pegar não vai te amar tanto assim se você não se apressar.

Sara se trancou no banheiro sem se incomodar em dizer que ninguém viria buscá-la.

Iria tomar um táxi e voltar ao seu apartamento.

Catherine se ofereceu para hospedá-la enquanto convalescia, mas preferiu não incomodar, se viraria sozinha.

Afinal, tirara os pontos e estavam cicatrizando bem. Apenas a cabeça a incomodava de vez em quando.

Ainda sentia dores. O médico dissera ser normal enquanto cicatrizava e para não se esforçar.

Estava pronta as três quando o médico passou para lhe dar oficialmente alta.

- Esta liberada Sra Sidle – o quase anciao disse bondosamente – Deverá tomar cuidado, evitar pesos e exercicios vigorosos como já expliquei a seu acompanhante. Nos vemos em duas semanas para fazermos novos exames.

Sara não entendeu o que ele quis dizer com acompanhante, mas foi impedida de continuar com a interrupção da enfermeira que buscava o médico para atender uma urgencia qualquer.

Suspirou aliviada. Deveria ser Catherine ontem que deveria ter falado com ele.

Uma coisa martelava a dias na sua cabeça. E estava pensando nela enquanto esperava Helen para pedir que chamasse um táxi sobre prestesto qualquer.

Durante todo aquele tempo não o vira no hospital, embora Greg tenha deixado escapar te-lo visto na saida quando chegava uma vez. Não que ela tivesse dito ou mencionado algo a respeito com ele.

- Pronta? – Sara viu incredula a figura de Grisson se materializar na porta.

- Grisson? – Era evidente a surpresa e ressentimento na sua voz.


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NA: Volteiii…. Kkkkkk

Não me matem, eu também não gosto da Sofia.

Mas, o Grisson… ashuahsuahsuha

Até o próximo capitulo…

Eu voto na Sara detonar com o Gil… kkkkkk

Obrigada a todos os rewiews, vou tentar postar o próximo logo, mas como ja disse, me da preguiça digitar... ashauhsuahsa

Autora sem muitas ideias no momento... ashuahsuhuashas

Alguém por favor me explica como formato os capitulos aqui?

Eu formato e mesmo assim fica uma bagunça... kkkkkk

BjoO