Titulo: Icarus Rising
Autor: Darla Darko
Tradutora: Kirina Malfoy
Beta da Tradução: Ivi (ivinne)
Pares: Harry/Draco, Ron/Hermione
Spoilers: PS/SS, CoS, PoA, GoF, OotP
Avisos: conteúdo sexual e violento, linguagem e situações adultas.

Sumario: É a batalha final. Harry está no seu caminho para achar Voldemort, mas o que acontece quando se encontra com um antigo rival da escola? Especialmente quando esse rival já não é exatamente...humano?

O julgamento de Lucius Malfoy durou mais que qualquer outro. Ele era o mais importante Comensal da Morte ainda vivo, então foi como uma pequena surpresa para todos. O homem era orgulhoso e forte, mesmo que estivesse no banco dos réus. Nem uma vez ele hesitou ao ser interrogado pelo seu advogado e pela acusação. Mesmo usando as típicas roupas tristes de um prisioneiro de Azkaban, Lucius conseguiu parecer digno e arrogante.

Harry assistiu ao julgamento todos os dias. No entanto, não foi até o terceiro dia de interrogatório, que ele se tornou verdadeiramente interessado nas palavras do acusado. O Ministro da Magia, Arthur Weasley, permaneceu forte e firme em frente a Malfoy, enquanto o questionava. "Voldemort manipulou criaturas mágicas para servir aos seus propósitos, verdade?"

"Sim," foi a resposta tensa.

"Com que tipo de criaturas esteve envolvido pessoalmente para comandar?"

"Vampiros, Barretes Vermelhos, Banshees, Veela. Tentamos utilizar Lobisomens, mas eles se mostravam imprevisíveis e muitas vezes atacavam as nossas linhas."

"No entanto, conseguiu domar Veelas."

"Não domamos Veelas. Desenvolvemos soros que suprimiam a sua vontade, quando necessário, para que pudessem ser utilizadas contra o inimigo. Aqueles que tinham contato com elas consumiam um antídoto para aura a Veelass."

"Desenvolveu um antídoto especialmente para os Veelas, verdade? Antídoto que o outro lado não tinha."

"Eles não sabiam que tínhamos um Veela sob custódia. Não o soltamos numa batalha até aquela em que ele foi apanhado."

"Sim, o seu filho. Draco Malfoy, correto?"

"Sim."

"E como foi que o jovem Sr. Malfoy se tornou um poderoso Veela?"

"A minha falecida esposa carregava o gene Veela. Draco é…era um oitavo Veela. Isso era suficiente para que o Mestre de Poções de Voldemort...o ativasse, digamos assim."

"Se bem entendo, o seu filho é, neste momento, pouco mais que um animal, certo?"

"Protesto," o advogado de Malfoy se levantou.

"Concedido," Arthur interferiu rapidamente. "Deixe-me reformular isso. Sr. Malfoy, poderia descrever o atual estado mental do seu filho, por favor."

Lucius rangeu os dentes, sobre o peso do Veritaserum nas suas veias. "O meu filho...não tem um estado mental. É uma Criatura das Trevas. Os seus genes Veela foram purificados até ele ser mais animal que bruxo. Os machos Veela não apresentam, naturalmente, as mesmas características das fêmeas, além da aparência, mas os traços Veela podem ser revelados com a apropriada...coerção. Tais criaturas são extremamente raras e desejáveis. Sabíamos que as forças inimigas não teriam nenhuma defesa contra os seus poderes e cairiam aos seus pés em submissão."

"O que aconteceu?"

"Não sei," Lucius admitiu. "Obviamente, alguma coisa saiu mal. Ele parou de responder a ordens diretas. Veelas são extremamente difíceis de controlar, mas nunca antes ele ignorara tão deliberadamente ordens superiores. Ele parecera mesmo...defender Harry Potter."

"De você."

"Sim."

"Por que?"

"Não sei dizer. Draco parou de falar palavras meses atrás, mas fique a vontade para lhe perguntar."

Harry cravou as suas unhas na palmas das mãos até elas doerem. Remus se sentou calmamente ao seu lado, um braço confortador em volta dos seus ombros. Harry mal ouviu o restante do depoimento de Lucius Malfoy, de tão furioso que estava. Como podia um pai fazer tal coisa ao seu próprio filho? A idéia era inconcebível para Harry. E Draco idolatrava Lucius, todos sabiam disso até Draco ter desaparecido da vista pública.

A semana seguinte depois desse julgamento, foi para a acusação de Draco Malfoy. O acusado em questão foi visto como incapaz para assistir ao próprio julgamento, irônico visto isso ser, precisamente, o que eles estavam ali para decidir. Harry se encontrou, desta vez, na cadeira das testemunhas, fixando o seu olhar na amigável expressão de Arthur Weasley, para não se sentir demasiado enervado com a não desejável atenção que esta posição lhe trazia.

"Podia explicar a este tribunal, exatamente, o que aconteceu no momento que encontrou o jovem Sr. Malfoy, por favor, Sr.Potter?"

Arthur sorriu e Harry tremulamente sorriu de volta. Lentamente, Harry descreveu os eventos daquela noite, desde salvar Ron de Malfoy á inesperada proteção deste a Harry até os momentos finais com Voldemort. A sala de julgamento permaneceu parada e silenciosa enquanto Harry falava, sorvendo cada palavra dita. A versão oficial do que havia acontecido já havia sido divulgada pela mídia, claro, e a maioria dos membros do tribunal já sabiam o que havia acontecido mesmo antes disso, mas era diferente ouvir contar da própria boca do rapaz - que – sobreviveu.

"Levando-se em conta o estado mental que o Sr. Malfoy aparentemente se encontra, considera-o capaz de se apresentar perante este tribunal?"

"Eu...sim."

Respirações ofegantes se fizeram ouvir pela sala do tribunal. "Por que?"

"Ele...ele me responde. Quando falo com ele, ele ouve. Havia entendimento nos seus olhos."

"Por que acha que o Sr. Malfoy possa desejar lhe ouvir?"

"Não sei, senhor. Mas eu vi claramente reconhecimento da sua parte. Aprisioná-lo sem um julgamento seria injusto, para dizer o mínimo."

"Entende, Sr. Potter, a extensão do dano genético que foi infligido ao Sr. Malfoy? Ele não pode ser libertado na sociedade. É uma entidade perigosa."

"Entendo isso."

"E, no entanto, você acredita que ele pode ser receptivo e comunicativo o suficiente para apresentar uma defesa própria."

"Penso que se os fatos forem examinados relativos ao seu envolvimento no caso de Voldemort, haverão razões suficientes para decidir que Azkaban não é o local apropriado para ele."

"Em outras palavras, acredita que ele não é um criminoso."

"Acredito, " Harry declarou, cuidadosamente, "que se o mal pode ser feito, também pode ser desfeito."

"Acredita que a parte humana do Sr. Malfoy possa ser alcançada."

"Sim."

"Por que?"

"Porque eu…eu tenho estado a interagindo com ele diariamente. Tenho me comunicado com ele, se quiser entender assim."

Mais respirações ofegantes se ouviram pela sala do tribunal. "Tem-no visitado na prisão?"

"Sim, senhor."

"Os guardas dele disseram que ele é indiferente e mudo. É assim que normalmente o encontra?"

"Não, senhor. Ele não fala, isso é verdade, mas é muito receptivo a minha presença."

"Como assim?"

Harry parou, pensativo. "Ele aparenta saber quando eu chego mesmo antes de entrar na sala. Fica de pé, ao lado da porta da cela, como se esperasse que o deixasse sair. Os seus olhos são…tristes…suplicantes. Quando entende que não vou me mexer para destrancar a cela, ele tenta me tocar por entre as grades."

"Você deixa que ele o toque?"

Harry se remexeu no lugar. A questão soava tão lasciva. "Não, no início, não deixava."

"Mas agora permite?"

"Eu...foi um acidente. Na primeira vez, eu fiquei muito próximo a cela e ele agarrou a minha capa."

"Ele o machucou?"

"Não, senhor. Ele me puxou para as barras, mas assim que eu estava ali, a única coisa que ele fez foi…"

"Foi o quê?"

Harry corou e olhou para o chão, murmurando.

"Desculpe?"

"Ele me acariciou," Harry falou mais alto, totalmente humilhado.

Risinhos soaram por todo o tribunal, até o magistrado bater com o seu martelo e parar tudo. "Poderia explicar melhor isso, Sr. Potter?"

Harry podia sentir o calor no seu rosto e pescoço. "Ele simplesmente me tocou, ok? Não sei porque."

"E você permitiu. Por que?"

"Porque…porque quando ele me toca, é como se uma corrente elétrica passasse pelo meu corpo. Não posso me mexer. Não tenho nenhuma vontade de me mexer.

"Entendo bem."

Harry fechou os seus olhos e esfregou a testa. "Talvez, suponho que sim."

"Não lhe ocorreu que ele é um Veela e pode facilmente o controlar com a sua aura?"

"Os seus poderes de Veela não funcionam em mim. Ao menos, eu não acho que funcionem. Não funcionaram no campo de batalha e, mesmo agora, não tenho nenhum desejo de saltar sobre dele ou algo assim."

"Alguma vez o tocou em retribuição?"

"Sim. Só no seu cabelo algumas vezes."

"Por que?"

"Ele é mais receptivo a mim quando o toco. Ele me olha nos olhos e simplesmente sei que ele esta tentando me dizer algo. Na última vez que toquei em seu cabelo, ele...ele..."

"Ele o que?"

"Ele chorou."

"Por que o visita, Sr. Potter? Por que testemunhar em seu favor quando ele é um conhecido cúmplice de Lorde Voldemort?"

"Ele...ele salvou a minha vida, senhor. Não sei do que ele pode ser ou não culpado, mas penso que ele merece o mesmo tratamento que qualquer outro aqui."

"Obrigado, Sr. Potter."

Grato, Harry saiu do banco de testemunhas e retornou ao seu lugar ao lado de Remus, esperando nunca mais ter que passar pela mesma experiência. Snape o substituiu no banco e, entre o seu testemunho e o de Harry, o magistrado considerou Malfoy capaz de permanecer no julgamento. O julgamento de Malfoy foi marcado para a semana seguinte. Entretanto, Lucius Malfoy foi sentenciado a viver prisioneiro em Azkaban. Considerando que os dementadores tinham sido destruídos durante a guerra, para sorte do Malfoy Sênior, o Beijo não era mais uma opção e a comunidade bruxa há muito havia abolido a pena de morte.

Harry esteve um trapo durante toda a semana que antecedeu ao julgamento de Malfoy. Visitava-o todos os dias, determinado em lhe explicar o que estava por vir, o seu julgamento e a sua potencial sentença. Se o tribunal determinasse que Malfoy era uma Criatura das Trevas em vez de um Bruxo das Trevas, as leis bruxas determinavam que ele poderia ser executado. Era a mesma lei que quase tirou a vida de Bicuço, ironia das ironias. Harry tentou explicar tudo o que podia a Malfoy, mas o Veela nunca pareceu entender a idéia completamente. Tudo o que ele sabia era que Harry estava com ele e, por um breve momento, ele era feliz.

No dia do julgamento de Malfoy, a sala estava cheia. Bondosamente, o magistrado banira os mídia da sala, declarando que o seu tribunal não era um "espetáculo circense." Mas cada bruxo e bruxa que conseguiu entrar, viera para ver o espetáculo que era Draco Malfoy. Muitos na sala nunca haviam estado tão perto de uma Veela. Menos ainda haviam visto um Veela macho ativo. Por todos os lados, as pessoas pareciam determinadas em dar uma rápida olhada nesta aberrante criatura criada por Voldemort e depois defendida pelo famoso Harry Potter.

No minuto em que os guardas trouxeram Malfoy acorrentado para a sala do tribunal, Harry soube que ele estava sedado. Não só estava calmo e estável, mas poucos no tribunal reagiram a presença do Veela. As asas permaneciam retraídas nas suas costas e não havia sinal das suas garras e presas. O seu cabelo estava ainda longo e caído á frente de sua face enquanto o seu rosto permanecia abaixado. Ninguém havia se atrevido a aparecer perto do Veela com um par de tesouras.

Ao contrário de seu pai, Malfoy não tinha o seu próprio advogado. Arthur Weasley iria atuar mais como um moderador que um acusador, neste caso em especial. Enquanto os Malfoy e os Weasley estiveram discutindo abertamente por gerações, Arthur Weasley era conhecido por ser um homem razoável e justo e ninguém questionou o magistrado por permitir esta situação pouco convencional. Um bruxo não se sentava num julgamento acusado de ser uma Criatura das Trevas desde que, séculos atrás, os lobisomens foram classificados como um perigo para a comunidade.

Malfoy foi guiado até ao banco de réus onde, placidamente, sentou-se. No entanto, não ergueu a sua cabeça. Cautelosamente, Arthur aproximou-se. "Sr. Malfoy," ele limpou a garganta. "Sr. Draco Malfoy, pode me entender?"

Não obteve nenhuma resposta. "Sr. Malfoy," ele continuou. "Entende que se encontra, atualmente, em julgamento pelos seus crimes cometidos durante a Segunda Grande Guerra?"

Ainda nada. Arthur decidiu mudar de tática. "É de meu conhecimento que o Sr. Potter explicou-lhe várias vezes o que iria acontecer neste julgamento e, também, o que estava em jogo." A cabeça de Malfoy se moveu ligeiramente, o suficiente para que Arthur notasse a sua reação. "Reconhece, hoje, o Sr. Potter neste julgamento? Pode apontar Harry Potter?"

Ao som do nome de Harry, a cabeça de Malfoy se levantou e ele olhou selvagemente ao redor. Os seus olhos se abriram e se suavizaram ao avistar Harry, sentando na primeira fila, entre o lobisomem e o Weasley mais novo. Malfoy abriu a boca para falar, mas nenhum som veio. "O tribunal está cinte do fato de ter problemas em falar, Sr. Malfoy, mas acha que pode apontar para o Sr. Potter?"

Os olhos de Malfoy brilharam enquanto olhava para Harry, a sua boca trabalhando sem som. Parecia frustrado e furioso ao mesmo tempo. O seu braço se mexia no seu colo, mas se recusava a se erguer. Ele inclinou a cabeça para Harry, implorando para que o auror o ajudasse. Num impulso, Harry se levantou. Todos os olhares se concentraram em Harry enquanto se levantava. Arthur se virou também, esperando que Harry fizesse algo. O bruxo de olhos verdes corou diante da súbita atenção, mas manteve os seus olhos no loiro. "Malfoy," ele falou, alto. "Você conhece Harry Potter?"

Malfoy acenou em concordância. "Aponte para ele, " Harry ordenou. O braço de Malfoy se ergueu e apontou diretamente para o peito de Harry. Murmúrios foram ouvidos na audiência.

O magistrado bateu com o seu martelo. "Sr. Potter, qual é o significado disto?"

"Ele, hum...ele faz tudo o que lhe digo. Senhor."

"E quando, poderei saber, planejava informar o tribunal com essa informação?" Harry estremeceu, sentindo-se estúpido. "Talvez," o magistrado continuou, "seria mais prudente que o Sr. Potter examinasse o acusado, visto que ele parece ser o único a quem o Sr. Malfoy responde."

"O que?" Harry ofegou.

Arthur o agarrou pelo ombro, obtendo um rosnado do argüido que ninguém perdeu e guiou Harry através do pequeno portão até o estrado do tribunal. "Vai correr tudo bem Harry. Aqui esta a lista de questões que eu tinha preparado. Mantenha-se nelas e ficara bem."

Subitamente, Harry viu-se empurrado para a frente de um muito agitado Veela. "Humm, Mal- Draco, a quanto tempo sabe que é parte Veela?" Malfoy manteve os seus olhos presos em Harry mas não disse nada. Harry tentou outra questão. "Quando surgiram os seus poderes de Veela?" Novamente, a boca de Malfoy se mexeu, mas nenhum som veio dele. "Fale," Harry tentou ordenar. Não valeu de nada. O único efeito foi que os olhos de Malfoy lacrimejaram e ele os esfregou ferozmente com as suas mãos sujas.

Harry olhou suplicante para o magistrado. "Não faz sentido, ele não pode falar."

"Vejamos se podemos avançar com perguntas de 'sim ou não', Sr. Potter."

"Oh, sim, claro. Draco, desde que pode se lembrar, sempre soube que era parte Veela?" Um aceno de 'sim' foi a resposta. Bom, Harry sorriu, eles estavam indo a algum lugar.

"Você foi um seguidor espontâneo de Voldemort?"

Novamente, um aceno em concordância. Harry gelou.

"Alguma vez matou por ordem de Voldemort?" Sim, Draco acenou.

"Em batalha?" Não.

"Na batalha final, atacou Ron Weasley com intenções de matar?" Sim.

"Por comando de Voldemort?" Sim.

"Ambos Voldemort e Lucius Malfoy o ordenaram para atacar, hum, Harry Potter, é correto?" Sim.

"Planejava fazê-lo?" Sim.

Harry pestanejou. "Mas não atacou…me. Por que?" Malfoy pareceu frustrado. "Desculpe, não é uma questão de 'sim ou não'."

"Vamos tentar de novo. Quando me viu, ainda queria me atacar?" Não.

"Quer me atacar agora?" Não.

"Ainda quer atacar Ron Weasley?" Não.

"Professor Severus Snape?" Não.

"Professora Minerva McGonagall?" Não.

"Lucius Malfoy?" Harry tentou. SIM, veio o firme aceno.

"Lucius Malfoy," Harry repetiu, contente por estar chegando a algum lugar. "Por que o machucou?" Não.

Malfoy estendeu a sua mão.

"Não toque no argüido," o magistrado ordenou.

Harry olhou para a mão de Malfoy, especulativamente. "Ficara tudo bem, " ele disse, quase que para si. "Ele não me machucara."

Pela primeira vez, as suas peles fizeram contato, quando Harry agarrou a mão de Malfoy, sentindo a familiar onda elétrica pelo seu braço. No entanto, desta vez, veio acompanhada por uma hesitante voz: Harry?

"Eu posso ouvi-lo!" Harry exclamou, excitado. "Posso ouvi-lo na minha cabeça."

Novamente, a audiência libertou vários murmúrios e novamente o juiz bateu o seu martelo. "Por favor, explique-se, Sr. Potter."

"Draco," Harry começou. "Por que quer atacar Lucius Malfoy?"

Porque ele o machucou.

"Porque ele me machucou," Harry repetiu alto, confuso.

"Não entendo, pensei que havia sido ordenado que me matasse. Você disse que planejava me matar."

Isso foi antes, Malfoy disse, enquanto Harry dizia as palavras em voz alta.

"Antes do que?"

Antes de te ver. Antes de te cheirar.

Harry pestanejou e omitiu, ao repetir, a última parte. "Draco, o que sentiu quando me viu?"

Paz. Felicidade. Libertação. Serenidade. Amor.

Harry libertou a sua mão da de Malfoy, enquanto pensava na última palavra. Malfoy gelou e levantou a sua mão de novo.

"O que ele disse, Sr. Potter?" O magistrado queria saber.

"Ele disse...ele disse..."

Cautelosamente, ele pegou novamente a mão de Malfoy. Draco? Ele tentou, formando as palavras na sua mente. Pode me ouvir?

Sim.

Você…me ama?

Sim.

Por que?

Você é o meu par.

"Sr. Potter!" O magistrado explodiu.

Harry saltou, percebendo que para todos os presentes ele e Malfoy pareciam estar de mãos dadas e olhando um nos olhos do outro.

"O que ele disse?"

"Ele disse que eu sou o seu par." Harry sussurrou, não compreendendo.

A sua voz soou alta o suficiente para ser ouvida apenas na primeira fila. A partir dali, as notícias rapidamente se espalharam para trás e a sala de julgamento foi lançada num tumulto. O magistrado batia o seu martelo, mas sem resultados. "Intervalo" ele gritou.

"Não entendo," Harry dizia, olhando dentro dos olhos de Malfoy. "O que ele quer diz-"

Abruptamente, Harry e Draco foram separados. Malfoy começou a lutar, mas foi imediatamente paralisado. Harry lutou contra os braços que o seguravam por trás. "Espere! O que estão fazendo com ele? Alguém pode me explicar o que está se passando!"

"Não aqui, Potter," ele ouviu Snape rugir por trás dele.

"Malfoy!" Harry gritou, mas o Veela era carregado inconsciente entre dois guardas e arrastado para fora da sala. Essa foi a última coisa que viu antes que o suave e sussurrado feitiço o atingisse e ele, exausto, caísse eventualmente num completo sono.

Próximo Capitulo: "A maneira como ele olha para mim, a maneira como ele...me toca. Há um ser humano ali."

N/T: Nossa gente 0.0, muita obrigada mesmo, de coração. A melhor coisa para uma tradutora é sentir que o seu trabalho é apreciado e vcs têm deixado isso bem claro. Adorei todas as reviews, elogiando a fic, a minha escolha, o meu trabalho, a originalidade da autora...Vocês têm sido maravilhosos. Muito obrigada mesmo, tão fazendo uma tradutora feliz. E, claro, muito obrigada a Ivi, pela excelente betagem e paciência comigo no msn. Você é incrível, menina.
Lamento o atraso deste capitulo, mas estive doente e não deu para ser mais rápida, mas aqui está. Bjs e até ao próximo capítulo.

N/B: 'remorso total' Eu fiquei te alugando no msn sábado. A culpa é minha T-T
'prepara cházinho para a Kirina.' Espero que esteja melhor, moça. É sempre bom trabalhar com você!