"Minha voz ..."

Estava fina, parecia até aquela musica de rico fresco, o que estava acontecendo comigo de repente minhas bolas retrocedera ao local de origem? Eu as perdi num acidente? Que porra era aquela com a minha voz?Eu precisava de um espelho, pulei daquela cama, mas aquela merda de soro estava agarrado no meu braço, puxei a agulha e a enfermeira tentou me segurar, empurrei a piranha e corri até o banheiro, tinha um cara lá dentro que se mijou quando eu entrei correndo lá dentro.

Havia uma garota ali dentro, uma garota bem turbinada por sinal, parecia ter uns 16 anos. Por que aquela puta tava me encarando? E aquele bando de bicha também?

"o que é?" gritei para eles.

Eles estavam com os olhos esbugalhados, um deles começou a rir.

"Garota acho que você entrou no banheiro errado?"

Eu tinha cara de travesti por um caso? Que caralho era aquele de "garota"? E onde estava a merda daquele espelho? E o que aquela garota estava me encarando de novo? Aproximei-me dela e a cada passo que eu dava ela também dava um, bati de cara naquele espelho.

"Acho que ela fugiu do manicômio." Cochichou um dos homens do grupo.

Toquei nos meus cabelos, eram do mesmo tamanho que os dela e ela fez o mesmo, toquei no meu peito ela fez o mesmo, eram enormes e por fim toquei lá em baixo e ele tinha desaparecido!

"Não!"

O mundo começou a girar naquele momento antes das luzes se apagarem. Acordei escutando vozes, um policial conversava com uma mulher mais velha que o Matusalém.

"Não temos nenhum registro dela aqui, nenhum documento ou qualquer coisa que diga quem é ou de onde veio..."

"O que vamos fazer com essa pobre criatura? Ela parece tão confusa ..."

"Acho que só nos resta deixá-la com as outras garotas do casarão."

"São boas garotas vão cuidar bem dessa pobre criatura."

O que eu era? A porcaria de um cachorro que caiu do caminhão da mudança? Aquele policial escroto me levou até um bairro onde todas as casas eram iguais, um bando de moleques brincava no meio da rua, riam e corriam de um lado para o outro. Queria mandá-los voltarem para dentro de suas casas ficarem com a puta que os pariu, mas não suportava ouvir minha voz, nem ao menos conseguia me olhar no espelho que era algo que gostava de fazer.

"Qual é o seu nome querida?"

Não queria responder nada aquela massa de feiúra em forma encolhi no banco daquele carro e olhei pela janela, aquilo já estava me enjoando, era tudo tão pacífico, tão perfeito...Que porra! Odiava aquilo mais que minha mãe que o diabo a tenha.

"As outras garotas com quem vai se encontrar é um doce de pessoa, dizemos que são o exemplo da cidade..."

Ele passou toda a viagem falando daquele bando de garotas que usavam uma calcinha de ferro, puta merda eu não agüentava mais aquilo com certeza nem sabiam o que era um vibrador, deviam ser mais feias que um feto abortado.

Era uma tortura, quando cheguei ao tal casarão parecia à casa de campo da piranha daquela boneca Barbie, um casarão rosa e branco feito de madeira de dois andares, era a única casa diferente daquele lugar rodeada por arvores e flores, uma coisa tão fresca e gay que eu quis me matar.

Eu preferia ir para um reformatório, pra cadeia, qualquer lugar menos aquele. Eu não queria sair daquele carro, o policial cruzou o jardim e foi até a porta tocou a campainha,uma garota magrela com um cabelo de cor esquisita atendeu a porta, ele disse algo para ela que olhou na direção do carro e acenou para mim.

Merda,merda,merda! Ela entrou e chamou mais quatro garotas que saíram e também olharam para a viatura, elas e o policial se dirigiram até mim, aquele velho escroto e cabeludo abriu a porta e pediu que saísse, eu sai e por que não sairia depois de ver as virgens da pílula anticoncepcional novamente?

Em roupas casuais pareciam ainda mais com uma propaganda de absorvente.

"Não se esqueça de avisar a ela Sakura."

"Pode deixar Gai-san." Respondeu a garota magrela de cabelos rosa.

Todas acenaram quando o policial entrou em sua viatura e seguiu por aquela rua interminável.

"Qual é o seu nome?"

Perguntou a morena de coques.

"Será que ela sabe o nome dela?"

Ela se dirigiu a garota de cabelos rosa.

"Ela parece muda pra mim."

Falou a loira de cabelos curtos.

"Temari ela deve ter passado por coisas terríveis, vamos entrar, meu nome é Ino."

Aquela garota loira de cabelos longos e olhos azuis me pegou pelo braço, as outras nos seguiram até entrar naquele lugar. Só faltavam harpas tocando e umas asinhas naquelas garotas pra aquilo virar o paraíso, eu era um demônio no céu. Como eu deveria me sentir?

"Você não trouxe nenhuma peça de roupa."

Falava consigo mesma a garota de cabelo estranho.

"Só as roupas da Hinata vão servir nela."

Temari a garota de cabelos curtos falava de uma garota tetuda que estava agarrada no braço de que fiquei com cara de retardada naquele momento, não escutava nada do que falavam, estava hipnotizado e vocês sabem com o que ...

Fiquei esperando em um quarto que tinha cheiro de purificador de ar, havia duas camas naquele quarto decorado com borboletas brancas que pareciam estar voando no papel de parede, todo o quarto era lilás, as roupas de cama tinham babados no chão o carpete era macio e não cheirava a chulé, na verdade parecia que eu estava sentado num campo de flores. Precisava sair dali estava começando a me sentir muito gay.

"O que você achou do meu quarto?"

Ino entrou junto a garota de coques e me sentindo um lixo usava um vestido branco que uma das enfermeiras do hospital me dera e um chinelo de dedo, o que eu era? A vítima de algum desastre natural?

"Acho que a Temari tem razão ino ela deve ser muda."

"Nada disso Tenten, ela deve ser tímida que nem a Hinata."

Tenten sentou-se numa das camas junto a Hinata, Ino jogara a sacola que carregava consigo em cima da cama.

"Acho que esse deve servir."

Tenten apontava para o sutiã que Ino retirava da sacola.

"Eu não sei, o peito dela parece ser um pouco maior que o da Hinata, acho que só o da Madrinha deve servir."

"Não exagera Ino, o da Hinata deve caber."

Tenten se levantou o pegou das mãos de Ino e me entregou. O que ela supunha que ia fazer com aquela porcaria? A única coisa que eu sabia fazer com aquilo era tirar não colocar!Eu não ia colocar aquela merda então o joguei de lado.

"Não jogue ele assim! Você quer ficar com os seus seios apontando?"

Como assim apontando? Será que ela quis dizer com os faróis acesos? Qual era o problema?

"Essa garota não pode ser normal."

"Tenten eu já disse que ela é tímida, deve estar com receio de trocar na nossa frente."

Aquela piranha loira me empurrou para dentro do banheiro daquele quarto que era tão gay quanto. Como é que eu ia colocar aquela coisa? Não tinha nenhuma instrução ou qualquer coisa do tipo? Tinha duas alças e aquelas coisas que pareciam onde os peitos ficavam dentro. Tirei o vestido e passei meus braços pelas alças. Que merda! Meus braços pareciam duas varetas!Onde foram parar todos os meus músculos? Minha barriga parecia uma tábua com um quebra molas no final e minhas pernas! Onde estavam os meus pelos? Estavam ralos e finos e quase não apareciam, além da minha pela estar mais lisa e eu sentia tudo!

Quando digo tudo, digo que sentia o vento bater na minha pele e o tecido das minhas roupas tocarem nela. Era melhor esquecer daquilo, tentei colocar aquela porcaria, mas que coisa mais chata puta que pariu, eu não ia colocar aquilo! Sai do banheiro e o joguei no chão na frente daquelas garotas esquisitas.