In my veins - Andrew Belle

Oh, you're in my veins

And I cannot get you out

Oh, you're all I taste

At night inside of my mouth

Oh, you run away

Cause I am not what you found

Oh, you're in my veins

And I cannot get you out...

x.x.x

Rory estava embaixo da arquibancada observando todas aquelas cheerleaders pularem e fazerem mil acobracias diferentes que só o fazia babar ainda mais com toda a capacidade que aquelas meninas tinham, de serem tão lindas e flexíveis. Ele tinha o direito de ter seu próprio tempo para ser apenas um garoto de vez em quando, essa era uma das coisas boas de estar em Lima, as garotas de lá pareciam ser mais bonitas ou ao menos faziam mais o seu tipo.

Quinn entrou em seguida e silenciosamente e observou enquanto o menino babava pelas garotas. Ele ainda vestia a camiseta regata branca e estava com as mãos no bolso, ela piscou sorrindo para si mesma, Quinn ainda não conseguia entender como nunca havia notado o quanto o menino era incrivelmente fofo, mesmo parado olhando para os atributos de outras garotas.

-Agora eu descobri porque você carrega um lenço em seu bolso. Brincou.

Rory se assustou com a voz da garota e acabou batendo a cabeça na arquibancada, arrancando gargalhadas de Quinn.

-Ho, não, eu só estava... Olhando os jogadores de futebol. Aquele maldito sotaque ressoava novamente, aquilo iria mata-la.

Quinn levantou uma das suas sobrancelhas com a resposta e observou a careta que o menino fazia ao repetir mentalmente o que ele havia falado.

-Isso soa meio gay... Quinn falou, finalmente. - Acho melhor você salvar o resto da dignidade que te falta, dizendo que olhava as líderes de torcida. Disse se aproximando de onde o menino estava para ficar ao seu lado e poder também observar as líderes de torcida.

-Não... Rory tentava se explicar ainda, sem querer parecer um tarado ele queria aparentar e ser verdadeiro naquela situação, mas certamente, não um tarado, -É porque eu queria ser como eles sabe, saber jogar futebol e que todas as garotas me olhassem enquanto passo no corredor. Rory olhou dessa vez para onde estavam os jogadores de futebol, fingindo se aquecerem para observar as líderes de torcida e se virou novamente para Quinn sorrindo.

-Talvez, não seja algo tão incrível quanto parece. Aquilo havia levado Quinn a velhas lembranças de seu passado e ela falava docemente, observando as cheerleaders.

-Eu sei que você já foi uma cheerleader, eu vi sua foto no mural de troféus. Rory resolveu tentar conversar com ela ao notar a tristeza nas palavras de Quinn e em seu rosto.

-Andou me vigiando? Perguntou ela brincando e fazendo o garoto corar levemente. E ele também era lindo corado, ela pode observar.

-Não, é que eu sou um leprechaun e posso fazer viagens no tempo, eu voltei no passado e vi você andando pelos corredores com sua roupa de cheerleader, aliás... Ela fica muito bem em você. Ele estava cantando ela com um sorriso torto em seus lábios, mas quem o podia culpar por fazer isto, quando ele tinha aquela garota loira de cabelos curtos e olhos cor de avelã, que parecia tão doce tão perto uma espécie de mundo secreto que só pertencia aos dois, ele definitivamente tinha alguma coisa mesmo que pequena com Quinn Fabray. Ele sabia que jamais passaria disso, mas gostava de ver como a forma que ele falava a fazia sorrir, e seu sorriso era tão fofo, ele se perguntou se ela sorria assim para todos e em seguida se ela o fazia, porque não estavam todos tão encantados por ela como ele?

-Se eu pudesse pedir alguma coisa, eu pediria para voltar ao passado e ser novamente aquela garota. O tipo de garota que nunca estaria embaixo de uma arquibancada, falando com um garoto como você e... "nem teria uma filha. Ou, estaria com ela." Completou Fabray em seu pensamento, sorrindo para Rory em seguida. Ela não queria ser rude sobre estar ali com o menino, mais os dois sabiam que aquela não era uma situação da qual pudessem se orgulhar, era embaraçoso e só mostrava o quanto os dois se sentiam excluídos daquela pequena sociedade que havia na escola.

-Você ainda é aquela garota, todos ainda te olham quando você passa, como se você fosse uma princesa, sabe... Rory sorriu, um sorriso bobo que ele sempre tinha nos lábios e parecia ser diferente para a menina, ela merecia um sorriso ainda mais encantado do menino, talvez porque ele estivesse encantado e seus olhos azuis pousados nela brilhassem enquanto ele a olhava.

-Ou talvez porque eles saibam que eu não sou uma princesa... Você deve pensar isso, porque tudo o que sabe de mim, é que eu fui uma cheerleader, mas você ia se assustar se ouvisse o que as pessoas falam de mim por esses corredores. Quinn tentou rir, fingindo que aquela situação a fazia rir, que não a magoava.

Quinn mexeu em seus cabelos bagunçando eles um pouco, o que em sã conciência ela estava fazendo? Será que elas estava tão frágil para se render aos encantos de um menino que em outra ocasião ela sequer teria um dia falado?

Com a guarda abaixada e falando de seus sentimentos, para um garoto que ela acabara de conhecer, que era só um excluído social que era ameaçado pelos jogadores de futebol todos os dias e levava slushie na cara todos os dias. Mesmo para ela, aquilo não era algo bom, na verdade só tornava sua situação ainda mais vergonhosa, Quinn juntou mentalmente o resto de dignidade que faltava nela e pensou em sair dali o mais rápido possível. Mesmo que Rory fosse incrivelmente fofo, ele ainda tinha apenas 15 anos de idade e não importava se tinha um sorriso lindo, olhos extremamente doces e azuis... Ou um sotaque que ela achava extremamente sedutor.

-Eu sei tudo que preciso saber sobre você. Que você se parece com uma princesa, que saltava tão alto que parecia que o céu não era um limite, que você parece tão sensível e fácil de se quebrar, apesar de ter uma cara de dar medo ás vezes e que as crianças mais lindas do mundo, podem sair de dentro de você. E lá estava o sorriso em sua face de novo, enquanto ele falava, os dois sorriam um para o outro encantados como se estivessem observando uma obra de arte. Mas eles só estavam se olhando, Quinn desviou o olhar de forma boba quando ele mencionou Beth ou talvez seus próximos filhos, como ela poderia sair correndo dali, se ele tornava aquilo tão difícil!

-Ho meu Deus o seu sotaque... Foi tudo o que Quinn deixou escapar de sua boca e fez o garoto rir, corando em seguida ao ver o que havia deixado escapar de seus pensamentos.

-O que tem o meu sotaque?

-É como se eu não pudesse entender uma palavra do que você diz. Disse a ex-cheerleader, falando de forma segura e séria, tentando inventar uma desculpa para o pequeno leprechaun.

-Desculpa, eu posso falar mais perto se você quiser... E te ajudar a entender. Disse o pequeno leprechaun, se aproximando de Quinn e por um instante ela quase se viu, sendo beijada por um perdedor, irlandês de 15 anos de idade, antes se desvencilhar e se afastar.

-Não, eu entendo tudo perfeitamente. Mas, acho que já está tarde demais e as aulas do Glee Club vão começar . Obrigada por tentar me animar, mais uma vez... Fabray saiu arrumando seu vestido e olhou de forma calma mais uma vez para o pequeno leprechaun, que ainda usava a camisa branca e ela fazia mesmo ele parecer mais bonito.

-Acho que você me deve 3 desejos, pequeno Leprechaun. Disse antes de ir e sorriu, Rory sorriu de volta para ela, o mesmo sorriso bobo que ele vinha fazendo para a menina desde então.

Ele olhou para baixo com as mãos no bolso, ela não precisava pedir, para ele entender que eles não deviam ser vistos juntos, só o fato de que ela havia fingido que não o conhecia o dia todo já lhe dava uma dica. E por mais que Rory se importasse em parar de ser um perdedor e passar a ser alguém importante naquela escola, naquele caso, ele não ligava que ninguém soubesse que ele tinha de alguma forma uma ligação com Quinn Fabray, mesmo que fosse apenas fruto de sua imaginação, ela não se importava em só ficar ali com a menina sem ninguém saber, ele queria a companhia de Quinn se não fosse pedir muito...

Quinn Fabray por outro lado, não sabia no que estava pensando naquele momento, ao dar atenção para uma cantada estúpida de um menino irlandês que era quase 3 anos mais novo que ela e talvez, nunca nem tivesse beijado uma garota. Mas ele a fazia se sentir bem. Talvezninguém precisasse saber que eles sequer se falavam, as coisas podiam permanecer exatamente como estavam. Como se eles nem se falassem e ela teria seus 3 desejos realizados e poderia ensinar o pequeno leprechaun a beijar, em agradecimento por ser a primeira pessoa naquela escola, na verdade para Quinn não se tratava só da escola mas de todos ao seu redor, a fazê-la se sentir bem depois de tanto tempo.

Quinn se sentou em seu lugar de costume no Glee club e viu Rory entrar junto com todos os outros, ele sorriu para ela timidamente e abaixou o olhar se sentando de costas para ela. A quem mesmo ela queria enganar?

Ela queria beijá-lo, e isso não era nenhum agradecimento por ele fazer ela se sentir bem e não a tratar como uma vadia como todos os outros garotos, era só o fato de que o menino fazia ela sentir algo dentro dela novamente, sempre que ele falava e sorria.