Disclaimer: Saint Seiya não me pertence... se pertencesse, a Saori teria morrido no dia em que o Aiolos a salvou, o Camus e o Milo já estariam casados, igualmente o Shaka e o Mú. Mas Saint Seiya pertence á Kurumada, Toei e Bandai (todos os direitos reservados) e essa fic não tem fins lucrativos.
Cap. III
No Aeroporto parte II
A gritaria era ouvida por todo o aeroporto. Todos que passavam por perto paravam para assistir o "show".
-Magda, deixa quieto, não liga pro que ela fala! – Diz Grazie, tentando acalmar a fera.
-Grazie, por Zeus, não se chama uma loira de oxigenada! Isso é contra as regras do MUNDO!
-Minha filha, eu não disse nada de absurdo, - A mulher provocou. – Eu apenas disse a verdade.
-Olha aqui, – Ponderou a libriana. - eu só não vôo no teu pescoço agora, porque eu posso ser tudo, mas eu tenho classe!! E se eu tivesse mesmo olhando pro seu marido? O que você faria? Ele não faz meu tipo, mas é bonitão!
-Ora, sua...
-E tem mais! – Continuou, interrompendo a mulher. – Você é tão esperta que nem viu seu maridinho secando as pernas da Evinha. – Diz, apontando para a amiga.
-COMO OUSA FALAR ASSIM COMIGO, RAPARIGA OXIGENADA?!?
-Ai não, ela disse oxigenada de novo... – Grazie sussurrou para Eva, tampando os olhos com as mãos.
-O QUÊ????? – A lirbiana perdeu o último resquício de paciência que tinha. – RAPARIGA, E AINDA OXIGENADA?? AH, VOCÊ TÁ QUERENDO APANHAR, NÃO É POSSÍVEL!!!! – Magda parte pra cima da mulher, mas antes de chegar ao seu alvo, Eva e Grazie a seguram, impedindo a loira de quebrar a cara da outra.
-Magda, você disse que tinha classe, mas não tá parecendo! – Grazie sussurra no ouvido da loira, repreendendo a amiga.
-Okay. – respondeu, tomando fôlego. – Podem me soltar, prometo que não faço nada.
Se entreolhando, as amigas a soltaram. Magda arruma sua roupa, penteia os cabelos com os dedos, e olha para a cara da tal mulher, com um sorriso irônico nos lábios.
-O que foi? Cadê aquela que não leva desaforo pra casa? – diz a mulher, tentando atiçar a libriana.
-Está bem na sua frente, minha senhora. Muita mais bonita, elegante, gostosa, e com mais classe que a sua pessoa. E quer saber de uma coisa? – Continuou percebendo que iria ser interrompida. – EU ESTAVA OLHANDO SIM pro seu marido! E deu pra perceber o motivo pelo qual ele tava secando as pernas da minha amiga. Ele não te merece! – Magda dá por acabada a conversa e vira-se para ir embora, deixando uma furiosa fera para trás. A mulher ainda tentou ir atrás, mas o marido a segurou, ameaçando chamar os seguranças.
-Gente... – Diz Bruna, boquiaberta. – A Mag acabou com a mulher!
-Meninas, eu não sou de brigas... – Diz Annie. -... mas eu dou nota 10 pra Magda.
-Vamos até elas, - Sugere Polly, observando as três indo até as cadeiras de espera – assim a gente já vai jantar, porque essa discussão me deu mais fome ainda!
As quatro amigas foram andando e dando risada do que havia acabado de acontecer.
-Magda do Olimpo, você quase bateu na mulher!
-Eva, ela me chamou de oxigenada. – Respondeu convicta. – E chamar uma loira de oxigena é pedir pra morrer.
-Mas que foi legal, ah se foi! – Disse a ruiva, segurando o riso. – Meu Zeus, não era pra mim ta apoiando eu tenho que cuidar dessas loucas!
-Magda, meu parabéns!
A libriana ouviu seu nome, e olhou para trás para ver quem a chamava.
-Bruna! – Ela reconheceu a amiga, chamando a atenção das outras duas. – Eva, Grazie, a nossa "troupe" tá completa agora!
Poly, Annie! E Álefe, você entrou mesmo no espírito "zen" do Shaka e do Mú, hein? – Disse Eva, reparando no look indiano que a amiga estava usando.
-Mag, - Começou Annie, chamando a atenção de todas. – Confessa, vai... Você TAVA olhando pro cara, não tava?
-Annie, você tem dúvidas? – Diz Poly. – O coroa era bem "aproveitável"...
-É CLARO que eu tava! – A loira confessou. – Um gostosão daquele desfilando por aí, não tem como não chamar a atenção.
-Eu quase caí de tanto que ele secou as minhas pernas. Se ele queria ir pra um lugar mais reservado, era só dizer, eu ainda não sei ler pensamento.
-Ainda mais com esse tamanho de saia...
-Hiii, olha quem fala: "Madga, a primeira santa brasileira"!!
-Eva, depois da sua amizade "colorida" - Fez o sinal de aspas com os dedos. – com o manobrista, não preciso dizer mais nada, não é?
-Evinha de Zeus, você conhece aquele manobrista lindo, que fica na entrada do estacionamento?
-Poly, é aquele que eu comparei a bunda dele com a do Mú?
-Esse mesmo, Bru!
-Por acaso, é um moço moreno, de olhos verdes, que tem abundância transbordando? – Perguntou Annie.
-Sim garotas. – Afirmou a sagitariana. – Esse é o Marco.
-Eva, não fala esse nome perto de mim, que só de lembrar daquele manobrista... Zeus que o proteja de mim.
Todas caem na risada.
-Meninas, vamos comer alguma coisa que já são 20h00. – Grazie interrompe o ataque de risos, tentando acalmar os ânimos.
Todas concordam com a cabeça, e vão andando até uma das lanchonetes do aeroporto. Enquanto caminhavam até lá, riam, lembrando da discussão que a loira tivera minutos atrás.
Atenas, Grécia, 2h00.
Em um apartamento de luxo, no centro de Atenas, pela janela via-se apenas a luz de uma tela de computador.
-Washu, vem dormir logo, senão a gente vai perder hora pra ir buscar as garotas no aeroporto!
-Litha, sossega. Eu só vou acabar de colorir um desenho aqui e já vou descansar. E outra, elas só vão chegar ás 11h00. Tem tempo ainda pra dormir, então sossega!
-Só que você esqueceu de um "pequeno" detalhe: Faz APENAS 24 horas que você tá acordada, fazendo esse trabalho. Sua patroa não tem consciência não? Você tá de férias, pôxa!
-Litha, fui eu quem aceitou fazer isso nas férias... Ela me ofereceu, e como a grana é alta...
-Okay. – Disse, derrotada. – Eu vou ir dormir... Mas vê se não fica aí até ás cinco da manhã, que você precisa ir comigo, eu não sei como chegar até o aeroporto, e quem fala grego aqui é você.
-Litha, não se preocupa. – Diz, sem tirar os olhos da tela do computador. – Pode ir dormir sossegada, okay?
-Okay... Ah, já ia me esquecendo. É uma surpresa pras meninas, né? Só a Grazie sabe?
-É sim, ela me ligou á algumas horas, dizendo as meninas estão pensando que ficarão em um hotel, e nenhuma delas, exceto a Grazie, sabe que a gente vai ficar junto com elas. Ela me mandou o dinheiro semana passada, pra eu alugar esse apartamento, onde cabem todas.
-Hum, entendi. Então tá certo; vou amar ver a cara delas de surpresa! E você, dona Washu, trate de ir dormir logo, senão as meninas não irão ver você.
-Pode deixar, capitã Litha-chan! – Bate continência, provocando a amiga.
Litha ri concordando com a cabeça e vai andando até o quarto. Washu volta ao seu trabalho, rindo da cara da amiga, e da tamanha preocupação da moça.
-A Litha não tem jeito mesmo. – Disse, sorrindo.
Aeroporto, 20h50.
Depois de terem matado a fome, as garotas ficaram na lanchonete conversando, distraídas. Até que uma voz robotizada diz no alto-falante, alertando todo o aeroporto.
-Atenção passageiros do vôo 500 da TAM rumo á Grécia, favor dirigir-se até o local de embarque. Atenção passageiros do vôo 500 da TAM rumo á Grécia, favor dirigir-se até o local de embarque.[1
-Gente, é o nosso vôo. – Diz Grazie.
-Nossa, me deu até frio na barriga agora!
-Bruna, é só você ver um cara bonitão que já te dá frio na barriga.
-Frio não, Eva, dá calor mesmo! Frio só no caso do Camus.
Todas dão risada da conversa das duas.
-Vamos meninas, senão nos deixam pra trás. – Magda, ansiosa, apressa as amigas.
Elas se levantam, pagam a conta, e vão até as cadeiras onde deixaram as suas malas. Passam no chek-in pra despachar os pertences, ficando cada uma com a sua bolsa de mão. Elas pegam as passagens, e vão até o portão de embarque, entregando a passagem á uma funcionária que checa os documentos dos passageiros. Após tudo checado, entram em uma fila que vai até a porta do avião. Uma a uma, vão entrando na aeronave, acomodando-se nas confortáveis poltronas. Afinal, elas estavam na primeira classe, pois fizeram questão de que essa viagem fosse inesquecível, do momento da decolagem até a aterrissagem na volta ao Brasil dali um mês.
Como trios de poltronas, formaram um trio e duas duplas, para nenhuma ficar sozinha. Sentaram-se: Magda, Bruna e Poly; atrás Annie e Grazie; e logo atrás Eva e Álefe. Todas estavam na fileira de poltronas do meio.
Como todas sabiam que a viagem seria longa, cada uma arrumou uma maneira de se entreter. É claro que todas sabiam que a ansiedade não as deixaria em paz, mas mesmo assim tentariam. Bruna, Eva e Poly pegaram seus respectivos players de música e colocaram no ouvido. Grazie decidiu dormir um pouco. Álefe e Annie pegaram os mangás que a primeira havia trazido, para lerem durante a viagem. Magda optou por assistir á um filme que passava na tela individual de sua poltrona.
Após todos os passageiros estarem acomodados, uma das aeromoças avisou ao piloto que já poderia das as "boas-vindas" aos passageiros, e ditar as instruções para a decolagem. O piloto encarregou o seu co-piloto de checar todos os controles do avião, enquanto ele falava no interfone.
-Senhores passageiros, sejam bem-vindos. A TAM agradece a preferência. Eu sou o comandante Carvalho, e, falando pela tripulação toda, desejamos um ótimo vôo aos senhores. Por favor, pedimos a gentileza de colocaram o cinto de segurança durante a decolagem, e que desliguem os celulares e notebooks. Uma boa viagem.[2
-Uau, que voz mais sexy! – Eva sussurra para Álefe.
-Amiga, se a voz já é sexy por si só, imagina esse piloto então!
-Tô vendo que esse vôo vai ser ótimo...
Atenas, Grécia, 2h30.
As noites quentes na Grécia são muito bem aproveitadas, ainda mais em dezembro, mês em que os estudantes estão de férias. As pessoas, principalmente os jovens, saem para se divertir e para refrescar um pouco, pois 39ºC é um calor insuportável.
Em um dos bares de uma avenida do centro da cidade, o movimento era assustador. Lia-se na fachada do local "Hot Night", nome que os gregos mais conservadores não gostavam muito. Era um nome na língua inglesa, e diziam estar ofendidos por não usarem a sua língua original, ou seja, o grego. O local era aberto, com apenas uma pequena parte coberta por um toldo negro. Haviam mesas de madeira espalhadas pelo "pátio", e todas estavam ocupadas. Uma música típica grega tocava de fundo, como se fosse um som ambiente. A decoração do local era também muito característica da Grécia, com direito á pilastras de concreto segurando a lona citada. As paredes do bar, onde eram preparados os drinques e bebidas, era decorada com quadros e gravuras de heróis e deuses gregos.
Em uma das mesas estavam sentados alguns amigos, conversando. Em cima da mesa havia várias garrafas de ouzo vazias e uma cheia. Um dos amigos pega a tal garrafa e enche seu copo.
-Milo, pára de beber! Você não está nada bem!
-Dido, me deixa em paz. – Respondeu, com uma voz embargada e cheia de melancolia. – Aquele desgraçado preferiu os livros á mim. Isso não tem perdão...
-Milo, você tem que entender que o Camus tem prova da faculdade amanhã e tem que estudar!
-Shura, ele não precisa estudar! Ele é inteligente o bastante pra conseguir fazer aquela porra de prova e ainda tirar 10 sem estudar! – Retrucou, alternado um pouco o tom de voz.
-Shura, acho melhor agente voltar pra casa. O Milo não tá nada bem.
-Eu não quero voltar pra casa! Ele vai estar lá, com a cara enfiada naquele livro... Eu quero é beber pra ver se a tristeza passa... Eu amo aquele desgraçado e ele não liga pra mim... Dido me diz... Eu sou tão feio assim? – Perguntou ao amigo, deixando uma lágrima escorrer pelo rosto.
Afrodite, vendo o estado do amigo, ficou com pena e o abraçou. – Milo, por Zeus, você é lindo! Pára de bobagem e vem, vamos pra casa, você toma um banho gelado e um comprimido pra dor de cabeça, e vai dormir que amanhã tudo melhora, você vai ver.
-É Mi, vamos embora, amanhã você conversa com aquele francês cdf.
-Shura! Dá pra parar de botar lenha na fogueira?
-Ai, Dite, eu só queria descontrair...
-Descontrair acabando ainda mais com o Camus?
-Deixa Dido, o Shura só tá querendo ajudar. – Disse, desolado, levantando-se e indo em direção á saída.
-Shura, paga lá a conta que eu vou levando o grego até o carro. – Afrodite pediu ao amigo, entregando o dinheiro á ele, e pegando as chaves do carro.
-Tudo bem, mas vê se não perde o coitado pelo caminho. – o espanhol provocou. – Pensa que eu já me esqueci do porre do Mask, semana passada? – Vendo a cara que o sueco fez, desviou do tapa e foi correndo até o caixa para pagar a conta.
Legenda:
1 e 2: Me perdoem se estiver errado, mas eu não faço a mínima idéia se é assim mesmo que eles falam... U.U...tudo saiu da minha cabecinha...XD
Pessoas... atualização relâmpago, graças ás ameaças da Mag!!!!
To brincando, Magdaaa!!!
Esse ficou um pouquinho maior, mas só um pouquinho... eu penso que se eu escrever mais que isso, eu me perco O.o"
Well, aí está o fim do barraco da Mag... ela vai me assassinar, eu sei...(Mag, não me mate...eu postei o cap ateh antes do combinado...XDD)
Queria agradecer pelas reviews: Litha, Annie, Washu, Magda, Elisa, Poly e Álefe (que comenta pela comu U.U). MTUU obrigada garotas, vocês que me animam pra escrever
Capítulo dedicado à Áries Sin...gente...EU FALEI COM ELA!!
Espero que tenham gostado
Valeu mesmo por ler, okay??
Milhões e meio de beijos.
Ahhh..e deixem reviews U.U
Bruna.
03.12.07
