CAPÍTULO 3: ENCONTROS E DESENCONTROS²!

MÚSICA:

Taylor Swift – Love Story.

[EDWARD]

Terminei meu banho e fiquei pensando em como convencer Bella de que eu estava realmente a fim dela. Eu deixei a porta aberta de propósito. Quem sabe ela não caía na tentação e viesse me fazer companhia. Mas era uma mulher difícil essa Isabella. Tanto, que não fiquei surpreso quando não a achei em canto nenhum do quarto. Troquei-me e desci, ela gostou tanto da sala, quem sabe não estava lá. Nada. Somente Layca estava deitada na porta em sinal de proteção. Veio em minha direção abanando o rabo e querendo pular em mim.

- Sai pra lá sua traidora, eu ainda não esqueci do que você fez. E cadê a Bella hein? – abri a porta e a chuva estava virando uma tempestade. Nem sinal do carro dela – é garota acho que essa mulher quer me deixar louco mesmo. Vamos para sua casa, antes que a Gogô chegue e brigue com a gente... – nesse momento a porta da frente abriu e meu pai entrou.

- Oi filho. Que chuva forte não é? – me virei em sua direção e apenas fiz sinal afirmativo com a cabeça – até quanto você vai me tratar assim Edward? Eu já tentei conversar com você mas...

- Eu não quero ouvir tá legal? Nada do que venha de você vai me fazer melhor. – me virei para ir embora mas ele insistiu.

- Já tem mais de dois anos filho. Um dia você vai ter que superar a morte de sua mãe e, tenho certeza que Elizabeth...

- NÃO TOQUE NO NOME DELA, E NÃO FALE DAQUILO QUE NÃO SABE... – disse apontando o dedo para ele, saí da sala que nem um louco, levei Layca para sua casinha e fiquei sem saber que rumo seguir. Se ao menos o meu carro estivesse pronto. Quando eu pegasse o James ele iria me pagar caro. Fui para a garagem pegar minha moto. Precisava sentir a adrenalina correndo nas minhas veias para aliviar minha raiva. Ele não sabia de nada para tentar apagar o passado. Quando abandonou minha mãe não pensou que ela poderia não agüentar. E realmente foi isso que aconteceu. Ela adoeceu logo depois da separação dos dois e dentro de seis meses morreu. Eu não aceitava, e nunca iria aceitar o que ele fez.

- Edward meu filho onde você vai? – Dolores perguntou-me da porta da garagem.

- Agora não Gogô. Estou sem tempo...

- Mas meu filho, olha a chuva que está caindo... você vai adoecer... e, o que aconteceu? Aposto que brigou com seu pai de novo. – ela me conhecia bem demais.

- Vai falar com ele. Aposto que terá muitas desculpas para dar. Eu não quero ouvir nenhuma delas. E não se preocupe comigo, sei me virar – passei por ela empurrando a moto, que na verdade era uma máquina. Minha Honda 600, era a alegria da mulherada.

Claro, nessa cidade parada quando eu aparecia abalava tudo. Quem sabe não descolo uma gatinha hoje. Já que Bella me deixou na mão. Mas quer saber, não sou homem de ficar correndo atrás de mulher. Elas é que correm atrás do tigrão aqui. Meu celular está recheado de mulher gostosa. Cada uma só esperando um telefonema, ou até mesmo só um toque, para virem correndo abanando o rabinho gostosinho para o papai aqui. Coloque uma jaqueta, capacete, e saí da garagem acelerando. Teria que comprar outro carro além do Corvette, para não ficar na mão como agora. Não tinha idéia para onde eu iria, não tinha nenhum lugar bacana onde eu poderia me divertir e pegar mulher. Mas nessa casa junto com ele não dava mais para ficar.

Rodei pelas ruas e a chuva aumentou. Resolvi parar numa lanchonete e beber alguma coisa. Minha roupa estava encharcada, mas eu não liguei. Uma dose de conhaque iria me esquentar. Quando entrei, deixei a jaqueta numa cadeira qualquer, já ia pedir a bebida, e quem eu encontro sorrindo e gesticulando com os amigos? Isso mesmo, Bella. Estava mais linda do que da última vez que a vi. Seus olhos brilhando por algum motivo que era desconhecido para mim. Sua risada contagiava o ambiente. Seu amigo Jake, estava lá também, com sua namorada em seu colo. Eles é que são felizes.

Percebendo que estava sendo observada ela virou os olhos em minha direção, e quando fez isso ficamos conectados por mais tempo que o normal. Ela arregalou os olhos quando viu meu estado. Dei as costas para ela e fui para o balcão beber. Sem conseguir me controlar olhei novamente em sua direção. Mas ela não estava mais lá. Será que foi embora por minha causa? Nem terminei de formular este pensamento e ela apareceu na minha frente.

- O que você está fazendo aqui? – nem um beijinho? Ou um, oi gatão – está me seguindo Edward?

- Olha só – não estava com paciência para ninguém hoje – você se acha não é garota. Acha que o mundo gira ao seu redor? – quando terminei de dizer isso me arrependi em seguida. Seus olhos perderam o foco e ela deu um passo para trás.

- Claro, me desculpe. Quanta ingenuidade da minha parte achar que você era diferente dos outros da sua laia – ela se aproximou do meu rosto e sussurrou – ainda bem que eu não fiquei na sua casa. Minha intuição estava certa em relação à você. – ela ia me dando as costas quando segurei seu braço.

- O quer dizer com isso? – ela me olhou de cima a baixo e depois fitou seu braço erguendo as sobrancelhas. Soltei seu braço e ela os cruzou em frente ao peito – eu não sou bom o suficiente para você. Ou o que?

- As duas coisa, você não é bom, e nem o que. Agora se me dá licença.

- Bella, espera – fui atrás dela, eu não queria ficar por baixo – você acha que eu não tenho mais o que fazer a ficar te seguindo? Eu não sabia que você estaria aqui.

- Não faz diferença – ela abaixou seus olhos como que se sentindo desgastada – só não ligue para mim. E curta sua bebida. – queria me socar por deixar ela assim.

- Por que não fazemos assim – dei um suspiro e continuei – eu não tive um bom dia, e sei que você também não. Então por que a gente não senta ali e conversa um pouco, afinal você está me devendo isso lembra? – ela me olhou e vi uma linha de preocupação passar por sua testa.

- Acho melhor não.

- Você só tem essa frase? 'acho melhor não', Mude o disco garota. Diga 'sim Edward eu topo'. – vi uma sombra de dúvida passar por seus olhos – vem, vamos sentar que te pago uma dose do que você quiser – saí arrastando ela até uma mesa. Só para constar eu estava todo molhado.

- Por que você saiu nessa chuva? Não está vendo que pode ficar doente? – o quê? Ela estava preocupada comigo?

- Não fico não. O papai aqui é resistente. Pena que você não quis tirar a prova dos nove hoje mais cedo... – vi um pequeno sorriso se formar em seus lábios. Lindos, rosados e convidativos, quando me lembro de nossos beijos – e você... é vem sempre aqui? – que pergunta mais tosca Edward.

- Na verdade, não muito. E eu ainda acho que você não devia ficar assim molhado – ela olhou em volta procurando por alguém – e como você veio para cá? A pé?

- Vim de moto. Depois se quiser posso te levar para dar uma volta.

- Alguém já te disse que todas suas frases terminam em uma cantada? – ela estava certa.

- Na verdade não converso mais que duas palavras com as garotas. Geralmente elas não deixam. Me atacam – ri da minha própria piada. Mas ela apenas me olhou e ficou séria. Nossa conversa não estava evoluindo.

- Você é que acha que o mundo gira em torno de você garanhão – não sei por que mais essa última palavra em sua linda boquinha, me fez ter inúmeros pensamentos obcenos – e saiba que nem todas as mulheres querem te agarrar a todo tempo. Eu por exemplo – ela fez questão de frisar bem o Eu.

- Pode ser. Mas vamos mudar de assunto. Não quero ser o centro das atenções hoje. Quero saber da sua vida. O que você faz? Essas coisas, trabalha, estuda ou o quê? – dei um espirro.

- Não falei que iria ficar doente. Nós vamos conversar, mas só depois que você trocar de roupa. – disse isso e saiu para ir falar com alguém. Nunca ninguém ligou para minha saúde, além de meus pais e Dolores. O que essa mulher tem de tão misterioso que eu não consigo deixar de ficar curioso? Fiquei observando enquanto ela falava com o tal de Jake. Ele me olhou por sobre o ombro dela e assentiu com a cabeça. Fez um sinal para a moça do balcão e ela foi até a mesa dele. Depois saíram Bella e ela pela porta dos fundos. Enquanto isso eu pedi uma garrafa de vodka para outro atendente. Tomei um como, dois, três copos, no quarto como elas voltaram trazendo consigo uma toalha e um embrulho do que parecia ser roupas secas. Vindo em minha direção ela estava mais linda ainda, com os cabelos meio molhados e a calça justinha nas coxas. Daria para fazer um estrago nessa mulher, meu papagaio...

- Vem Edward, vamos lá nos fundos para você tirar essa roupa molhada – ela era autoritária.

- Não estou a fim – já sentia o efeito da vodka correndo nas minhas veias – me deixa aqui bebendo – dito isso tomei o restante do quarto copo.

- Você é mais difícil do que eu imaginei. E já está bêbado. Vamos eu te ajudo – me ajudou a sair da mesa. Quase caí, e se não fosse por suas pequenas mãozinhas eu teria ido ao chão. Bella era pequena mais muito forte – vamos se apóie em mim – fiz como ela pediu e fomos pela mesma porta que ela tinha entrado antes.

- O quanto daquela garrafa você bebeu? Não está parando nas próprias pernas.

- Não sei o que isso te importa – dei outro espirro e ela me empurrou contra a parede me fitando com aqueles olhos lindos... meus Deus eu preciso dessa mulher.

- Olha aqui seu playboysinho de meia tigela. Estou te fazendo um favor, te ajudando a não pegar uma pneumonia, portanto se vier com mais uma grac... – não deixei ela terminar, beije-a com fervor, como nunca beijei mulher nenhuma nessa vida. Ela relutou um pouco mas acabou cedendo. Suas mãos foram de encontro aos meus cabelos e eu a virei para a parede. Agora eu estava no controle da situação. Se ela pensa que podia falar comigo daquele jeito estava redondamente... certa. Quanto mais brava melhor. Comecei a subir minhas mãos por dentro de sua blusa e pude sentir sua pele se arrepiando ao meu toque. Me esfreguei mais de encontro à ela que gemeu em minha boca. Mas no mesmo instante ela me empurrou e eu fui de encontro à outra parede. Ofegando ela apontou o dedo para mim e falou.

- Se fizer isso de novo, eu te capo. – por reflexo tapei o pimpão, a qual é nunca viram um bilau com nome? O coitado não tinha nada a ver com a conversa – e agora entra logo no banheiro e se troque. – mas eu não conseguia por meus pés em movimentos, ela percebendo minha dificuldade falou. – eu vou chamar o Jake...

- Não, por favor Bella. Me ajuda você – fiz minha melhor cara de cachorro pidão, eu sabia que funcionaria – por favor, eu juro que não tento mais nada. – ela mordiscou o lábio inferior pensando no meu pedido, com isso o pimpão deu um pulo dentro da calça. Pô assim é sacanagem ele protestou. Será que ela não sabe que quando faz isso com a boca minha cabeça tem inúmeros pensamentos pecaminosos? Não, ela não sabe.

- Tá legal, tá legal, mas já sabe. Sem gracinhas – ela abriu a porta e dois caras que estavam lá nos olharam, eu apoiado nela, e ela toda vermelha e meia molhada por minha causa, estavam pensando besteiras por isso saíram rapidamente dali – e agora vamos com calma. – fiquei observando enquanto ela me ajudava com os sapatos, depois meias, a calça, e camisa. Estava começando a sentir frio, e suas mãos estavam geladas, quando as passou sobre minha barriga enquanto erguia minha camisa, gemi feito um gatinho que ganha leite. Ela parou e me olhou, procurando algum vestígio de sacanagem em meus olhos. Vendo que eu não faria nada continuou.

Colocou a outra camisa, que eu nem sabia de quem era, e eu consegui ajudar ela a por a calça. A única peça de roupa que ela não chegou nem perto foi minha cueca. Mesmo ela me vendo sem nada mais cedo, não queria me tocar. Isso me fez pensar o por que – Pronto senhor Edward Cullen, sei que estas não são roupas tão boas quanto as suas, mas é só para não te deixar pior do que já está e... meu Deus você está ardendo em febre – colocou suas mãos em minha testa e arregalou os olhos – vamos sair daqui, vou te levar para casa.

- Me leva para sua casa – eu pedi – não quero ir para a minha.

- Mas Edward, eu não tenho uma casa só minha...e não sei se Alice vai aceitar isso. E por que não quer ir para sua casa?

- Por que eu... – exitei, mas ela estava ali para me ajudar – eu briguei com meu pai. E sei que ele vai ficar fazendo perguntas, das quais não quero responder.

- Vamos fazer assim – ela estava andando de um lado para o outro no banheiro – eu te levo, mas é só por uma hora. Depois as meninas chegam e eu não quero confusão. Além disso temos que ver essa sua febre. – ela chegou mais perto para colocar as mãos novamente em meu rosto, nossos olhares se encontraram. Coloquei minha mão em seu rosto e delineei cada curva de sua boca, sem tirar os olhos dos seus, ela suspirou fundo e se separou mais cedo do que eu queria – vamos logo antes que eu desista. Consegue andar agora?

- Acho que sim. – fui com ela pela porta dos fundos.

- Espera aqui que eu vou buscar meu carro. Onde está sua moto?

- Está lá na frente, mas não acho que vão roubá-la.

- Eu sei, mas vou pedir pro Jake dar uma olhada e se eu demorar ele guarda na garagem. – ela disse mais alguma coisa, mas eu estava prestando atenção em seu rosto, suas sobrancelhas se moviam para cima e para baixo conforme ela falava. Suas mãos gesticulavam o tempo todo, e se ela estava com dúvida de alguma coisa mordiscava o lábio inferior... putz o que está acontecendo comigo? – Ei você está me ouvindo? Ah, esquece... me espere aqui – saiu resmungando mais alguma coisa, que eu não ouvi. Fiquei encostado na parede esperando por ela.

Realmente, eu não estava bem. Sentia frio, muito frio. Não foi uma boa idéia sair na chuva. O carro apontou ao meu lado, entrei e ela me olhou com o semblante sério como de uma mãe que vai dar bronca no filho – escute Edward, eu não tenho nada a ver com sua vida. Mas acho que é melhor irmos para sua casa, afinal seu pai é médico, ele saberá cuidar melhor de você...

- Por favor, eu não quero ir para lá. Pelo menos não agora, disse umas coisas para ele que deve tê-lo deixado com raiva de mim...

- Pais não guardam mágoas dos filhos, pelo menos eu acho. Vamos fazer assim. Eu vou com você. E só em último caso a gente chama seu pai, pode ser? – com ela pedindo assim tão querida.

- Eu tenho escolha? – disse virando para ela – com uma mãe tão mandona como você, ninguém consegue dizer não.

- Eu não sou mandona, apenas sei o que é melhor para você nesse momento.

- Tudo bem mamãe. – ela deu uma risadinha, e acelerou. De uma coisa eu tinha certeza, ela era uma boa motorista. Saiu da lanchonete a todo vapor, virando as ruas com muita destreza. Seu carro mesmo sendo antigo, era super veloz, e em menos de dez minutos estávamos em casa. O segurança quando nos viu, deu passagem livre. Isso era um bom sinal, quando ela quisesse vir aqui não seria barrada.

- Tem alguém na sua casa além do seu pai? – ela perguntou enquanto estacionava no mesmo lugar de antes, em frente à porta de carvalho.

- Dolores deve estar aí também, por que?

- É para o caso de precisarmos fazer um chá para você. – ela deu a volta no carro e eu segui o movimento dos seus quadris. Seu gingado era sensual mesmo que ela não quisesse. – Vem garanhão, ou vamos congelar aqui fora. – eu sabia que ela estava brincando, mas só com essas palavras eu já ficava todo animadinho.

Fui aos trancos e barrancos para o quarto. Bella me ajudava quando eu tropeçava, e eu me aproveitava para apalpar ela nos lugares onde eu alcançava. O efeito da bebida já estava passando, mas eu não podia perder a chance de segurá-la em minhas mãos cheia de dedos. Ela me ajudou a deitar na cama, e disse que iria ver se tinha alguém em casa para me atender. Mas quando ela ia saindo segurei seus braços e colequei sobre mim na cama. Ela me olhou assustada, corando logo que sentiu minha ereção. Fitei seus grandes olhos chocolates. Sendo retribuído por um sorriso doce e sincero.

- Você não desiste não é mesmo? – espalmou as mãos em meu peito, começando a desabotoar minha camisa – fico pensando em como sua vida deve ser difícil, com todas as mulheres se jogando aos seus pés – enquanto ela falava, suas mãos trabalhavam em minha camisa – mas saiba Edward que nem tudo nessa vida são flores. E eu sei por que você está encarnado atrás de mim – ela sabia? eu não – é por que eu te disse não. Do contrário eu não estaria aqui agora com você. – ela disse isso e se afastou, em seu rosto tinha uma expressão de tristeza que me cortou o coração.

- Você não sabe o que está dizendo Bella – puxei seu rosto para que ela pudesse me olhar – eu não estou encarnado atrás de você como disse – não sabia qual era a palavra certa para falar para ela – eu só não sei explicar...

- Você não precisa se explicar. Até por que eu não sou nada sua – agora ela se levantou e foi até a porta – se cubra enquanto eu vou buscar alguém – e com isso ela saiu do quarto, me deixando apenas com seu perfume em meu corpo. Perfume de rosas. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, devia ser a febre, mas quando ela saiu do quarto fiquei com o coração apertado. Como se faltasse alguma coisa.

Alguns minutos depois ela retornou ao quarto. Percebi que estava com uma xícara com algum líquido muito quente, devido à fumaça que saía. Sentou-se na beira da cama e ficou me observando. Tentei me sentar para tomar o chá, mas não conseguia me mover, minha cabeça parecia que ia estourar. Ela vendo meu esforço veio para meu lado e me ajudou. Quanto coloquei o chá na boca quase vomitei.

- Argh. Bella, está tentando me matar – falei limpando a boca na coberta – que diabos tem nesse chá?

- É cebola, mel e limão – ela disse me encarando séria – e pare de reclamar foi o melhor que eu pude fazer.

- Como assim você fez? Cadê a Dolores?

- Acho que não tem ninguém em casa. A cozinha estava totalmente deserta. E a casa está no mais completo breu.

- Acho que Dolores foi visitar a irmã. E meu pai, bem esse aí não quero saber – estava com muito frio, meus dentes estavam batendo uns nos outros – deita aqui comigo. Não vou fazer nada eu prometo – não sei o que me deu, mas não queria que ela fosse embora.

- Acho me... – olhei para ela suplicando – como homem é mole, meu Deus – ela reclamou mais alguma coisa e deitou ao meu lado na cama. Me aconcheguei nela, que por sua vez ficou passando a mão em meu cabelo. Estava tão gostoso aquele carinho – se você não melhorar vou ligar para seu pai, e não adianta me olhar com essa cara.

- Ok. Mas eu sei que vou melhorar se você não for embora – disse isso bocejando – promete que não vai embora – demorou muito para ela responder, depois de um longo suspiro ela disse.

- Prometo, mas só se você tomar mais um pouquinho do chá.

- Pelo amor de qualquer coisa, isso não. Esse chá está muito ruim, tem gosto de cebola, argh...

- Então, eu vou ligar sim para seu pai – ela ia se levantando da cama quando eu me rendi.

- Tá bom, tá bom, me dá logo essa gororoba pra cá – ela me fuzilou com os olhos – o que? Não quer que ache isso um manjar dos deuses não é? Mas eu faço isso por você – tomei mais da metade do chá do demônio que ela me fez. Será que ela não colocou laxante nisso? Acho que não. Ela não faria uma coisa tão baixa assim, ou faria... não queria acreditar nisso.

- E agora deite e tente descansar, acho que você vai ficar com uma gripe muito forte. Não sei o que tem na cabeça para sair desse jeito nesse tempo.

- Falou mamãe, por que você não para de reclamar e deita aqui comigo de verdade? Estou com muito frio e preciso que alguém me esquente. – ela franziu a testa e ficou pensando por mais tempo que o normal – por favor – eu implorei mais uma vez. Soltando outro suspiro ela se rendeu e deitou ao meu lado na cama, cara ela está na minha cama. Isso é um progresso. Melhor nem ficar pensando muito, pois do jeito que ela é arisca, escapa que nem uma cobra das minhas mãos. – você podia cantar para eu dormir né? – tudo bem eu estava apelando, mas pô, eu tava doente. E se ela não fizesse alguma coisa para me distrair era bem capaz de agarrar ela e fazer tudo o que eu tinha vontade.

Ela riu com vontade, e para minha surpresa começou a cantarolar uma música bem bonitinha, e que eu achava sua cara. Ficou fazendo carinho em meus cabelos até que não conseguia mais ouvir sua linda voz... fui levado para o mundo dos sonhos. Ao longe ainda pude ouvir um "durma bem garanhão", com sua linda e doce voz, e depois disso mais nada.

MÚSICA:

Taylor Swift – Love Story.

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