Disclaimer: Bleach©. Tite Kubo. Sem fins lucrativos.
Et Voilá!
---ooo---
Espero de você o mesmo que espero de mim: Firmeza em cada palavra dita, dos traços até as pontas das vírgulas subliminares de seu pensamento.
E, por isso, sigo seus passos fincados na areia apenas para assistir o ato final. Sou nada mais que um espectador crítico, que não irá aplaudir, nem admirá-la.
Es tão fútil. Não é por que não expresso que não possa compreendê-la. Nem sentir... Nem Amar.
Quantos de seus gritos terão que ser dados para que consiga ser ouvida por ele?
A insistência nessa tola obsessão será o caminho que te levará ao colapso.
Mas quantos de meus gestos terão de ser feitos para que eu possa ser notado?
A insistência nessa tola fascinação será o caminho que me levará ao abismo.
-
De Louis McDowell
Betado por Kira 'Larry'
-
- Que... Excelente notícia, Inoue. – A voz de Rukia saiu em baixíssimo tom, mas suficientemente forte para que todos, em silêncio profundo, ouvissem. Orihime mantinha-se rindo enquanto abraçava o moreno com intimidade.
Surpresa. Desgosto. Frustação.
Não havia palavras mais límpidas do que estas que pudessem expressar o tenso ambiente daquela aglomeração de pessoas reunidas na Igreja. A realidade estava ali, crua, para os que quisessem testemunhá-la.
Surpresa para os que julgavam aquele casal impossível.
Desgosto, pela minoria, ao ser obrigado a crer naquela ironia ridiculamente indesejável.
Mas nada era pior do que sentir nos lábios, o amargo sabor da frustação. Para aqueles que lutaram contra os comandos do General Yamamoto e basicamente o Hueco Mundo inteiro, apenas por acreditar em uma companheira fiel que fora sequestrada cruelmente pelo inimigo, era um pesadelo concretizado. Viram seus esforços serem reduzidos a nada. Afinal, tudo indicava que se a deixassem lá, Inoue estaria segura, posto que o 'namorado' era o 4º Espada e que catastroficamente beirava a força de um vasto Lorde.
Por conseguinte, Rukia tentou suavizar as sobrancelhas tensas enxugando o suor proveniente daquele clímax com um pequeno lenço de seda. Seus finos lábios, ainda que forçados, riscaram um sorriso de satisfação. Entretanto, a morena ainda podia sentir a dor da lâmina do 9º Espada penetrar em seu peito e fazê-la cair inconsciente por terra apenas por acreditar naquela garota supostamente solitária, companheira e frágil.
-
Capítulo II
Coração de papel
-
Ainda visualizando a cena, na sétima fileira, estava a Ex-3º Espada, Nell. Ao seu lado direito, a Ex-6º Espada Grimmjow e ao seu lado esquerdo Noitora, Ex-5º Espada.
Para muitos, Grimmjow não passava de um mero Arrancar insensível, malvado e durão que arranjava mais inimigos que aliados. Entretanto, isso não o impedia de ter suas fraquezas como qualquer outro ser. E de fato, sua maior fraqueza estava lá, completamente desconfortável com a situação que testemunhava.
Tivera sido o primeiro a perceber a súbita alteração no rosto da jovem que ocultava a face com os cabelos ondulados e apertava com ansiedade a borda da saia. Uma leve alteração nas sobrancelhas fora realizada pelo rapaz de olhos azuis ao constar que o motivo de toda aquela inquietação na mulher ao lado rodeava Ulquiorra.
De imediato, a puxou masculamente pelo braço em direção á saída da Igreja. Ela, por vez, caminhou sem que nenhuma revolta fosse manifestada.
No mesmo instante, Noitora a observava tomar distância enquanto se mantinha tediosamente sentado. O orgulho ainda pulsava firme e, a seu ver, se rebaixaria caso a ajudasse. Preferia seguir alimentando um ódio que já não existia mais, mantendo acessa a perfeita ilusão da ignorância.
O sentimento de inferioridade era mil vezes pior do que ter a sensação de perdê-la.
Após o ocorrido, um alto bater de mãos foi feito para que se chamasse atenção. Urahara, soltando um de seus mais largos sorrisos, pousou os braços nos noivos e literalmente os despachou para o altar. O loiro não deixaria que aquela felicidade fosse borrada por pouca coisa. Yoruichi apenas os acompanhava com um discreto curvar riscado nos lábios.
E os olhares voltaram lentamente a se concentrar no próspero casal em treinamento. Não demorou muito para que a atuação de Inoue fosse abafada pelos risos de alegria do jeito esquisito de Ichigo declarar seu amor á Kuchiki. A garota de cabelos alaranjados observava fixamente cada passo, cada palavra e cada olhar que Ichigo compartilhava com a morena.
Sem despedidas, Ulquiorra caminhou para fora daquele lugar não se importando em dar as costas para Orihime, que, ao perceber, tivera que acelerar o passo para alcançá-lo. O agarrou pelo braço sendo friamente empurrada. Caiu ao chão feito lixo. E dele, apenas o olhar conseguiu fazê-la entender.
- Tome muito cuidado com suas atitudes, caso contrário, cairá por terra várias vezes, mulher. – Advertiu. – Só porque lhe beijei não significa que estarei ao seu dispor. – Completou.
- Faço qualquer coisa! – Suplicou.
- Tão desesperada assim? – O rapaz estreitou os olhos. – Eu esperava que tivesse um pouco mais de compostura.
Ela o encarou com simplicidade. Estava determinada a fazê-lo aceitar a proposta nem que fosse a última coisa que fizesse. Entretanto, ele não cederia, por mais que a vontade de aceitar lhe sufocasse. Deu as costas enquanto indagava.
- Não a desmenti somente porque queria saber o que humanos sentiam num beijo. – Mentiu.
- E o que sentiu?
Ele parou. Assimilou a pergunta notando cada entonação esperançosa daquela frase, não hesitando um único instante em processar algo tão profundo que a fizesse desistir de toda aquela decrépita bobagem fantasiosa.
Era duro admitir para si mesmo, mas não queria testemunhar o sofrimento que a garota se auto-obrigava a carregar por aquele homem, posto que era óbvio que, se caso Ichigo não amasse Rukia, não iria se casar com a mesma, mas sim rechaçá-la.
- Sabor de desgosto mesclado com uma demasiada frustração. – A voz saiu cortante o suficiente para que a determinação de Orihime falecesse como borboleta, que manifesta elegância por apenas um único dia.
Sentiu-se desanimada mesmo estando ciente de que não deveria se sentir de tal maneira, já que estiva lidando com uma pessoa fria e, por que não, insensível. Cabia a ela apenas aceitá-lo dessa forma.
Pôs a observá-lo tomar distancia. Sem ressentimento. Sem piedade. Sem coração. E num ato de redenção áquela voraz frieza, abaixou a cabeça soltando um bufar de desgosto. Voltou à estaca zero.
-"A farsa logo será descoberta." – Foi o único momento em que os pensamentos de ambos entraram em sincronia, embora o tom da frase tivesse um sentimento distinto para cada um.
Ela permaneceu paralisada como fizera na última vez, deixando o tempo passar como se não importasse. Pensou em se suicidar. Qualquer dor era ainda melhor do que a dor de ver seu amor desmoronar sob efeito dominó. Orihime permaneceu fixada naquele lugar durante longos quinze minutos feito porcelana oca antes de caminhar para onde seus pés ordenavam.
Numa rua de arvoredos extravagantes e casas aconchegantes estava Ulquiorra. Com uma chave nas mãos, finalmente já estava chegando em casa. Abriu a porta e não escondeu a face perturbada ao sentir o embriagante perfume da garota de cabelos alaranjados na casa.
Aquele odor partia de todos os lados: Do sofá aos brancos móveis da cozinha. Decidiu arejar o ambiente. Fechou a porta com a mesma velocidade que abriu as janelas. Pronto. Só restava esperar para que o vento pudesse desvanecê-lo.
Após o feito, o tempo foi passando com certa cautela. Quando Ulquiorra olhou o relógio batiam nove da noite. Para ele, era algo desastroso. O cheiro de Inoue já havia sumido, mas a presença nem um pouco. Ele, sem dificuldades, ainda podia sentir o abraço que o circundou com intimidade pelas costas. A sensação fora maravilhosa mesmo que não expressasse tal fraqueza.
Fechou os olhos numa tentativa de minimizar aquela estranha sensação que acelerava pouco a pouco seu coração. Quando um relapso de razão o atingiu, a porta fora batida e pelas horas que o relógio de parede sentenciava, já não havia realmente ninguém que pudesse visitá-lo.
Com tédio, ele abriu a porta.
Não demorou em reconhecer a figura feminina extremamente pálida a sua frente, rodeando os orbes esverdeados com sarcasmo. Era Inoue. Bateu a porta na face delicada para que não a estrangulasse ali mesmo. Já começava a se cansar de todo aquele melodrama idiota da garota e jurava que sua zanpakutou criaria pernas para que a mesma pudesse eliminar Inoue, posto que o Arrancar se limitava apenas a bufar.
Encostou-se na porta.
Orihime ficou olhando inexpressivamente a porta, não deixando de reparar a penumbra da sombra que o corpo do moreno produzia por detrás dela. Decidiu fazer o mesmo que ele, então. Apoiou suas costas na porta e lentamente escorregou ao chão. Juntou os joelhos colocando as mãos em cima dos mesmos, e abaixou a cabeça. O rapaz, percebendo o ato da garota também se sentou no chão, sabendo que Inoue desabaria ali mesmo.
- Mesmo estando rodeada de amigas, eu me sentia sozinha. – Iniciou sem realmente se importar em falar com o nada. – Eu via as pessoas rindo, unidas uma às outras como se tivessem conectadas de alguma forma... E... Eu desejava com todas as minhas forças conhecer alguém que me fizesse me sentir daquela maneira.
O moreno permanecia encostado em silêncio, aguardando com sonolência o término da confissão. Acabou tornando-se ouvinte daquele desabafo melancólico.
- Quando eu conheci o Kurosaki-kun... – Ela hesitou abrindo um sorriso. - Pela primeira vez, depois da morte de meu irmão, eu pude me sentir feliz. Eu o observava tão solidário a ajudar os outros, a coragem para vencer as dificuldades. E mesmo não sorrindo muito, ele sempre aparentava estar feliz e em paz consigo mesmo. Era tão diferente dos outros... Tão diferente de qualquer homem que já tenha conhecido. – A face sorridente apagava-se a cada palavra dita, dando espaço para os olhos incrivelmente úmidos. - E desde então, sigo silenciosamente o amando. Porém... – Ela hesitou ao sentir uma imensa ardência na garganta dominar e permitir com que os olhos fraquejassem liberando algumas lágrimas. – A felicidade esta indo embora de novo! Dói muito! – Concluiu com dificuldade.
Ulquiorra piscou. Algo em seu interior estava mudando ou finalmente começava a compreender o que realmente eram os humanos. Nunca havia pensado no ponto de vista de Inoue antes de julgá-la. Mesmo assim, não achava que era um bom argumento para querer distanciar Ichigo de Rukia. Não era o Sr. Cupido, mas era sensato.
- Viva por você. – A voz masculina sentenciou em tom serio, aguardando uma resposta.
Em vão.
Os soluços já a dominavam e, para ele, não havia motivo em esperar algum argumento vindo por parte dela. Orihime ficaria ali, chorando até ir embora ou cair no sono. De qualquer forma, também não havia mais nada a ser dito. Era simples. Era racional. Levantou e se pôs a caminhar para a escada que daria ao quarto. Definitivamente precisava dormir.
Quando seus pés alcançaram o quinto degrau, ele ouviu a fina voz feminina passar aos seus ouvidos. Um pequeno murmuro o deteve ali.
- Como posso viver se já estou morta? – Ela respondeu num sussurrou inaudível, enquanto ocultava a face chorosa permitindo que as lágrimas molhassem seu delicado e macio vestido floral.
Ulquiorra parou para ouvi-la. Pela primeira vez, se permitiu tratá-la com carinho. Não por compaixão, mas pela sinceridade em sua fina voz.
Era verdade: Inoue Orihime estava morta. Sempre esteve, posto que o destino laçou Ichigo à Rukia desde o primeiro encontro. O moreno soltou um longo suspiro. Ele, mais uma vez, roubava o título de herói, ainda que a ideia lhe causasse náuseas.
Massageou a testa com a ponta dos dedos antes de abrir a porta e pegá-la nos braços. Definitivamente ela balançava seu coração.
---ooo---
Não houve palavras, troca de olhares ou afeição.
Grimmjow e Neliel caminhavam como dois desconhecidos, ainda que os passos estivessem sincronizados para o mesmo lugar. A formalidade e desconfiança pela qual se tratavam não ocorreu ao mero acaso. Foi adquirida no Hueco Mundo na luta pela sobrevivência e evolução e se fixou em Las Noches.
Quando chegaram a uma casa banhada com traços e toques ao estilo Vitoriano, ele foi suavizando os passos até parar de frente a porta, e virando a cabeça a olhou. Como conseqüência, a troca de olhares foi inevitável.
Ela, por conseguinte, assentiu um agradecimento com a cabeça. O rapaz abria e fechava por diversas vezes os finos lábios numa tentativa de pronunciar algo. Em vão. E sem perceber o esforço do Ex-Arrancar, Nell fechou a porta, deixando aqueles orbes de águas cristalinas pairarem na solidão.
Mesmo assim, ele continuou paralisado em frente à porta encarando o vazio. E, em sua mente, um encadeamento de idéias fazia o canto dos lábios se contorcerem de agonia. O rapaz, mais uma vez, não conseguira dizer as palavras que tanto queria que fossem ouvidas por ela...
Numa tentativa falha de aniquilar sua frustação, apertou fortemente os punhos até sangrarem. Se auto punia por ser desprovido do dom das palavras que, em inúmeras ocasiões, o dispensou, acreditando que sua vida baseava-se apenas em matar e se destacar dos demais. As palavras naquela época realmente não importavam.
Logo, um suspiro cansado lhe veio aos lábios enquanto direcionava seus passos para a calçada.
Ao céu noturno, a Lua lhe fazia companhia e ele, inconscientemente, começava a se assemelhar cada vez mais com aquele pequeno satélite.
Ambos compartilhavam do mesmo problema: Eram poucas palavras para tanto sentimento.
Lembranças.
Casa adentro, Neliel caminhava a procura do sofá. Precisava repousar, mas, acima de tudo, recolocar as idéias e fatos daquele final de tarde. Fatídico, tenso. Afinal, ela lentamente percebia o que era aquela sensação que iniciava friamente pelos pés subindo direto ao coração ao ver Ulquiorra.
Jogou-se no sofá levando as mãos à cabeça e, na mesma posição, seus olhos fixaram-se na estante a procura do livro mais apreciado: "Sem entender passei a te amar".
O livro contava uma intrigante história que, ao longo das páginas amarelas, contava o drama de duas almas apaixonadas que se encontravam de geração em geração reencarnadas.
Mas havia um "porém" no romance: Antes do primeiro beijo um deles falecia. Cabia a heroína Laura, 16ª reencarnação de Margarett, acabar com aquele destino fadado a uma história de amor que não podia existir. Dois corações, duas vidas e apenas uma chance de acertar.
Soltou um meio sorriso ao mirá-lo tão bem guardado na estante. Com os olhos fixados nele, levantou-se esticando uma das mãos até alcançá-lo e o tateou por um momento o circundando num abraço carinhoso. Um leve suspiro lhe fugiu dos lábios rosados.
As lembranças pareciam rodeá-la.
Aliás, tudo nela se resumia á lembranças. Igual a Laura. Isso talvez pudesse explicar o motivo da demasiada fascinação pelo livro.
Entretanto sua história possivelmente não girasse em torno do homem que pensava que fosse o ideal. Era sensata e se sentiria péssima caso fizesse algum mal à Orihime. Afinal, se ele a escolheu era porque a garota era digna de sua companhia. De qualquer forma, ela notou seus sentimentos antes de aflorarem, possibilitando minimizá-los aos poucos.
Pensar dessa maneira, de certa forma, aliviava o pesar do coração confuso. Novamente riu, ainda que apenas por um instante.
Suas risadas logo foram abafadas pelo ritmo de um suave timbrar que tocava no telefone. Ela atendeu o chamado espontaneamente. Um saudoso "alô?" foi dito pela mulher, que não fora respondido. No outro lado da linha, um silêncio desconfortável mantinha-se dominante junto a uma respiração de ritmo tenso.
- Guarde segredo que te quero. – Foi a única frase que a rouca voz permitiu sussurrar ao telefone antes que desligasse.
Neliel piscou. Aquela voz lhe soava familiar mesmo não lembrando de quem era possuidor da mesma. Permaneceu durante alguns minutos com o telefone encostado no ouvido escutando o som que o aparelho reproduzia ao terminar uma chamada.
Foram pouquíssimas palavras para tanto sentimento.
---ooo---
Dessa vez, ao invés de despachá-la no sofá, a levou para a cama. Não pensou em segundas intenções. Apenas a queria mais por perto. A repousou delicadamente sobre a cama enquanto que a mesma o encarava assustada.
- Se quiser que seu plano dê certo ao menos não o olhe como se estivesse vendo sobremesa, ou vão pensar que ganhei um par de chifres extra além dos próprios da minha Ressurreción. – Diferente de outrora, a voz de Ulquiorra saiu suave, fazendo com que Inoue desse um riso, fazendo questão de abafá-lo com as mãos.
- Arigatou... Ulquiorra-kun. – Agradeceu ainda que a voz saísse irregular graças às lágrimas. Ele assentiu positivamente antes de esticar suas mãos para entregar um blusão branco á Inoue, que foi ao banheiro para se trocar, e não demorando muito. A garota gentilmente voltou a se acomodar na cama e um aconchegante silêncio inundou o vasto quarto com exaltação. Nada o tirava de lá. E nem era preciso.
Os olhos fixaram-se uns nos outros com cumplicidade de amantes, enquanto suas faces se aproximavam lentamente até ambos sentirem as respirações se mesclarem. Com o transbordante silêncio que se fazia no ambiente, Inoue deixara levemente seus lábios entreabertos para respirar melhor, devido ao ritmo desenfreado com que seu coração batia, o que logo provocou o moreno a roçar seus lábios aos dela.
Pausaram por uma breve hesitação do rapaz. Ele começava a se perguntar se tudo aquilo que pensava sentir fosse juramento em falso que fazia a si mesmo. E se estivesse começando a gostar dela? E se aquele sentimento já existisse?
- Quando disse que faria qualquer coisa para que eu aceitasse... – Ele pausou por um momento querendo achar a resposta sem que precisasse perguntar, mas não vendo alternativa ele calmamente prosseguiu. – Se referia a isto? – Sem encontrar a palavra certa para substituir o "isto".
A face de Orihime ganhou um forte rubor ao entender a malícia da frase. Ela preferiu manter o silêncio. Sua resposta viria mais rápido do que o moreno pudesse imaginar. E novamente começaram outro beijo, este com um simples toque, um pequeno roce, degustando a maciez e umidade com que os lábios se encontravam. Inoue podia sentir seu corpo gelar diante daquela situação. Tentado a sentir a pressão de seus lábios contra os dela, Ulquiorra a beijou com firmeza sobrepondo um pouco de seu peso em cima da jovem.
Por vez, a garota apenas acompanhava o ritmo do beijo enquanto suas mãos subiam carinhosamente pelas costas do moreno até chegarem a nuca. Ainda não saciado o sentimento de desejo, o moreno começou a dar pequenas mordidas sob o aveludado pescoço da jovem, enquanto que a mesma mordia os próprios lábios um pouco mais carnudos que os dele, na intenção de provocá-lo.
Ele já não se importava muito com a resposta. Estava ciente de que ela teria que pagá-lo pelo enorme favor que faria. Com ou sem sentimentos em jogo.
A partir daí, os beijos delicados deram espaço a beijos mais profundos e roces corporais mais ríspidos.
Pequenas mordidas foram dadas nos lábios da amante, que permitiu a passagem da língua do possuidor dos olhos esmeraldinos em sua cavidade bucal, aprofundando ainda mais o beijo.
Por um breve instante os lábios do moreno buscaram oxigênio para em seguida dar pequenas sucções nos lábios de Inoue. Após isso, ele se distanciou de maneira a se deitar confortavelmente na cama. Ela, por outro lado, sentou-se na cama de forma a encará-lo espantada, franzindo uma das sobrancelhas como um sinal de dúvida.
- Não faremos nada. Seu objetivo é ter Ichigo e o meu é de ver onde isso vai dar. – Sentenciou seriamente enquanto mirava o teto.
-... Tem razão... – Concordou a jovem um pouco menos enfática que ele. Achou bom, já que não aguentaria conviver em paz com um pagamento tão caro quanto o que estava pensando. Suspirou aliviada deixando um sorriso pincelar sua rubra boca.
-Porém... – A voz masculina a deixou arrepiada. Tinha um mau pressentimento do que ouviria após aquele suspense. - A partir de hoje você dormirá na mesma cama que eu. –
Talvez tenha sido a primeiríssima vez que Ulquiorra permitiu um malicioso sorriso beirar o canto de seus lábios enquanto via uma Orihime surpresa e envergonhada no canto da cama. O custo de seu favor era bastante caro.
Mas para ele, a diversão apenas havia começado.
---Continua---
#Notas do Autor#
Olá leitores! Estava com saudades de vocês!
Louis voltou com mais um capítulo feito e betado pela fabulosissíma Larry, que, graças á Deus está bem de saúde.
Eu deveria mudar "Notas do Autor" para "Cantinho do Confessionário do Louis" já que aqui eu faço todos aqueles ataques perfeccionistas que eu fico guardando na mente por dias, semanas e até meses: Não estou conseguindo manter as personagens tão fiéis quantos os originais. Para minha pessoa, é muito difícil deixar Ulquiorra frio e ao mesmo tempo romântico e sensível. Estou tentando moldá-lo de forma que gradativamente ele mude sua visão e seus sentimentos á Inoue. Então, eu espero que não tenha ridicularizado tanto o casal quanto eu achei que ficou.
Aos leitores que se perguntam sobre a relação entre a 4ª e a Ex-3ª Espada, com calma, tudo se encaixará, visto que já notaram o quanto eu a-do-ro insinuar UlquiNel. Quanto ao Noitora, tenham paciência que aos poucos tudo se resolverá também. Não posso colocar um homem sádico e super orgulhoso todo babão para cima da Nellzinha, não? Além de OCC TOTALLY ficaria feio. Isso é opinião minha, não precisam me agredir.
Outro fato: Não estava conseguindo responder reviews pelo site. Tentei enviar para todos, mas se caso alguém, por infelicidade ou azar, não tenha recebido sua resposta, favor me comunicar.
E se você ainda achar que a Fic seja merecedora de review, serei grato.
Abraços e até a próxima!
