Obrigado pelos comentários.

N.A: Essa é a penúltima parte eu espero, não gostei dela, mas achei que através dela eu chegaria ao final que eu mentalizei desde o começo da fic, não sei, não pretendo fazer uma grande reviravolta, odeio fics que dão um giro de cento e oitenta graus, só se essa for muito bem elaborada!

Agradeço por tudo e boa leitura!

PARTE TRÊS

A chuvinha que ocorreu pela manhã tornou-se num tremendo temporal durante a tarde, todas as aulas fora do castelo foram canceladas e os treinos proibidos. A noite caiu rápido e cedo, o céu, que já estava cinza-escuro, tornou-se negro facilmente. As fortes gotas de chuva castigavam as janelas da Torre da Grifinória, que estava lotada esta noite.

- Onde está o Rabicho? – perguntou Tiago, olhando em volta do trio de marotos.

- Sei lá! – falou Almofadinhas.

Nesse momento, um pequeno grupo de quartanistas passou por ali com, cada uma, um sorriso no rosto e fofocando uma com as outras, Remo lançou-lhes um olhar fuzilante e elas pararam desviaram o foco de seus olhares, que antes eram os três marotos.

- Tiago!!! – chamou uma garota, saindo do meio da multidão – Aconteceu uma tragédia... – Remo deu uma olhada de esguelha e viu que era a batedora do time da Grifinória, voltando logo após sua atenção para sua leitura – o Bartolomeu, ele tomou uma poção e agora está virando uma árvore!

- O QUÊ?!? – berrou Tiago.

- É! – afirmou a garota, balançando a cabeça.

- Gárgulas galopantes, esse garoto não sabe diferenciar uma poção!!! Pelo amor de Merlim, tomara que isso possa ser revertido! – reclamou Pontas.

- Parece que não, Madame Pomfrey disse que está sendo muito difícil reverter, parece ser progressivo! Eles estão tendo que poda-lo, por que senão ele não vai mais caber na enfermaria! – informou!

- BOSTA DE GRIFO!!! – urrou Tiago, socando o chão – Sirius e Remo me desculpem, mas eu preciso ir à enfermaria! – informou o cervo.

- Sem problemas! – falou o cão, com um leve sorriso maroto.

Com um aceno, Pontas e a batedora se difundiram e, logo após, sumiram no meio daquela multidão de alunos. Remo levantou os olhos, rapidamente, podendo ver Tiago indo e, depois, voltou sua atenção para o livro, não tentando cair na tentação de olhar para... Sirius!

- O que você está lendo Aluado? – perguntou Sirius, aproximando-se mais de Remo.

- Você não iria gostar – falou Remo, sem pensar em olhar para Almofadinhas.

- Quem disse? – indagou o cão, colando seu ombro no de Aluado, sua mão percorreu as costas do lobo rapidamente e fora parar no outro ombro de Remo, fazendo-o corar.

- S-Sirius, por favor! P-p-por que você está fazendo isso? – sussurrou Remo, seu rosto estava avermelhado e seus olhos pareciam se encher, lentamente, de lágrimas.

- Por quê? – a pergunta parecia ter atingido o ego forte de Sirius, ele só gostava de seduzir o amigo, no entanto, não tinha notado como aquilo o magoava, e pela primeira vez ele se sentiu um manipulador.

O relógio lá fora ecoou, já eram onze horas, muitos estudantes ao ouvirem as badaladas decidiram subir para seus dormitórios, alguns poucos ficaram e entre eles: Almofadinhas e Aluado.

- P-p-por favor – uma pequena lágrima escorregou pelo rosto de Remo – não venha atrás de mim!

O lobo se levantou, cruzou a Sala Comunal e saiu pelo buraco do retrato, deixando ali, parado e nocauteado um cão arrependido!